7 bilhões de criaturas

31/10/2011 às 13:09 | Publicado em Artigos e textos, Espaço ecumênico, Zuniversitas | 2 Comentários
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Somos o câncer do mundo ? Quem duvida dê uma olhada numas fotos de satélite tendo com foco as cidades. Ou mesmo observe em algum voo, da janela do avião, quando se aproxima de alguma cidade ou quando sobrevoa um centro de médio para grande porte. Não necessita ser um “ecochato” para chegar a esta conclusão. O fenômeno que estudava na minha infância, denominado conurbação, agora se vê em todo lugar… Até mesmo no Nordeste brasileiro. Fiz uma viagem em setembro pelo Nordeste e num dos trechos, apenas como exemplo, no interior de Sergipe, viajamos uns 200 km (de Araccaju a Canindé do São Francisco) sem que ficássemos sem ver um conjunto de casas, um vilarejo ou uma vila ou uma cidade em nenhum momento.

Essa é uma visão pessimista ? Entendo que é realista. Porém a utopia nos permite sonhar que também poderemos ter o 7.000.000.001 irmão da espécie nascendo agora em algum lugar do planeta que poderá mudar tudo, como ocorreu há aproximadamente 2 mil anos…

Dizem que hoje chegamos à cifra dos 7 bilhões.

Há um site com uma espécie de ‘Relógio Mundial‘ (http://www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm) no qual se pode ver quanto somos, on line. Confesso que dá uma agonia danada de ver os números passarem…

Há outro site um pouco mais radical, do ‘Movimento da Extinsão‘ (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/cada-pessoa-nova-e-um-fardo-para-o-planeta-diz-movimento-da-extincao.html)  no qual se prega a não reprodução (???). Neste site há uma ‘brincadeira’ interessante onde se pode ver qual a população do mundo e do Brasil quando você nasceu.


Mulheres em corrida

31/10/2011 às 5:20 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Mesmo correndo o risco de algumas (ou várias) delas não gostarem e ficarem com raiva, segue este artigo que li numa revista de bordo recentemente. O autor, Daniel Piza, já esteve aqui antes.


MULHERES EM CORRIDAmulher trabalho

Correndo tanto, mas para onde? É o que sempre me pergunto quando caminho pelas ruas de cidades como São Paulo, de olho nas expressões atribuladas que cruzam por mim. A vida moderna depositou um caminhão de afazeres nas costas de cada indivíduo, e o peso só aumenta com a pressa. Se um motorista se distrai quando o farol fica verde, logo toma buzina do carro detrás. Outro atravessa a rua com celular à orelha, com passos rápidos e desatentos. Aquele lá corre para o ônibus no ponto, afinal o próximo só passa daqui a meia hora, se não estiver lotado. E ploc, ploc, ploc, mulheres de salto caminham com a urgência de quem só tem meia hora para almoçar. E o assunto à mesa com os colegas será o próprio trabalho, do qual vão chegar em casa à noite e reclamar também.

Sim, porque as mulheres estão cada vez mais parecidas com os homens, e isto não é um elogio: elas põem o ganhar dinheiro e o subir na vida em primeiro lugar, tratam com crueldade os subordinados – as subordinadas, então! –, traem seus companheiros mesmo que sejam legais e leais, pensam o tempo todo em consumo e status, delegam a criação dos filhos para babás ou parentes. Conheço uma mulher que nunca sai do trabalho antes das 20h e, mesmo assim, às vezes sai mais cedo e demora para chegar em casa só para não pegar os filhos acordados. Como assim? Por que pôr filhos no mundo se não se tem tempo para eles? E mesmo no fim de semana o estresse insiste em não ir embora: sempre se tem algum compromisso, e como eles parecem aumentar sem parar…

Como se não bastasse, no caso delas há outras cobranças além de conciliar trabalho e família, cobranças – veja bem – que muitas vezes são elas mesmas que se fazem, mais que os homens. Me refiro às cobranças relativas à aparência. Elas se sentem pressionadas a sempre estar magras, na moda, arrumadas, maquiadas, sem rugas nem dobras, com cabelos e unhas impecavelmente pintados. É claro que os homens gostam das mulheres bonitas, mas pode ter certeza de que não dão a menor bola para muitos desses exageros, dessas obsessões, desse mundo de grifes e futilidades. O medo de envelhecer parece afetar muito mais a elas do que a eles, ao menos no sentido da vaidade física. Eles não são muito adeptos de botox e outros elixires da juventude, são?

Supostamente a tecnologia viria para nos dar mais tempo livre, ter horários mais flexíveis, resolver problemas com mais rapidez. Mas veja o número de horas semanais que cada pessoa perde checando emails, torpedos e redes sociais e navegando pelas fofocas da internet, inclusive no ambiente de trabalho; ou no trânsito; ou em casa, diante da TV. Como resultado, há menos convívio direto e, pior, menos tempo para refletir, para assimilar os dados e desenvolver raciocínios menos imediatistas sobre eles. Há mais egoísmo e descortesia nas ruas e nos lares, e os outros se tornam eles também objetos de consumo, úteis até provas em contrário. E ploc, ploc, ploc, todos vão direto para a solidão e a ansiedade, das quais os remedinhos prometem tirar em doses cada vez mais fortes. E não tiram.

(Fonte: Revista Avianca)

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