O CAIRO, DAMASCO, E A HIPOCRISIA NORTE-AMERICANA

06/09/2013 às 15:36 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Santayana nos ensinando sempre !

Obama_Sirios


O CAIRO, DAMASCO, E A HIPOCRISIA NORTE-AMERICANA (Mauro Santayana)

(JB)- John Kerry anunciou esta semana, na Casa Branca, que os Estados Unidos têm “provas irrefutáveis” do uso de armas químicas pelo Governo Sírio. Traços de gás Sarin teriam sido encontrados no sangue e nos cabelos de voluntários que participaram do resgate de civis atingidos logo após um suposto ataque do governo contra rebeldes no dia 21 de um agosto.

Já vimos esse filme. O uso de armas de destruição em massa pelo governo de Saddam Hussein também foi apresentado de forma inconteste e irrefutável pelo governo norte-americano.

Em nome dessa “certeza”, o Iraque foi bombardeado e invadido, suas defesas foram destruídas por corajosos jogadores de vídeo-game instalados a bordo de aviões e porta-aviões, sem um único combate corpo a corpo, e morreram milhares de crianças e civis iraquianos.

E até hoje nem uma única arma de destruição em massa foi encontrada – apesar de milhares de soldados norte-americanos terem também sido mortos ou feridos, tentando ocupar o território virtualmente “conquistado”, de onde os EUA já se retiraram, depois de centenas de bilhões de dólares em gastos.

Na época, o inspetor da ONU Hans Blix – que deu uma entrevista esta semana ao jornal britânico The Guardian dizendo que não há justificativa para um ataque ocidental à Síria – negou que houvesse armas de destruição em massa no Iraque e teve sua missão em Bagdá interrompida pelos bombardeios norte-americanos.

Os EUA costumam usar, sem nenhum escrúpulo, seus eventuais aliados, e depois livrar-se deles sem nenhuma consideração moral ou ética.

Foi assim, quando se aliaram a Saddam armando-o na guerra contra o Irã, para depois destruir o seu regime sob um pretexto falso, e persegui-lo até a execução de sua sentença de morte por enforcamento, no dia 30 de dezembro de 2006 em Bagdá.

Foi assim que fizeram com Osama Bin-Laden – com cuja família os Bush tinham negócios – depois de apoiá-lo na guerrilha contra os russos no Afeganistão, até cercá-lo e abatê-lo desarmado, na frente de sua família, no dia 2 de maio de 2011, em Abbotabad, no Paquistão.

E foi assim que aconteceu também com Muamar Kadhaffi, capturado de mãos nuas e espancado brutalmente até a morte, em 20 de outubro do mesmo ano, em Sirte, na Líbia, a ponto de ter seu corpo transformado em um hambúrguer diante das câmeras de seus verdugos, armados pelos mesmos países ocidentais que antes o recebiam e apoiavam.

Agora, a história se repete. Os EUA e as grandes redes de meios de comunicação do ocidente procuram desqualificar a denúncia da inspetora da ONU Carla Del Ponte, de que teria levantado evidências, na Síria, de que gás Sarin estaria, na verdade, sendo usado pelos“rebeldes”, apoiados pelo Ocidente, com a intenção de culpar o governo de Bashar Al Assad pelo seu uso.

Ao invadir outros países sem provas e sem autorização das Nações Unidas, os Estados Unidos agem como os nazistas, que deram início à Segunda Guerra Mundial com uma farsa que completou há três dias exatos 74 anos.

No dia 31 de agosto de 1939 a SS nazista simulou a invasão de uma rádio de língua alemã, na cidadezinha fronteiriça de Gleiwitz, por tropas do exército polonês, para divulgar uma falsa mensagem conclamando a população da Silésia a se revoltar contra Hitler.

