A cura do envelhecimento ?

23/04/2018 às 3:10 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Um vídeo interessante. Estamos chegando perto da “cura do envelhecimento” ?


 

VÍDEO EM INGLÊS, para configurar as legendas em Português:

 

1. No canto inferior direito do vídeo, você vai ver este ícone: . Clique sobre ele.
2. Assim que clicar sobre ele, as legendas aparecem automaticamente, mas em outro idioma. Para alterar, clique no ícone ao lado: .
3. Feito isso, o YouTube abre uma janela com configurações. Clique em Legendas/CC.

como parar o envelhcimento

4. O YouTube vai mostrar algumas opções de idiomas. Basta clicar em Português (Brasil). E então é só assistir a este ótimo vídeo sobre envelhecimento.

como parar o envelhcimento

 

FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=11007

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Domingueira

22/04/2018 às 3:41 | Publicado em Espaço ecumênico, Fotografias e desenhos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Domingo, dia de missa !


PapaChico

Saramago

Borges


“Eu sou ateu, sou sim. Levei um longo tempo para dizer isso. Eu tenho sido um ateu por anos e anos, mas de algum modo eu senti que era intelectualmente inaceitável dizer que alguém é um ateu, porque isso assumia um conhecimento que ninguém tem. De algum modo era melhor dizer que alguém era um humanista ou agnóstico. Eu não tenho a evidência para provar que Deus não existe, mas eu suspeito tanto que ele não existe que eu não quero perder meu tempo.”

Isaac Asimov

Flávia, Pedro e a bala de hortelã

21/04/2018 às 3:58 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Esse não é apenas mais um conto do amigo Fabrício Junqueira. Esse é o melhor deles, pelo menos dos que tive o prazer e a honra de ler e publicar aqui. Literatura da boa, com o fundo histórico propício para um dia como hoje: DIA DE TIRADENTES.

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Flávia, Pedro e a bala de hortelã

Um amor sem tamanho e juízo, nasceu sem planos e motivos, bastou um sorriso em uma tarde de domingo na praça.
Pedro jogava conversa fora com amigos, lembrava de passagens divertidas, dos dias de calor no ribeirão, as peladas no campinho, pipas, jogo de taco e até dos primeiros porres em um carnaval qualquer no clube. Apenas de bermuda, sandálias e peito aberto… Um dos sujeitos mais queridos e divertidos da cidade. Um coração do tamanho da alegria daqueles que o cercavam na mesa do boteco da praça.
Flávia era moça de cidade grande, mas tinha sangue dali, estudada, falava diferentes idiomas e conhecia tantos mundos… Uma voz encantadora, uma artista nata, com paixão por artes plásticas e poesia. Naquele domingo, ao passar pelo boteco, sentir-se flutuar e sorriu instantaneamente. Um calor, uma aperto no peito, e a uma música ao fundo que jamais sairia de seu coração.
Demorou mais alguns dias até um reencontro. Pedro também vivia em cidade grande, já era quase doutor advogado. Flávia estudava para ser professora, cantava no coral, ajudava em projetos sociais dentro da pastoral de sua igreja. Era fã enlouquecida dos “Rolling Stones”. Pedro praticava basquetebol e fazia discursos onde pedia além de justiça, igualdade, liberdade e mais humanidade das pessoas do poder. Era fã do Belchior e da Alcione, e torcia para o Botafogo. O reencontro foi sem querer, no ônibus para a “terrinha”, ela sentou em uma poltrona ao lado da dele, entre eles um corredor e a ressaca de Pedro. Quando despertou quase chegando, ela ofereceu uma bala de hortelã, ele aceitou e conversaram…

Finais de semanas mágicos

Flávia aceitou a companhia até o portão da casa dos avós. Ele caminhou até sua casa, do outro lado da cidade. Até chegar em casa, fumou um “careta” e no caminho estava em outro mundo, com apenas a voz e o sorriso dela. No fim da tarde, foram ver um show de um conjunto de samba no mesmo boteco de sempre. Não dançaram, mas parecia que sim, de mãos dadas saíram para dar uma volta e trocaram o primeiro beijo…
E foram tantos beijos e abraços, muitos finais de semana, dias de sol, novos amigos, conversas longas, experiências, diferenças, queijo e goiabada, risadas soltas, café na avó da Flávia, causos do tio do Pedro, macarronada, banho no ribeirão, cervejas, “Cuba Libre”, e nos finais da tarde daqueles domingos, antes de voltar para cidade grande, ele quase sempre festeja uma vitória do seu Alvinegro. E quando Flávia disse que não ligava muito para futebol, mas gostava do Fluminense, ele achou divertido.

