Segurança no uso de e-mail
15/03/2012 às 3:44 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentárioTags: correio, Internet, segurança da informação, Tecnologia
Apesar do avanço das redes sociais, o e-mail continua sendo muito usado tanto no trabalho quanto em casa. Assim nunca é demais alertar sobre o seu uso. Seguem cinco conselhos simples e úteis. Logo abaixo uma pequena explicação do que vem a ser ‘colaboraçao DMARC’.
Cinco maneiras para proteger seu e-mail no trabalho
Tecnologia resiste no ambiente profissional, apesar do avanço das redes sociais. Conselhos incluem senhas fortes e conexões HTTPS.
Apesar da popularidade dos meios de comunicação em tempo real como mensagens instantâneas, assim como updates no Facebook e no Twitter, a maioria dos ambientes de trabalho ainda usa e depende do bom e velho e-mail. Por mais útil que ele seja, também pode ser perigoso. Arquivos anexos podem trazer vírus, e mensagens de e-mail podem esconder links para ataques de phishing que te levam a sites falsos em uma tentativa de roubar suas informações de login.
Grandes empresas de tecnologia, incluindo Google e Facebook, buscam estabelecer um novo padrão chamado DMARC para reduzir essas ameaças no futuro. Mas enquanto isso não acontece existem cinco coisas que você pode fazer para deixar seu e-mail mais seguro. Confira abaixo.
1. Use uma senha…
Parece óbvio, mas nem sempre é. Sua senha é sua primeira e mais importante linha de defesa na proteção do e-mail. Apesar de a maioria dos sistemas de e-mail exigir, existem muitas maneiras de não precisar para acessar seu e-mail. Por exemplo, usar o Outlook ou o Thunderbid em um notebook sem nenhuma tela de login deixa expostos todos os e-mails que já foram baixados, mesmo que você use uma senha para fazer o download. Se você não tem senha ou PIN em seu telefone móvel, seu e-mail também é deixado sem proteção. Esteja certo de exigir senhas em qualquer aparelho que tenha e-mail, assim como com em qualquer programa.
2. …e esteja certa de que é segura
Apesar de usar uma senha ser algo essencial para proteger seus e-mails armazenados localmente, ter um código seguro é algo crítico para e-mails com acesso remoto. Ao usar uma senha que seja complexa, com pelo menos oito caracteres que misture letras e números e inclua maiúsculas e símbolos, o ato de adivinhar ou “crackear” torna-se dramaticamente mais difícil. Além disso, usar senhas diferentes para cada conta que você tem evita que uma exposta em um sistema seja usada e comprometa o acesso a outros serviços.
3. Use conexões HTTPS
Quando estiver em sistemas de e-mail baseados na web, use o método seguro HTTPS, que criptografa seus dados à medida que viajam na Internet, e sempre que possível torna mais difícil que seus dados sejam interceptados e caiam em mãos erradas. Sistemas como o Gmail, da Google, ou o Hotmail, da Microsoft, oferecem uma opção para usar o HTTPS. Busque pelo HTTPS no início do endereço do site na barra do seu navegador. Em browsers mais novos, você verá também um cadeado verde lá, indicando que a página é segura.
4. Evite anexos
Tome cuidado com o que você faz com seu e-mail, especialmente ao abrir anexos – como podem conter vírus e malwares, abra apenas as mensagens com arquivos que já esteja esperando. Os vírus podem se esconder em mensagens dos seus amigos (ou que parecem ser deles), por isso, quando estiver em dúvida, pergunte ao remetente o que há no anexo antes de abrir. Não recuse um scan por vírus se o seu serviço de e-mail oferecer ao baixar o anexo. Outros métodos de compartilhar arquivos, como usar o Box.com ou Dropbox, são mais seguros. Mas mesmo com esses, esteja certo de estar usando uma conexão segura e que o arquivo esteja vindo da conta do seu colega, e não de um impostor.
5. Fuja de ataques de phishing
Se você é o alvo de um ataque de phishing, uma mensagem de e-mail enviada para você parecerá ter sido enviada por uma fonte que você conhece. Esses ataques usam links para te levar para um site falso que tenta te enganar e fazê-lo digitar suas informações de login, o que permitirá aos criminosos acessarem sua conta verdadeira. Esforços atuais tentam reduzir esse perigo, como a recém-anunciada colaboração DMARC, que uma vez adotada deve ajudar a assegurar que as mensagens sejam realmente de quem afirmam ser. Mas até que esses e outros esforços parecidos cheguem para valer, evite clicar em links dentro de mensagens de e-mail, mesmo aqueles que parecem ser dentro da sua própria empresa. Em vez disso, use um favorito (bookmark) que já tenha salvo ou digite um endereço manualmente para um site que deseja visitar.
