Escolhi ser pobre, mas não posso sê-lo porque no Brasil a cidadania não alcança o pobre
31/03/2012 às 3:25 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentárioTags: cidadania, Educação
Este é um post-depoimento de um grande amigo e colaborador deste blog, o Walber Ferreira. Segue para refelxão de todos neste dia que deveria ser de luto para todos os brasileiros que possuem pelo menos um neurônio de memória. O texto é bem escrito e pela minha visão tem um tom de otimismo diante da evolução que já tivemos no país nos últimos anos. Faço três destaques abaixo:
Não tem como fazer um projeto de gestão pública sem ação continuada de vários governos e legislaturas. Para tanto estes projetos têm que ser do Povo, tem que ter a chancela da comunidade, não dos govermantes.
Quem lembra qdo Brizola colocou sua neta para estudar na escola pública que fica ao lado do Palácio Laranjeiras? Para mim o que é público é sagrado e como tal tem que ser tratado porque é do povo.
Educação tem que ser pública de horario integral, com alimentação de qualidade, médico e dentista na escola sendo acompanhado pelos gestores a qualidade dos serviços de saude. Condução para escola e trabalho tem que ser gratuita.
Amigos,
Só para desabafar, escrevi este texto.
Em que pese os falatórios ideológicos, o Rio ainda tem refeição a um real, com sobremesa e suco. Isso o Sérgio Cabral manteve. Esta realidade bem que podia ser pirateada pela Dilma. Eu digo pirateada porque a corrupção não ia deixar a comida de qualidade chegar na bandeja por um real. Todos podem comer por um real nos restaurantes populares do Rio. TEM RESTAURANTE POPULAR na Central do Brasil, em Nirerói, em Bonssucesso na Av. Brasil, em Nova iguaçu. Quem souber de outros endereços coloque aqui. O Betinho ia agradecer o autor deste projeto. Depois, veio o projeto de albergues por um real, mas o Sergio Cabral a tempo, obedecendo aos interesses do setor hoteleiro, caçou o projeto. O primeiro hotel albergue ficava ali na Central do Brasil e tirava a população da Rua, principalmente os velhos e aqueles que só contavam com alguns reais para o almoço e a comida. A Delegacia do idoso que ficava na Central do Brasil também o Sergio Cabral fechou, no mínimo deve ter aberto as portas de sua mansão de cinco milhões R$ PARA DAR HOSPITALIDADE para os albergados. Depois veio o financiamento de casas por “um real” que também foi desativado pelo Sérgio Cabral. Enfim, pelo menos deixaram o rango e o café da manhã (35 centavos) que é servido nas estações da SuperVia ao povo que usa aquele sistema de transporte,que foi dada a concessão para particulares, porque agora a moda é falar concessão no lugar de privatização. Quando o poder político quer as coisas funcionam, e funcionam melhor do que qq empresa privada. Vamos voltar aos Brizolões do Darcy Ribeiro, cujo projeto foi para atender a classe média e a classe pobre, pois a propaganda veiculada mostrava um casal de classe média trabalhando enquanto seus filhos estudavam no Ciep. Este projeto foi sabotado pela classe empresarial de donos de escolas e pela Globo, que dizia que a linha de educação das escolas do Rio ia ser Marxista. O que eu quero dizer com isso é o seguinte: ” dá para seguir modelos de políticas públicas na educação, moradia, na medicina, na odontologia e no combate a fome e tirando os pobres da rua, dando dignidade aos cidadãos pobres. Mas, para existir eficácia e eficiencia nas gestões públicas tem que ter vontade política. Porque DINHEIRO TEM e muito! Do mesmo modo o policial hoje já não tem que trabalhar num pardieiro, pq já tem instalações decentes nas Delegacias modernizadas, que não foi de iniciativa de Sergio Carnaval Cabral. É claro que por trás destes projetos tem que vir a valorização dos Recursos Humanos da corporação policial. E, nesta hora, o Sergio Cabral está perdendo uma grande oportunidade da dar continuidade a modernização da Seguranaça Pública no RJ.valorizando seus RH. Não tem como fazer um projeto de gestão pública sem ação continuada de vários governos e legislaturas. Para tanto estes projetos têm que ser do Povo, tem que ter a chancela da comunidade, não dos