Ano novo
31, Dezembro, 2008 at 5:04 am | In Canto da poesia | Leave a CommentNesta passagem de ano, brindo os leitores deste blog com dois textos, um de Carlos Drummond de Andrade que já circulou bastante na Internet, mas que vem a calhar nesta ocasião; e outro do Carlos Heitor Cony publicado dia 26 deste mês em vários jornais brasileiros, entre os quais a Folha de São Paulo.
“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui em diante vai ser diferente.”
Drummond
Quem inventou a prosperidade? (Carlos Heitor Cony)
O ANO podia ter sido pior -aliás, tudo nesta vida e na outra podia ser pior.
Sempre impliquei com o lugar-comum que obriga a humanidade a maldizer o ano que passou e a bajular o ano que chega, desejando-o próspero. A verdade é que todos os anos que já maldizemos, íntima ou publicamente, todos os anos que ficamos aflitos em vê-los para trás, todos esses anos – repito – foram prósperos no início e acabaram malditos, como os demais. Quem inventou essa prosperidade?
Certo que, de uma forma ou outra, há anos piores do que os outros também piores. E é possível até que existam anos bons, desses que deixam saudade na gente. Ainda não tenho certeza, mas acho que esse ano de 2008 não foi tão ruim assim, apesar das desgraças acontecidas e das maravilhas que inutilmente esperávamos. Tivemos muito assunto na mídia, numa velocidade que não deixou tempo à monotonia: a peteca sempre está em jogo, para lá e para cá. E é nisso que reside a faina humana: não deixar a dita cair. No plano pessoal, por mais desventuras que tenhamos tido, por mais perdas e danos que entraram no rol das nossas desditas, sempre sobrou o saldo final e positivo da própria vida, a vida que um dia nos será tirada e que, enquanto vida, é o valor maior e, na verdade, único.
O diabo é que misturamos tudo, trocamos as bolas e desejamos que a vida seja uma coisa arrumada como as antigas farmácias homeopáticas, uma porção de vidrinhos rotulados para cada caso específico, “alium sativum” para os resfriados, extrato de beladona para os males hepáticos, tudo tem remédio e tudo vale a pena, mesmo que, ao contrário do poeta, a alma seja pequena.
A realidade de cada ano, somada à realidade de todos os outros anos, destaca que o importante é a vida em si, a capacidade de sentir o sol sobre a pele, viver a esperança de cada manhã e a resignação de cada tarde.
Se abrirmos o jornal, tomamos conhecimento da sordidez do mundo, na qual colaboramos de alguma forma, mas não da vida. Nisso está a sabedoria e a paz: diferenciar o mundo, separando-o da vida.
O mundo não tem mesmo remédio, é o que sabemos, choramos e lamentamos. Vivemos dentro dele (a alternativa, além de problemática, pode ser pior) e, por isso, o melhor que se faz é suportá-lo, criticá-lo e circunstancialmente gozá-lo. Com a vida, o furo é mais em cima. Ela é carne e sangue, e basta que o sangue vivifique a carne e estamos em condições de usufruir a maravilha que ela representa: o sabor do abacaxi, o cheiro do mar, a carícia da brisa (estou caindo nos piores lugares-comuns, mas vou em frente).
Por isso mesmo, não devemos maldizer o ano que passou nem esperar maravilhas do ano que vai chegar. O primeiro nos manteve vivos, embora tenha tornado o mundo pior. E o novo será a mesma coisa, continuando a desgraçar o mundo (ele bem que merece), desde que conserve o abacaxi, o mar e a brisa.
Como as crianças que antigamente escreviam cartas ao Papai Noel pedindo isso ou aquilo, cada um terá, envergonhadamente, sua própria lista de esperanças ou devaneios.
Uma lista gradualmente mais modesta e menos possível. Há uma versão do corcunda de Notre Dame que, ao arranjar o emprego de sineiro, escreveu para casa: “Mamãe, estou muito feliz porque arranjei um ótimo emprego numa bela catedral aqui em Paris…”.
Tive um amigo que sofria de espantoso furor sexual, a cada ano abria um caderninho com o nome e as características das mulheres que desejava e esperava conquistar, lista que foi minguando com o tempo até se resumir numa enfermeira gorda que o atendia na Casa de Repouso onde se abrigara.
Ao contrário dele, não costumo fazer planos para o ano que chega nem para a vida em geral. O que acontecer será lucro, desde que aconteça.
Um autor escandinavo -não lembro o nome dele, é um nome complicado, com seis consoantes, um trema, dois acentos circunflexos e uma única vogal- conta a história do sujeito que ia ser enforcado. Ao sentir que o carrasco botava a corda em seu pescoço, teve um pensamento que o consolou: “Amanhã, não precisarei escovar os dentes”.
Ecos do Natal 2
30, Dezembro, 2008 at 5:58 am | In Artigos e textos, Fotografias e desenhos | Leave a CommentHá alguns anos, quando me deparei nas minhas andanças pela Internet com a árvore abaixo, logo achei que era muito mais apropriada ao Natal em terras nordestinas que as comumente vistas nesta época por estas plagas.
Assim, em homenagem ao nosso povo, a publico aqui neste espaço destinado a “Fotografias e desenhos”:
E, apenas para complementar e já pensando no próximo ano que se avizinha, publico esta bela mensagem de Madre Tereza de Calcutá:
“Tenha sempre presente que a pele enruga,
O cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos…
Mas o que é importante não muda…
A tua força e convicção não tem idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas…
Continue, quando todos esperam que desista.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que, em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca, nunca se detenha.”

Me perdoem meus leitores, mas não me contive ao ler o artigo de Malu Fontes sob o título “Espírito de porco natalino” publicado no último domingo no jornal ATARDE de Salvador/BA. Como resultado tive que acrescentar este post à seção “Artigos e textos” e compartilhá-lo com os amigos. Só continue a leitura se tiver coragem e paciência para ler, afinal, há ‘cenas fortes’ como esta: “O Natal é a época do ano em que prevalece o consumo irracional e quando mais se produz lixo.”
Admirável ano-novo
28, Dezembro, 2008 at 7:17 pm | In Artigos e textos | 1 CommentJoão Ubaldo, assíduo ‘frequentador’ deste espaço, nos faz ir de ‘quando em sempre’ ao dicionário. Nesta sua crônica deste domingo 28/12 ele trata, entre outas coisas, da ortorexia e do grampo (e da falta de privacidade do mundo moderno). Enxerguei no texto a influência, nem sempre benéfica, da tecnologia na vida contemporânea, na visão do autor, vale a pena a leitura.
Ortorexia eu não achei nem no meu Aurélio eletrônico, fui então a “Padre Wiki“, via “São Google”:
ORTOREXIA: Distúrbio de alimentação marcado por uma fixação por uma alimentação saudável, sem químicas, agrotóxicos nem aditivos. Ortorexicos têm obsessão pela escolha e preparo dos alimentos e tentam impor seus hábitos a quem conviver com eles.
ADMIRÁVEL ANO-NOVO (João Ubaldo Ribeiro)
Era comum, talvez ainda seja, que o infeliz plantado numa redação na véspera de Natal, com uma página somente esperando uma matéria dele para rodar, não resista ao título que, em temível concerto telepático, também vem à cabeça dos outros na mesma situação, e taque lá “Admirável Mundo Novo”, tirado, como sabemos, do livro do mesmo título de Aldous Huxley. Aqui, fiz uma inovação, na esperança de que ela não ocorra também a mais de dez por cento dos aflitos. Boto “ano”, em vez de “mundo” porque é cada vez mais assim. O que era para acontecer somente daqui a décadas acontece amanhã e, descontada a crise, creio que certos setores, notadamente do mercado de eletrônicos às vezes pisam no pé das novidades, para que elas não terminem embotando a capacidade de absorção ou compra do consumidor.