FONTE: PCWORLD
Gigantes Google, Yahoo e Microsoft unem-se para combater phishing nos emails
Numa rara colaboração, os principais serviços de email da internet, Google, Microsoft, Yahoo! e AOL uniram-se para diminuir a ocorrência de phishing em suas contas. Ao lado da Return Path, companhia de certificação de email, as companhias fundaram a DMARC.org: Autenticação, Relatório e Conformidade de Mensagem baseada em Domínio (Domain-based Message Authentication, Reporting and Conformance, na sigla em inglês).
Com isso, foi criado um grupo técnico de trabalho para desenvolver soluções que eliminem da rede essas armadilhas. O phishing é um email falso que pode clonar contas e obter informações do usuário. As empresas utilizarão o Domain Assurance, a solução anti-phishing da Return Path, já usada em muitos empresas.
O diretor do DMARC.org é Brett McDowell, Gerente Senior de Iniciativas de Segurança ao Cliente da PayPal, uma das marcas mais clonadas do mundo. Segundo um relatório do Anti-Phishing Working Group (APWG), mais de 300 marcas são clonadas todos os meses, causando danos na credibilidade do email em diversos setores, incluindo serviços financeiros, serviços de pagamento, jogos, varejo, leilões e redes sociais.
Juntas, as empresas fundadoras do DMARC.org respondem ao maior volume de emails da web, com 2,2 bilhões de mensagens por dia.
A Internet e os Direitos Humanos
15/01/2012 às 9:04 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentárioTags: direito, Internet, segurança da informação, Tecnologia
Esse vem direto do blog do meu irmão, o MATÉRIAS JURÍDICAS (até a foto veio de lá). Vale a reflexão:
Um texto instigante do Vice-presidente do Google. Citamos uma frase: “a tecnologia é um meio que possibilita esses direitos, e não um direito em si”. Seria tal tecnologia um direito civil? Cabe classificá-la como um direito humano na acepção da palavra? Reflitam e tirem suas conclusões.
A INTERNET E OS DIREITOS HUMANOS
Por Vinton G. Cerf em 10/01/2012 na edição nº 676
Reproduzido do New York Times; O Estado de S.Paulo, 6/1/2012; tradução de Anna Capovilla; intertítulo do OI
Das ruas de Túnis à Praça Tahrir e mais além, os protestos desencadeados em todo o mundo, no ano passado, nasceram na internet e nos vários recursos que permitem interagir com ela. Embora as manifestações tenham frutificado porque milhares de pessoas decidiram participar, talvez nunca tivessem ocorrido sem a possibilidade que a internet oferece de comunicação, organização e divulgação instantânea do que quer que seja em todo e qualquer lugar do mundo.
Não surpreende, portanto, que os protestos tenham levantado indagações sobre o acesso à internet como direito humano ou civil. A questão é particularmente delicada em países cujos governos impediram seu acesso na tentativa de abafar os protestos. Em junho, citando os levantes no Oriente Médio e no Norte da África, um documento da ONU chegou a declarar que a internet “se tornou um instrumento indispensável para que grande parte dos direitos humanos seja respeitada”. Nos últimos anos, tribunais e parlamentos em países como França e Estônia declararam o acesso à internet um direito humano.
Mas essa afirmação, apesar da boa intenção, não toca num ponto muito mais abrangente: a tecnologia é um meio que possibilita esses direitos, e não um direito em si. Existe um critério mais elevado para que alguma coisa seja considerada um direito humano. Em sentido amplo, ela deve ser uma daquelas coisas das quais nós, seres humanos, precisamos a fim de poder levar uma vida saudável, dotada de sentido, como uma existência sem tortura ou a liberdade de consciência. É um erro colocar determinada tecnologia nessa categoria, pois ao longo do tempo acabaremos valorizando as coisas erradas. Por exemplo, em certa época, se uma pessoa não tivesse um cavalo, não conseguiria ganhar a vida. Mas o direito fundamental naquele caso era o direito de ganhar a vida, e não o direito de ter um cavalo. Hoje, se tivéssemos o direito de ter um cavalo, não saberíamos onde o colocar.