Foram dias de desafios

A vida era distante e fria na cidade grande. Não podiam se ver, estavam em momentos decisivos, compromissos não só estudantis, eram cidadãos na acepção da palavra. E nesses momentos não existiam domingos de sol, mas de cobranças e censura. De coragem e medo, que andavam lado a lado, de certezas que eram diluídas em perseguições e prisões. Não eram apenas dias de chumbo, eram nomes trocados, receita de bolo em jornal, de torturas, e vozes que mesmo no sufoco não se calaram.
Pedro escrevia, sua arma era uma velha máquina de escrever, os fatos apurados com cuidado
e certeza que faria o registro de sua época. Não deitava seu olhos. Era o coração imenso do interior, mas rasgava em palavras, verbos e alguns adjetivos aqueles que inventaram e bancaram a tristeza. Flávia multiplicava o conhecimento, fazia de sua voz uma canção libertária de luz, baseada em fé e educação. Contestava com conteúdo, incomodava com ternura, suas aulas eram marcantes e reais.
Os finais de semana na “terrinha” ficaram raros. A vida e os dias passam rápidos demais. E mesmo vivendo a mesma realidade, diante do inimigo comum, acabaram distanciando. A luta fez sua parte, enquanto Pedro buscava um utópico diálogo, tentava ser legalista, dando murro em ponta de faca, Flávia era a ponta da lança, o dedo no gatilho, o olhar acuado do oprimido, a reação da ação desproporcional dos opressores, sua arte agora era não morrer.

E tudo ficou ainda mais difícil

Pedro perdia suas batalhas e espaços, não existia mais trabalho, tentou mergulhar na “terrinha” por alguns dias, mas não tinha sentido sem Flávia. O mundo estava estranho, até mesmo sua Estrela Solitária não brilhava. Pouco ficou por lá, já não recebia tantos sorrisos, o garoto que foi criado naquelas ruas, o coroinha mais desastrado da Matriz, era visto com desconfiança e até temor em seu próprio quintal. Em um canto qualquer, Flávia sofria em dor. Alvejada em uma ação, lágrimas silenciosas, faltava Pedro ao seu lado, faltavam sonhos e até mesmo as lembranças eram escassas. Sua única ideia era permanecer viva.
Em uma tarde de muito frio, com pouco dinheiro, um microfone mudou a vida de Pedro. Com palavras incisivas e diretas, foi cirúrgico em suas críticas, em seu coração buscou inspiração em seu amor, em suas crenças, em seu caráter, naquela tarde a voz de Pedro foi a canção de Flávia, foi coração e lança, sentiu uma emoção semelhante ao olhar trocado na praça, sentiu Flávia ao seu lado, sua energia, seu amor.

E veio a distância…

No rabo de um foguete deixou a pátria amada. Pedro não tinha mais o macarrão na casa dois pais, não podia usar sandália e ficar sem camisa no banco da praça. Agora a realidade era fria, outro idioma, uma dor constante no peito, perdido de razão, odiando cada detalhe, vivendo um dia de cada vez, um exilado que só havia escancarado amargas verdades. E fez disso sua sobrevivência, fez a única coisa que poderia fazer, além de sentir saudades de Flávia, escrever.
Flávia foi vivendo como podia, clandestina, perdeu a identidade, família, amigos, menos sua fé e amor. Ainda tinha a música, mas não conseguia sorrir, assim um dia acabou caindo. Não tinha energia para resistir, seguiu toda cartilha odiosa da tortura, dor e humilhação. Conviveu diariamente, com longas conversas com a morte. Aliás, flertou com o fim, quase perdeu sua vida.