Para dar o máximo de verossimilhança aos fatos, os oficiais de Himmler, disfarçados de soldados poloneses, levaram com eles, também vestidos com os mesmos uniformes, 12 prisioneiros de campos de extermínio, que foram abatidos no local, ao final da operação, para que seus cadáveres servissem de prova da suposta ”invasão” polonesa. No dia seguinte, 1 de setembro de 1939, as tropas de Hitler, já agrupadas na fronteira, invadiriam a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.

Ressabiado, talvez, pela participação – sem provas que a justificassem – da Grã Bretanha na Guerra do Iraque, o Parlamento inglês negou na última semana ao Primeiro-Ministro James Cameron autorização para participar do ataque à Síria.

O mundo espera que o Congresso dos EUA, obedecendo à opinião da maioria da população norte-americana, tome atitude semelhante. E que Obama recue, como pode acabar fazendo, de seu plano contra a Siria, estabelecido, como afirmou John Kerry, em sua entrevista na Casa Branca, para “mandar uma firme mensagem” a outros países, como a Coréia do Norte e o Irã.

Não se pode aceitar que a mesma nação que apóia e financia, com bilhões de dólares, o exército golpista egípcio – para que seus soldados massacrem a população civil nas ruas do Cairo – ataque ou bombardeie Damasco, sob pretexto de defender a liberdade.

Museu da Escrita

06/09/2013 às 3:56 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Véspera de uma data que deveria ser de reflexão para todos. Será que o pessoal do recente movimento de ruas, que luta tanto por liberdade em essência, sabe o significado do 07 de setembro ? Quantos leram sobre isso ? Quantos no Rio de Janeiro, só para citar a principal cidade do nosso Império, visitam os museus de lá ?

Pausa, vamos ao que interessa para hoje, o meu ‘cearazim’, vejam isso !


Fiquei surpreso e feliz ao ter conhecimento deste Museu da Escrita em Fortaleza-CE. Recomendo aos que moram e que passam por aquela bela e ensolarada terra alencarina a visita a esta interessante fonte de cultura e conhecimento.


MUSEU DA ESCRITA: http://www.museudaescrita.com.br/   MuseuEscrita


Contato

Rua Dr. Walder Studart, 56, Bairro Dionísio Torres

Fortaleza, Ceará, Brasil – CEP 60.140-125

Telefone:

(85) 3244.7729

E-mail:

institutojlm@hotmail.com

Horário de Funcionamento:

– De Terça a Sábado

09:00 às 12:00 de 13:00 às 17:00 horas

– Domingo

09:00 às 13:00 horas

Confira aqui o que você pode encontrar no Museu da Escrita


Quem somos

O Museu da Escrita, em homenagem a professora sobralense Maria Isaurita Gomes Morais, genitora do idealizador do projeto, está localizado no município de Fortaleza, estado do Ceará, tendo iniciado suas atividades em Novembro de 2012.

Confira aqui algumas fotos do Museu da Escrita.


Estrututura e Acervo

O que temos a oferecer

O projeto de criação do Museu da Escrita tem como meta se tornar um ponto de atração ao turismo cultural, indutor de qualificação e vitalidade econômica e urbana, além de operar com outras atividades na cidade tais como ações educacionais e informativas.

Buscamos promover a valorização da memória dos testemunhos da escrita e dos registros históricos, através da preservação, da pesquisa e da comunicação de seu acervo, visando o acesso irrestrito do patrimônio integral.

Nossa Estrutura e Acervo

O imóvel, onde está situado o Museu da Escrita, constitui-se de uma casa com aproximadamente 450m² de área construída,  onde anteriormente funcionou a loja de uma fábrica de móveis de arte, denominada Companhia do Ferro, a qual, no seu tempo, fez grande sucesso nos meios ligados à decoração de ambientes. Em  estilo colonial, ajardinada, protegida por robusto gradil, teve suas dependências adaptadas para exposição com o ajuste e construção de novos ambientes, alargamento de passagens, criação de rampas e corrimãos, instalação de toillets com acessibilidade, entre outros melhoramentos.

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