Medicina, da ilha para o mundo
09/04/2012 às 3:18 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 ComentáriosTags: Educação, história, Política, saúde
Quem disse que isso não sai na mídia ? Pois saiu no jornal A TARDE, de Salvador/BA, dia 24 de fevereiro último (os grifos são meus, a digitalização idem).
CUBA E MEDICINA HUMANITÁRIA (Tânia MIranda) ![]()
Dando exemplo de medicina com senso de responsabilidade social, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) firma convênio com a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), em Cuba, que prevê o acompanhamento do processo para a revalidação do diploma de 500 brasileiros que lá estudam, e estabelece que eles cursem as disciplinas na própria Uesc.
A formação médica em Cuba dura seis anos. Hoje são 8.281 estudantes de 30 países matriculados na Elam. O governo cubano os orienta no sentido de que, de volta aos seus
países, trabalhem nas comunidades pobres pelo menos por cinco anos. Um terço dos 75
mil médicos de Cuba e 10 mil trabalhadores de saúde atua em 77 países pobres.
No Haiti, desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país, médicos cubanos deixam .
o mundo envergonhado. Em meio à publicidade em tomo da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, e enfermeiros cubanos desembarcaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados à ilha caribenha. Esta tradição remonta a 1960, quando cuba enviou médicos para o Chile, atingido tainbém por terremoto.
Os médicos itinerantes são uma arma útil da política externa e econômica do governo, ganhando amigos em todo o mundo. O programa mais conhecido é Operação Milagre, que começou com oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanas em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhão de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, sargento boliviano que executou Che Guevara.
Enquanto isso, o criminoso embargo econômico norte-americano impede que medicamentos para o câncer infantil, HIV, produtos químicos necessários para o díagnóstíco de infecções e alguns anestésicos entrem em Cuba. Enquanto isso, os serviços públicos de educação e saúde cubanos são mundialmente reconhecidos pela sua universalidade e qualidade. Na Bahia, a decisão da Uesc é um exemplo a ser seguido.
(Tânia Miranda é Historiadora)
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