Palavras e canções que salvam

As verdades antes amargas, ajudaram a libertar vidas. Eram muitos “Pedros” nas feridas abertas, o sangue de tantas “Flávias” era uma nódoa do horror, a vida precisava florescer e o sol voltou a brilhar. Voltaram muitos irmãos e irmãs do Henfil. O verde-oliva das fardas precisava se livrar da podridão e apesar de tantos “vocês” o amanhã já era um novo dia.
Pedro voltou sem alardes, ninguém o esperava na cidade grande. Quando chegou, respirou o máximo que podia. Sentiu o calor que tanto lhe fez falta, tomou sozinho um copo de garapa, pisou em um jardim e foi direto para a rodoviária, precisava de sua “terrinha”. Flávia já estava nas ruas há algum tempo, não cantava e perderá parte da visão, não tinha mais familiares vivos na “terrinha”, abdicou da fé, pois fora obrigada a perder um fruto dos seus dias de horror.

E o tempo fez sua parte

Cicatrizou algumas feridas, outras eram impossíveis. Apresentou terríveis vilões, a realidade ainda era difícil, a dor recente e a liberdade engatinhava. Na “terrinha” o ribeirão continuava límpido, o boteco estava um pouco mais “chique”, a missa das crianças ainda eram aos domingos pela manhã e o Botafogo de Pedro nunca mais havia conquistado um campeonato. Pedro não refez totalmente sua vida, tinha um pequeno jornal, advogava, reencontrou amigos, não gostava da cidade grande e convivia com a ausência do amor. Flávia sumiu no ar, ninguém sabia por onde andava ou vivia. Ela escolheu a solidão, suas dores eram muito mais profundas, sentira a guerra na pele, nos ossos e na alma.
Um dia Flávia comprou balas de hortelã, viajou até a “terrinha”, era uma mulher muito diferente, discretamente assistiu de longe Pedro proseando no boteco, sozinha caminhou até o ribeirão, passou pela porta da casa que vivera seus avós, andou por outros pedaços da cidade, e antes de partir no fim da tarde, sentou em dos bancos da praça, que estava quase vazia e sentiu uma emoção muito forte… Pedro estava lá, ele sentiu o mesmo. Olharam-se, não trocaram palavras, ela ofereceu uma bala de hortelã, ele aceitou…

(Fabrício Junqueira)

FONTE: http://fabriciojunqueira.blogspot.com.br/2018/04/flavia-pedro-e-bala-de-hortela.html?m=1

5 inovações que mudarão o mundo nos próximos 5 anos, segundo a IBM

20/04/2018 às 3:03 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário

Há que se dar um desconto em tudo que está nesse artigo, afinal o autor diz no final que viajou a Las Vegas a convite da IBM. Porém a leitura é válida para se ver as tendências dos próximos anos aos olhos dessa gigante da área de TI.


5 inovações que mudarão o mundo nos próximos 5 anos, segundo a IBM

Inteligência artificial, blockchain e computação quântica estão na rota das tendências estudadas pela companhia

A IBM deu o pontapé inicial do seu principal evento anual, o Think, realizado nesta semana, em Las Vegas (EUA), mostrando sua visão de futuro. Pesquisadores do IBM Research, unidade de pesquisas da companhia, apresentaram cinco inovações que, para a empresa, vão moldar o mundo nos próximos cinco anos.

O “5 em 5” traz previsões baseadas em três fortes áreas de atuação da Big Blue –inteligência artificial (AI, na sigla em inglês), blockchain e computação quântica. Para cada tendência, um pesquisador do IBM Research foi chamado ao palco para dar breve descrição.

“As tendências refletem as pesquisas que temos feito. A IBM está investindo nas tecnologias que prometem mudar o mundo”, destacou Arvind Krishna, diretor de pesquisas da Big Blue, que abriu a apresentação.

‘Cripto-âncoras’ e blockchain contra fraudes

O primeiro encarregado de explicar a visão da IBM foi Andreas Kind, gerente da indústria de plataformas e blockchain, que defendeu a necessidade de autenticidade para produtos, o que a plataforma de blockchain pode resolver.

