PAPO FURADO

26/09/2016 às 11:10 | Publicado em Zuniversitas, Midiateca | Deixe um comentário
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Música antiga, mas atualíssima !


PAPO FURADO

Se você pensa que com as suas palavras
Você já ganhou meu voto,
Simplesmente se enganou
Olha que eu não como nada disso,
Você não tem compromisso,
Sai daqui seu traidor

Eu não me iludo
Eu não me iludo
Eu não me iludo esse sistema é imundo

Falei, falei, falei
Eu não me iludo
Eu não me iludo
Eu não me iludo esse sistema é imundo

Você foi na favela
Contando mil balelas
Provou da minha panela
Pensando em se eleger
Depois dos quatro anos
De pernas pro ar ficar
Estando aposentado
De mim não vai se lembrar

Falei, falei, falei
Eu não me iludo
Eu não me iludo
Eu não me iludo esse sistema é imundo

Você me enganou
E quer me enganar
Se pisou na bola, não vai mais pisar.

(Olodum)

O SORRISO DO LAGARTO

26/09/2016 às 3:57 | Publicado em Baú de livros | Deixe um comentário
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EXCELENTE !!!

De João Ubaldo Ribeiro ! Quanta falta ele nos faz…


OSORRISODOLAGARTO

Arnaldo Antunes canta Lampirônicos

25/09/2016 às 11:43 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | 2 Comentários
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“Só é seu aquilo que você dá”

 


Vou-me embora pra Pasárgada

25/09/2016 às 3:55 | Publicado em Canto da poesia, Midiateca | 1 Comentário
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Bandeira e Diniz neste domingo !


Vou-me embora pra Pasárgada

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Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

(Manuel Bandeira)


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