Por que o brasileiro lê pouco ?

27/11/2010 às 7:20 | Publicado em Baú de livros | 8 Comentários

Esta vem da Superinteressante deste mês de novembro/2010. Cabe bem neste ‘Baú e Livros’ e o que mais me chamou a atenção foi a comparação feita com nossos vizinhos argentinos, uruguaios e chilenos: quando se trata de livros perdemos feio. Observem bem os itens comparados: com relação ao preço médio do livro, os uruguaios e chilenos custam praticamente a metade dos nossos livros. Com relação á quantidade de livrarias também perdemos feio. Livros deveriam sair OBRIGATORIAMENTE com duas edições, uma em brochura muito barata e outra da forma que saem hoje, apenas para quem tem dinheiro. Dizem que nossos ‘irmãos’ do norte (EUA) fazem isso, um amigo que foi lá constatou. Vale a reflexão, todos são responsáveis, não apenas os professores.

VizinhosLetrados

Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cuttura só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetis­mo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, es­pecialistas culpam a escola pela falta de leitores.

“Os professores costumam indicar li­vros clássicos do século 19, maravilho­sos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos”, diz Zoara Failla, do Instituto Pró-Livro. “Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio. “Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são anali­sados a fundo. Mas aí teria de mudar o vestibular, é isso já é outra história. (Raphael Soeiro, Superinteressante, nov/2010)

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  1. […] Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cuttura só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetis­mo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, es­pecialistas culpam a escola pela falta de leitores. Lá no Zéducando […]

  2. Querido Zé; qdo. leio sobre a pouca leitura dos brasileiros lembro do nosso pai q sempre nos insentivou à leitura. Mesmo não ganhando muito dinheiro e tendo cinco filhos p/ criar, ele não media esforços p/ nos dar o q de melhor tinha p/ nos formar leitores. Graças ao nosso pai eu gosto de ler. Mamãe tb. gosta de ler e é uma pena q a vista esteja tão ruim agora.
    Miminha

  3. Querido Zé, a palavra “incentivou” está escrita errada no comentário. Peço desculpas.
    Miminha

  4. Eu tive muita dificuldade pra gostar de lê! Adquiri o hábito depois de adulto, prevendo as mesmas dificuldades que meus filhos enfrentariam resolvi buscar informações pedagógicas e metodológicas e adotei algumas, depois de saber que crianças precisam praticar desde bebê! De que forma? A melhor delas é com os pais lendo historinhas antes deles dormirem e quando eles começam a se alfebetizar, os pais começam a revezar a leitura,lendo uma página e o filhinho lendo outra, e discutindo página á página seu conteúdo! Depois é só presenteá-los com livros! Isso funciona mesmo! Porque meus filhos de 09 e 11 anos adoram ler. Mas isso funcionou porque sou relativamente letrado e faço parte talvez de 1% da população do Brasil preocupado com isso. Pras coisas mudarem no Brasil, precisamos letrar a população e isso depende de política de estado para educação! Não vejo por enquanto a mínima possibilidade que isso aconteça! Estatísticas recentes mostram que o atual governo investe mesmo percentual (8%) do PIB na educação, sem alteração do percentual a mais de 8 anos, se sormamos os governos anteriores, estamos a quase 16 anos investindo a mesma coisa para uma população que quase duplicou. Já o Legislativo, Judiciário e o Ministério Público Brasileiro receberam 30% a mais neste mesmo período(Fonte: O Globo 22.11.10).
    Violência como as vividas no Rio de Janeiro e outros males de um páis atrasado, só são resolvidos com investimento em educação e saúde a médio e a longo prazo. Não vejo isso agora nem pro futuro! Então estamos fadados a continuarmos lendo pouco e ouvindo por muitas décadas as mazelas do terceiro mundismo em nossos noticiários. Infelizmente essa é a nossa dura e triste realidade.

  5. Concordo que livros mais modernos atrairiam mais leitores.

    Mas não sei se concordo com a senhora Zoara Failla: será que parte de vários problemas atuais não decorrem de dar razão demais às novas gerações?

    Acho mais sensata a postura da ONU: é necessário que a leitura seja uma tradição nacional, e que o hábito da leitura venha de casa. Como diz o texto, o problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetis­mo à TV sem passar na biblioteca.

    Até os blogs estão sendo gradualmente substituídos pelos microblogs e vlogs da vida…

  6. Qualquer informação escutada e recolhida pelo ser humano irá de algum modo se entranhar no sujeito, se incrustar nele e começar a se tornar, aos poucos, sua verdade e fazer parte de seu comportamento. Muitas vezes, verdades que falamos são fruto da freqüência que as escutamos do que de nossas próprias conclusões. Repetimos a verdade de outros simplesmente porque a escutamos da maioria.
    A audição é o mais passivo dos sentidos. A não ser que possamos colocar um obstáculo, imediatamente ouvimos o que chega a nossos ouvidos. Não se pode não ouvir o que se passa ao nosso redor. Eu posso desviar meu olhar, posso me recusar a tocar, posso segurar minha respiração, posso optar em não sentir o gosto, mas não consigo desviar os ouvidos. O ouvir é evidentemente mais capaz do que qualquer outro sentido de enfeitiçar o nosso pensamento, recebendo e sendo sensível aos elogios como também às ofensas das palavras, às influências dos discursos, certamente também sendo sensível a todos os efeitos da música ou dos ruídos. O escutar está diretamente ligado ao conteúdo teórico, à visão de mundo que se torna comportamento mais tarde. Enquanto os outros sentidos estão envolvidos com a questão do prazer, o ouvir é um caminho para a prática de vida.
    Por isso, se paramos para analisar nossos atos e pensamentos, ficaremos surpreendidos em encontrar neles aspectos que muitas vezes criticamos em nossa mentalidade social. Chamamos, por exemplo, muitos da chamada classe política de corruptos, mas muitas vezes não obedecemos às leis de transito, nos chocamos com a criminalidade na televisão, mas não queremos nos comprometer quando somos testemunhas de alguma injustiça, achamos o capitalismo um sistema injusto, mas “adoramos” ter dinheiro e sonhamos em ganhar na loteria. Em outras palavras, se o meio social não é um fator determinante em nossa mentalidade, ele, pelo menos, vai contaminando aos poucos grande parte dela.
    Conclusão: Educação e mídia sob contrôle dos medíocres.

    http://www.dhnet.org.br/perly/livros/resistencia/marcio_alves_beaba_mec_usaid.pdf
    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=574AZL002

    http://www.hcomparada.ifcs.ufrj.br/revistahc/artigos/volume004_artigo005.pdf

    Mas algo vem mudando nestes ultimos anos … muito lentamente, porém:
    O Brasil deve agradecer a marca de 401 pontos e o 53º lugar alcançado entre 65 países às escolas públicas federais e à rede privada de ensino. Valessem apenas as notas dos alunos matriculados nas primeiras, estaríamos num honroso 7º lugar, entre o Japão (529) e o Canadá (527), pois a nota deles chegou a 528 pontos. Já os estudantes de escolas particulares alcançaram 502 pontos. A tragédia está mesmo nas redes públicas estaduais e municipais: 387 pontos, dois a menos que a do Azerbaijão. Sem ousadia, estaremos condenados ao atraso.
    http://www.anj.org.br/jornaleeducacao/educacao-na-midia
    http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_25.htm

  7. […] o post que fiz em novembro do ano passado, com o título “Por que o brasileiro lê pouco ?“, posto esta entrevista de Ziraldo que saiu no site […]

  8. […] de abril, onde ele cita no início o Dr Glenn e sua esposa e nos faz refletir sobre o uso da TV e a importância dos livros para nossas crianças. Vale a […]


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