Luislinda, primeira Desembargadora negra do TJ-BA

07/12/2011 às 7:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 25 Comentários
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Em 11 de agosto de 2009 fiz um post (abaixo) com o título “É sempre o negro, o delinquente (?)” contando um pouco da vida dessa brasileira. Hoje volto aqui para alegria minha e de muitos a fim de anunciar a promoção de Luislinda Valois Santos para Desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia.

Linda, linda, salve Luislinda, exemplo !


É SEMPRE O NEGRO, O DELINQUENTE (?)

Luislinda2

Seguindo a alma deste blog, onde é mais importante perguntar que responder, instigar que concluir, coloco a interrogação no título deste post, que originalmente não o possuía. O mote do post foi uma entrevista fornecida ao suplemento MUITO, do ATARDE de Salvador/BA, de 26 de julho/2009, pela Juíza de Direito Luislinda Valois Santos, forte e bela mulher, antes de qualquer título.

Desta entrevista, reproduzida abaixo para quem quiser se deleitar com a história de vida desta senhora “quebradora de preconceitos”, destaco duas passagens DE ARREPIAR, porque poderia ter acontecido a qualquer outro(a) brasileiro(a), mudando-se apenas o “foco” do preconceito, de negro para homossexual, ou para pobre, ou para nordestino, ou para anafabeto, ou para… o leitor escolhe:

(1) Filha de pais pobres (e negros), infância miserável, mas com os pais sempre preocupados com a educação dos filhos, aos 9 anos, iniciando os estudos, o professor pede o material escolar de desenho. O pai não podendo comprar o pedido, compra outro. Ela mesmo assim feliz da vida chega à escola com o material e ouve do professor: “Menina, se seu pai não pode comprar o material, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Saiu chorando, mas já naquela época demonstrando personalidade forte, voltou e disse: “Não vou fazer feijoada para branco, não. Vou é ser juíza e lhe prender”. Em casa ainda tomou uma surra do pai, porque naquele tempo não se podia desrespeitar professor (?)…

(2) Diz ela: “Para saber o que é racismo, é só ficar negro por 48 horas. Certa vez, no juizado de Piatã (bairro litorâneo de Salvador), aproveitei o tempo para arrumar uns processos. Chegou uma advogada e falou: ‘O juiz vem hoje ?’. Eu fiz um sinal para a moça não dizer que era eu. A advogada ficou lá, reclamando que juiz nunca chegava na hora, coisa e tal. Na hora da audiência, subi, pus a toga e, quando ela me viu, não acertou fazer nada. Tive que adiar a audiência. Falei: ‘Tenha paciência, a senhora toma um chazinho de erva-cidreira e, amanhã, nós continuamos’. Precisa mais racismo que esse ?

É ou não é bacana a história de vida de uma pessoa dessa ?

É SEMPRE O NEGRO O DELINQUENTE
(entrevista com a juíza Luislinda Valois Santos)

“Menina, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Ela chorou, ainda se emociona quando relembra, 58 anos depois.

LuislindaO professor pediu o material de desenho, a custo o pai de Luislinda conseguiu comprar um, meio remendado. Pois bastou o professor ver o material para magoá-la para sempre. “Menina, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Ela chorou, ainda se emociona quando relembra, 58 anos depois. Mas tomou coragem e retrucou: “Vou é ser juíza e lhe prender”. A primeira parte, ela cumpriu. Em 1984, a baiana Luislinda Valois Santos tornou-se a primeira juíza negra do País. Não à toa, também foi quem proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Em 28 de setembro de 1993, condenou o supermercado Olhe Preço a indenizar a empregada doméstica Aíla de Jesus, acusada injustamente de furto. Aos 67 anos, lança em agosto seu primeiro livro, O negro no século XXI.

Como foi sua infância? Imagino que não tenha tido muitos recursos…

Faça uma pequena ideia (risos). Minha mãe era lavadeira e costureira e meu pai era motorneiro de bonde. Minha infância foi miserável, mas meus pais sempre primaram pela educação e pela nossa saúde. Quando eu tinha 9 anos, estava começando a estudar, um professor pediu um material de desenho e meu pai, coitado, não pôde comprar o que ele pediu, mas comprou outro. Quando cheguei à escola, feliz da vida, ele disse: “Menina, se seu pai não pode comprar o material, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Imagine como foi marcante pra mim (chora). Saí chorando. Mas sou muito impetuosa. Voltei, fui em cima dele e falei: “Não vou fazer feijoada para branco, não. Vou é ser juíza e lhe prender”. Em casa, ainda tomei uma baita surra do meu pai. Naquela época, não se podia desrespeitar professor.