govermantes. Senão, ao entrar um governo, de ideologia e partido diferente ao anterior,este desfaz aquilo que o povo aprovou e contava como forma de melhorar sua qualidade de vida. Isso tem que acabar no Brasil. Isso vale para todas as demandas do povo. Na aárea da saúde, o Souza Aguiar já foi o Hospital do Povo do Rio ,mas com tanta mudança de gestão política, não guarda mais aquela fama de mehor hospital na boca do povo. Quero deixar aqui meu elogio ao trabalho da Maternidade da Pça XV, onde minha mulher fez o quarto parto de alto risco de cezariana e fez a ligadura. Tudo na Maternidade da PÇA XV funcionou para minha mulher de modo melhor do que qualquer Maternidade particular( onde tudo é cobrado). O Brasil tem competencia para fazer as coisas do povo funcionar melhor do QUE as coisas vinculadas a economia de mercado. Uma delas são as Maternidades Públicas, que são melhores do que as maternidades dos planos médicos´- e diga-se de passagen – melhor em TUDO (melhores médicos concursados. melhor alimentação, melhor atendimento para a mulher e para o bebe, melhores instalações e melhor fiscalização dos organismos internacionais. Esta faltando tudo nos Palácios do Governo, menos recursos financeiros. Falta nacionalismo, falta consideração pelo povo (independente de classe social). Falta um LOUCO dar porrada e até tiro no pé de quem sabotar e meter a mão naquilo que é direito sagrado do povo. Eu quero ver os políticos do PT usarem os hospitais públicos porque são melhores do os particulares. Eu quero ver o Lula e a Dilama dizerem: eu vou me tratar no Hospital do Governo, porque neste eu confio. Dentista particular virou regra no Brasil qdo devia ser excessão. Eu quero um dentista do Sus para fazer meu tratamento e de minha familia onde encontro? Em lugar nenhum, porque a odontologia no Brasil é mercenária. São detalhes que tem que mudar, mas na boca do povo tem que sair o elogio. Quem lembra qdo Brizola colocou sua neta para estudar na escola pública que fica ao lado do Palácio Laranjeiras? Para mim o que é público é sagrado e como tal tem que ser tratado porque é do povo. O privado é coisa de especulação/corrupção. Já viram como é caro os imoveis do “programa minha casa minha vida” – isso é uma vergonha. Casa e moradia tem que ser financiado no máximo a cinco reais/mes para todos trabalhadores, operários, engenheiros ou médicos, servidor público ou não. Educação tem que ser pública de horario integral, com alimentação de qualidade, médico e dentista na escola sendo acompanhado pelos gestores a qualidade dos serviços de saude. Condução para escola e trabalho tem que ser gratuita. Alimentação tem que ser nos moldes dos Restaurantes Populares do Rio. Por que a medicina na Inglaterra é publica, até para o estrangeiro? Vamos mudar este Brasil.porque o Brasil pode dar certo para todos pobres e ricos, desde que se respeite o direito sagrado do povo. Vamos pedir para a mão do Criador pesar sobre aqueles que brincam com o povo, que acham que é mole enricar com o dinheiro sagrado do povo e da nação. QUANDO há vontade politica, conjugada com honestidade e carater, os projetos de politicas públicas funcionam para todos – ricos e pobres, trabaldaores e estudantes, empresários e operarios, homens e mulheres, religiosos e ateus. Vamos construir um Brasil, onde o pobreza signifique opção pela sobriedade e virtude do despojamento da riqueza,vamos construir onde ser rico seja sinônimo da soma do trabalho duro e honesto do suor do proprio rosto, onde ser rico ou ser pobre sejam sinonimos de abençoados e felizes pela graça de Deus, onde abunde para ambos a saúde, onde flua a confiança de morar bem para ambos, comer bem,viver bem e terem as mesmas oportunidades de estudo e saude e emprego e empreendorismo para os filhos de ambos. Pobreza nunca foi sinonimo de miséria, mas tem embutida na sua significação uma conotação de sobriedade e beleza ética e conteúdo espiritual; mas, para que isso seja válido no Brasil , a cidadania tem que valer para todos, até para aqueles que optaram por ser pobre por questão de dignidade humana e modus vivendi onde prevalece o desprendimento das coisas materiais.
