Aprovado de sábado: 25 de fevereiro de 2012

29/02/2012 às 11:13 | Publicado em Midiateca | 5 Comentários
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O programa de TV Aprovado, um dos melhores da televisão brasileira, exemplo da Bahia para o mundo, neste último sábado foi especial. Abordou a cultura, a arte e a preservação ecológica presentes na cidade de Maragogipe e no Rio Paraguaçu. Abaixo quatro amostras:


(1) CANTAROLAMA:

Lindo !

(2) TERPSÍOCORE – FILARMÔNICA POPULAR:


(3) DONA CADÚ, ceramista e sambista

D Cadú tem 90 anos. É ceramista e sambista. Uma jóia de Maragogipe/BA. dCADU1

Projeto “Rede do Samba de Roda” começa em Maragogipe e espalhará por todo o Recôncavo

PROJETO “REDE DO SAMBA DE RODA”

O projeto “Rede do Samba de Roda” surgiu num processo de expansão das ações já implementadas pelo Pontão de Cultura do Samba de Roda, instalado na “Casa do Samba” na cidade de Santo Amaro, Bahia.

A “Rede” compreende a criação e estruturação de Pontinhos de Samba de Roda em cidades que se mobilizaram, e que mantém grupos de samba de roda ativos e associados à Associação de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (ASSEBA).

O apoio institucional e da administração da “Casa do Samba” em parceria com os Pontinhos. Também serão realizadas reuniões mensais entre todos os Pontos da Rede, para acompanhamento das atividades, realização de ações e parcerias.

Cada Pontinho deverá realizar um encontro anual de samba de roda envolvendo os outros Pontinhos e, principalmente, os grupos do município sede e do entorno. Também deverão realizar apresentações públicas gratuitas para os moradores da cidade e visitantes.

Estão planejados para os Pontinhos, além da aquisição de equipamentos e instrumentos musicais, oficinas diversas de samba de roda, de musica, de capoeira, de dança, dentre outros.

Deverão ser criados 14 Pontinhos de Cultura nas cidades de: Antônio Cardoso, Cachoeira, Conceição do Jacuipe, Feira de Santana, Irará, Maragogipe, Salvador, São Felix, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passe, Saubara, Simões Filho, Teodoro Sampaio e Terra Nova.

OBS.: A CASA DO SAMBA DE MARAGOJIPE será gerida pela COMSAMBA e a Coordenação da rede do samba de roda.

A CASA DO SAMBA DE MARAGOJIPE CHAMA–SE DONA CADÚ EM HOMENAGEM A SAMBADEIRA E CERAMISTA SÍMBOLO DA CULTURA POPULAR ASSIM, COMO TODOS OS MESTRES DE SAMBA DE RODA DE MARAGOJIPE.

Ricardina Pereira da Silva – D. CADÚ   dCADU2

Paulo César Fernandes dos Santos

Coordenadores do Projeto da Rede Municipal

MAIS SOBRE D CADÚ: APRESENTAÇÃO D. CADÚ (http://www.youblisher.com/p/10136-Apresentacao-D-Cadu/)

 

Link para um vídeo dela no programa: http://redeglobo.globo.com/ba/redebahia/aprovado/videos/t/edicoes/v/conheca-dona-cadu-grande-personagem-de-maragojipe/1831387/


(4) DONA ROQUELINA, pescadora e poetisa  dRoquelina

Dona Roquelina era simplesmente uma pescadora do local. Começou a escrever e não sabia bem o que era. Ai uma professora leu e disse: o que você faz é poesia. Nascia mais uma poetisa. Ela também escreve contos.

Link para um vídeo dela no programa: http://redeglobo.globo.com/ba/redebahia/aprovado/videos/t/edicoes/v/conheca-a-poeta-e-pescadora-dona-roquelina/1831282/

O Rádio

29/02/2012 às 3:16 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Alô, alô, alguém ai ouviu falar do rádio ? A nova geração não tem a cultura do rádio, mas aRadio minha é apaixonada pelo radinho, seja de pilha, seja de ‘energia’. Os futeboleiros principalmente não desgrudam do seu radinho de pilha, nos estádios e fora dele. Vejam então um pouco da História dessa invenção, bela, lúdica, importante para a comunicação na era moderna, dividida em algumas páginas, para facilitar a leitura. A história do rádio é também um pouco da História do Brasil !