Começou a trabalhar cedo?

Com 7 anos, quis aprender datilografia e, para pagar o curso, minha mãe sugeriu que eu lavasse aquelas fraldas de pano que se usava na época. Aí fiz isso. Mas, trabalhar realmente, comecei com 14 anos, como datilógrafa. Comecei na Companhia Docas da Bahia e, logo em seguida, minha mãe tinha acabado de morrer, me arrumaram um trabalho no DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem, hoje Dnit). Fui crescendo lá: trabalhei como escrevente, escriturária, chefe de orçamento. Estudei filosofia, não concluí, depois comecei teatro, mas meu pai não me deixou cursar, disse que era coisa de prostituta. Aí, um dia, decidi fazer direito. Já tinha uns 34, 35 anos. Me inscrevi e passei na Universidade Católica. Me formei aos 39 anos, no dia 8 de dezembro e, no dia 9, começaram as inscrições para o concurso de procurador do DNER. Passei em primeiro lugar no Brasil. Mas não pude assumir aqui.

Por que não?

A pessoa que passou em último também era daqui da Bahia. Como eu não tinha padrinho político, algumas autoridades me puseram numa sala e falaram: “Doutora, precisa­mos da sua vaga aqui. Vamos lhe oferecer Sergipe ou Paraná”. Aí falei: como vocês estão me mandando embora, vou logo para longe. Fui para o Paraná. Com 90 dias, o chefe da procuradoria de lá se aposentou e fui designada para a vaga dele. Morei lá quase 8 anos.

Li que, antes de estudar direito, a senhora participou de um concurso de beleza. Como foi isso?

Trabalhava no DNER, tinha uns 20 anos, e um dia me chamaram na diretoria e falaram: “estão abrindo um concurso da Mais Bela Mulata e você vai ser a nossa miss” (risos). Aí eles foram falar com meu pai. Era de maiô e tudo, imagine… Meu pai ficou bastante reticente, mas por fim pediu a seu Rangel, que era o chefe do administrativo, para assinar um documento se responsabilizando pela minha integridade física (risos). A integridade física da poca era a tal da virgindade, a preocupação era essa. Teve várias etapas. As mais importantes foram no Forte de São Marcelo e na Rua Chile, que era o point. Ganhei como Miss Simpatia.

E como se tornou juíza?

Estava em Curitiba e vim de férias para cá, soube do concurso pelo jornal A TARDE, que meu pai comprou. Falei: pronto, é agora. No dia seguinte, fiz a inscrição e as provas. Aí, uma noite, o telefone tocou e a menina disse que eu tinha sido aprovada. Acordei meia Curitiba, né? (risos). O fato de ser a primeira juíza negra do Brasil só me dá responsabilidade. Até hoje só temos dois ministros negros nos tribunais superiores. Por que isso? A inteligência não é privacidade de nenhuma raça. Até porque só existe uma raça, a humana. Ser juíza não é difícil. É só ter bom senso, estudar de manhã, meio-dia, de tarde e de noite e gostar de lidar com gente. Não pode pensar que, só porque o cidadão é marginal, ele já merece estar enclausurado. Primeiro se vai ver por que aquele sujeito virou marginal. A sociedade é quem escolhe quem vai delinquir. E te digo mais: nesse momento, a sociedade escolheu que é o negro, pobre, jovem, da periferia. Na hora que se tem de condenar, se não tiver a quem condenar, se condena o negro, mesmo que ele ainda esteja no ventre da mãe.

A senhora falou que não é “porque o cidadão marginal que já merece estar enclausurado”. A sociedade espera uma resposta, de todo modo.

A sociedade não colabora para que as pessoas não cheguem a delinquir. O que que se tem de dar? Oportunidades. Primeiro, educação de qualidade e continuada. Imagine uma pessoa que tem oito, dez filhos, se depara uma manhã sem ter o pão para alimentar seus filhos. Se não tiver muito equilíbrio, faz bobagem.

Já se viu diante de um caso desse? Como a senhora agiu?

Já, no interior. Resolvi da seguinte forma: fui até o prefeito e consegui um serviço de jardinagem para ele. A pena que dei foi que, com o primeiro salário, ele pagasse o que tinha pego. Nunca mais ouvi falar que esse rapaz fizesse nada de ilegal. Digo sempre o seguinte: se tiver eu e uma loira juntas, o que sumir primeiro, fui eu que peguei. É sempre o negro que é o delinquente de hoje.

