Queda de Gigantes
20/05/2012 às 6:25 | Publicado em Baú de livros | Deixe um comentárioTags: história, Literatura, Política
Assim como Azyncourt, este livro é uma delícia. Um romance histórico passado no tempo da Primeira Grande Guerra. Eu confesso que não estudei muito esse período da História, acho que pelo fato de não cair muito no vestibular… Uma falha que compensei agora. São 912 páginas que você não consegue desgrudar desde o início. Ali você descobre a causa da primeira e da segunda GG: grana ! E relembra, entre outros fatos históricos, a Revolução Russa de 1917 e os bolcheviques (parece que o autor leu OS 10 DIAS QUE ABALARAM O MUNDO, de John Reed). Recomendo mais este livro e quem quiser ver um resumo razoável clique em: KENN FOLLET – QUEDA DE GIGANTES.(http://mundodaleitura.wordpress.com/2012/01/13/ken-follet-queda-de-gigantes/ )
Livro “Perdi um jeito de sorrir que eu tinha”
18/05/2012 às 3:20 | Publicado em Baú de livros | 1 ComentárioTags: direito, Psicologia, sociologia, trabalho
Este livro trata de um tema delicado mas muito atual. Ele me foi presenteado pelo sindicato de minha categoria. Serve para todos os trabalhadores, não só aos servidores públicos. Destaco os trechos abaixo, mas a coincidência é que o autor estuda dois casos, com ênfase no assédio moral, um dos anistiados de uma empresa pública e outro de bancários. Não coloca nomes, claro, mas eu descobri que o primeiro refere-se aos Correios e à demissão praticamente em massa ocorrida no ano de 1987, país tentando se redemocratizar, mas com Sarney no poder e ACM como Ministro das Comunicações. Acompanhei este caso de perto porque estava na ECT na época. Não fiz a greve, mas quem fez, de um dia apenas, foi demitido – por ordem expressa do Ministro. Estupidez que um povo sem memória nem mais se lembra. E aqui na Bahia ainda tem alguns lugares onde não se pode expressar essas sandices que ‘painho’ fez…
DESTAQUES:
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER NO TRABALHO
Jogar com os sentimentos de insegurança
e os medos resultantes se torna hoje
o principal veículo de dominação política.
Zygmunt Bauman
Duas cenas de filmes servem como referência para o início nosso percurso pelo admirável mundo novo do trabalho.
Cena 1. Filme: O grande ditador. A dança com o globo terrestre. Chaplin encarna o ditador embevecido com o poder de comandar os destinos do planeta. O filme, lançado no ano da
instalação de Auschwitz (1940), satiriza a visão de mundo e os comportamentos da organização social, e as relações sociais de trabalho que instrumentalizaram ambições totalitárias.
O portão principal de Auschwitz tem, até hoje, grafada em letras de ferro a mensagem estampada com solenidade perversa - o trabalho liberta. Símbolo eloquente de uma lógica de dominação articulada ao fazer humano do trabalho. Imagem histórica dos limites da astúcia para justificar situações que resistem à compreensão.
Cena 2. Documentário: The Corporation. Um corretor da Bolsa de Nova Iorque é questionado sobre seu primeiro pensamento ao saber da explosão das torres gêmeas. Nitidamente excitado, responde: o ouro vai subir!
A remissão instantânea às possibilidades de lucro – alheias às proporções e dramaticidade do acontecimento – desvela um pensamento preponderante em nossos dias. Nenhum vacilo em aplicar a fria lógica financeira, seja lá onde for. Nenhuma dúvida em encarar a morte como potencial de investimento, como um resto que não é silêncio, mas o prazeroso tilintar metálico das moedas jorradas do cassino financeiro. Nenhuma dúvida em eufemizar a morte como trabalho, na portentosa inscrição de Auschwitz.
Por que aproximar cenas de filmes de realidades sociais e épocas tão diferentes?
As cenas escolhidas, cada uma à sua maneira, refletem a banalização da indiferença, do sofrimento e do mal. O grande ditador personifica um regime totalitário. a corretor da
bolsa norte-americana representa o sujeitado agente de uma engrenagem central do capitalismo pós-moderno.
As duas cenas traduzem racionalidades produzidas e produtoras de um pensamento único voltado para a dominação. Evidenciam a dinâmica indissociável e autorreforçada da criatura que robustece o criador.
O capitalismo globalizante herda e induz visões restritivas do mundo. Costuma ser avesso à interlocução. Exclui os que não comungam das mesmas convicções.
…
As propagandas de liberdade, igualdade de direitos e oportunidades constantemente enaltecern a avançada democracia capitalista. Essas oportunidades, no entanto, são mais
franqueadas aos que possuem capacidade de consumo, denominados incluídos.
Diante disso, nos perguntamos: onde estará o ponto de exaustão desse modelo? Para Boaventura de Souza Santos, esse ponto será atingido quando a ansiedade dos excluídos se transformar verdadeiramente na causa da ansiedade dos incluídos.