Em destaque:


Na rádio Record, num dia 1º de abril, o locutor esportivo Geraldo José de Almeida, irradia um jogo inteiro do time do São Paulo que estava excursionando pela Europa. No final da partida um resultado que chocou os torcedores: o São Paulo perdeu de 7 X 0. No dia seguinte a anunciou que tudo foi mentira. O jogo nem aconteceu. Era primeiro de abril !!!

geraldo_jose

FONTE: HISTÓRIA DO RÁDIOhttp://musikcity.mus.br/historia_do_radio.html


A ficção e os processadores

28/02/2012 às 3:30 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Essa veio da Revista InfoExame ainda de outubro do ano passado. O inusitado é se perguntar o que antropólogo tem a ver com chip de computador. O texto abaixo explica. E veja que se trata da Intel, a maior produtora de chips do mundo.

chip



FICÇÃO E OS PROCESSADORES

Há cinco anos a Intel contratou 100 antropólogos para ajudar a desenvolver produtos. Agora a empresa recorre a escritores de ficção científica para prever o futuro e inovar

Quando Alexin se curvou na cadeira, os sensores reagiram de imediato. O assento inclinou-se levemente para a frente a fim de ajudá-lo a se levantar. Enquanto caminhava pela sala, o calor e os movimentos do seu corpo eram monitorados. Como era noite, as luzes da casa se acendiam e apagavam na medida em que ele entrava e saía de cômodos. As portas se abriam automaticamente. Alexin não precisa perder tempo abrindo as gavetas ou acendendo lâmpadas. Os sensores espalhados por todos os cantos tornam sua vida mais fácil.”

A casa de Alexin ainda não existe. É fruto da imaginação de Markus Heit, autor do conto O Piscar de Um Olho. Heit é um dos quatro autores de ficção científica contratados pela fabricante de processadores Intel para fazer parte do Projeto Amanhã, cujo objetivo é ajudar a criar produtos novos e, mais importante, inovadores. “Uma história de ficção científica é uma boa maneira de discutir o futuro”, disse a INFO Brian Johnson. Seu cargo na Intel? Arquiteto de experiência do consumidor. Apesar de parecer uma ideia estranha, a ini-
ciativa tem uma explicação lógica.

Imaginar como a tecnologia será usada no futuro ajuda a desenhar produtos a serem usados nos dispositivos. E nada melhor do que fazer isso numa língua que os engenheiros entendem. “É uma ideia útil para quem cresceu assistindo Star Trek”, diz J ack Weast. engenheiro da Intel, à revista BusinessWeek.

Os quatro primeiros escritores foram contratados pela fabricante de processadores em meados de 2010. Em uma dessas histórias, um casal viaja para o sul da França em um carro que não precisa de motorista para doar sangue a um familiar.

Durante a viagem, informações sobre a saúde dele aparecem no painel do automóvel. “A ideia é levar o projeto para outros países, inclusive o Brasil”, disse [ohnson. “Quero enten-
der o que está acontecendo no país.”

Essa não é a primeira vez que a Intel recorre a colaboradores com formação pouco comum ao mundo da tecnologia. Em 2006, a empresa anunciou a contratação de mais de 100 antropó-
logos. O objetivo? Entender o que as pessoas esperam de um computador.

Um exemplo disso aconteceu quando, há cinco anos, a Inte1 começou a fazer pesquisa de chips para equipar set-top boxes do Google. A princípio, a fabricante de processadores acreditava que as pessoas queriam passar vídeos por streaming de seus computadores para
a TV. Mas uma pesquisa conduzida por equipes de antropólogos descobriu que elas não queriam apenas assistir ao vídeoporstreaming. Desejavam, sim, usar a televisão para navegar na internet.

Essa informação fez com que a empresa redesenhasse a linha de chips usados nos aparelhos de TV. Mais recentemente, emjaneiro, a Intel contratou o músico Will.i.am para sua área de inovaçãocriativa. E deu mais um passo fora da lógica corporativa tradicional.

