Dia do Trabalho

01/05/2011 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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diadotrabalhoNeste primeiro de maio de 2011, publico como homenagem ao trabalhador brasileiro o artigo abaixo de Aninha Franco (jornal A TARDE, Salvador, 24/04/2011).

“Aos que, criando, lutam contra os que alardeiam o que fazem”

aninhafranco


TROFÉU T AOS QUE TRABALHAM (Aninha Franco)

Acordar para existir. Para descobrir, para pra­ticar o Tau, o T, símbolo do trabalho tabelador da energia, força e deslocamento concretizados. Troféu T aos que trabalham. Aos que fa­zem bem-feito. Aos que consTroem. Ao pedreiro Ga­lego e suas paredes sólidas e seus acertos claros. Ao seu “não posso agora, mas posso num dia”, que é sempre preferível esperar. Troféu T ao salão impe­cável de Madame Steele, comandante-em-chefe de profissionais baianos, onde todos os sabores sa­bem bem e onde todas as misturas se adequam.

Troféu T aos que chegam no horário apropria­do, aos que rejeitam improvisos, aos que exi­bem otalento com o cerimonial que o talento exige, aos que caem, machucam-se, levantam e prosseguem, como Rita Assemany, que os incorri­petentes das sociedades provincianas, inaptos para entender, inábeis no competir, chamam de “proble­máticos”. Troféu T aos que entram no esquema, mas repudiam suas cloacas, como Antonio Reguffe (PDT-DF), que dispensou, em caráter irrevogável, as regalias que nós pagamos aos deputados federais, 14º, 15º salários, entre outros barbarismos.

Troféu T aos que brigam pelo outro, pela dor do outro, pelas necessidades do outro, como Maria Rita, Irmã Dulce, humana, a mais hu­mana, que por sua humanidade será beatificada. Troféu Taos que exaltam oseutrabalho no trabalho dos seus pares. Troféu T aos que se colocam dentro doquefazem, como Renilson, o marceneiro, que vai na mesa, na cadeira e na estante que esculpiu.

Troféu T aos que, criando, gastam energia pa­ra lutar contra os que alardeiam o que não fazem, profissionais do bico, descoladores de pontas, profetas dos mundosefundos, mágicos das l.001 profissões, ou aos personagens atrapalha­dos que gastam 10 mil réis para o vizinho não ga­nhar 100, os “areia”, os empatadores de moitas. E à lassidão, para não usar o nome preguiça nesta Baía de muita, o TroféuTàssuasodes, que resultaram de muito trabalho, como o haicai pernambucano de Ascenso Ferreira: “Hora de comer, comer. Hora de beber, beber. Hora de vadiar, vadiar. Hora de tra­balhar, pernas pro ar que ninguém é de ferro”.

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