Pelé e o Bahia

02/01/2012 às 18:58 | Publicado em Artigos e textos, Piadas e causos | Deixe um comentário
Tags:

Em homenagem ao Esporte Clube Bahia, que fez 81 anos ontem, publico agora um artigo retirado de uma das revistas de bordo da TAM, a BRASIL ALMANAQUE DE CULTURA POPULAR (novembro/2011), que confirma o dito popular mais famoso na boa Terra da Bahia de Todos os Santos: pense num absurdo, na Bahia há precedente !


Bahia_PrimeiroCampeao

 


clip_image002

Talvez o gol mais famoso da história do futebol seja o milésimo de Pelé, marcado contra o Vasco, no Maracanã. Mas pouca gente sabe que o tento número mil do Rei era aguardado para três dias antes, em 16 de novembro de 1969, num jogo entre Santos e Bahia. Era pelo menos no que apostavam os quase 50 mil torcedores que lotavam o estádio da Fonte Nova, em Salvador.

A partida estava um a um até o fim do segundo tempo, quando Pelé driblou dois adversários e, com a meta vazia, deu um toque firme em direção ao gol. Ninguém no estádio ousou fazer sequer um movimento. Exceção feita ao zagueiro Nildo, conhecido como Birro Doido, que esticou a perna de forma espetacular e salvou a bola em cima da risca.

Em vez de aplausos, Nildo tomou da própria torcida uma das maiores vaias da história da Fonte Nova. Urna placa de ouro do governo da Bahia já estava até pronta: “Para Pelé, glória do esporte brasileiro e rei do futebol, em comemoração ao seu milésimo gol”. Mas aquela tarde de domingo não entrou para a história.

Segundo Pensamento

02/01/2012 às 17:55 | Publicado em Baú de livros, Canto da poesia | Deixe um comentário
Tags: ,

Este livro, lançado em Fortaleza/CE recentemente, traz uma poesia de um amigo-irmão, o João Bosco Martins, que já lançou outras obras e já esteve presente aqui neste ZEducando antes (vide Escola do Silêncio – aprofundando a paz interior !). A poesia abaixo encontra-se na página 224 do livro em apreço.

LivroBosco


Animal Falante

É homem feito animal,
Vejo-o com respeito,
Humano marginal,
Reflito com um nó no peito,
Segue adiante:
Animal falante!

É espécie humana,
Empurra sua carroça,
Criatura pobre, sem grana,
Olhe para essa gente, ouça,
Segue adiante:
Animal falante!

É coletor de lixo reciclável,
Enche o carrinho com papelão,
Vítima de um desemprego execrável,
Triste situação,
Segue adiante:
Animal falante!

É andante da cidade,
Trilha a avenida movimentada,
Pessoa de toda idade,
Olho-o pela manhã, até madrugada,
Segue adiante:
Animal falante!

É povo animalesco,
Sobe e desce a rua,
Habitante que paga um preço,
Vivencia uma realidade crua,
Segue adiante:
Animal falante!

É pessoal de fibra,
Tem o sol forte no rosto,
Individuo de briga,
Luta com desgosto,
Segue adiante:
Animal falante!

É trabalhador necessitado,
Corre atrás do pão de cada dia,
Personalidade que não foge do fardo,
Labuta com energia,
Segue adiante:
Animal falante!

É homem cansado,
Dorme no chão,
Sofredor rejeitado,
Vê a lua dentro da solidão,
Segue adiante:
Animal falante!

É mulher sem cidadania,
Filho dorme ao relento,
Sonha com a moradia,
Carece de sustento,
Segue adiante:
Animal falante!

É menino maltratado,
Procura a salvação,
Sujeito despersonalizado,
Fruto da omissão,
Segue adiante:
Animal falante!

É país desigual,
Sem paz social,
Rico com muito,
Pobre com pouco,
Poucos com muito,
Muitos com pouco,
Segue adiante!
Animal falante!

João Bosco Barbosa Martins

Little Brazil – ou onde “delivery” é delivery mesmo

02/01/2012 às 11:57 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
Tags: ,

Veríssimo, iniciando bem o ano. Esse é dele mesmo, li no jornal em papel no domingo Verissimo_saxúltimo, dia 01/01/2012.


LITTLE BRAZIL

O New York Times publicou uma matéria sobre a invasão brasileira de Miami, onde a nossa nova classe média está indo comprar apartamentos, eletrodomésticos, roupas e bolsas de grife – tudo mais barato lá do que aqui. Segundo o Times, só o Canadá manda mais gente para a Flórida do que o Brasil, mas os canadenses gastam menos. Os comerciantes e as autoridades de Miami pressionam o Congresso americano para acabar com o visto ou facilitar sua aquisição por brasileiros, e mudanças havidas aqui recentemente na concessão dos vistos – antes irritantemente racionados – já são resultado da crescente importância dos brasileiros para a economia deles. É verdade que antes do Brasil ocupar Miami, Miami já tinha ocupado partes do Brasil, como nota quem passa pela Barra, no Rio, onde cada terceiro outdoor ou nome de prédio ou loja é em inglês. O que aconteceu foi que a Miami original ficou mais acessível a brasileiros do que as cópias locais.
Imagino que em breve estaremos desafiando os cubanos como principal força política latina na região. Entre parênteses: uma vez fui convidado para uma Feira do Livro em Miami e acabei num jantar oferecido aos visitantes pela comunidade cubana. Nascido em Porto Alegre, a um pulo de Buenos Aires e Montevidéu, julguei que não teria nenhuma dificuldade em pelo menos acompanhar as conversas. Inocente pretensão. Fora uma ou outra interjeição dirigida, adivinhei, ao Fidel, não entendi uma palavra. Não falavam um espanhol reconhecível. Talvez o espanhol do exílio seja outro. De qualquer maneira, invejei o Milton Hatoum, meu companheiro de mesa, que não só entendia tudo como falava o idioma misterioso. Se pudesse voltar no tempo sabendo o que sei hoje, meu pensamento na ocasião seria: esperem só, cubanos. Um dia tudo isto será nosso. E em vez de Big Havana se chamará Little Brazil, e em vez de pseudo-espanhol falaremos português, e os nossos cartões de crédito cortarão os ares. Fecha parênteses.
Somos a sexta economia do mundo, é mole? Natural que o novo status traga uma certa ostentação. Comprar um condomínio com vista para o mar em Miami é um bom negócio porque na Barra seria mais caro, embora o mar seja o mesmo. Mas não é só isso. Olhando o mar da sacada do seu apartamento em Miami você pode dizer que realizou o sonho de ser americano que move tantos da sua geração. Você é um proprietário no primeiro mundo, lá onde “delivery” é delivery mesmo, e tem a escritura para provar. Claro que seu orgulho seria maior se o fato do Brasil ter ultrapassado a Inglaterra para se tornar a sexta economia do mundo significasse um crescimento melhor compartilhado, e um atendimento social mais, bem, inglês, e mais brasileiros com saneamento básico do que fazendo compras em Miami. Mas isso é história para outros tempos.

Os números de 2011

02/01/2012 às 7:51 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
Tags:

Compartilho com meus leitores, neste primeiro dia útil do mês, a estatística do ZEducando de 2011. Agradeço a todos as visitas, os emails e os comentários. E vamos em frente !


Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 72.000 vezes em 2011. Se fosse o Louvre, eram precisos 3 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: