Domingo, dia de futebol e música
05/05/2013 às 11:13 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentárioTags: futebol, música
Essa é uma homenagem àquele que fez os mais belos hinos dos times de futebol do Brasil, Lamartine Babo (Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Diogo Nogueira, Ivan Lins e Nelson Motta falam das melodias de Lamartine Babo para os hinos dos clubes de futebol cariocas). Apesar de botafoguense eu tenho que concordar que o hino mais bonito é o do Ameriquinha (do Rio). Segue também no vozeirão de Tim Maia.
De Nietzsche a Schopenhauer, Wallace revela seu amor pela literatura e filosofia
13/04/2013 às 3:36 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentárioTags: filosofia, futebol, Literatura
Salvando mais uma alma… Isso me lembra o Tostão, o Sócrates, o Falcão, o Afonsinho, o Rai (irmão do Sócrates) e outros poucos, exceções que só confirmam a regra !
Domingo é dia de futebol: Cresce a descrença
07/04/2013 às 9:38 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentárioTags: filosofia, futebol
O velho Tusta, que de vez em quando anda por aqui, hoje vem com esta boa crônica dominical, curtam pois !
A comunicação analógica é inexata, porém, mais ampla e mais rica que a digital. O corpo fala primeiro. E não mente.
Para ser um grande craque, não basta ter inteligência espacial e cinestésica. São necessárias uma excepcional técnica e ótimas condições físicas e emocionais.
(Crescem a descrença e o pessimismo com a seleção e com a Copa do Mundo no Brasil)
Os conflitos de interesses decorrentes das várias atividades de Ronaldo são óbvios. O comentarista Ronaldo, que é membro do comitê da Copa, vai opinar sobre a organização do Mundial e sobre a atuação de jogadores que têm relações comerciais com o empresário Ronaldo. Não adianta Ronaldo dizer que é independente. Após assumir tantos compromissos afins, a independência já foi perdida.
Na coluna anterior, citei a inteligência espacial e cinestésica de Ronaldinho. Tento explicar melhor.
A ciência já mostrou que o grande craque, em uma fração de segundos, é capaz de mapear tudo o que está à sua volta, perceber os movimentos dos jogadores e calcular a velocidade da bola, dos companheiros e dos adversários. Ele sabe, sem saber que sabe. Faz.
Quando jogava com Pelé, ele, antes de a bola chegar, parecia me dizer, com seu olhar expressivo, tudo o que ia fazer. A comunicação analógica é inexata, porém, mais ampla e mais rica que a digital. O corpo fala primeiro. E não mente.
Para ser um grande craque, não basta ter inteligência espacial e cinestésica. São necessárias uma excepcional técnica e ótimas condições físicas e emocionais.
Após as ótimas atuações de Thiago Silva e Daniel Alves e o bom desempenho de Lucas, no primeiro tempo, na partida entre Barcelona e Paris Saint-Germain, renovam-se as esperanças de que a seleção brasileira possa ter uma boa equipe. Se Ronaldinho jogasse, na seleção principal, contra bons adversários, metade do que joga no Atlético-MG, melhoraria muito o time nacional.
Dois anos atrás, achava que a maior deficiência da seleção era individual. Hoje, mesmo com poucos craques, penso que é coletiva. Não me refiro aos sistemas táticos (4-2-3-1, 4-4-2 e tantos outros). Isso não tem importância. Qualquer técnico medíocre conhece os sistemas táticos. O jogo coletivo e os detalhes estratégicos vão muito além disso.
Cresce a descrença com a seleção e com a Copa no Brasil, por causa do exagerado gasto de dinheiro público e da falta de importantes legados à população. Além disso, só os comprometidos querem e toleram José Maria Marin na presidência da CBF. Há inúmeros outros graves problemas. O último absurdo, mostrado pela repórter Gabriela Moreira, da ESPN Brasil, é que o novo Maracanã, que custou mais de R$ 1 bilhão, terá de ser reformulado, após o Mundial de 2014, para ser usado na Olimpíada.
Alguns falam que vão torcer contra o Brasil, pois, para eles, será a única maneira de se fazer uma limpeza no futebol brasileiro, dentro e fora de campo.
Quando a bola rolar na Copa do Mundo, haverá um grande número de possibilidades e de sentimentos contraditórios, racionais, emocionais, nacionalistas, ufanistas, de revoltas e de protestos. Não dá para prever o que vai acontecer.
Argentário futebol
27/01/2013 às 3:04 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentárioTags: futebol
Neste domingo, dia de futebol, post esta crônica do baiano Walter Queiroz (jornal A TARDE, 17/11/2012). Para os mais incautos, argentário nada tem a ver com argentinos. (Argentário, s.m. homem rico, dinheiroso, endinheirado).
ARGENTÁRIO FUTEBOL
Leio, desalentado, nas páginas deste centenário e glorioso jornal, um jogador rubro-negro declarando, sem a menor cerimônia, o valor do prêmio em dinheiro em caso de acesso à primeira divisão, sepultando valores primordiais como amor à camísa, às tradições do clube, seu patrimônio simbólico. Sou de um tempo onde um jogador para mudar de clube obedecia a todo um ritual, despedia-se da sua torcida, muitas vezes às lágrimas e sem esconder o time da sua preferência, tinha, como por uma questão de honra, suar com todo o empenho o uniforme da sua nova equipe.
Formações como Manga, Darío e Newton(Bahia) ou Nadinho, Walvir e Alírio … (Vitória)
poderiam durar anos, sólidas zagas construídas pelo empenho amoroso- em campo e pelo
reconhecimento das suas torcidas. A absoluta maioria dos jogadores era “fomínha” de bola,
trabalhava em outros ofícios e praticava o esporte bretão por devotada vocação. Não raro um jogador apontava a própria falta, estendia a mão para um. companheiro no chão. Casais enamorados com camisas rivais torciam abraçados, com direito à gozação, é claro, porque sempre fez parte do jogo.
Querer desqualificar este artigo por saudosista e idílico é bola na trave. A prova da prioridade mercantilista que preside hoje o nosso futebol é o tamanho da marca do patrocinador nas camisas, muito maior que o escudo do time, os torcedores desconfiando da lisura profissional e ética das suas próprias agremiações. No aeroporto, recentemente, testemunhamos, eu, minha esposa e meu filho, eles, rubro-negros por sinal, a agressiva e assustadora recepção da torcida aos jogadores do Vitória. Comportamento ambíguo, beirando o patológico, esse amar e odiar ao mesmo tempo vai solidificando uma cultura onde a meta é ganhar a qualquer preço. Nem que este preço seja tornar-se massa de manobra de cartolas autoritários, e Salvador refém dos gríngos da Fifa. Torço para que eles
sejam punidos por acarajés cheios de pimenta com suas previsíveis e intestinas consequências.
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