Milton Santos – Globalização
19/04/2012 às 3:04 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: filosofia, Geografia, sociologia
Hoje é o Dia do Índio. Então, para seguir a profecia deste blog, eu (um branco ?) posto esta série de vídeos-aulas do Professor, Geógrafo e pensador baiano negro (?) Milton Santos (a primeira em forma de vídeo e as seguintes em forma de links). Branco, preto, índio ? Há que se falar nisso no Brasil ? E não é exatamente nisso, nessa miscigenação toda que os grandes pensadores como Darcy Ribeiro tanto se apoiam para profetizar a grandeza dessa ‘Nova Roma’ ? Essa nossa eterna ‘Utopia Selvagem’ ?
Comsumismo, o fundamentalismo atual !
Belo Monte
19/01/2012 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 4 ComentáriosTags: Geografia, Política
Mesmo sem ainda ter lido o bastante sobre o assunto, me atrevo a fazer este post, com opiniões a favor e contra a usina:
CONTRA A USINA
A FAVOR DA USINA
O vídeo é justamente uma sátira/crítica ao movimento gota d’água. Mando o link que me levou ao vídeo.
http://www.jacarebanguela.com.br/2011/11/26/belo-monte-o-protesto/
Faço a você a pergunta: se não se fizer Belo Monte, o que fazer? Como prover ao Brasil a energia de que precisa? Quais as alternativas viáveis, eficazes e tempestivas? Se não se fizer Belo Monte, daqui a alguns anos provavelmente sofreremos outro apagão ou as indústrias e cidades não terão energia pra crescer.
Eu de minha parte sou contra o modelo econômico baseado em produção, consumo e descarte. E, mesmo que melhoremos o descarte com a reciclagem, continuo sendo contra. Tem de haver uma maneira melhor de disponibilizar mercado de trabalho para que as pessoas se sustentem que não seja arranque da natureza – produza – venda – compre – troque – jogue fora. Mas, SE isso mudar, não vai ser nos próximos 50 anos, creio.
E então? O que fazer? Não digo que seja sorridentemente a favor da usina. Só não vejo, talvez por miopia ou ignorância, alternativa. E acho que muita gente é muito boa em apontar o problema sem dar a mínima pra a solução. Se (acharia melhor usar quando, mas preferi ser menos profético) houver o apagão, essas mesmas pessoas vão sentar o pau porque nada foi feito.
Somália, o país mais perigoso do mundo
04/01/2012 às 3:48 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: Geografia, Política
10 % do comércio do mundo passam por lá. O petróleo do Oriente Médio passa pela sua costa. O resultado disso não é muido difícil de se imaginar, vejam o vídeo (em Espanhol, com legendas em Português) !
Um rio embaixo de outro rio
07/12/2011 às 3:44 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: Educação, Geografia
Essa notícia, da revista Villas Magazine do mês de outubro/2011 é inusitada, pelo menos para mim. Dá para imaginar um rio subterrâneo correndo ‘paralelo’ a outro rio ? E isso tudo a uns 4 mil metros de profundidade. E ainda por cima tratando-se do Rio Amazonas ? Leiam então ó artigo abaixo.
Cientistas anunciam rio subterrâneo de 6 mil km embaixo do Rio Amazonas (Alexandre Gonçalves, Agência Estado)
Batizado de Hamza em homenagem a um dos pesquisadores que participaram do estudo,
rio corre a 4 mil metros de profundidade em meio a sedimentos: descoberta foi possível
graças a dados de 241 poços perfurados pela Petrobrás nas décadas de 1970 e 1980.
Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo
de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d”água têm o mesmo sentido de fluxo – de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente.
A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobrás nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.
F)uidos que se movimentam por meios porosos – como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica – costumam produzir sutis variações de temperatura.
Com a informação térmica fornecida pela Petrobrás, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio.
Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
CARACTERíSTICAS
A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s – maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de
pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.
As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d”água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, as águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo
do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano
(veja infográfico acima).
Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de
sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.
TEMPERATURA
Hamza e 61izabeth apontam a existência do que os pesquisadores chamam de “dois grandes sistemas de descargas de fluidos na Amazônia”: o Rio Amazonas, com seus 6.100 km de extensão, e o fluxo oculto das águas subterrâneas.
Segundo os dados apresentados por Elizabeth, o fluxo subterrâneo é praticamente vertical – de cima para baixo – nos primeiros 2 mil metros. Depois, nas camadas mais profundas, muda de direção, tornando-se quase horizontal. Depois de atravessar as bacias do Solimões, Amazonas e Marajó, o rio alcança o fundo do mar, perto da foz do Amazonas.
Hamza argumenta que as descargas do fluxo subterrâneo de água doce poderiam explicar os bolsões de baixa salinidade comuns no litoral da região.
O geólogo Olivar Lima, da Universidade Federal da Bahia, assistiu à apresentação do trabalho e, na ocasião, mostrou aos autores mais dados, obtidos em outros poços perfurados pela Petrobrás na foz do Amazonas, que confirmam as conclusões do estudo. Porém, acha um exagero classificar a descoberta como um rio.
