Projeto usa tecnologia aberta para reaproveitar os orelhões de SP

03/12/2016 às 3:03 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | 1 Comentário
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Ideia brilhante. Deveria ser espalhada para todas as grandes cidades do país. Os orelhões, que se tornaram obsoletos com a difusão dos celulares, ganham nova utilidade.



Projeto usa tecnologia aberta para reaproveitar os orelhões de SP

Em uma metrópole cada vez mais conectada, a maioria dos orelhões está assim: esquecidos e abandonados. São cerca de 25 mil espalhados pela cidade de São Paulo; quase ninguém mais os usa. Até surgir uma ideia bem legal. Para divulgar um evento de incentivo do uso da tecnologia para criar melhorias para os cidadãos, uma ação pra lá de criativa combinou os esquecidos orelhões com os ônibus da capital…

O uso de dados abertos está transformando as principais cidades do mundo. Nesta ação, o algoritmo desenvolvido combina as informações online em tempo real sobre horários e itinerários dos ônibus que circulam na cidade com o mapeamento geográfico de todos os orelhões em funcionamento na capital feito e divulgado abertamente pela Agência Nacional de Telecomunicações.

Assim ficou fácil; para quem não tem internet no celular ou simplesmente não tem um smartphone, basta ligar para o número 0800 887 0878, claro, a partir de um orelhão. Uma gravação automática atende a ligação enquanto o robô por trás da operação entra em ação. Em questão de segundos, o sistema identifica a localização geográfica do orelhão que está sendo feita a chamada e, em seguida, informa o tempo de chegada dos ônibus no ponto mais próximo dali…

O que era apenas mais uma ação de marketing e divulgação de um evento, com a ajuda da tecnologia e algumas mentes criativas, se tornou um novo serviço digital para o cidadão paulistano.

O projeto experimental que usa tecnologia simples e informações abertas deve servir de exemplo para novas formas e soluções de viver o cotidiano das grandes cidades. Se não servir de fonte inspiradora, pelo menos outros locais podem pelo menos copiar a ideia e dar uma sobrevida aos velhos orelhões.

FONTE: http://olhardigital.uol.com.br/video/projeto-usa-tecnologia-aberta-para-reaproveitar-os-orelhoes-de-sp/63077

Ambivalência da era digital

02/12/2016 às 2:54 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Ainda em 2009 publiquei aqui um artigo de Yvette Amaral (na época coloquei só um “t”): PEDAGOGIA DO OPRIMIDO. Volto agora com esse outro, atualíssimo !

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Ambivalência da era digital

Estamos na era digital, convivendo com um avanço tecnológico que parece ficção científica e demonstra o poder que tem o homem de criar, transformar e aperfeiçoar o mundo. Entretanto ele não está provando ser capaz de comandar os seus inventos. Há uma defasagem entre o progresso técnico-científico e o amadurecimento da pessoa.

Um exemplo disto são os smartphones, tão úteis quando usados com sabedoria; tão perniciosos quando desvirtuados na sua finalidade de meio de comunicação.

Recordo que até pouco tempo atrás, as salas de espera dos consultórios eram um espaço de conversa, mesmo com desconhecidos. Hoje ninguém se dirige ao outro porque quase todos estão tão fixados no celular e se teme perturbã-los. O que mais se arrisca é uma troca de bom dia ou boa tarde.

Infelizmente as crianças já enveredam por esta trilha, desprezando brinquedos tradicionais que, no passado, as divertiam. No momento nada alegra mais do que digitar um celular. Jogar gude, pular corda, andar de velocípede ou bicicleta foram boas opções lúdicas do passado e válídas, porque dinâmicas, atendendo tanto à necessidade de lazer, quanto a de
canalizar as energias da garotada. Eram uma terapia contra a agressividade ínfantíl,

O sedentarismo de horas em que só usam os dedos, tira do brinquedo a vantagem de também contribuir para um desenvolvimento integral. E não podemos esquecer o individualismo que geram, numa idade em que a socialização deve ser intensa.

Chegou a hora de a família, a escola, a sociedade e as igrejas refletirem sobre o abuso dos smartphones. Por que transformá-los de preciosos meios de comunicação em obstáculos ao relacionamento pessoal e grupal? O difícil, porém, é que os próprios adultos estão contaminados pela endemia cuja bactéria responsável eles mesmos transmitem às crianças, com o seu testemunho de escravos do que eles criaram para beneficiar a humanidade.

(Yvette Amaral)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 06.11.2016

Fidel etc.

01/12/2016 às 17:06 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Veríssimo retornou de férias, para nossa alegria ! Essa crônica e hoje é um resumo bem-humorado dos útimos acontecimentos.


Fidel etc.  Verissimo_sax

Deixei ordens expressas para que nada de muito importante acontecesse durante minhas férias, e não é que o Fidel me morre, o Trump me é eleito presidente dos Estados Unidos e um apartamento nas nuvens, num edifício que a inda não existe, me derruba um ministro do
Temer e me faz estremecer o próprio Temer?

Primeiro,Fidel. Eis um assunto sobre o qual é impossível ter uma opinião só. Você pode admir a rarevolução que derrubou um ditador corrupto e instalou um governo socialista que priorizou a saúde e a educação do povo, além de resistira anos de bullying do seu vizinho
americano, ou lamentar que os mesmos guerrilheiros que incendiaram a imaginação do mundo com sua vitória adotassem um regime totalitário que prendia opositores e desrespeitava direitos humanos.

O entusiasmo com Castro e sua revolução durou das primeiras notícias da insurreição até as primeiras notícias das execuções no “paredon”. Muitos na esquerda justificaram os excessos e mantiveram seu entusiasmo, outros se desiludiram, outros ficaram firmemente em cima do muro.

As conquistas sociais em Cuba só poderiam ter acontecido sob o governo forte de um comandante único, ou não? De qualquer maneira, foi-se uma das grandes personalidades do
mundo, não importa que opinião – ou que opiniões contraditórias – se tenha dele.

A eleição do Trump, como já tinha acontecido com a eleição do Bush há anos, encerra uma ironia amarga. Os colégios eleitorais que deram a vitória a Bush e Trump embora Gore e Hillary tivessem milhões de votos a mais, foram inventados por Alexander Hamilton, um
dos “founding fathers”, ou pais da pátria signatários da Constituição americana.

Hamilton temia que o voto direto, “cru” na definição de um analista americano, poderia dar a vitória a algum aventureiro ou demagogo sem capacidade para governar. Ou seja, os colégios eleitorais foram criados justamente para evitar que alguém como o Trump chegasse à presidência.

Adendo à ironia: o vice-presidente eleito dos Estados Unidos foi assistir a um musical da Broadway com um elenco multirracial e, no fim da peça, ouviu um recado endereçado a Trump por um ator negro, contra o racismo e contra outras medidas inconstitucionais prometidas pelo novo presidente. Nome do musical: “Hamilton”. Trump não gostou do recado.

E chegamos à Bahia, terra de sol e geddéis. O sol é para todos, mas no trigésimo andar fica mais perto. Os geddéis são muitos, mas só alguns são pegos.

(Luis Fernando Veríssimo)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, hoje.

CIDADANIZE-SE

01/12/2016 às 3:26 | Publicado em Zuniversitas | 1 Comentário
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Bela iniciativa, confiram o site e o blog ! É simplesmente impensável hoje não se fazer coleta seletiva de lixo onde quer que for !

CidadanizeSE

BLOG: http://cidadanizese.com.br/blog/

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