No seu trabalho como juíza, ainda sofre muito preconceito?

Sou a sétima juíza mais antiga do Estado e nunca consegui ser convocada para o Tribunal. Me sinto preterida. Tenho certeza de que já era para eu ser desembargadora há muito tempo, preencho todos os requisitos. Para se saber o que é racismo, é só ficar negro por 48h. Certa vez, no juizado de Piatã, aproveitei o tempo para arrumar uns processos. Chegou uma advogada e falou: `O juiz vem hoje?`. Eu aí fiz um sinal para a moça não dizer que era eu. A advogada ficou lá, reclamando que juiz nunca chegava na hora, coisa e tal. Na hora da audiência, subi, pus a toga e, quando ela me viu, não acertou fazer nada. Tive de adiar a audiência. Falei: `Tenha paciência, a senhora toma um chazinho de erva-cidreira e, amanhã, nós continuamos`. Precisa maior racismo do que esse?

A senhora proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Como foi a repercussão do caso?

Me lembro bem. Aíla Maria de Jesus foi a um supermercado e quando estava saindo, o segurança a humilhou, disse que ela tinha posto na bolsa um frango congelado e dois sabonetes. Ela falou que, se ele chamasse a polícia, ela abriria a bolsa. Aí, a polícia chegou e viu que não tnha nada. Na época, a repercussão foi que o feitiço virou contra o feiticeiro (risos). Comecei a receber ameaças, o pessoal ligava para a minha casa dizendo: “Onde é que essa negra faz supermercado?” Fiquei com medo e pedi afastamento, resolvi voltar para Curitiba. Aí fui ao banco com meu filho, me sentei e ele foi resolver as coisas para mim. Passou um tempo o segurança ficou me olhando, depois veio outro, depois veio o gerente. E eu lá sem saber o que fazer. Pensei: se eu me mexer para pegar minha carteira de juíza, eles podem pensar que eu estou armada e me matar. Quando meu filho voltou, criei alma nova. Ele falou: “O que é isso com minha mãe?”. E o gerente respondeu: “Ela ficou muito tempo aí sentada”. Chorei a tarde inteira.

No livro O negro no século XXI, a senhora diz que “a Justiça é inacessível ao negro pobre”. A senhora é uma das idealizadoras do Balcão de Justiça e Cidadania, que atende moradores das periferias. Isso vem melhorando?

Sim. Criei o Balcão de Justiça e Cidadania, o Justiça Bairro a Bairro, Justiça Itinerante da Bahia de Todos-os-Santos e o programa Justiça, Escola e Cidadania, para levar a Justiça às escolas públicas. Recebi em Brasília, em 2006, o Primeiro Prêmio de Acesso à Justiça, pelo trabalho desenvolvido pelo Balcão. A ideia é resolver conflitos pela mediação, inclusive divórcios, separações, pensão alimentícia, que são os casos mais frequentes. As pessoas acham que, para ir até a Justiça, têm de estar com uma roupa muito arrumada, mas não precisa nada disso. Hoje, trabalho no juizado da Unijorge, que eu implantei.

Por que a Justiça na Bahia é uma das mais lentas no Brasil?

Primeiro, temos um número pequeno de magistrados e um número inaceitável de desembargadores. No Paraná, que é bem menor que a Bahia, são 120 desembargadores. Aqui, são apenas 35. É humanamente impossível. E a falta de recursos colabora bastante negativamente.

O movimento negro muitas vezes pleiteia políticas específicas, como as cotas. Isso não fere a Constituição, que diz que “todos são iguais perante a lei?

Não se pode igualar os desiguais. Tudo que é inferior encaminhado ao negro. As cotas são importantes, mas não permanentemente, porque senão parece esmola. É enquanto se equipara o ensino público e privado. O problema é que a qualidade da escola pública não melhora.

A maioria das vítimas de homicídio em Salvador são jovens negros. Qual é a parcela de responsabilidade da Justiça? Há apenas duas varas do júri para julgar esses casos.

Depois da visita a presídios, resolvi criar um projeto: Inclua no trabalho e na educação e exclua da prisão, para ocupar os jovens da periferia. A televisão fica com aquele `compre, compre, compre`. O adolescente vê um tênis e quer adquirir, seja como for. Pai e mãe também não têm condições, saem para trabalhar, deixam o menino sozinho. O que acontece? O traficante vai e coopta. O poder público é culpado por não dar condições para as famílias terem uma vida mais digna. Isso tudo vai desaguar no Judiciário, e falta estrutura.