O executivo citou o exemplo de um carro com defeito, que, quando necessita de peça de reposição, sempre deixa a dúvida para os consumidores: a peça de fato é real ou estamos sendo enganados pelo “mercado paralelo”?

Por isso, o executivo afirmou que a confiança precisa chegar ao mundo real e deixar de ser algo apenas digital. O blockchain, no caso, consegue rastrear com segurança e confiabilidade toda a cadeia de produção.

Para a IBM, nos próximos cinco anos, as tecnologias de “cripto-âncoras” e de blockchain garantirão a autenticidade de um produto – desde o ponto de origem até as mãos do cliente.

Outro exemplo citado pelo executivo é da área de saúde/farmacêutica. Em alguns países, quase 70% dos medicamentos que salvam vidas são falsificados, e as cadeias de abastecimento complexas – compostas por dezenas de fornecedores em vários países – dificultam a prevenção de adulteração.

“A tecnologia blockchain é considerada o futuro das transações digitais, infundindo confiança, eficiência e transparência nas cadeias de suprimentos. Mas o blockchain sozinho não pode garantir a autenticidade dos bens físicos”, diz.

Por isso, os pesquisadores da IBM estão desenvolvendo cripto-âncoras, impressões digitais invioláveis, para incorporar produtos ligados ao blockchain. Essas impressões digitais podem assumir várias formas, como pequenos computadores ou códigos ópticos, mas quando estão ligados a um blockchain, representam um poderoso meio de provar a autenticidade.

Criptografia lattice

Hackers seguirão atuando, mas até encontrarem a criptografia em rede, ou criptografia lattice, como a empresa define.

A escala e a sofisticação dos ataques cibernéticos avançam todos os anos, assim como as defesas. Em cinco anos, novos métodos de ataque farão com que as medidas de segurança de hoje sejam inadequadas, prevê a companhia.

A pesquisadora Cecilia Boschini comentou que a IBM está desenvolvendo sistemas baseados em modelos matemáticos para resolver problemas de segurança da próxima geração.

A empresa destaca que quase 4 bilhões de registros de dados foram roubados em 2016 – cada um custou ao detentor de registro cerca de US$ 158. Hoje, os arquivos são criptografados enquanto estão em trânsito e em repouso, mas descriptografados durante o uso. Isso permite que os hackers vejam ou roubem arquivos não criptografados.

Por exemplo, daqui a muitos anos um computador quântico tolerante a falhas com milhões de qubits poderia detectar rapidamente as probabilidades e decifrar até mesmo a criptografia comum mais forte, tornando obsoleta essa metodologia de segurança.

Os pesquisadores da IBM estão desenvolvendo um novo método de segurança construído em uma arquitetura conhecida como criptografia de rede, ou lattice, que esconde dados dentro de modelos de matemática complexos (estruturas algébricas). A dificuldade em resolver esses problemas de matemática é útil para os criptógrafos, porque eles podem aplicar essa dificuldade para proteger a informação, mesmo quando os computadores quânticos são suficientemente fortes para quebrar as técnicas de criptografia atuais.

Microscópios com AI para salvar os oceanos

Microscópios com robôs empoderados por AI podem salvar os oceanos. É o que acredita o pesquisador Tom Zimmerman, que afirma que, em cinco anos, pequenos microscópios autônomos de AI, conectados em rede e implantados em todo o mundo, vão monitorar continuamente a condição do recurso natural mais crítico para nossa sobrevivência: a água. Veja também: Saiba com a IBM como a inteligência artificial projetada para negócios está revolucionando o mercado Patrocinado

Zimmerman fez questão de destacar seu histórico de curiosidade e invenções para explicar o projeto que lidera no IBM Research. Ele lembra que, na sua infância, gostava de desmontar equipamentos – como TVs – para usar para outras aplicações. É o mesmo conceito que tem feito em seu projeto, mas agora com muito mais impacto e não apenas diversão.