Quando eu entrei em jornal, encontrei vários colegas bem coroas, já a poucos anos da aposentadoria. Os muito mais velhos se lembravam de grandes jornalistas que escreviam seus artigos incendiários à caneta e a mais ousada inovação que adotavam era a caneta-tinteiro. Ríamos deles, mas a única novidade tecnológica que incomodava os jonalistas “modernos” era uma periódica troca de marcas de máquina. De Underwood para Remington, quase um motim; de Remington para Olivetti, resistências tão severas que as duas marcas às vezes coexistiam nas redações. Aquela IBM de bolinha nunca passou das escrivaninhas de secretárias chiques. Aliás, ninguém mais sabe o que era a IBM de bolinha. Uma vez, há muitos muitos anos, quando chegando de volta dos Estados Unidos, falei sobre as máquinas de bolinha e fui tido na conta de mentiroso cínico. Outra vez, faz poucos dias, quis descrever uma máquina de bolinha a uma moça de 25 anos e ela não me chamou de mentiroso, só não entendeu nada e ficou com um ar de pena de mim.
Estava pensando em abordar doenças novas que nos ameaçam, mas aí pensei de novo e não achei essa conversa lá muito estimulante, para um dia de Natal. Só faço menção a uma delas porque é chique e esta coluna não vai correr o risco de deixar escapulir de seus leitores uma nova doença chique, para a qual já devem estar-se formando alguns especialistas. A doença a gente já conhece, novidade é o nome: ortorexia. Não é sinônimo, é só parenta do ano. Ortorexia vem a ser, mais ou menos, a mania exagerada de ingerir a comida correta, segundo seu conteúdo nutritivo, a hora em que é ingerida, mastigação, o ambiente, o estado de espírito, a origem dos alimentos e, enfim, os inesgotáveis problemas que podem acometer o ortoréxico, que no futuro, dizem-me cá, deverá andar com uma expécie de pochete ortoréxica, contendo o mínimo essencial para o laborioso ato de comer: balança, analisador de teor de acidez, detetor de agrotóxicos, detetor de hormônios e quem mais ousa adivinhar o quê. Talvez uma empresa lance o Eat-Rite, sucesso absoluto de vendas, até que a Apple anuncie o IPot e todo dia pinte um modelo novo, vai ver um que possa até almoçar pelo dono, se faltar tempo, em época na qual ele é tão escasso e, assim mesmo ou por isso mesmo, gastam-se fortunas para matá-lo.
Imagino que pensem que vai chiste nisto, mas não vai. Por exemplo, talvez a “degola” demore mais alguns anos, mas o casamento, segundo o conhecemos, mesmo na pluralidade de formas com que vem tentando adaptar-se, vai acabar, já deve ter começado a acabar. Isto porque muitos casamentos, suponho que a maioria deles em nossa sociedade e em diversas outras, se apóiam, ainda que por vício, em conceitos como a fidelidade, a sinceridade ou lealdade e a confiança. Tudo isso está indo rapidamente para o beleléu, porque nenhuma dessas virtudes é integralmente observada por homens ou mulheres, pois que ninguém vira santo apenas porque casou. Se começar a haver sensores, como já existem e não são tão raros assim, que monitorem certos dados vitais, o(a) ciumento(a), ambos vão saber, através de um programinha esperto que processe esses dados, o que foi que ela sentiu quando dançou com fulaninho e o que foi que se passou nele, na hora da bitoquinha em sicraninha. Palavras de arrependimento, que terrível engano, não foi nada disso que você pensou – vai tudo isso para o espaço, ciência é ciência.
Em setores, digamos, acessórios, existe de tudo, grande parte já à venda no Japão, muitas vezes com versões diversas. Celular com localizador é manjadissimo. O moço ou a moça no motel e o corno ou a corna sabendo de tudo, ou até assistindo, porque uma hora destas aparece celular com filmadora de controle remoto. Chips minúsculos emitindo sinais para localização, embutidos no cós da cueca ou da calcinha. Ou seja, periga surgir próspero negócio para quem precisa faturar uns extras no escritório: aluguel de estacionamento de cueca ou calcinha. Tokomoyo chega ao escritório, sabe que está de cueca grampeada, paga a Toshito para trocarem de cueca no fim de tarde, porque Tokomoyo vai finalmente traçar Fushita, e Fushita, que também finge que não sabe que está de calcinha grampeada, já fez o mesmo acerto com Okomoko, porque Pushita também está muito a fim de traçar Tokomoyo. E, assim, as horas extras de um são extras diversas das de outro. Imaginem que mercado, imaginem que revolução de costumes. Claro, haverá quem resista e surgirão inúmeras tribos urbanas monógamas e fiéis, mas logo virarão exóticas e objetos da cobiça dos grampeados. Vencer a virtude de uma desgrampeada, deverá render um prazer sedutor meio pervertido, meio Ligações perigosas. E pegar um desgrampeado há se ser façanha igualmente valorizada. Mas, com a localização e a espionagem de todos por todo mundo, acabará de vez a privacidade, não só de atos, como também de emoções muito íntimas, desconhecidas, talvez, do próprio portador. Continuo preferindo não estar aqui nessa época.
