Fraude a correntista – decisão inédita
31, Outubro, 2009 at 5:20 am | In Artigos e textos, Zuniversitas | 5 Comments
A tendência normal do Judiciário é, ou deveria ser, decidir a favor do hipossuficiente. É assim com o trabalhador, o servidor, o consumidor, o correntista e outros atores do mundo jurídico.
No caso de fraudes envolvendo a Internet e os bancos, estes últimos normalmente eram condenados a ressarcir os custos e os danos causados aos correntistas. Entretanto, decisão recente do TJ do Rio Grande do Sul inverteu esta ‘ordem lógica’ num caso concreto onde isenta o banco Itaú do ressarcimento a um correntista que teve uma quantia retirada de sua conta-corrente pela Web.
Diante deste fato, e para alertar os leitores dos perigos e dos cuidados que devemos ter quando usamos a grande rede para acessos a bancos e empresas, lembro alguns cuidados básicos retirados do site IDG-NOW. Na continuação deste post, veja notícia na íntegra.
Atualizar programas de segurança
É fundamental checar com regularidade se seu antivírus e firewall estão atualizados. Trata-se de uma regra básica mas nem sempre seguida.
E-mails com links
Sinal de alerta quando receber mensagens eletrônicas que pedem para clicar em links. Essa é uma das formas mais tradicionais utilizadas por criminosos virtuais. Os códigos maliciosos podem ser enviados por meio de spams e também pelo e-mails de seus amigos, que podem não saber que estão contaminados. É a técnica do phising-scam.
Navegação
Muito cuidado com os sites que você acessa. É muito comum chegarmos a canais desconhecidos por meio de mecanismos de busca. Tome cuidado: tem crescido o número de sites falsos criados para infectar usuários desavisados. Sites de sexo estão entre os mais perigosos.
Sites de bancos
Como os mecanismos de segurança das instituições financeiras costumam ser bem protegidos, os crackers passaram a investir na clonagem desses espaços virtuais. Em outras palavras, eles criam uma página muito parecida com a dos bancos, para que o usuário a visite e informe sua senha bancária. Portanto, a dica é para ficar atento a qualquer mudança, por mais sutil que seja, ao lay out do site (logotipo, cores usadas, seções). Se ficar em dúvida, telefone para o banco e se certifique de que aquele site é mesmo da instituição.
===> UMA DICA BEM SIMPLES MAS QUE POUCA GENTE USA É DIGITAR SUA SENHA ERRADA, CADA VEZ QUE INICIAR UM ACESSO A SITE BANCÁRIO. SE FOR O SITE VERDADEIRO UMA MENSAGEM DE ERRO SERÁ ENVIADA, CASO CONTRÁRIO É CERTAMENTE UM SITE PIRATA !
Informações confidenciais
Não vá passando qualquer informação que lhe pedirem. É comum em sites clonados a solicitação de dados confidenciais, como RG, CPF e endereço de sua residência – além da senha. Mas, como seu banco já possui seus dados pessoais, dificilmente eles lhe pediria novamente pela internet. Se isso acontecer, telefone para a instituição e relate o ocorrido.
Sites de empresas
Uma modalidade de crime virtual em moda atualmente é a infecção de sites de companhias conhecidas. Por isso, a recomendação para ficar atento a mudanças de visual nas páginas também vale para este caso. Outro cuidado também é importante: se aparecer alguma janela diferente da que você se acostumou a ver no site, com mensagens do tipo “”warming security” ou com solicitação de dados confidenciais, desconfie.
Dia da Cachaça
30, Outubro, 2009 at 5:10 am | In Piadas e causos | Leave a Comment
Como hoje é sexta, compartilho com meus leitores a notícia de que uma Comissão da Câmara aprova criação do Dia da Cachaça: 13 de setembro. Neste dia, a bebida, de mútiplos apelidos (abrideira, aguardente, cana, caninha, água benta, bagaceira, água que passarinho não bebe, birita, engasga-gato, goró, malvada, pinga, purinha), foi legalizada no Brasil por Portugal.