Ele destaca que cientistas lutam para coletar e analisar até mesmo os dados mais fundamentais sobre as condições em tempo real dos oceanos, lagos e rios. Existem sensores especializados que podem ser implantados para detectar substâncias químicas e condições específicas na água, mas faltam nocivos, como espécies invasoras ou a introdução de novos produtos químicos.

O plâncton, conjunto de organismos que não tem movimentos suficientes para contrariar as correntes, no entanto, é natural, e, mesmo pequenas mudanças na qualidade da água afetam seu comportamento. Eles também formam a base da cadeia alimentar oceânica, que serve como a principal fonte de proteína para mais de um bilhão de pessoas. No entanto, sabe-se muito pouco como o plâncton se comporta em seu habitat natural, porque estudá-los normalmente requer colecionar amostras e enviá-las para um laboratório.

A IBM está construindo pequenos microscópios autônomos que podem ser colocados em corpos de água para monitorar plânctons, identificando diferentes espécies e rastreando seus movimentos em três dimensões.

No futuro, segundo Zimmerman, microscópios serão equipados com tecnologias de AI para analisar e interpretar os dados localmente, reportando quaisquer anormalidades em tempo real para que possam ser atuadas imediatamente.

Segundo o pesquisador, é possível usar tecnologias como de reconhecimento facial para reconhecer comportamento das espécies. É de fato desmontar uma tecnologia e usar para outro propósito, como Zimmerman fazia em sua infância.

Ética em AI

Como lidar com sistemas e algoritmos de AI tendenciosos? É o que Francesca Rossi, líder global de ética em AI, busca entender.

A empresa acredita que, dentro de cinco anos, o número de sistemas e algoritmos de AI tendenciosos aumentará. Mas é preciso lidar com eles em conformidade – com novas soluções para controlar o viés na AI e defender os sistemas.

Ela destacou que, em seus longos 30 anos de trabalho com inteligência artificial, ficou por muito tempo sem assistir conferências com esse tipo de discussão. “O foco era apenas em fazer máquinas mais inteligentes, mas sem discussões sobre os impactos nas pessoas, cultura e sociedade”, lembrou.

Agora, segundo ela, a discussão é multidisciplinar, envolvendo profissionais como sociólogos, economistas, educadores etc, o que ajuda de fato a avançar em tecnologias de AI.

Para Francesca, um princípio crucial, tanto para humanos como para máquinas, é evitar o viés e, portanto, é preciso evitar a discriminação. Identificar e mitigar o viés em sistemas AI é essencial para criar confiança entre humanos e máquinas que aprendem.

Computação quântica

Para a IBM, computação quântica será uma grande tendência daqui a cinco anos. Neste período, os efeitos desta tecnologia irão além do laboratório de pesquisa e ela será amplamente utilizada por novas categorias de profissionais e desenvolvedores que procuram esse método emergente de computação para resolver problemas até então considerados insolúveis.

A pesquisadora Talita Gershon destaca que não somente cursos de física – como ocorre atualmente em alguns casos – terão aulas baseadas em computação quântica, mas também outras áreas, como ciência da computação e química. A tecnologia estará profundamente inserida em uma variedade de currículos, e aprender sobre isso será um pré-requisito para diversos profissionais.

Para ela, no futuro, os computadores quantum não serão mais vistos como misteriosos. O público em geral adotará essa nova era, já que nossa compreensão coletiva da computação quântica continua a crescer e a tocar todas as indústrias e todas as instituições educacionais. Essa explosão no conhecimento público geral ajudará a iniciar o início da era quântica comercial.

Em cinco anos, a indústria descobrirá as primeiras aplicações em que um computador quântico oferecerá de benefício para resolver problemas específicos. Uma vantagem clara será concedida aos primeiros usuários dessa nova era.

O projeto da IBM para inclusão de computação quântica em universidades já conta com 150 instituições e é uma das apostas da companhia para popularizar a tecnologia.

(Guilherme Borini)

*O jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da IBM

FONTE: http://computerworld.com.br/5-inovacoes-que-mudarao-o-mundo-nos-proximos-5-anos-segundo-ibm

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