Corregedoria na Justiça já !!!

30/09/2011 às 18:32 | Publicado em Fotografias e desenhos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Ainda sobre o recente caso da falta de justiça na Justiça ! (fonte: A TARDE, Salvador/BA, 29/09/2011)


CharegeJus

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Bienal do Livro da Bahia

30/09/2011 às 11:44 | Publicado em Baú de livros | Deixe um comentário
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Bienal do Livro da Bahia divulga primeiros autores confirmados

A Bienal do Livro Bahia começa a divulgar os autores que farão parte de sua programação cultural. Cristóvão Tezza, Ronaldo Correia de Brito, Armando Avena e Mariana Ianelli são os primeiros nomes confirmados para o evento, que acontece entre 28 de outubro e 6 de novembro, no Centro de Convenções da Bahia.

Acompanhe a Bienal do Livro Bahia
nas nossas redes sociais e pelo site www.bienaldolivrobahia.com.br
e faça parte desta grande festa da literatura!

Quando o “a” era difícil

30/09/2011 às 3:09 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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Um bom artigo tratando das tecnologias e seus efeitos. Mais que saudosista, este artigo serve para refletir sobre os valores e suas transformações nos tempos atuais. Em plena era da computação, o autor cita Suassuna que do alto de sua sabedoria nordestina nos ensina ao ser perguntado do que precisava para criar:

“Só de uma resma de papel e de uma caneta”

suassuna


Quando o ‘a’ era difícil

Duas mortes anunciadas. A primeira é a da tevê de tubo, que brevemente deixará as prateleiras das lojas e sobreviverá apenas nos quartos dos fundos e na memória de quem, como eu, ficava horas em frente à velha Colora do valvulada mesmo depois de encerrada a programação, apenas observando o indiozinho analógico da TV Itapoan sorrindo um riso preto e branco para mim – sem jamais imaginar que um dia eu veria os seus descendentes
em alta definição nas LEDs da vida.

A outra é a da escrita cursiva (aquela em que as palavras são formadas por letras emendadas pelas pontas), que em algumas cidades americanas já deixou de ser en-
sinada, dando lugar a outras habilidades consideradas mais úteis, como digitar tex-
tos em teclados de computadores.

Quanto ao fim da tevê de tubo, tudo bem; agora, acabar com o ensino da grafia cur-
siva é preocupante, pois indica que no futuro poderemos ter o fim de todas as for-
mas de letras escritas, o que provocará a extinção definitiva de uma geração que vi-
via escrevendo versos, poemas e cartas apaixonadas para amores doces e vis, em
noites regadas a álcool, desejos e canções. (Cá pra nós, há coisa mais impessoal do que
um e-mai! de amor?).

Recentemente eu tive o prazer de almoçar com Ariano Suassuna aqui em Paulo Afonso
e, enquanto traçávamos uma tilápia (que no exterior é chamada de Saint Peter, o que nos
levou a pedir perdão ao todo poderoso por estarmos cometendo a heresia de comer um
de seus mais queridos apóstolos), quis saber do que ele precisava para criar, já que está na
moda (além do computador) neguinho usar a falta de apoio governamental como se isso
fosse determinante para brotar a inspiração, e ele respondeu, com aquela voz que parece
saída do fundo de um pote vazio: “Só de uma resma de papel e de uma caneta”. E tome-lhe limão na espinha de São Pedro.

- É, meu caro Ariano, pelo jeito, logo chegará ao fim a sua geração e a de meu primo Mourão, que ao voltar de seu primeiro dia de aula, chegou todo assustado para a nossa avó e disse: “Mas, vó, como o ‘a’ é difícil!”. Era,Mourão, era.

(por Jãnio Ferreira Soares, escritor, A TARDE, Salvador/BA)

Bandidos de toga

29/09/2011 às 11:39 | Publicado em Artigos e textos | 4 Comentários
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O primeiro problema do Judiciário brasileiro é a investidura, já tratada aqui em alguns posts.

Já a Corregedoria é órgão importante em qualquer área do serviço público. E por que não também no Judiciário ? Segue a entrevista da Ministra Eliana Calmon que abalou as estruturas do Poder Judiciário, porque o desnudou, seguido de post do site do Nassif.


ENTREVISTA DA MINISTRA:

A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: “Eu sou uma rebelde que fala”
A corte dos padrinhos
A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos
 
Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama.
Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.
Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?
Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.
A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?
O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.
Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?
Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.
A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.
É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.
Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?
Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.
Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.
Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.
No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?
Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.
Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?
Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.
E como resolver esse problema?
Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.
Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?
Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.


 A corregedora e os “bandidos de toga”

Enviado por luisnassif, qua, 28/09/2011 – 09:07

Por Edmar Roberto P…

Do Unipress

Bandidos de toga: a denúncia da Corregedora Eliana Calmon

Por Edmar Roberto Prandini

Avançar na democratização da sociedade brasileira é um desafio permanente e que se apresenta cotidianamente a todas as instituições que compõem a arquitetura da constitucionalidade desenhada durante a Assembléia Nacional Constituinte e consolidada na Constituição Federal vigente desde 5 de outubro de 1988.