PATOLOGIAS DA VIDA COTIDIANA DO TRABALHO (ASSÉDIO MORAL)
Quanto ao ambiente, o assédio moral é influenciado pela estrutura organizacional e contexto sociolaboral. As organizações hiper-rígidas (burocratizadas) e hiperfiexíveis (desreguladas, instáveis, precárias, imprevisíveis, carentes de políticas coerentes) induzem às relações competitivas e conílituosas que podem levar ao assédio moral.
O assédio moral é sintoma de grave disfunção da orgação do trabalho. Para Dejours é um instrumento a serviço do agir estratégico, utilizado para desarticular o coletivo do trabalho.
Se escola fosse estádio e educação fosse copa …
14/05/2012 às 3:25 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros | 2 ComentáriosTags: Educação
Ainda no ‘mesmo rumo da prosa’ do post de ontem, publico hoje onze crônicas do livro “Se escola fosse estádio e educação fosse copa…” do professor baiano Jorge Portugal. Separei por página para facilitar a leitura, abaixo um índice. E, como não poderia deixar de ser, seguem duas críticas ao livro que não diminuem em nada o seu valor:
1) Na ‘orelha’ do livro há um erro de Português, suponho por algum problema de revisão: “Idealizou, sendo apresentador, dos programas …”. O correto não seria “Idealizou, sendo apresentador, os programas …” ?
2) Os artigos publicados no livro saíram em diversos jornais e em blogs. Entretanto não há menção sobre a origem dos artigos em cada um deles, para mim uma falha.
Página 2: Se escola fosse estádio e educação fosse copa…
Página 5: PIB e ensino público: agora vai
Página 6: Soy loco por ti, poeta!
Página 7: Marcados para perder
Página 8: Máquina de fazer democracia
Página 9: Crescimento social e educação
Página 10: Cursinhos sociais: a porta de saída
Página 11: A Flip e o resto do Brasil
Página 12: Que ensino é esse? – O massacre
REVISTA LIZ – LANÇAMENTO DIA 12/05
11/05/2012 às 3:15 | Publicado em Baú de livros, Fotografias e desenhos | 1 ComentárioTags: Educação, humor
Essa eu recomendo ! A Revista LIZ em quadrinhos, pura criatividade. Parabéns Liz, parabéns Daniel e Juju !
REVISTA LIZ – LANÇAMENTO DIA 12/05 NA HG OFFICE
Sábado, dia 12 de maio, às 15hs na HG Office do shopping Varanda Mall (FORTALEZA/CE), haverá o lançamento da revista LIZ. Esta publicação é uma edição especial com uma compilação de tiras.
Liz é minha filha e uma das minhas maiores inspirações. Ela tinha 6 anos quando eu criei sua personagem e suas primeiras tirinhas. Ela está nos créditos como co-autora, não só porque a maioria dos roteiros é baseada em fatos reais, mas também por ela ajudar com ideias, desenhos e colorizações.
O universo de uma criança já é fascinante por si só, devido ao lúdico, fantasias, descobertas e sinceridade absoluta. Mas considero a Liz uma criança especial. Ela é diferente. Bem humorada, inteligente, comunicativa, educada, carinhosa, brincalhona e cheia de tiradas engraçadas. Uma personagem pronta. Não tive trabalho nenhum. Bastou observá-la, ouvi-la e conviver com ela para que a Liz dos quadrinhos ganhasse vida e alegrasse não só a mim e a mãe dela, mas também o mundo.
Portanto, esta revista tem um significado todo especial e o seu lançamento precisa ser celebrado de uma forma simples e afetiva.
Serviço:
LIZ – Uma edição especial com uma compilação de tiras – R$ 5,00 – 24 páginas – tamanho A5 na horizontal
Edição: Daniel Brandão
Autores: Daniel Brandão e Liz Bezerra Brandão
Lançamento dia 12/05
Local: HG Office no shopping Varanda Mall – Av. Senador Virgílio Távora, 999, sobreloja 1
Horário: de 15:00 às 18:00
Seção de autógrafos, coffee break, e uma pequena exposição.
LIZ é uma publicação do Estúdio Daniel Brandão
Como adquirir: daniel.s.brandao@gmail.com
Maiores informações: 3264-0051 ou daniel.s.brandao@gmail.com
www.estudiodanielbrandao.com
Os autores:
DANIEL BRANDÃO
Co-editou o quadrinho independente “Manicomics” com o qual foi agraciado com 3 prêmios HQ Mix. Quadrinizou o “Capitão Rapadura”, do cartunista Mino, por cerca de 10 anos.
Estudou na Joe Kubert School e publicou na DC Comics, Dark Horse, Marvel, Panini, Abril e Maurício de Sousa Produções.
Possui um estúdio onde ministra aulas de desenho, quadrinhos e mangá.
LIZ BEZERRA BRANDÃO
Uma linda garota de 8 anos. A inspiração para a criação da personagem principal da tira e co-autora de boa parte das ideias. Ajudou em alguns desenhos e arte-finais. Também colore no computador.
–
Daniel Brandão
(85) 3264-0051
http://estudiodanielbrandao.com/
www.fotolog.terra.com.br/danielbrandao
www.danielbrandao.deviantart.com
Twitter: danielbrandaoHQ
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