DE QUE É FEITA ESSA MULHER ?

30/08/2016 às 11:44 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Uma homenagem a todas as mulheres guerreiras que a gente nunca sabe exatamente de que são feitas, mas certamente de muita luta e batalha histórica !

feminismo


DE QUE É FEITA ESSA MULHER ?

De que fibra é feita essa mulher?
Que passa feito uma locomotiva.

E vem “não vai ter Copa”.
E vem “Fora, Dilma”. E vêm passeatas.
E vêm xingamentos. E vêm panelaços.
E vem Congresso. E vem golpista.
E vem juiz, deputado, senador.

Todos lá pressionando, ameaçando.

E haja ação na justiça.
E vem pedido de impeachment etc e tal!

De que fibra é feita essa mulher?
Que está cada vez mais linda.
E anda de bicicleta. E viaja.
E trabalha.
É tão calma, e tão serena.
É magra, é altiva e elegante.
E enfrenta o câncer com sorriso
no rosto!

De que fibra é feita essa mulher?
Que, sozinha, enfrenta um batalhão
De homens babando ódio.
E vai passando, qual bola de boliche, Derrubando os pinos em seu caminho. Strike!

De que fibra é feita essa mulher?
Que enfrenta tantos homens!
E derruba todos um a um.

De que fibra é feita essa mulher?
Que enfrentou a Ditadura, a tortura,
E os generais.
E hoje comanda as Forças Armadas!

Ela é feita de fibra de aço?
É feita de quê?
Que mistério explica tanta força?
Tanta determinação?

Ela é feita da fibra da fé.
Da dignidade, da coragem.
Ela é feita da fibra da mulher.

Ela é Dilma Rousseff!
Coração Valente!

(Mário Antônio)

FONTE: grupo zapzap

Uma coisa é inquestionável: você vem de uma linhagem de vencedores

30/08/2016 às 3:14 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Gregório Duvivier, mais um excelente artigo.  Saiu na folha no primeiro dia deste mês, mas o conteúdo é atemporal, confiram !

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Uma coisa é inquestionável: você vem de uma linhagem de vencedores

Você tem muita sorte. Pra você estar aqui lendo isto, foi preciso que você sobrevivesse, no mínimo, à sua infância. Talvez você tenha se esquecido como foi duro. Você quase morreu uma dúzia de vezes –ou então não foi exatamente uma infância. Antes disso, foi preciso que você sobrevivesse ao parto –e você certamente esqueceu o quanto que isso foi traumático e perigoso. Foi também preciso que seus pais sobrevivessem ao parto, e à infância, e à adolescência, e encontrassem alguém que topasse transar com eles –quando você vê o corte de cabelo deles na época, percebe que essa parte não deve ter sido fácil.

Seus avós tampouco morreram virgens, assim como seus bisavós e tataravós, que sobreviveram todos, sem exceção, à tuberculose, ao suicídio, à sífilis ou à castidade, tão em voga entre os adolescentes da época.

Nos 150 mil anos de humanidade, todos os seus antepassados nasceram, cresceram, flertaram e transaram –com pelo menos uma pessoa. Sabe aquele Homo neanderthalensis feioso, sentado num canto, tristonho porque nenhuma neandertal queria transar com ele? Então, relaxa: ele não é seu parente. Seus antepassados foram todos, sem exceção, transantes.

E antes disso: toda forma de vida da qual você descende nasceu, cresceu, transou: do macaco aos seres abissais tipo aquele peixe hipster que usava uma luz de LED na testa. Sim, até ele transou. Uma coisa é inquestionável: você vem de uma linhagem de vencedores. De gente que faz. Que não desiste fácil. Que não perde a estranha mania de ter fé na vida.