Nenhum dos poderes da República pode furtar-se de participar dos movimentos nesta direção, de democratização, visto que as conquistas de 1988, se é verdade que foram significativas, também é verdade que tinham como ponto de referência o arcabouço da ditadura, desenhado com a instauração dos atos institucionais, ou seja, um ambiente demasiadamente retrógrado, insuficiente para servir como parâmetro para a avaliação de uma sociedade que se pretenda democrática e progressista.

Neste contexto, são evidentes os avanços que se impuseram aos poderes executivo e legislativo, o que não significa dizer que eles já alcançaram estágios avançados enquanto padrões democráticos de organização e funcionamento cotidiano, de tal modo que ainda há muito que se progredir nesse sentido.

Já o poder judiciário, diferentemente do executivo e do legislativo, expostos com frequência ao processo de mudanças impostos pelos ciclos eleitorais, mantém-se mais distante dos influxos da pressão social. É fato que a implantação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) representou um esforço na direção da criação de um mecanismo de controle externo do judiciário, mas ainda não está suficientemente consolidada a interpretação acerca dos precisos limites de sua atuação, razão pela qual o STF está chamado a posicionar-se nos próximos dias a este respeito.

Nos últimos dias, a Corregedora Geral do CNJ, Ministra Eliana Calmon, chamou a atenção em entrevista para o grave fato de que atuam no judiciário juizes que utilizam-se de suas atribuições para proteger e acobertar diversas modalidades de crime e, em consequência, de criminosos, obviamente.

A Ministra Eliana Calmon não foi específica em sua afirmação, evidentemente, mas o apontamento da existência desse problema no judiciário brasileiro não passou desapercebido nem incólume. Surgiram reações diversas de associações de magistrados e, sob a condução do Ministro Peluso, presidente do CNJ e do STF, os integrantes do Conselho Nacional de Justiça emitiram uma nota defendendo a dignidade dos magistrados brasileiros.

A Ministra Eliana Calmon é conhecida por sua profundidade e pelo zelo com que atua. Sua afirmação traz consigo o peso e a densidade da credibilidade conquistada pela Ministra em sua trajetória de vida. É por causa da força moral de que se reveste Eliana Calmon que sua denúncia traz consigo abalos no seio do judiciário.

A tentativa de invalidar a afirmação da Ministra Eliana Calmon ou de reduzir os danos conduzida pelo presidente do STF e do CNJ apenas servem para acalmar ânimos e exprimir a insegurança que o rigor da Ministra Calmon é capaz de trazer àqueles que fazem jus ao adjetivo que ela empregou: “bandidos de toga”.

Universidade, ciência e emancipação

29/09/2011 às 3:52 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Parabéns ao povo da Bahia por esta conquista. Mais Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, mais Universidades, mais Educação. E pelo artigo tratar muito bem do papel das Universidades, publico aqui nesta Zuniversitas, destacando:


..as universidades ainda são o espaço privilegiado para compreender (e viver) de perto essa nossa ambívalência civilizatória. Ao produzir a ciência que sustenta o progresso, as universidades estimulam os sujeitos a construírem os conceitos capazes de fomentar a crítica dos limites desse próprio “progresso”, e esse é o único fato realmente emancípador que uma universidade pode promover na vida de um indivíduo e de uma comunidade.

Universidade


Universidade, ciência e emancipação (por Antônio de Pádua Melo Neto, A TARDE, Salvador/BA)

O governo federal anunciou recentemente a criação de duas novas universidades federais (a do Oeste, com sede em Barreiras, e a do Sul da Bahia, com sede em Itabuna) e de nove Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia na Bahia. Este é um ato de justiça, como bem frisou o governador do Estado. Mas não de uma justiça abstrata e, sim, de uma justiça histórica, uma reparação de oportunidades que foram perdidas por decisões autocrá-
ticas em tempos passados.

A reparação chega em bom tempo, afinal a Bahia possui a segunda menor taxa líquida
de matrícula no ensino superior entre os estados nordestinos: apenas 7,4% dos jovens
de 18 a 22 anos estão frequentando o ensino superior, percentual superior apenas ao os-
tentado pelo Maranhão, com 6% (pnad 2009). Estamos abaixo da média da Região Nordeste  (9,3%) e do Brasíl (15,4%).

Não é preciso conhecer teoricamente o mecanismo do “efeito multípltcador da renda”
gerado por qualquer investimento para perceber empiricamente que a instalação de uni-
versidades é, por si, movimento favorável’ ao estímulo de atividades econômicas no seu “entorno”. Universidades formam material humano mais qualificado e demandam um conjunto de serviços que alteram as estruturas sociais e econômicas das comunidades onde se instalam. Contudo, reduzir a interpretação de tão relevante fato a esse “produtivismo economícista” é eclipsar a razão. E é da razão que se deve falar quando uma universidade nasce.

Se é verdade que mestres do quilate de Theodor Adorno e Max Horkheimer nos en-
sinaram que a civilização burguesa transforma, continuadamente; o esclarecimento
em mito e mistificação, as universidades ainda são o espaço privilegiado para compre-
ender (e viver) de perto essa nossa ambívalência civilizatória. Ao produzir a ciência
que sustenta o progresso, as universidades estimulam os sujeitos a construírem os con-
ceitos capazes de fomentar a crítica dos limites desse próprio “progresso”, e esse é o
único fato realmente emancípador que uma universidade pode promover na vida de um
indivíduo e de uma comunidade.

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