Sete de setembro e quinze de novembro

16, Novembro, 2008 at 8:06 am | In Artigos e textos, Zuniversitas | 3 Comments

republicaEm meus tempos, já quase idos, de quadro-negro (verde), sempre fazia questão, independente da disciplina que ensinava, de fazer reflexões com meus alunos quando passávamos pelas datas históricas nacionais.

Neste Zeducando isto tem acontecido aqui e acolá. Resgato agora com este post duas datas recentes: a de ontem, Proclamação da Répública, e a de Sete de Setembro, a nossa InDependência. Se tomarmos ao pé da letra os eventos, a impropriedade dos dois termos é cristalina, uma vez que nunca fomos independentes de fato, nem muito menos somos uma república (no sentido da origem latina da palavra, a res publica: coisa pública). Se formos mais a fundo, nenhum país é hoje, no mundo globalizado sob a égide do poder das mídias e das novas tecnologias da informação e da comunicação, totalmente independente. Da mesma forma, se considerarmos tanto o aspecto particular quanto o público/político, poucos praticam e entendem a coisa pública como numa verdadeira República. Nosso Brasil não é exceção.

Como convite á reflexão, reproduzo abaixo o artigo Sete de Setembro é o dia do Google“, de Aninha Franco (ATARDE de 04/10/08), que bem poderia também ser no meu caso: “Sete de Setembro é o dia do Google e do WordPress”: independencia_ou_morte2

 

SETE DE SETEMBRO É O DIA DO GOOGLE (Aninha Franco)

É impossível saber quantos setes de setembro o planeta Terra já amanheceu, entardeceu e atravessou desde o Big Bang, mas é possível memorar alguns deles. No de 1962, morreu a escritora dinamarquesa Karen Blixen, que escreveu sob o pseudônimo de Isak Dinesen, A festa de Babette, em homenagem à arte gastronômica, e a autobiografia A fazenda africana, assistida no cinema com o nome de Entre Dois Amores. No de 1922, nasceu o ator Paulo Autran e no de 1962, o diretor Fernando Guerreiro. No de 1884, a cidade de Porto Alegre libertou seus últimos escravos, antecipando-se em 4 anos à abolição de 1888. No de 1911, o poeta francês Guillaume Apollinaire, maluco de toda a grandeza como não existe mais, infelizmente, autor de As onze mil virgens e de Caligramas, foi preso sob a suspeita de ter furtado a Mona Lisa.   

 No de 1922, transmitiu-se rádio no Brasil pela primeira vez, um discurso de Epitácio Pessoa, um dos poucos presidentes civis brasileiros da primeira metade do século 20. No de 1936, morreu Benjamin, último lobo-da-tasmânia existente no mundo. No de 1953, Nikita Khrushchev, sobrevivente da era Josef Stalin que acabou em abril, com a morte do seu criador, foi eleito secretário-geral do Partido Comunista. No de 1963, She Loves You de John Lennon e Paul McCartney, que é possível assistir no YouTube com os dois, chegou ao Top 1 das paradas britânicas. No de 1969, o embaixador estadunidense Charles Burke Elbrick foi libertado de um seqüestro com participação armada de Fernando Gabeira, depois que a Junta Militar que governava o Brasil, alcunhada carinhosamente de ‘os três patetas’, libertou 15 presos políticos, entre eles José Dirceu.  

No de 1822, Dom Pedro I, herdeiro do nosso monarca português Dom João VI, gritou em São Paulo que, a partir daquela data, o Brasil estava separado de Portugal e pronto, e se tornou o imperador da antiga Colônia, provocando a confusão que se vê ainda hoje antes, durante e muito especialmente depois das eleições republicanas. E, no de 1998, sem estardalhaço, surgiu o site de pesquisas Google.com que me permitiu escrever este texto mais rapidamente.

3 Comentários »

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  1. Sobre o sete de setembro:sSerá que o Brasil escolheu a independência ou a morte?…acho que com o gráu de violência, fome e miséria que assola nossa pátria mãe em detrimento dos interesses internacionais, escolhemos a morte…até quando???

  2. Realmente, não faz o menor sentido a comemoração dessas datas diante de tanta violência, fome e miséria que o nosso país enfrenta.

  3. A Revolucão da Palavra sugerida por Confúco…

    Este artigo de Aninha Franco, que já visitou este espaço antes, faz uma síntese das principais revoluções da história, chegando até a atual, a tecnológica, a que nos coloca, no dizer dela, maior que nós realmente somos, pela avareza e pela preguiça e n…


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