Aprimorar a condição humana
A melhor maneira de caracterizar os direitos humanos é identificar as consequências que tentamos garantir em razão deles. Entre elas, as liberdades básicas como a de expressão e a de acesso à informação – e estas não estão necessariamente vinculadas a uma determinada tecnologia em qualquer momento histórico. Na realidade, até o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma.
E o que dizer da ideia de que o acesso à internet é ou deveria ser um direito civil? O mesmo raciocínio pode ser aplicado – embora eu deva admitir que o argumento de que se trata de um direito civil é mais forte do que afirmar de que se trata de um direito humano. Afinal, os direitos civis são diferentes dos direitos humanos, pois nos são concedidos pela lei, e não são intrínsecos dos seres humanos.
Embora os EUA nunca tenham decretado que toda pessoa tem “direito” a um telefone, a ideia de “serviço universal” chega perto disso – ou seja, a ideia de que o serviço telefônico (e a eletricidade, e agora a internet de banda larga) deve estar disponível até mesmo nas regiões mais remotas do país. Se aceitarmos essa ideia, chegaremos perto do conceito do acesso à internet como direito civil, pois garantir o acesso é uma medida determinada pelo governo. Mas todos esses argumentos filosóficos não se referem a uma questão mais fundamental: a responsabilidade dos criadores de tecnologia de respaldar os direitos humanos e civis.
Neste contexto, os engenheiros não só têm a obrigação de conferir a capacidade aos usuários de usar a tecnologia, mas também a obrigação de garantir a segurança dos usuários online. Isso significa, por exemplo, proteger os usuários de riscos específicos como vírus que invadem seus computadores. São os engenheiros – e as nossas associações profissionais e organismos reguladores – que criam e mantêm essas novas possibilidades. Enquanto procuramos aprimorar a tecnologia e seu uso na sociedade, devemos ter consciência das nossas responsabilidades civis além da capacidade dos nossos engenheiros.
Aprimorar a internet é apenas um meio, mas importante, pelo qual é possível aprimorar a condição humana. Isso deve ser feito com a valorização dos direitos civis e humanos que devem ser protegidos – sem pretender que o acesso em si à tecnologia seja um direito.
***
[Vinton G. Cerf é membro do Institute of Electrical and Electronics Engineers, vice-presidente do Google]
Do Facebookson ao Facebook ZERO
01/12/2011 às 11:34 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentárioTags: segurança, segurança da informação
Há alguns dias eu fiz um post sobre um casal que havia colocado o nome de seu filho de Facebookson. Agora vejam essa notícia, a data limite é hoje, dia 01/12. O importante nisso tudo é que as pessoas que usam o Facebook fiquem alertas para o perigo que correm.
Facebook admite rastrear usuários e até quem não faz parte do site
(http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2011/11/18/facebook-admite-rastrear-usuarios-e-ate-quem-nao-faz-parte-do-site)
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 21 de novembro de 2011 às 08h00
De acordo com o jornal USA Today, site disse que só realiza prática para fins de segurança e melhorar seus recursos; políticos dos EUA questionam.
Muito criticado por geralmente expor mais informações pessoais do que os usuários gostariam, o Facebook agora também está sendo acusado de literalmente rastrear o que os seus cerca de 800 milhões de membros fazem na Internet. As informações são do jornal americano USA Today.
Segundo a publicação, executivos da maior rede social do mundo agora admitem usar um log contínuo das páginas na web que seus usuários visitaram nos últimos 90 dias, além de manter registros do que milhões de internautas não-membros do site fazem na rede após visitar uma página do Facebook.
Para fazer isso, a companhia utiliza tecnologias de cookies de rastreamento semelhante aos métodos também polêmicos usados por outras empresas de tecnologia que lidam com anúncios online como Google, Adobe, Microsoft e Yahoo, explica para o jornal o diretor de engenharia do Facebook, Arturo Bejar.
Por essa prática de rastrear usuários e até mesmo quem não faz parte da sua rede, o Facebook está sendo alvo de muitos questionamentos no Congresso dos Estados Unidos e pelo World Wide Web Consortium (que dita os padrões para a Internet), que se preocupam com a maneira como essas informações são usadas. “O Facebook pode estar rastreando os usuários sem conhecimento ou permissão, o que seria injusto ou uma forma de trapaça na prática dos negócios”, afirma o senador republicano Ed Markley, de Massachussets, que juntamente com o também republicano Joe Barton, do Texas, é autor de um projeto que visa limitar o rastreamento online de crianças.
