ANITA LEOCÁDIA PRESTES – VIVER É TOMAR PARTIDO

27/01/2020 às 2:52 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente esse livro de Anita Leocádio Prestes. Recomendo fortemente aos interessados em História do Brasil. Também convido quem por aqui passar a visitar o site do Instituto Luiz Carlos Prestes: http://www.ilcp.org.br/prestes/

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Rua Ramalhete: Tavito e Paulinho Moska

26/01/2020 às 3:17 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Domingo, dia de música de qualidade.


Entre amigos

25/01/2020 às 3:50 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Posto hoje um bom conto da jovem escritora Ana Luiza Rocha, aluna do Curso de Letras da UFBA. Ela já produziu um livro (“O RASTRO DO SEU SANGUE”) que será publicado em breve. Seu estilo de escrita se assemelha ao do também jovem talento Davi Romboli. Parabéns Aninha, pelo seu aniversário. Saúde e paz. Sucesso na sua carreira !

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Entre amigos

Os passos rápidos não faziam barulho no asfalto. Era véspera de Natal e a cidade estava mais vermelha que o comum. As lojas faziam promoções, os vendedores sonhavam com suas comissões e as pessoas estavam felizes. Natal… É mais ou menos isso. Ela olhava as vitrines sem muito interesse, mesmo que estivesse à procura de um presente ideal. Seu amigo secreto era tudo ao mesmo tempo, excêntrico e concêntrico, sério e engraçado, rude e gentil, muito mais rude do que gentil, poderíamos dizer.

Em uma loja de suvenires, os dedos passavam nas prateleiras e os olhos analisavam os produtos. Fez isso umas dez vezes, decidida que não sairia de lá sem o presente. Provavelmente, ganharia um par de meias de novo, então não estava muito interessada em dar um presente memorável, mesmo que fosse exatamente isso que ela daria. Um presente memorável. Todo ano seu amigo secreto ganhava um presente memorável, ele jamais esqueceria, e ela também não.

Ela morava em um apartamento grande, mobiliado com móveis de madeira de demolição. Repleto de plantas em todos os ambientes e bitucas de cigarro na varanda. A TV sempre ligada para fazer companhia ao seu cachorro quando ela tinha que sair para fazer lembranças memoráveis. Um jazz baixinho começou a tocar, enquanto a taça se enchia de vinho e um sorriso brotava dos lábios. Ela até que gostava disso que fazia, mesmo que, de acordo com as convenções ridículas e chatas, fosse errado, imoral e antiético.

Dormiu no sofá só de calcinha e sutiã, segurando a taça de vinho. Acordou, sem ressaca, e tomou banho frio porque sabia que era bom para o cabelo e pele. Secou o cabelo no secador. Maquiagem? Nenhuma. Jantaria com seu amigo secreto mais cedo, pois ele tinha compromissos familiares depois. Uma rapidinha, ele disse. A lingerie preta contrastava com a pele morena e a boca coberta de batom matte. Antes de sair, pegou o presente do seu amigo secreto na gaveta da cozinha. Deixou a luz e a TV ligada. Já volto, disse para o cachorro.

No melhor hotel daquela cidade, ela jantava com ele. O seu amigo secreto daquele Natal. A carne mal passada fez sua boca salivar, mas comeu pouco, dar presentes de barriga cheia é péssimo. Em compensação, bebeu a taça de champagne inteira. E depois, whisky doze anos. Por último, vodka cara. E ainda estava sóbria, mas ele não. No sofá, ele falava de um papo chato, ela respondia monossilábica e dava o presente de Natal. Ele sorriu, disse que não precisava, mas que adorou. Pegou o relógio de mesa nas mãos. É pra você nunca mais perder a hora comigo, amorzinho, ela disse sorrindo.

A lâmina da faca foi direto no estômago do homem que tentou gritar, mas ela tampou a sua boca. Ele se debatia e até chegou a conseguir enforcá-la. Depois de doze ou treze facadas, finalmente a lâmina perfurou a jugular e o sofá tingiu-se de vermelho. Ele arregalou os olhos para ela que se limitou a limpar-se com a toalha de banho. Mais um presente dado, mais um Natal feliz, homens nunca aprendem. Voltou para casa cantarolando “all i want for christmas is you”, tomou um banho quente para relaxar os músculos e fez um suco de limão.

(Anna Luiza Rocha)

Desmistificando mais um “fake oficial”

24/01/2020 às 3:02 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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A fim de combater mais uma notícia falsa do governo, faço esse post em nome da verdade e de uma das mais importantes empresas públicas deste país, o SERPRO. Invertendo a lógica, primeiro cito três pontos importantes que me foram passados pelo servidor Suderland Guimarães (representante da Organização Local de Trabalho do Serpro, em Fortaleza-CE) (I); dois trechos que selecionei do documento “Manifesto a favor do Serpro e Dataprev” (II); e na sequência o link da notícia (III).


I –

1. O autor cita o Pentágono e o TSE de forma equivocada ou mentirosa.
2. Quem administra a TI e os dados do Pentágono, inclusive esse contrato novo de BD com a Microsoft, é a Estatal de TI chamada DISA.