No livro, a senhora também fala sobre aborto. É a favor da descriminalizaço?

Acho que se trata o assunto olhando somente a mulher pobre. A mulher rica faz aborto a todo instante, mas isso não vem a público, ela não morre, nem é presa. Acho que tem de deixar de ser crime, sim. Ninguém aborta porque quer.

A senhora é de santo, e o pastor Márcio Marinho, da Igreja Universal, assina a contracapa do seu livro. Como é a relação de vocês?

Me criei no candomblé, sou filha de Iansã. Acho que, primeiro, não se deve olhar a religião da pessoa,mas sim quem ela é. Já fiz parcerias com a Igreja Universal, e eles sempre cumpriram o papel deles.

Entrevista publicada em Muito, revista semanal do grupo A Tarde, domingo, 26 de julho de 2009

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  1. Impressionante a história dela! Concordo com a visão dela sobre a política de quotas e também creio que, no Brasil, há discriminação de várias formas além do racismo.

    Muito bom o post, obrigado!

  2. parabésn!
    Estaou participando de um congresso de pesquisadores negros, a aprtir de 5a. feira dessa semana. Estou tentando o video da juiza Luislinda, fonte principal da análise de racismo que apresentarei no congresso.Tem como me enviar o vídeo?
    Ficarei muito grata!
    Antonia

  3. Meu nome é Genebaldo Cruz,sou ex-patulheiro rodoviario federal (DNER)tenho orgulho de ser ex colega da juiza Luislinda Valois a qual mim ajudou muito quando a mesma ainda era funcionaria do antigo (dner), gostaria de aproveitar o momento para parabenizar a juiza pela sua brilhante carreira e pela grande luta em prol da nossa raça.
    Um grandeaabraço

    Genebaldo Cruz

  4. Cada vez mais, com todo respeito me apaixono pela pessoa que você é. Sou de Maceió e quando te vi numa entrevista numa rede local, fiquei impressionada pela sua pessoa, digo de coração me apaixonei por tudo, coragem, decisão,e tudo mais que se resume a LUISLINDA VALOIS. É de um prazer imenso falar da sua´pessoa,fico até meio atordoada, mas de prazer e alegria.Seja muito felizzzzz.

  5. Prezada Márcia,

    Este mundo da cybercultura por vezes nos confunde. Eu por certo não sou a juiza Luislinda Valois, apesar de também ser admirador do seu trabalho e de sua personalidade.
    Fico grato pela sua visita ao ZEducando.

    abraços,

    José Rosa.

  6. Senhora Desembargadora é com muita honra e orgulho que que lhe deixo um grande comentario quando vi hoje sua historia lembro da minha, nao por racismo porque sou branca,e falo isso nao com orgulho mais sim com aperto no coraçao, porque todos nos somos irmaos, e a grande diferença esta no coraçao, e na mente de cada um,mim lembro que nos eramos muito pobre e nao tinhamos valor nenhum mais como pobre sempre meus pais colocava pra trabalhar,em uma barraquinha de cereais, estudo como? se nao tinha nem o que comer direito era tenso, eu carrego um corte nos meus braços por causa de um pedaço de pao brigando com meu irmao e o pior que eu estava errada pois eu queria mais de que todo mundo, e eramos 8 irmaos tinha repartir o pao so que eu so tinha 7 anos e sabia que estava fazendo, mais tarde eu lutei pra ajudar muito meu pai pra nao faltar nada, e assim foi, as lagrimas cai ao lembrar disso. meus pais ensinou que sempre tinhamos que respeitar as pessoas seja ela quem fosse, por sermos muito pobre nos eramos muito discriminado, e o pior pela propria familia que tinha condiçoes, e isto mim deixava muito triste mais uma coisa boa minha mae ensinou sempre respeitar os outros seja ela quem fosse em casa nao se tocava em assunto de negro branco tudo sempre foi todos iguais pra nos isso la em pernambuco, vinhemos morar na Bahia e mim lembro que minha filha com idade de cinco anos mais o menos entrou chorando porque a amiguinha tinha os cabelos daquele geito e o dela nao era, deixa que o da aminguinha era duro o cabelinho eo dele era bom so que por ser criadas todas iguais e sem ter preconceito nem diferença ela se achau inferior querendo que o cabelinho dela fosse igual da amiguinha,e tive que explicar que Deus fez de cada qual da sua vontade, e isso mim deixou muito orgulhosa por eu criar minha filha igual minha mae nos criou hoje ela faz faculdade de direito e o outro admistraçao de empresa e a minha felicidade maior hoje é de mim sentir muito orgulhosa quando vejo um exemplo de vida como a senhora, meus parabens, hoje tambem estou muito realizada bem susedida, ajudei todos meus 9 irmao e meus dois filho é um exemplo de vida. E veja ..pra quem nao teve estudo so ate a sexta serie posso ate te homenagiar escrevendo o que vem na minha mente, com muito orgulho senhora Desembagador sem depender de nimguem so de DEUS é claro, que sempre mim deu inteligencia, e força pra enfrentar todos obstaculos da vida.Tudo de bom pra senhora, e que Deus continue a lhe abençoar por meio de Jesus Cristo.

