Advogado no trânsito
31, Outubro, 2008 at 5:01 am | In Piadas e causos | 2 Comments
Um advogado andava em altíssima velocidade pela cidade com seu BMW, quando foi parado pelo guarda de trânsito. 
Guarda: – O senhor estava além da velocidade permitida, por favor a sua habilitação.
Advogado: – Está vencida.
Guarda: – O documento do carro.
Advogado: – O carro não é meu.
Guarda: – O senhor, por favor, abra o porta luvas.
Advogado: – Não posso, tem um revólver aí que usei para roubar este carro.
Guarda (já bastante preocupado):
- Abra o porta malas!
Advogado: – Nem pensar! Na mala está o corpo da dona deste carro, que eu matei no assalto.
O guarda, vendo-se diante das circunstâncias, resolve chamar seu superior. Chegando ao local, o superior dirige-se ao advogado:
- Habilitação e documento do carro por favor!
Advogado: – Está aqui senhor, como vê o carro está no meu nome e a habilitação esta regular.
Superior: – Abra o porta-luvas!
Advogado (tranqüilamente…): – Como vê só tem alguns papéis.
Superior: – Abra o porta malas!
Advogado: – Certo, aqui esta… como vê, está vazio.
Superior (constrangido): – Deve estar acontecendo algum equívoco, o meu subordinado me disse que o senhor não tinha habilitação, que não era o dono do carro pois o tinha roubado, com um revólver que estava no porta luvas, de uma mulher cujo corpo estava no porta malas
Advogado: – Só falta agora esse sacana dizer que eu estava em alta velocidade!
Por uma internet mais lenta
30, Outubro, 2008 at 5:02 am | In Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comments
Essa reportagem, que honra o título da revista (Superinteressante, outubro/2008), traz uma perspectiva realmente nova sobre a velocidade da grande rede. Enquanto todos pensam em aumentar sempre os links, veja o que é proposto: exatamente o contrário !
Por uma internet mais lenta
Talvez você não saiba, mas a internet polui. E muito: ela já é responsável por 2% de todas as emissões globais de CO2 (mesma quantidade de poluição gerada pelos aviões). Isso acontece porque os computadores que sustentam a rede são movidos a energia elétrica. E, quando essa energia e obtida pela queima de carvão ou outros combustíveis fosseis, polui. Mas cientistas dos EUA bolaram uma proposta intrigante para resolver O problema: eles querem deixar a internet mais lenta – e, com isso, reduzir em ate 50% 0 seu consumo de energia. Isso mesmo. A idéia e segurar O fluxo de informações, o que daria um refresco para a infra-estrutura da rede. Em vez de ficarem ativos 0 tempo inteiro, os roteadores (computadores que direcionam 0 fluxo de dados na internet) seriam desligados. Eles só entrariam em ação quando tivessem determinada quantidade de dados para processar ou transmitir. Alem de economizar ener¬gia, isso causa ria congestionamentos na rede – mas os cientistas dizem que ninguém precisa se preocupar. “0
atraso fica entre 3 e 20 milessimos de segundo. E imper-ceptvel”, diz 0 pesquisador Sergiu Nedevschi, da Uni-versidade da California. Ele acredita que, ate 2010, toda a rede poderá estar operando no novo sistema. Enquan¬to isso não acontece, a preocupaição com 0 consumo de energia já mobiliza os gigantes da internet. Para tentar resolver sua parte do problema, 0 Google esta investindo em energia solar e montando seus centros de processamento ao lado de usinas hidreletricas, que não poluem. Já a Microsoft achou Dutra saída. Ela per¬cebeu que suas maquinas gastam muita energia mes¬mo quando estão trabalhando pouco. Quando você abre o Messenger, mas deixa 0 programa ocioso, sem bater papo, isso causa um desperdício de 60% na eletricidade consumida pela Microsoft (pois as maquinas dela, nos EUA, ficam Iigadas sem necessidade). A solução? A em-presa vai cortar 0 numero de maquinas dedicadas a gerenciar 0 Messenger – mas jura que, apesar disso, ele não vai ficar mais lerdo. E esperar pra ver.
Carta de São Francisco aos governantes dos povos
29, Outubro, 2008 at 7:22 am | In Espaço ecumênico | 1 CommentAinda sob os ecos das últimas eleições no Brasil, publico neste “Espaço ecumênico” o artigo ”Carta de São
Francisco aos governantes dos povos”, de Leonardo Boff. Pelo anacronismo que caracteriza a Igraja Católica, não é de se estranhar a proibição mencionada no início do texto do frei (destaque meu):
Quase no final de sua vida, Francisco de Assis escreveu uma carta aberta aos governantes dos povos. Mais de mil franciscanos, vindos do mundo inteiro, reunidos em Brasília em meados de outubro, tentaram reescrevê-la. Dei minha colaboração, proibida pelo bispo local, nestes temos:
“A todos os chefes de Estado e aos portadores de poder neste mundo, eu Frei Francisco de Assis, vosso pequenino e humilde servo, lhes desejo Paz e Bem.