100 medalhas
27/08/2011 às 11:37 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: Brasil, cidadania, Educação
A todos aqueles que são, foram ou serão militares honestos, a justa homenagem deste blog, mesmo um pouco tardia, e o meu obrigado pelo exemplo. Parabéns a todos vocês !
A ‘receita’ passada é simples: basta seguir o que nossos pais e professores ensinaram. ![]()
JOGOS MILITARES – MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL “O GLOBO” RJ, DO DIA 1ºAGOSTO DE 2011 ![]()
“Não foi o acaso que trouxe mais de 100 medalhas para o Brasil nos Jogos Mundiais Militares. Também não foram investimentos maciços ou anos de treinamento. Tudo começou há apenas dois anos. Também não foi a tradição. Há quatro anos, não trouxemos mais que meia dúzia de medalhas. Houve apenas a decisão e o empenho em conquistar resultados nos jogos no Brasil. Não foram necessários recursos absurdos, viagens pelo mundo, superfaturamento em contratos, promessas de prêmios, nem mesmo o apoio da mídia, que teria sido muito importante. Não foram necessários dirigentes de COI, Fifa, prefeitos, governadores ou presidente da República.
Mas houve o principal: o discreto trabalho de pessoas que não visaram a retorno financeiro ou destaque pessoal. Nada foi pedido, nenhuma promessa foi feita. Ninguém apareceu na mídia escrita, falada ou televisada. Foram, apenas, anônimos militares. Altruísmo? Não. Amor à Pátria, honestidade”.
Portal da Cidadania Brasileira
23/04/2011 às 11:51 | Publicado em Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: cidadania
Surge mais um blog destinado á cidadania brasileira. Parabéns ao amigo Américo por mais esta iniciativa !
Redes Sociais e Cidadania
12/04/2011 às 3:52 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: cidadania, redes sociais
O vídeo tem tudo a ver com o artigo de Aninha Franco. Será que as redes sociais vão ser o último reduto da cidadania? Como diz a autora: “… a cidadania se busca nas redes sociais, porque a família e a escola não promovem mais discussões e troca de conhecimento como no século passado”.
As palavras surgem para comunicar quem se comunica com quem se trumbica. Cidadão, cidadania e cidade nasceram em Roma, Civitas, invenção toda glamourosa que o português usou no século 13, só chegando à cidadania, convivência dos habitantes em determinado espaço geográfico, no século 20. Atualmente, a cidadania se busca nas redes sociais, porque a família e a escola não promovem mais discussões e troca de conhecimento como no século passado.
A cidade é custeada por impostos que os brasileiros pagam para suprir serviços que não acontecem, ou acontecem mal. Quando os cidadãos não pagam, num sistema de paguem-mas-não-peguem, são atirados na dívida ativa, única coisa ativa do serviço público. E o déficit entre o que os cidadãos pagam e o IOH baixo, que desfrutam, permanece.
Existe uma maneira de resolver o impasse. Atirar os maus servidores na vida ativa da denúncia. Responsabilizar publicamente os que se locupletam com o público para afastá-Ios do poder. Os desistentes dizem que se todos que chegam ao poder se locupletam, que nos locupletmos todos, mas assim a coisa pública será privada, e a cidadania, os cidadãos e as cidades se trumbicarão.