Mas antes disso foi preciso que os detritos de uma estrela em explosão se conglomerassem num planeta, e que esses grãos de poeira se unissem numa esfera, e que ela entrasse em órbita na distância perfeita da estrela para que não congelasse, e que ao redor dela se formasse uma camada protetora pra que dentro nascessem bactérias que criassem o oxigênio, sem o qual não adiantaria nada ter fé na vida –Marte tava tentando há um tempo e nada. Aliás não só Marte: todo o mundo tentou. E só a gente conseguiu. Sorry, bilhões de planetas e estrelas que não preencheram os requisitos suficientes (em defesa deles, são bilhões de requisitos).

Bilhões de estrelas explodiram, gases brotaram, seres sobreviveram e transaram pra gente estar aqui, hoje, reclamando da programação da TV ou do sinal do wi-fi. Se isso não é um milagre, não sei o que é. Obrigado a todos os envolvidos. Hashtag gratidão.

FONTE: Folha de São Paulo, 01/08/2016

Um poema para o povo brasileiro

29/08/2016 às 11:48 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Esse é de Gregório Duvivier !


“Ler-vos-ei um poema, depois sairei de fininho   GregorioDuvivier©RenatoParada_07_divulgação

Quem escreveu não fui eu, foi meu filho Michelzinho

Para o povo brasileiro, chamar-me-ão de morto-vivo

Alguns me chamarão mordomo, outros vice decorativo

Aos poucos aceitaram tudo aquilo que eu propunha

devo tudo nesta vida ao meu amigo Eduardo Cunha

Alçaram-me à Presidência para acabar com a Lava Jato

Vosso sangue, sugá-lo-ei; muito prazer: Nosferastu

Ó multidão barulhenta, eu vim aqui silenciá-la

Mulheres voltem pro lar, negros voltem pra senzala

Bandido bom é bandido que fala português correto

Matar-vos-ei pelas costas, foder-vos-ei pelo reto

Confessar-vos-ei meu nome, antes que eu vá embora

Meu segundo nome é Temer, mas meu primeiro nome é “Fora!”

(Gregório Duvivier)

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/08/artistas-cantam-a-democracia-e-exigem-201cfora-temer201d-no-rio-6955.html

RI PALHAÇO

29/08/2016 às 7:39 | Publicado em Artigos e textos | 2 Comentários
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Veríssimo ontem nos principais jornais do país. E eu pergunto: ONDE ESTÁ A CANTORA GORDA DESSA NOSSA ÓPERA BUFA?


RI PALHAÇO   verissimo_sax_thumb1

Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal. Há dias li numa pagina interna de um grande jornal de São Paulo que o Temer está recorrendo às mesmas ginásticas fiscais que podem condenar a Dilma. O fato mereceria um destaque maior, nem que fosse só pela ironia, mas não mereceu nem uma chamada na primeira página do próprio jornal e não foi mais mencionado em lugar algum.

A gente admira o justiceiro Sérgio Moro, mas acha perigoso alguém ter tanto poder assim, ainda mais depois da sua espantosa declaração de que provas ilícitas são admissíveis se colhidas de boa-fé, inaugurando uma novidade na nossa jurisprudência, a boa-fé presumida. Mas é brabo ter que ouvir denúncias contra o risco de prepotência dos investigadores da Lava-Jato da boca do ministro do Supremo Gilmar Mendes, o mesmo que ameaçou chamar o então presidente Lula “às falas” por um grampo no seu escritório que nunca existiu, e ficou quase um ano com um importante processo na sua gaveta sem dar satisfação a ninguém. As óperas também costumam ter figuras sombrias que se esgueiram (grande palavra) em cena.

O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!

Contam que um pai levou um filho para ver uma ópera. O garoto não estava entendendo nada, se chateou e perguntou ao pai quando a ópera acabaria. E ouviu do pai uma lição que lhe serviria por toda a vida:

— Só termina quando a gorda cantar.

Nas óperas sempre há uma cantora gorda que só canta uma ária. Enquanto ela não cantar, a ópera não termina.

Não há nenhuma cantora gorda no nosso futuro, leitor. Enquanto ela não chegar, evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós.

(Luis Fernando Veríssimo)

FONTE: principais jornais do país, ontem.

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