Ecos do Natal
27, Dezembro, 2008 at 10:33 am | In Espaço ecumênico | 2 Comments
A discussão entre o criacionismo e o evolucionismo é antiga, mas esta recente proposta de inclusão do criacionismo no estudo da Ciência chega a ser ridícula, fazendo mesmo o “bom velhinho” revirar na cova.
Na minha modesta opinião, a qual tive oportunidade de externar aos discentes e docentes por onde passei em meus 16 anos de magistério, é que TODAS as religiões e filosofias devem ser estudadas em TODAS as escolas, sejam elas públicas ou privadas. Entretanto, como podem ver com mais detalhes no texto abaixo, ciência e religião são campos distintos do conhecimento, a primeira sustentada no ceticismo (e sem ele ainda estaríamos por certo nas cavernas) e a segunda na fé (sem ela talvez, como eu, não conseguíssem dormir).
A “Origem das Espécies”, em dois volumes, eu ganhei de presente de minha irmã mais velha, os li quando ainda adolescente e os tenho guardados até hoje.
Assim, quando recebi o texto “Respeitem o velhinho” abaixo, de autoria de Luciano Rezende, não me contive em fazer este post no Espaço Ecumênico, para reflexão dos leitores.
RESPEITEM O BOM VELHINHO (por Luciano Rezende *)
Durante essa semana foi ressuscitada a polêmica sobre a imposição do
criacionismo no currículo de ciências nas escolas confessionais (e mesmo em algumas públicas). Uma heresia.
Além de atentar contra a Constituição Federal que garante o caráter laico do
Estado, tal medida é um sacrilégio contra a ciência e blasfema contra a
teoria da evolução das espécies de Charles Darwin.
Ciência e religião são imiscíveis. Enquanto aquela duvida e questiona, esta
crê e dogmatiza.
Um notável pesquisador pode ser um devoto seguidor do cristianismo. Mas
quando for escrever um artigo científico suas crenças serão postas de lado.
Poderá manifestar sua fé na palavra de Deus na igreja, mas no seu
laboratório terá que necessariamente comprovar a verdade dos fatos através de critérios metodológicos consistentes e questionar as relações existentes entre causa e efeito de um fenômeno qualquer.
Porventura há alguma comprovação científica sobre o criacionismo? Quais
foram os materiais e métodos? Em qual revista foi publicado? Qual o fator de
impacto da bíblia? Houve repetição, casualização ou controle local? Que
modelo estatístico foi utilizado?
Já a teoria da evolução das espécies formulada por Darwin tem rigor
científico e é comprovada. Mesmo se Darwin comungasse alguma crença seu
estudo foi o inverso da fé e do dogma religiosos. Mendel era monge e é
considerado o pai da genética. Essa é a questão, ou seja, escolas
confessionais têm todo o direito de ministrar aulas de ensino religioso, mas
não podem passar gato por lebre ao impor uma visão teológica como ementa científica.
Sobre esse assunto a professora de Filosofia e Educação da Universidade de
São Paulo, Roseli Fischmann, dá um excelente argumento publicado no Estadão de 14/12. Segundo a professora “levar o criacionismo para as aulas de ciências misturado aos conceitos da teoria evolucionista é uma distorção.