A data perpetuará a importância “de um dos símbolos mais representativos do povo brasileiro”
Deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) , autor do projeto !
Clique a seguir para ver a íntegra da notícia:
Uma breve história do mundo
27, Outubro, 2009 at 9:46 am | In Baú de livros | Leave a Comment
Concluí a leitura de UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO, recomendo este livro e por esta razão o coloco aqui neste “Baú de livros”.
Em pouco mais de trezentas páginas não se poderia aprofundar na história da humanidade, razão pela qual é até fácil se fazer críticas como as duas que faço abaixo. O livro traz uma panorâmica muito boa e bem escrita da passagem do homem pela Terra, desde os seus primórdios. E aborda sempre, por vezes direta, por vezes indiretamente, o papel das religiões nesse processo.
Cita o livro que a rainha Vitória, da Inglaterra, foi a única monarca a ter um reino que dominou tão vastas terras que o sol nunca se punha em seus domínios, esquecendo-se de Luiz XIV, o chamado “Rei Sol”, francês que viveu antes dela e em cujos domínios o sol estava sempre presente, daí a sua alcunha.
Outra crítica que se deve fazer, e fiquei torcendo até a última página para que o autor (Geoffrey Blainey) se redimisse do esquecimento, é a ausência da Internet. Nenhum livro que trate da história do mundo até os dias de hoje pode prescindir de tratar da ‘grande rede’.
Ateísmo e falsas simetrias
25, Outubro, 2009 at 5:01 am | In Espaço ecumênico | 5 CommentsPoderia alegar, algum leitor desavisado, que esse não é um papo para um Domingo, um dia reservado ao descanso. Mas eu diria: o criador descansou no domingo mesmo, ou foi no sábado ? Ou foi de sexta para sábado, como crêem os adventistas, que não fazem absolutamente nada de 18 horas da sexta até as 18 horas do sábado ?
Depois de algum tempo sem postar nesta seção “Espaço Ecumênico”, volto agora ao tema do ateísmo com este texto muito polêmico, e com o parágrafo abaixo, ainda mais polêmico, porém autêntico. Peço logo desculpas aos meus leitores, não pelas idéias aqui colocadas, com as quais concordo com a maioria, mas por um ou outro palavrão que o autor coloca no artigo abaixo.
A despeito de toda a contenda recente entre a Globo e a Folha de São Paulo de um lado e a Record e o Bispo Macedo de outro, e muito além de todas as históricas lutas religiosas (e contra-religiosas) e do pensamento de ateístas históricos como Nietzsche e Dawkins, o que me vem à mente quando vejo esses cultos (e incutos) e essas contendas religiosas ciclicas ou do dia-a-dia é simplesmente o sentimento de que todas elas, as religiões, são no fundo uma grande covardia com o ser humano. E a explicação é mais simples ainda: na incerteza de onde se vai, ou, melhor ainda, na incerteza concreta de sabermos se vamos para algum lugar, após a morte, joga-se com isso prometendo-se tudo, explicando-se tudo… e tocando na maior fragilidade do ser humano e de sua vida: a finitude. O ponto comum de todas as religiões, talvez o único que as une ou iguale, porque na verdade é a fonte de sua própria existência enquanto culto e instituição, é exatamente a afirmação (?) e promessa que não somos simples animais na face da terra e que não acabamos como os demais seres vivos. É ou não é uma espécie de covardia ? Ou melhor, é ou não é A covardia ?
Ateus, saiam do armário! Ateísmo e falsas simetrias
O Biscoito Fino e a Massa combate as falsas simetrias desde outubro de 2004.