3. Quem administra a TI do TSE são os concursados na área de TI.


II –

1. Risco à soberania nacional

O Secretário-Executivo do CONSELHO DE DEFESA NACIONAL, na Portaria 34 149/2009 , definiu que a Infraestrutura Crítica (IC , publicada no DOU Nº ) abrange as instalações, serviços, bens e sistemas forem interrompidos ou destruídos que, se , provocarão sério impacto social, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade . Como um subconjunto fundamental da IC , destaca-se a Infraestrutura de Informações Críticas (IIC) cujos principais componentes são as informações, telecomunicações, informática/software, internet, satélites, fibra ótica etc. O termo também é utilizado para o conjunto de computadores e redes interconectados, e os seus fluxos de informações críticas. O Serpro pode ser considerado como uma IIC que suporta alguns setores da IC . Um documento do Gabinete de Segurança Institucional, o GSI, subordinado à Presidência da República e responsável pela Abin, PROÍBE que informações confidenciais do governo e dados pessoais coletados por órgãos públicos sejam hospedadas ou mesmo terem cópias em servidores no exterior .

Tendo isso em mente, como o Salim Mattar citou o Pentágono como exemplo, se for para copiarmos o modelo norte-americano, então o Serpro e a Dataprev não deveriam ser vendidas, mas serem fortalecidas como empresas públicas, se tornarem administradoras da TIC do Governo Federal e ligadas ao Ministério da Defesa, como ocorre com a estatal de TI dos EUA , a Defense Information Systems Agency (DISA ), que fica sob o Departamento de Defesa (DoD) americano. A DISA está voltada para a questão da “Defesa Nacional” e controle e definição de estratégia de TICs governamental.

Segundo, Yuval Noah Harari, célebre escritor, os dados estão se tornando o capital mais importante do mundo para a riqueza e desenvolvimento de uma nação. O estatuto do Serpro, no Artigo 3º, define os seus objetivos e finalidades. O parágrafo único contém o seguinte texto: “Os serviços prestados pelo Serpro envolvem matérias afetas a imperativos de segurança nacional, essenciais à manutenção da soberania estatal, em especial no tocante à garantia da inviolabilidade dos dados da administração pública Federal direta e indireta, bem como aquelas relacionadas a ​ relevante interesse coletivo , orientadas ao desenvolvimento e ao emprego de tecnologia brasileira para produção e oferta de produtos e serviços de maneira economicamente justificada.​”

9. O Pentágono e a sua estatal de TI, a DISA

O Pentágono DISA (Departamento de Defesa, em inglês DoD ) controla seus Dados através da estatal de informática , que, por sua vez, tem sua própria base de dados, uma nuvem (MilCloud ) e também controla os contratos com empresas privadas de TI. A DISA é composta por mais de 8.000 funcionários militares e civis.

“Se olharmos pelo prisma do controle da informação e das definições da estratégia de uso da Tecnologia e das Comunicações, o modelo norte-americano é mais “estatal” que o brasileiro. Pois está voltado para a questão da “Defesa Nacional”. E naquele país esse controle e definição de estratégia de TICs governamental está à cargo da DISA – Defense Information Systems Agency . No Brasil Serpro e Dataprev prestam serviços de TI ao governo, mas não tem o poder de centralizar ou interferir na estratégia tecnológica que for adotada pelo Governo. São meras executoras de serviços demandados pelas diversas esferas governamentais, se seguíssemos o modelos americano, então teríamos que aumentar a área de atuação dessas empresas, aumentar a centralização e integração dos dados e dá-lhes mais autonomia técnica.

No caso da DISA sua missão é ser o provedor tecnológico de toda a área de Defesa norte-americana, nos mínimos detalhes que envolvam as comunicações, sistemas e até a compra de equipamentos . E ela não só atende a área militar. Por exemplo, também atua como provedora de serviços de TICs para a Casa Branca, o Serviço Secreto e as demais agências de espionagem .

Leia mais em: https://www.capitaldigital.com.br/?p=27457

– A DISA também tem sua própria nuvem , a nuvem militar conhecida como MilCloud 2.0. Os EUA estão centralizando a base de dados dos departamentos americanos na base de dados da DISA. O Departamento de Defesa Americano ordenou que aplicativos em mais de 100 data centers do Governo Americano fossem transferidos para o milCloud da DISA . Cada um desses data centers é operado pelas agências do “fourth estate” do DoD, incluindo a Agência de Logística da Defesa, o Serviço de Contabilidade Financeira da Defesa, a Agência de Saúde da Defesa, a DARPA e os Chefes de Estado-Maior Conjunto.

– É verdade que o Pentágono também faz Outsourcing de armazenamento e processamento, mas a DISA tem seu próprio corpo funcional pra cuidar dos dados e dos algoritmos perenes do Governo. Além de gerenciar e cuidar da segurança dos dados em nuvens privadas ou na sua nuvem própria, estatal, a MilCloud 2.0.


III –

LINK DA NOTÍCIA – Governo diz que não vai vender dados de Serpro e Dataprev, mas pode terceirizar custódia

https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&UserActiveTemplate=mobile&UserActiveTemplate=site&infoid=52607&sid=11&utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter#.XiCnP5zi0J4.twitter

 

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