Em resposta, o Facebook disse, por meio de seu criador, Mark Zuckerberg, e outros oficiais, que usa esses dados apenas para melhorar suas ferramentas de segurança e o desempenho do botão “Curtir” e outros plug-ins parecidos. “Não temos planos de mudar a maneira como usamos esses dados. Nossas intenções são opostas às de muitas companhias de publicidade e intermediários de dados que deliberadamente e, em muitos casos, de modo secreto, rastreiam as pessoas para criar perfis de seus comportamentos, vender esse conteúdo para quem pagar mais, ou usá-lo para anúncios direcionados”, afirma o porta-voz do Facebook, Andrew Noyes.
Markley e Barton também enviaram uma carta para Zuckerberg pedindo explicações sobre uma patente recentemente aplicada pelo Facebook para uma tecnologia que inclui um método de correlacionar o rastreamento de dados com anúncios. O prazo para o executivo responder aos políticos é 1/12.
O perigo das fotos na web
12/10/2011 às 3:43 | Publicado em Artigos e textos, Fotografias e desenhos, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: Internet, segurança da informação
Vejam essa. Já cansei de alertar aqui sobre os perigos das redes sociais e congêneres. Agora vejam o que está por trás das fotos que todos enviam e postam na Internet:
Como este fotógrafo profissional conseguiu recuperar US$9.000 em equipamento roubado
- Por Mario Aguilar

O fotógrafo profissional John Heller conseguiu recuperar seu equipamento, com valor estimado de US$9.000, roubado em Los Angeles (EUA). Eis como ele pegou tudo de volta.
Heller, um fotógrafo da Getty Images, estava a trabalho no Egyptian Theatre em Hollywood, quando a Nikon D3 e a bolsa com lentes dele foram roubadas. Assim como muitas vítimas de roubo de gadgets, Heller informou o crime à polícia mas aceitou a perda como irreversível. Em uma última tentativa, ele colocou o número de série da câmera no Serviço de Busca Serial do GadgetTrak, e descobriu uma correspondência exata a várias fotos que haviam sido postadas recentemente no Flickr. Estas fotos acabaram levando Heller e a polícia a um fotógrafo profissional que comprou o equipamento sem saber que era roubado. A conta do Flickr também os levou ao perfil do Facebook do fotógrafo, que continha fotos das lentes roubadas.
Como o GadgetTrak funciona? Escondidos em cada arquivo de foto, existem vários dados EXIF que incluem configurações de exposição, o tipo de câmera usada, e o mais importante neste caso, o número de série da câmera. Quando você envia sua foto ao Flickr, ou a qualquer outro serviço de compartilhamento de imagens, todos esses dados acompanham a imagem. Procurar fotos usando esses dados é bastante fácil, a menos que estejam ocultas por trás de uma configuração de privacidade. O GadgetTrak diz que conseguiu localizar e indexar mais de 10 milhões de números seriais de câmera. Parece tão simples que é difícil de acreditar que Heller provavelmente é a primeira pessoa a recuperar uma câmera perdida apenas procurando no Flickr.
A GadgetTrak também localiza outros gadgets, e ajudou o estudante brasileiro de veterinária Augusto Eto a recuperar seu MacBook com os trabalhos para a universidade. Em junho, Eto teve o carro roubado em Curitiba, onde estava o MacBook, mas conseguiu rastrear o laptop com o software da GadgetTrak. O notebook foi vendido pelos bandidos para outra pessoa, mas logo foi recuperado. [GadgetTrak via BoingBoing]
Em menos de 3 segundos te acham no Facebook
12/09/2011 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentárioTags: segurança da informação
Sempre alertei meus amigos e parentes sobre o perigo de se colocar fotos e dados pessoais em redes sociais, blogs, e outros espaços na Internet. Vejam esta notícia referente à rede social da moda. O problema é que as pessoas não se tocam e colocam fotos dos outros… Ai não tem quem se livre, porque seus irmãos, sobrinhos, amigos e conhecidos colocam sua foto, seu nome e até outros dados e ninguém fica livre da exposição e do alvo fácil para os malandros cibernéticos !