Outro dia, numa mesa de bar, tive que ouvir a velha história de
que “machismo” e “feminismo” são duas coisas idênticas; de que as mulheres
deveriam abandonar essa história de feminismo porque … afinal de contas,
somos todos seres humanos! Uma amiga querida, feminista, encarregou-se de
explicar o óbvio: que o machismo é a justificativa ideológica de uma
opressão milenar, que subjuga as mulheres, relega-as à condição de
serventes, e que o feminismo representa a luta por uma sociedade em que
todos tenhamos os mesmos direitos– uma sociedade em que as mulheres possam,
por exemplo, legislar sobre seu próprio útero. Daí, a conversa da nossa
interlocutora descambou para a discussão do racismo, onde ela de novo
repetia a ladainha de que uma camisa 100% negro e uma camisa 100% branco
representavam coisas igualmente reprováveis, como se não tivesse havido
aquele pequeno detalhe chamado escravidão.
Está em curso uma perigosa tendência a silenciar os ateus. O argumento –
calhorda, cafajeste, ignorante – é que cada vez que um ateu sai do armário,
se assume como tal e começa, a partir dali, a articular publicamente suas
razões para ser ateu, ele está repetindo, mimetizando, reproduzindo a
doutrinação evangélica com a qual somos bombardeados todos os dias. Cada vez
que os ateus começamos a falar publicamente sobre essa mais óbvia e razoável
das escolhas vem alguém nos acusar de … estar querendo evangelizar os
outros!
Dá pra imaginar uma simetria mais falsa?
Uma pesquisa recente, da Fundação Perseu Abramo, mostra que os ateus
representamos o grupo social mais discriminado socialmente. Mais que negros.
mulheres, travestis, gays, lésbicas. Mais, até mesmo, que transsexuais. Eu
não estou dizendo que a discriminação cotidiana que sofre, por exemplo, um
ateu branco, é comparável à que sofre um negro de qualquer crença. Não é.
Não é, em primeiro lugar, porque ser negro e, até certo ponto, ser gay, são
coisas impossíveis de se esconder. Ser ateu, não. Mas se você perguntar a um
brasileiro em qual membro de grupo social ele não aceitaria votar de jeito
nenhum, os ateus estamos, disparados, em primeiro lugar. Vivemos ainda nesse
estranho regime que associa a moralidade à crença religiosa, como se
existisse alguma relação entre religiosidade e comportamento moral, como se
não soubéssemos nada sobre a lambança feita pelos padres com as crianças e
adolescentes – para não falar dos séculos de lambança obscurantista e
anticientífica promovida pelas religiões.
A crítica que ouço por aí a Richard Dawkins – que ele está liderando um
movimento ateu que tem caráter evangelizante, doutrinador, e que portanto
ele acaba se parecendo a um crente – é de uma burrice digna de um cristão.
Nós passamos séculos em que os ateus não tínhamos sequer o direito de falar
na esfera pública enquanto tais. Nós vivemos num mundo onde professores são
despedidos por serem ateus; adolescentes recebem suspensão na escola por
serem ateus; políticos que se declaram ateus têm pouquíssimas chances de
serem eleitos. Essa mais razoável e óbvia das conclusões filosóficas – a de
que o mundo não foi criado por nenhum ser onipotente – ainda é motivo de
perseguição severa para qualquer um que a abrace.
Apesar do caráter laico da República Federativa do Brasil, garantido na
nossa constituição, as religiões ainda gozam desses estranhos privilégios:
não pagam impostos, por exemplo. A pior parte é que elas podem dar palpite
em absolutamente tudo — desde o currículo escolar até o útero alheio – mas,
no momento em que são questionadas, o debate é silenciado com aquele mais
cretino dos argumentos, ah, tem que respeitar minha religião.
Entendam o ponto de vista d’ O Biscoito Fino e a Massa sobre isso: tem que
respeitar religião porra nenhuma. Tem que acabar com essa história de que,
todas vezes que apontamos a misoginia, a homofobia, os estupros de crianças,
a guerra anticiência, os séculos de lambança obscurantista, sempre aparece
alguém para dizer “ah, tem que respeitar minha religião”.