  7. Sou Maria Benta, sei exatamente como é ser negra no Brasil. Nascida numa cidadezinha da Bahia, denominada Bananeiras, não me conformei com os maus tratos e discriminações sofridas pela menha mãe( por nós, mesmo crianças). Não cheguei tão longe quanto a desembargadora Luislinda, porém, quis fazer a diferença pelo menos em minha família. Comeceio a trabalhar em Bananeiras com 9 anos de idade, com 12 vim para São Paulo. Aqui estudei, apesar dos tropeços e dificuldades por ser negra, mulher e não viver com os pais. Tornei-me Pedagoga, tenho meu próprio negócio na área da educação, e hoje ajudo com meu trabalho a brancos e negros sairem da escuridão do analfabetismo. Parabéns Desembargadora!! Eu adoraria conhecê-la, trocar experiências. Abraços.

  8. Uma honra para mim a visita a este blog de Maria Benta e Edna Arruda. Fico imensamente grato pelos seus testemunhos.
    um abraço,
    José Rosa.

  9. olha eu avii no programa da xuxa,e fiquei fá dessa senhora,e de gente asim que meu ceara fortalesa precisa,gente de carater.

  10. Maravilhosa essa historia de vida da Desembargadora Luislinda, me emocionou muito. Gostaria de saber o e-mail dela para que eu possa enviar-lhe uma mensagem de elogios.

    Um abraço,
    Vilobaldo Sena.
    (11/03/2012).

  11. PARABÉNS!!! Drª Luislinda Valois Santos. A senhora é um exemplo de vida, de mulher guerreira e de amor à vida. Que o SUPREMO DEUS derrame bênçãos sem medidas sobre a senhora e sua família.
    Por outro lado, após a matéria veiculada na imprensa televisada e ao ver o competente e brilhante Promotor de Justiça de Sergipe, Dr. Fausto Valois, seu filho, meu ex-vizinho de apartamento e um grande amigo tenho um grande apreço e respeito fiquei mais feliz ainda. O seu filho é inteligente, muito capacitado e respeitado no MP/SE como por toda sociedade do meu Estado.
    Exemplo de vida para todos os brasileiros.
    Com todo respeito, um grande beijo no seu coração e que DEUS lhe dê muitos anos de vida e muitas vitórias…
    Cordialmente,
    Jackson Hora
    Aracaju – SE

  12. Drª querida, LUISILINDA VALOIS venha nos dar o prazer, visitando a FACULDADE ZUMBIR DOS PALMARE EM SÃO PAULO PERTO DO METRO ARMENIA O TELEFONE(011-3325-1000 U M GRANDE ABRAÇO.

  13. Drª,LUISLINDA VALOIS , tiro o chapéu para as suas atitudes, para os seus valores e pela sua luta. No mundo de hoje, época em que o racismo é de ponta, mesmo com a sua idade, choca saber que passastes por tudo isso e ainda sonha. É de extrema responsabilidade julgar um ou outro, e você pela poucas linhas que li sobre tudo isto, consegue tratar com muita naturalidade e respeito, valorizando o outro e consegue mostrar que vale a pena, pois as pessoas não fazem porquê quer, mais sim porque precisa. Podemos sim brigar pelos nossos direitos, pelos nossos deveres, pelas nossas causas, pelo nosso espaço, enfim podes acreditar que a parti de hoje tens uma fã nº um. Que te admira pelo que tu és, e pela sua luta em prol dos que necessitam. Um grande abraço.

  14. Drª , LUISLINDA VALOIS. é com muito orgulho que leio a sua história de vida, sou negra vou iniciar o curso de direito agora no 2º semestre através do projeto social engraxate cidadão da Universidade Guarulhos, aprendemos a profissão de engraxate e ganhamos uma bolsa de graduação na Universidade e escolho direito. UM GRANDE ABRAÇO QUE TE ABENÇOE GRANDEMENTE.