(por Eduardo Poloni)

Minha turma

27/02/2012 às 13:36 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 3 Comentários
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Num mundo de facebooks, orkuts e msns também fico como o Veríssimo tentando achar a ‘minha turma’ e normalmente não encontro. Essa crônica, de ontem (é dele mesmo, li em papel), me fez lembrar um tempo em que não existia nada disso, Internet ? rede era só a de se balançar ao vento. Um tempo em que eu encontrava minha turma para ir ao futebol, à praia, ou mesmo estudar, tudo na real, de virtual só mesmo os sonhos.


 

MINHA TURMA (Verissimo) 

Agora que o sangue serenou e todas as garrafas que lancei ao mar com mensagens ao desconhecido voltaram sem resposta, ou com o texto corrigido, agora que nem o eco responde aos meus gritos no precipício, ou responde mas com o tom enfarado de quem não aguenta mais repetir sempre a mesma coisa, sempre a mesma coisa, sempre a mesma coisa, agora que descobri que nenhum dos meus gurus tinha a resposta certa e um até confessou que nem ouvia as minhas perguntas e só fazia sim com a cabeça por boa educação, o que explica ele ter respondido sim quando eu perguntei se deveria seguir o Bhagavad Gita, o Kama Sutra, o Capital ou uma combinação dos três, agora que já não se distingue a voz de uma secretária de outra no telefone pois todas são eletrônicas e iguais, e da última vez que implorei por um contato humano, alguma coisa viva – uma hesitação, um erro de concordância, um resfriado, até, em último caso, uma reação irritada – a voz disse “para reação irritada, digite 4”, agora que eu não quero mais respostas, agora que eu desisti, vem você me dizer que eu não estou sozinho, que há outros como eu que já não esperam mais nada salvo a resignação dos mortos num bom sofá com controle remoto e talvez pipoca, que abominam a despersonalização, principalmente das pessoas, a pulverização de todas as certezas, o espargimento de todas as dúvidas, a eterização de todas as coisas – e que eles têm um site na Internet!

Mas acho que você me deu o endereço errado pois, na minha caça desesperada a ávidos de resignação e burrice programada como eu, já dei num site que ensina a fazer bombas caseiras, outro de quem tem tara por Matildes, outro de um homem que propõe a troca de fotografias do seu bigode ridículo com as de bigodes ridículos de todo o mundo com a possibilidade de casamento e, veja você, um de alguém que propôs comprar vários dos meus órgãos para comer. Não que eu fosse aceitar, sou muito apegado a todos os meus órgãos apesar do que alguns têm me feito passar, mas só por curiosidade perguntei como ele prepararia, por exemplo, meu fígado e, num rasgo de sentimentalismo, sugeri que o servisse acompanhado de um Sauterne de boa safra. Talvez seja esta a auto-indulgência que nos reste, no momento do nosso desencanto, antes do último sofá.

O tal cara que estava a fim das minhas tripas à moda de Caen não respondeu mas descobri que eu tinha entrado num fascinante mundo doente, ao entrar na Internet atrás da minha turma. Quando tudo se volatiza e vira impulso pelo ar o que sobra é isso, o ser humano reduzido às suas fomes e às suas esquisitices primevas, livre de qualquer controle ou compunção. A cara mais terrível da liberdade: cara nenhuma, ou apenas a cara que se quiser mostrar na net. Terroristas, fetichistas e canibais são – ou espero que sejam – minorias entre os habitantes deste mundo. Mas, sei não.

Há algo de assustador nessa variedade de prospecções predatórias, de buscas globais por afinidades estranhas, só esperando o toque numa tecla de computador para entrar na nossa casa e na nossa vida. Sei lá se eu não tenho alguma obsessão secreta (pés de noviças, por exemplo) só esperando um correspondente para se manifestar. Desisti de localizar meus similares na Internet, os revoltados até com a revolta, começando por secretárias com voz de máquinas, quando me dei conta que a primeira condição para ser mesmo da minha turma seria não frequentar a Internet.

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