“Os resultados são muito bons”, afirma Lima. “Só não acho correto propor a existência de um rio subterrâneo.” Ele argumenta que os dados permitem afirmar a existência de um imenso fluxo de água através das formações peimeáveis da Bacia Amazônica. Mas a velocidade seria muito baixa para justificar a categoria de rio.
Contudo, se por um lado a velocidade não se compara à de um rio convencional, o volume de água assume ordens de grandeza que tornariam compreensível tal comparação, reconhece o pesquisador.
A descoberta, por enquanto, não mudará a vida das populações que habitam a Bacia Amazônica. Como o rio está a uma profundidade muito grande e há muita água doce na superfície, não seria economicamente razoável perfurar a terra para acessar o curso d”água. O estudo pode ajudar, no entanto, a prospecção de petróleo.
PARA LEMBRAR
Há dois anos, cientistas italianos descobriram um rio subterrâneo que corre embaixo de Roma, mais extenso que o Tibre – o terceiro maior da Itália, com 392 quilômetros. Assim como o brasileiro, o rio subterrâneo italiano foi encontrado graças a dados de perfuração de poços.
No Brasil, outra reserva de água subterrânea é o Aquífero Guarani, com 45 milhões de litros. A maior parte fica no Brasil, mas ele também se estende no Paraguai, Uruguai e Argentina.
Ilhas irmãs, povos nem tanto
07/11/2011 às 3:00 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: Geografia, história
Curiosidade geográfica – Fuso horário de 24 hs NAS ILHAS DIOMEDES
As ilhas onde EUA e Rússia se encontram, e o Leste se torna Oeste
As ilhas Diomedes no horizonte
Dois continentes, dois países
Duas culturas, dois regimes
Há um lugar no mundo em que os territórios dos Estados Unidos e da Rússia estão a menos de 4 km de distância, mas qualquer percurso entre eles terá uma diferença de 24 horas…
Localização das ilhas Diomedes, perdidas entre 2 continentes
Estamos a falar das desconhecidas e isoladas Ilhas Diomedes, no Estreito de Bering, a inóspita porção marítima que separa o Alasca do extremo leste da Ásia, por onde provavelmente os primeiros habitantes da América atravessaram para estas terras.
Na Pequena Diomedes, seus habitantes espremem-se na íngreme encosta do território norte-americano
As duas Ilhas, conhecidas como Grande Diomedes e Pequena Diomedes são separadas por uma faixa de água de apenas 4 km , que fica congelada durante boa parte do ano, permitindo a passagem a pé entre elas. O curioso é saber que Grande Diomedes é o ponto mais a leste na Rússia, e Pequena Diomedes é o ponto mais a oeste dos Estados Unidos.
Guerra Fria, um período para ser esquecido
Durante o período da Guerra Fria, os nativos que habitavam as ilhas antes da colonização russa ou americana não podiam circular entre as ilhas, nem trocar qualquer tipo de informação, na área que ficou conhecida como “Cortina de Gelo”.
O povoado de Pequena Diomedes, com apenas 170 habitantes
Após o final da 2a Guerra, todos os nativos da ilha russa de Grande Diomedes foram transferidos para o continente, e o arquipélago manteve um pequeno povoado apenas na ilha norte americana de Pequena Diomedes, que até hoje possui cerca de 170 habitantes, num dos locais mais isolados do planeta.
Detalhe de Pequena Diomedes. Não parece nada agradável
O que torna o lugar ainda mais curioso é que exatamente entre as duas ilhas passa a “Linha Internacional de Data”, criando um fuso horário de nada menos que 24 horas numa distância que de tão pequena chega a ser visual.
A Linha Internacional de Data passa exatamente entre as ilhas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_Internacional_de_Data
Em 1987, um evento emblemático levou as pequenas ilhas às manchetes do mundo inteiro. A nadadora americana Lynne Cox atravessou os pouco mais de 3.700 metros que separam as ilhas irmãs, num gesto de aproximação entre as super potências que se esforçavam para estreitar os laços a tanto tempo separados.
Lynne Cox, um gesto caloroso em águas a 4o C
http://en.wikipedia.org/wiki/Lynne_Cox
Hoje, em tempos de paz, há vários projetos para criar monumentos que simbolizariam a paz entre os dois países. Num recente concurso , um projeto chamado de “Ponte da Memória”, ligando as duas ilhas, ficou entre os campeões, no que seria a primeira ligação entre América e Ásia depois de dezenas de milhares de anos.
Projeto para Ponte entre as ilhas, conhecida como “Ponte da Memória”
Detalhe do Projeto. Uma fantástica obra de engenharia para poucos conhecerem
Humberto Eco, em seu romance “A Ilha do dia anterior” explora muito bem as idiossincrasias de viver em Diomede…
Humberto Eco escreveu sobre o tempo
“Meia-noite de sexta-feira, aqui no navio, é meia-noite de quinta-feira na ilha. Se da América para a Ásia viajas, perdes um dia; se, no sentido contrário viajas, ganhas um dia: eis o motivo por que o [navio] Daphne percorreu o caminho da Ásia, e vós, estúpidos, o caminho da América. Tu és agora um dia mais velho do que eu! Não é engraçado?”
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