Escrevo-vos esta mensagem com o coração na mão e com os olhos voltados ao alto em forma de súplica.
Ouço, vindo de todos os lados, dois clamores que sobem até ao céu. Um, é o brado da Mãe Terra terrivelmente devastada. E o outro, é a queixa lancinante dos milhões e milhões de nossos irmãos e irmãs, famintos, doentes e excluídos, os seres mais ameaçados da criação.
É um clamor da injustiça ecológica e da injustiça social que implora urgentemente ser escutado.
Meus irmãos e irmãs constituídos em poder: em nome daquele que se anunciou como o “soberano amante da vida”(Sabedoria 11,26) vos suplico: façamos uma aliança global em prol da Terra e da vida.
Temos pouco tempo e falta-nos sabedoria. A roda do aquecimento global do Planeta está girando e não podemos mais pará-la. Mas podemos diminuir-lhe a velocidade e impedir seus efeitos catastróficos.
Não queremos que a nossa Mãe Terra, para salvar outras vidas ameaçadas por nós, se veja obrigada a nos excluir de seu próprio corpo e da comunidade dos viventes.
Por tempo demasiado nos comportamos como um Satã, explorando e devastando os ecossistemas, quando nossa vocação é sermos o Anjo Bom, o Cuidador e o Guardião de tudo o que existe e vive.
Por isso, meus senhores e minhas senhoras, aconselho-vos firmemente que penseis não somente no desenvolvimento sustentável de vossas regiões. Mas que penseis no planeta Terra como um todo, a única Casa Comum que possuímos para morar, para que ela continue a ter vitalidade e integridade e preserve as condições para a nossa existência e para a de toda a comunidade terrenal.
A tecno-ciência que ajudou a destruir, pode nos ajudar a resgatar. E será salvadora se a razão vier acompanhada de sensibilidade, de coração, de compaixão e de reverência.
Advirto-vos, humildemente, meus irmãos e irmãs, que se não fizerdes esta aliança sagrada de cuidado e de irmandade universal deveis prestar contas diante do tribunal da humanidade e enfrentar o Juízo do Senhor da história.
Queremos que nosso tempo seja lembrado como um tempo de responsabilidade coletiva e de cuidado amoroso para com a Mãe Terra e para com toda a vida.
Por fim, irmãos e irmãs, modeladores e modeladoras de nosso futuro comum: recordeis que a Terra não nos pertence. Nós pertencemos a ela pois nos gestou e gerou como filhos e filhas queridos. Custo aceitar que depois de tantos milhões e milhões de anos sobre esse planeta esplendoroso, tenhamos que ser expulsos dele.
Pela iluminação que me vem do Alto, pressinto que não estamos diante de uma tragédia cujo fim é desastroso. Estamos dentro de uma crise que nos acrisolará, nos purificará e nos fará melhores. A vida é chamada à vida. Nascidos do pó das estrelas, o Senhor do universo nos criou para brilharmos e cantarmos a beleza, a majestade e a grandeza da Criação que é o espaço do Espírito e o templo da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Se observardes tudo isso que Deus me inspirou para vos comunicar em breves palavras, garanto-vos que a Terra voltará novamente a ser o Jardim do Éden e nós os seus dedicados jardineiros e cuidadores”. Assinado F. de Assis.
A seguir a íntegra da carta de São Francisco de Assis:
Continue reading Carta de São Francisco aos governantes dos povos…
A única coisa proibida é amar sem amor !
28, Outubro, 2008 at 8:22 am | In Canto da poesia | Leave a CommentPublicar no “Canto da poesia”, um texto em prosa e ainda sobre futebol ?
Mas quando o autor, que já se fez presente neste espaço em outra oportunidade, cita Thiago de Mello e seus “Estatutos do Homem“, está justificada a classificação:
“Parafraseando uma das mais belas poesias de Thiago de Mello (Os Estatutos do Homem), fica decretado que os técnicos não podem escalar brucutus no meio-campo e que os atletas e treinadores assumem um compromisso com a beleza e com a qualidade do futebol, sem perder a eficiência.
Thiago de Mello, amigo do mestre Armando Nogueira, escreveu ainda que a única coisa proibida é amar sem amor. Parafraseando novamente o grande poeta, é proibido jogar sem paixão, sem ousadia e sem utopias.” (Tostão, craque da bola e da pena)
A seguir a íntegra do artigo:
Vou-me embora pra Pasárgada e outro
27, Outubro, 2008 at 5:49 am | In Canto da poesia | Leave a Comment
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolhereiVou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tiveE como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra PasárgadaEm Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorarE quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Manuel Bandeira (Texto extraído do livro “Bandeira a Vida Inteira”, Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90)
Poema só para Jaime Ovalle
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei,
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando…
- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.
E ainda na voz de Paulo Diniz: http://www.divshare.com/download/5679052-5b0
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