Não há cidadania onde cidadãos pagam impostos para sustentar corrupção, desperdício e incompetência em terra inutilmente fértil, inutilmente parideira, inutilmente rica de luz, de petróleo e de água. No entanto, fora das redes, tudo é silêncio. A sociedade paga por um IOH pífio calada, o que em 1973 atordoava Chico Buarque (Cálice), mas era explicável, já que era preciso permanecer silencioso vendo, emergir os monstros da lagoa, que emergiam sem parar, com o AI-S nas mãos gritando Ordem e Progresso!
Agora, emerge Bolsonaro, representando milhares de idiotas sem a legalidade do AI-S. Então, por que silêncio? Para proteger a escória? É preciso instaurar o Correio Nagô, nosso órgão de controle privado, na esfera pública dos jornais, do Ministério Público, das rádios e TVs denunciando o detrito e elogiando os que resistem – a duas penas – à locupletação geral e irrestrita. Privado, o Correio Nagô infecta, mas público, ele pode desinfetar.
(Aninha Franco, A TARDE, Salvador/BA, 10/04/2011)
O “Brazil” não conhece o Brasil
03/04/2011 às 22:37 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 ComentárioTags: Brasil, cidadania
Xenofobismos à parte (ou não ), vejam este excelente texto de Aninha Franco, publicado hoje no A TARDE de Salvador/BA. Como ela mesma diz: estamos todos de saco cheio deste Brazil com ‘z’ e esperamos que venha logo o Brasil com ‘s’:
As notícias são excitantes, mas todas esbarram na ficha que não cai do Oiapoque ao Chuí, pendente sobre o Senado nacional que Sarney imortalizou. Quando o camarada Obama citou uma frase de Paulo Coelho representando a prosa brasileira, e uma criação de Jorge Ben, de 1966, para falar de um País tropical abençoado por Deus e bonito por Natureza, que em fevereiro tem Carnaval, minha adolescência se levantou, intempestiva, e perguntou depois de um palavrão pesado: até quando ?
Não há discussões sobre o talento midiático de Paulo Coelho, que já vendeu melhor. Mas isso nunca fez de Coelho um prosador brasileiro, porque nem brasileiro ele é. É esotérico. E para um esotérico, as questões de saúde, educação ou arte passam pelo caminho de Santiago de Compostela. Que fica no Além. Jorge Ben é um representante perfeito do País porque é Brasil na veia, porque quando ninguém nem sabia o que rolava nas favelas do Rio de Janeiro, ele já compunha Charles Anjo 45, que sótinha um 45, que era uma flor, mas que evoluiu para espécimes menos adoráveis que têm metralhadoras.
Agora, alguém deveria ter contado a Obama, porque nós somos, também, a memória alheia daquilo que criamos, que País Tropical pertence ao ‘Brazil’ de lyndon Johnson, não ao Brasil do Bric. Pertence ao ‘Brazil’ das mulatas, da Ficha Limpa adiada para 2012, ao ‘Brazil’ de Sarney imortal na presidência do Senado, ao ‘Brazil’ de Maluf deputado contracenando com Jader Barbalho, ao ‘Brazil’ questionado nas redes sociais pelos que exigem – porque pagam imposto para isso – cidadania.
E deveria contar que a maioria dos que sabem sabe que não pode dar certo ser a 7a ou a 5a economia do mundo com brasileiros nas ruas, tratados como irracionais de outra espécie. Que não é cristão um ‘Brazil’ sem controle de natalidade e sem proteção às crianças nascidas do descontrole. Que não é inteligente um ‘Brazil’ com seu patrimônio artístico ameaçado. Que esse ‘Brazil’ incompetente, doente, corrupto está com o prazo de validade vencida. E que nós, todos nós, mesmo os que não sabem, estamos de saco cheio dele! Com a esperança renovada de que venha o Brasil!
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