CYPHERPUNKS – liberdade e o futuro da internet

08/08/2013 às 3:08 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | 5 Comentários
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Recomendo fortemente este livro a todos que usam a grande rede. Uma excelente reflexão que Julian Assange faz com seus companheiros de jornada Jacob Appelbaum, Andy Muller-Maguhn e Jérémie Zimmermann. A seguir dois ‘aperitivos’:

JAssange


A MILITARIZAÇÃO DO CIBERSPAÇO

Quando nos comunicamos por internet ou telefonia celular, que agora está imbuída na internet, nossas comunicações são interceptadas por organizações militares de inteligência. É como ter um tanque de guerra dentro do quarto. É como ter um soldado entre você e a sua mulher enquanto vocês estão trocando mensagens de texto. Todos nós vivemos sob uma lei marcial no que diz respeito às nossas comunicações, só não conseguimos enxergar os tanques – mas eles estão lá. Nesse sentido, a internet, que deveria ser um espaço civil, se transfor-mou em um espaço militarizado. Mas ela é um espaço nosso, porque todos nós a
utilizamos para nos comunicar uns com os outros, com nossa família, com o núcleo mais íntimo de nossa vida privada. Então, na prática, nossa vida privada entrou em uma zona militarizada. É como ter um soldado embaixo da cama. É uma militarização da vida civil.

COMBATENDO A VIGILÂNCIA TOTAL COM AS LEIS DO HOMEM

Com o aumento da sofisticação e a redução do custo da vigilância em massa nos últimos dez anos, chegamos a um estágio no qual a população humana dobra aproximadamente a cada 25 anos – mas a capacidade de vigilância dobra a cada 18 meses. A curva de crescimento da vigilância está dominando a curva de crescimento populacional. Não há como escapar diretamente disso. Estamos em um estágio no qual é possível comprar por apenas US$ 10 milhões uma unidade para armazenar permanentemente os dados interceptados de um país de médio porte. Então me pergunto se não precisaríamos de uma reação equivalente. Essa é uma ameaça enorme e concreta à democracia e à liberdade de todo o planeta, e essa ameaça precisa de uma reação, como a ameaça da guerra atômica precisou de uma reação em massa, para tentar controlá-Ia enquanto ainda for possível.

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