Não dá para confundir as lógicas. O campo da ciência não é o da salvação,
nem o da iluminação, nem o do ser infalível. Ele tem uma marca: é produzido por seres humanos, num acúmulo de conhecimento histórico, e não de forma dogmática, de uma vez para sempre, fruto da revelação. Somos falíveis e mortais. Ao ensinar ciências, os professores podem inclusive dizer às crianças: ‘Isto é fruto da construção humana, e você pode ser parte dessa construção’. Assim se desenvolve nos alunos a possibilidade de questionar, e uma boa dúvida é a pérola do mundo científico. Se do ponto de vista religioso, existe alguém infalível, isso é para as pessoas que acreditam.
Quem acreditar será respeitado por isso, mas não se pode querer que todo o
mundo esteja dentro dessa lógica. Ninguém, enfim, ganha misturando as duas frentes porque os cientistas podem pensar que são deuses, e quem fala de Deus pode pensar que é cientista”.
Também a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é
categórica sobre o assunto. A professora Rute Maria Gonçalves de Andrade, em entrevista à Folha de São Paulo de 13/12, enfatiza que “de forma nenhuma” o criacionismo pode ser ensinado em aulas de ciência. Isso porque “falta tudo” para que essa linha seja considerada ciência. Perguntada se o criacionismo deve ser ensinado nas aulas de ciência nas escolas a diretora da SBPC responde: “De forma nenhuma, pois não é conhecimento científico. Ninguém pode fazer, por exemplo, um experimento para provar a existência de Deus. E fazer experimentos é uma das bases da ciência. Na ciência, não se pode usar como base a crença. Não posso dizer que um animal está em extinção porque eu simplesmente creio nisso. Na ciência, tem de haver método, o que os criacionistas não conseguem fazer”.
O Ministério da Educação também vai ao contra-ataque e em uma postura
corajosa toma firme posição no debate. A secretária da Educação Básica do
MEC, Maria do Pilar, afirma nessa mesma entrevista à Folha que “o
criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, mas nunca nas
aulas de ciências”. Mas apesar desse posicionamento, o MEC não pode
interferir no conteúdo ministrado pelas escolas, pois elas gozam de
autonomia.
Aí é que devem entrar as entidades estudantis. Sobretudo a União Brasileira
dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-
graduandos (ANPG) podem e devem prestar grande serviço à sociedade ao
promover esse debate. Não se trata, obviamente, de uma campanha contra as convicções religiosas das pessoas, mas de defender a ciência e seus inúmeros benefícios.
Nas vésperas do natal, imbuídos da emoção que nos remete o nascimento de
Cristo, respeitemos a memória do bom e sábio velhinho de barbas brancas. Ele não é o Papai Noel, mas presenteou a humanidade com uma obra que assim como a bíblia merece ser lida por todos os criacionistas: ”A Origem das Espécies”.
A propósito, aí está uma boa sugestão de presente de Natal.
*Luciano Rezende, Engenheiro Agrônomo, mestre em Entomologia e doutorando em
Genética. Da Direção Nacional da UJS.
Audiolivros
26, Dezembro, 2008 at 10:54 am | In Baú de livros | 2 Comments
Uma onda atual na Europa, e chegando ao nosso país, são os audiolivros ( audiobooks). Muito apropriado para quem tem pouco tempo, como quase todo mundo na era da cibercultura. Você pode simplesmente ‘ouvir’ um livro enquanto caminha ou corre, via seu iPOD, ou mesmo no rádio do seu carro enquanto enfrenta o engarrafamento de sua cidade.
A seguir algumas boas dicas sobre o tema.
(1) O site “Audio livros em mp3” disponibiliza alguns livros que podem ser baixados gratuitamente (existem em Português e em Espanhol):
(2) O “Viciados em livros” também disponibiliza alguns bons livros:
http://viciadosemlivros.blogspot.com/search/label/Audio-Livros
(3) O site abaixo converte qualquer texto para voz em mp3, é ótimo para quando não se tem tempo, e se quer converter por exemplo uma apostila ou artigo em áudio, ou outro texto qualquer:
http://luztek.wordpress.com/2008/10/24/converter-texto-para-audio-mp3-servico-gratuito/
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