  15. Cara Aide,

    Agradeço o seu comentário.
    De fato , a Dra Luislinda é um exemplo para todos nõs !

  16. Dra parabéns!que o Senhor Jesus te abençoe muito e guie seus caminhos,

  17. Que linda hístoria de vida!! Meus parabéns!! Tenho acompanhado materías sobre profissinais de sucesso na aréa de direito,pois está cada vez mais proxímo o momento de realizar meu grande sonho,que é seguir a carreira juridíca,graduando um dia como juíza,já havia á citado,sem conheçer muita vossa historía para minha filha,que apesar de ter apenas 10 anos de idade,também já sonha em ser juíza,(rsrs).
    Mais um fato marcante e muita interessante para mim é que iniciou o curso com 39 anos,o que me faz crêr,que apesar de já estar com 30,a caminhada pode sim começar.

    Parabénsssssssssssss,és brilhante!!

  18. Boa tarde, sou Gaby Adly, um jornalista, relacionador publico, asesor politico e das figuras publicas e seus crescimento no meios de comunicacao, com nacionalidade Haitiana, porfavor presiso trabalhar por favor Luislinda Valois .

    .
    obligado abrs

  19. Ola,não tenho palavras pra lhe dizer como é linda a sua historia de vida, estou emocionada com a sua trajetória, mulher de fibra coragem e fé, mulher guerreira como esta não é,tu és fonte de orgulho para a nossa raça. Que DEUS continue te iluminando cada vez mais, fica aqui o meu abraço e o meu carinho por ti.

    Obrigada

  20. de dar

  21. Cara Desembargadora, após fazer a leitura de algunas materias a seu respeito mais uma vez me orgulho de ser um afrodescendente. Me orgulho muito de ter a Meritissima como colega no DNER, pois ingresei no DNER (hoje DNIT) em 1979 como patrulheiro rodoviário federal, e ate os dias de hoje permanesso em exercicio no estado do Rio Grande do Sul no municipio de Porto Alegre. Sou bacharel em direito pela Universidade Federal de Santa Maria/RS (UFSM). Achei fantastica sua resposta ao professor ” que um dia seria juiza e iria lhe prender”. Me orgulho de ter dois filhos tambem formados em Direito. Solicito agentileza de me remeter o livro “O Negro no Seculo XXI” autografado pela Meretissima. Um grande abraço que Deus nos abençoe. Antonio Renato Pinto Martinez

  22. Fiquei muito emocionada e orgulhosa em saber que temos uma pessoa como essa Desembargadora que ja tem o nome de linda, e que tem uma historia linda, pena que não conseguio agradecer ao professor pelo incentivo que ele deu mesmo sabendo que a intenção dele não foi essa ,para que chegassa aonde chegou, mas pode ter certeza, prezo ele ja esta, nos inf…….. beijos fiquei sua fã.

  23. Luizlinda valois Parabéns, Valeu Apena, vc está escrevendo uma pagina da historia do racismo contra Negros no Brasil o racismo se divide agora em duas partes antes e depois de Luilinda Valois, personalidade forte, caráter, garra, coragem Guerreira. Mulher. (Pastor: Roque Gonçalves – Maceió – Al) sou Negro sofro racismo em algumas Igrejas Evangélicas, pior que isto acontece.

  24. Minha cara e querida Desembargadora Luislinda, a senhora não poderia nunca deixar de receber tantos elogios, falta adjetivos para expressar sua capacidade, todas estas exposições retratam o que a senhora representa a este lindo país de encontros e desencontros, lembro-me das nossas lutas no Paraná em defesa de alguns africanos que atravessaram o atlântico em busca de oportunidades no Brasil, e a senhora guerreira como sempre interveio em beneficio daqueles irmãos, infelizmente não nos vimos mais, mas jamais esquecerei sua pessoa e o que representa em minha vida. Que os Orixás possam sempre conduzir seus bons fluidos em seu caminho de luta e de bondade, a senhora já faz parte da histórica história do povo brasileiro, feliz de quem pôde como eu partilhar sua companhia e um pouco de sua luta, um grande abraço (José Luiz Teixeira, negro, professor, advogado- Presidente do Instituto Sorriso Negro dos Campos Gerais , Ponta Grossa PR)

  25. Senhora Luislinda e sua bela história, que me inspira a prosseguir lutando pelos sonhos de infância, parabéns!


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