Armandinho tocando o Bolero de Ravel

28/05/2017 às 3:20 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Esse vem do blog-irmão “O Bem Viver”. Excelente !


Direito ou privilégio ?

27/05/2017 às 3:18 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Gregório Duvivier, sempre bom ! O foco nesse vídeo é o Poder Judiciário.


O ROLXINOL E A COBRA-CEGA

26/05/2017 às 3:19 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Uma fábula para crianças ? Sei não… Saulo Dourado, bom e talentoso baiano !


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O ROLXINOL E A COBRA-CEGA

Um rouxinol e uma cobra se encontraram no meio de uma floresta. Os dois não tinham nada em comum, com exceção dos olhos: cada um só tinha um olho e era cego do outro! Tornaram-se amigos e foram morar juntos. “Você vai morar mesmo com uma cobra?”,
perguntavam ao rouxinol, e ele não se importava. Certa vez, o rouxinol foi convidado para um casamento e falou para o amigo. “Eu não gostaria de aparecer em uma festa tão grande com um olho só. Será que você me emprestaria o seu? Eu devolvo amanhã mesmo”. A cobra, muito gentil, emprestou. O rouxinol seguiu pela floresta e enxergava outro mundo, tudo melhor e maior. No dia seguinte, em vez de voltar para casa, o rouxinol fugiu e comemorou. Passaram-se a manhã, a tarde, e a alegria foi passando. “Se a cobra vier buscar vingança?”. O rouxinol passou a morar dia após dia cada vez mais alto, mais alto da cobra que só se arrastava. Logo os seus olhos, que enxergavam tanta beleza, serviam só para vigiar cada canto da floresta. Lá embaixo, a cobra na verdade nem saía de casa, enrolava-se no escuro, triste… Quando ouviu um canto bonito se aproximar, pensou: “É meu amigo que chega!”.
E era.

(Saulo Dourado é escritor e Professor)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador/BA, 11.03.2017

Dois em um

25/05/2017 às 3:55 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Compartilho dois bons artigos publicados recentemente no jornal A TARDE, Salvador-BA, um pouco antes da última “bomba de corrupção” que explodiu em Brasília.

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A DEMOLIÇÃO DO ESTADO SOCIAL

Na última sexta-feira, dia 12 de maio, Michel Temer comemorou um ano na condição de titular do poder executivo federal, sem foguete, sem retrato, depois de confisco e falsificado processo de impeachment. Sob qualquer ângulo, a gestão do atual governo é deficiente, carregando insuportável rejeição popular e anêmica legitimidade.

O panfletário oficial “Ponte para o futuro” apoia a doutrina do Estado mínimo, conceito em caducidade no resto no planeta, mas, agenda do governo que se tornou adequada à iniciativa privada – e a condição indispensável de apoio da elite social, econômica e política do país ao
novo mandatário.

Para garantir a efetivação do programa, ; os poderosos conglomerados econômicos
têm propiciado ao Presidente Michel Temer solidificar o alicerce parlamentar, especialmente de controle nos campos liberal e fiscal, além de dispor a influência de quem chefia os demais poderes em apoio às decisões governamentais.

Quanto mais a operação Lava Jato amplia tentáculos, mais Michel Temer demonstra ser imprescindível ao mundo empresarial, assentando profundamente as medidas fiscais, liberalizantes e desregulamentadoras da economia, sobretudo das relações capital/trabalho.

Em paralelo à porta escancarada da economia, o ponto central do governo reside na implosão lenta e gradual do Estado social, principalmente na seguridade e direitos trabalhistas. Sob o ponto de vista ideológico, a I proposta é acolhida, sem qualquer debate, pelo bloco aliado ao governo.

Sem resistência popular organizada e permanente, o governo, com sua linha basicamente neoliberal, mostra sua tendência da prática refinada de reformas, que se traduzirão em nova roupagem do Estado, capaz exclusivamente de privilegiar a propriedade privada, quitar compromissos com credores das dívidas internas e externas.

No projeto de desmonte, existe igualmente a desvalorização dos servidores públicos, com a poda das prerrogativas legais e correção dos efeitos inflacionários sobre o salário, além de vedar novas contratações no decorrer de duas décadas, especialmente nos setores vitais de
saúde, educação e segurança pública.

Ao encurtar o tempo das reservas petrolíferas, num processo predatório, o governo Michel Temer está consciente da destruição do complexo industrial brasileiro e soterrando o próprio desenvolvimento do país, apesar das pesquisas indicarem o rechaço da população.

Da mesma forma, ele tem a nítida percepção que, se não materializar as mudanças
empenhadas ao capital, estará na linha do extermínio político. Ainda contra o governo:
demonstra perder as rédeas de comando dos seus partidários no Congresso, só lhe restando recorrer à ajuda ao baixo clero parlamentar, ironicamente o mesmo que propiciou a derrubada de Dilma Rousseff.

(Helington Rangel, Professor/Economista/Jornalista)


O MITO E O MÁRTIR

Se o Moro prender o Lula (atendendo aos interesses das classes hegemônicas e da mídia televisiva poderosa), ele transformará o mito (no imaginário popular) num mártir (gostem ou não os antilulistas). A história da América Latina é permeada de lideres carismáticos com qualidades e defeitos que se transformaram em mitos e mártires, quando as forças hegemônicas os desalojaram do poder, pelos seus apelos em favor de causas populares, por isso os ditos populistas, a exemplo de:

“La justicia, como la libertad y la vida, teriemos que conquistaria todos los dias. La lucha por estos ideales no termina nunca” (Luis Carlos Galán, líder colombiano).

“Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos” (Salvador Allende).

“O país não pertence a nenhuma força. O país é o povo, e nada pode superar o povo sem pôr em perigo a liberdade e a justiça” (Eva Perón).

“A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia antipovo, do antissindicato, da antirreforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam” (João Goulart, discurso na Central do Brasil).

“Não tem coisa mais difícil no Brasil do que cuidar de pobres” (Lula).

O que os poderosos pretendem é barrar a candidatura de Lula para manter mais um fantoche deles, como o golpista no poder, que destrói os direitos adquiridos dos trabalhadores e transforma o país numa nova colônia escravagista. Embora isso não exima o lulismo da Lava Jato e ampliação do sistema político do toma lá, da cá, para assegurar a governabilidade e
perpetuar seu partido e aliados no poder. Entretanto, no meio do caminho havia uma pedra (a Lava Jato) e um poste que ele elegeu. Além de um Ministério Público atuante e um Supremo “politizado”, daí seus planos eclodiram como bolha.

Todo mito ou mártir tem força para influenciar no futuro político de um país, isso o tempo (o senhor da verdade) dirá.

(Anilton Santos, Arquiteto/Urbanista)

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