Ideias não foram feitas para serem “respeitadas”. Ideias foram feitas para
serem debatidas, questionadas, copiadas, circuladas, disseminadas,
combatidas e defendidas, parodiadas e criticadas. De preferência com
argumentos. Seres humanos merecem respeito. Pregação contra o que seres
humanos são, por sua própria essência e identidade (gênero, raça, orientação
sexual) não pode ser confundida com sátira antirreligiosa. A maioria dos
carolas adora confundir sátira antirreligiosa com ataque misógino ou
homofóbico. Não entendem que sua superstição é, essa sim, uma opção.
As três famílias que chamo de minhas – a sanguínea, a de meu amor e a da mãe
de meus filhos, todas elas majoritamente católicas – são testemunhas de que
jamais invadi um ritual religioso deles para fazer sátira, questionar o que
quer que seja ou tentar converter quem quer que seja. O ritual acontece no
espaço privado – que é onde ele tem o direito constitucional de acontecer –
sem que eu jamais o desrespeite. Mas isso não é porque eu “respeito a
religião”. Isso é porque eu os respeito, como pessoas. Tenho a opção de
acompanhar o ritual em silêncio ou afastar-me porque, afinal de contas, são
três famílias maravilhosas.
Entendam: o debate na esfera pública são outros quinhentos. E, neste debate,
nós chegamos para ficar. Ateus, saiam do armário. Sem medo. É muito melhor.
PHI, Razão Áurea, ou Proporção Divina
24, Outubro, 2009 at 5:12 am | In Zuniversitas | 3 CommentsHá mais de ano tenho protelado a publicação de um post sobre o número PHI. Resgato agora a contribuição da amiga, e também Matemática, Andréa Fernandes. Abaixo o texto integral descrevendo o “número mais bonito do universo” para alguns, para outros “o tijolo que Deus usou para construir o mundo“.
No livro “Código da Vinci“, Dan Brown nos brinda, em seu Capítulo 20, com a explicação e exemplificação deste n
úmero. Clicando-se em download, pode-se baixar o livro por completo para conferir.
PHI
- O NÚMERO PHI
Todos nós já ouvimos falar em número PI.
É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3.14159265358979323846264 … e é conhecido “vulgarmente” como 3,1416 ).![]()
Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia “fi”) apesar de não ser
tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal.
Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual
havia-se proporções… do lado maior dividido pelo lado menor e a
partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon…
a proporção do retângulo que forma a face central e lateral.
A profundidade dividia pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma
proporção ideal de 1,618.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618
menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de
cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.
Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu.
O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a
construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam retângulo
de ouro grego.
Mas em 1200… Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o
crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente
a mais famosa seqüênca matemática, a Série de Fibonacci.
A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles se aumentavam
a partir da reprodução de várias gerações e chegou numa seqüência onde
um número é igual a soma dos dois números anteriores:
1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89…
1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34 E assim por diante…..
Aí entra a 1ª “coincidência”: a proporção de crescimento média da
série é… 1,618.
Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a
média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do
retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci
abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a
estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir
coisas fantásticas:
-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com
abelhas machos em uma colméia é de 1,618;
-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um
girassol é de 1,618;
-A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que
subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas
se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à
proporção de 1,618.
Também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.
Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus
teria escolhido para fazer o mundo?
Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica
voltou à moda… Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci,
grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras.
Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, pegava cadáveres para
medir a proporçãodo seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa
obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano… obra prima de Deus.
Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão;
o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo
até o dedo; o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta
ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra; o resultado é 1,618;
-Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão;
o resultado é 1,618;
-A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o
alto da cabeça; o resultado 1,618;
-Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax; o resultado é 1,618
(Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são
objetos acurados de medição).
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.
Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a
sua imagem e semelhança ?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e
o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção
em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça
seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma
foto revelada.
(Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não
são objetos acurados de medição).
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de
Bethoven e em outras diversas obras.
Então, isso tudo seria uma coincidência?…ou seria o conceito de
Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
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