PittPatt – protocolo de reconhecimento facial criado pela Universidade de PittsburghMais uma para adicionar ao rol de polêmicas Made in Facebook.
Pesquisadores conseguiram constatar que 1 em cada 3 pessoas pode ser identificada utilizando apenas uma fotografia no Facebook.
Os cientistas tiraram uma fotografia de 93 voluntários e tentaram rastrea-los na rede social com a ajuda de softwares facilmente disponíveis na internet.
Eles conseguiram identificar os usuários no Facebook através das suas imagens ‘taggeadas’ e de perfil em 3 segundos, além de serem capazes de predizer os primeiros cinco dígitos do seus SSNs (número de seguro social, o nosso CPF) em 27% das tentativas. #spooky
A sequência de passos empregados no estudo foi relativamente simples. Primeiro os cientistas subiram as imagens no PittPatt, serviço online que compara os retratos fotográficos com imagens encontradas no Facebook.
Segundo o próprio grupo de pesquisadores, o Facebook é hoje uma das principais ferramentas de identificação online, com seus mais de 750 milhões de usuários em todo o mundo e bilhões de imagens atualizadas todo mês.
No passado, identificações por imagens só eram possíveis mais facilmente através de anuários ou diretórios escolares, normalmente contendo imagens antigas e de acesso mais difícil ou demorado. Ou então, via tecnologia exclusiva das forças policiais.
“Facebook: re-identificação facial de pessoas que tem se tornado o mais usado no mundo hoje”Por outro lado, hoje, ladrões de identididade podem encontrar muito rapidamente todas as informações que precisam sobre uma pessoa, bastando apenas que estejam munidos das ferramentas adequadas e a navegar pelos endereços e serviços certos.
O estudo foi coordenado por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh e utilizou ou algoritmo da casa conhecido como Padrão Pittsburgh de Reconhecimento (PittPatt).
Aliás, o PittPatt acaba de ser comprado discretamente pelo Google. #curtiu?
Os 93 voluntários, jovens estudantes, foram comparados a uma base de 261,262 imagens que estão disponíveis via os seus respectivos perfis no Facebook. Em menos de 3 segundos o sistema retornou uma média de 10 perfis. O perfil correto é identificado em 30% do tempo de outros 3 possíveis.
O professor Alessandro Acquisti, responsável por coordenar a pesquisa, disse que a tecnologia evoluiu tanto a ponto de ‘democratizar a vigilância’. Sei. Sendo o Google e o Facebook organismos públicos e atuais epicentros da nova ordem mund… Ah, ainda não? Ok, my bad.
A identidade de pelo menos um terço da população de alunos circulando pelo campus da universidade pode ser reconhecida até mesmo através de uma webcam barata, combinando em alguns segundos os seus dados visuais a uma série de bancos de dados, tais como os da universidade ou, ainda mais eficientemente, do próprio Facebook.
Em apenas quatro tentativas foi igualmente possível identificar os cinco primeiros digitos do SSN dos voluntários, podendo converter o produto do estudo em uma verdadeira mina de ouro para a malandragem.
Paul Ohm, professor de Direito na Universidade do Colorado, disse ao The Wall Street Journal após ler o papel que ‘a pesquisa nos mostra o quão fácil é a re-identificação de pessoas e estabelece que isso é muito mais fácil do que os experts imaginavam’.
É certo que a responsabilidade direta é do próprio usuário que, sozinho, insere uma imagem no seu perfil. Entretanto, estando lá justamente para isso, a quantidade de imagens facilmente reconhecíveis é imensa.
Um grupo enviou uma reclamação junto ao órgão regulador (Federal Trade Comission) reclamando que o Facebook tem utilizado a tecnologia de reconhecimento facial biométrico silenciosamente há um bom tempo.
Tudo porque embora o pequeno texto anunciado em seu blog em Dezembro de 2010 não tenha convencido a opinião pública de que o serviço (como sempre) autônomo e frequentemente compulsório – com um opt-out para quem se ligar – não se tem esse anúncio minúsculo como algo que foi adequadamente explicado à todos.
Tudo ganha contornos mais polêmicos pelo fato de que essa tecnologia, apesar de já estar circulando entre nós há um certo tempo, ela só era usada pela agências policiais de investigação.
E o trabalho da malandragem, cada vez mais fácil.
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FONTE: MEIO BIT
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