GERALDO VANDRÉ QUEBRA O SILÊNCIO APÓS 37 ANOS E FALA DA DITADURA

07/09/2013 às 18:33 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Fechando esse SETE DE SETEMBRO, uma entrevista histórica !

FONTE: CIDADANIA EM MIVIMENTO


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Os protestos do 7 de setembro e o problema do Anonymous

07/09/2013 às 11:23 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Às vezes fico sem entender o que ocorre em nosso país. A nossa Constituição Federal de 1988, dita cidadã, proíbe expressamente o anonimato. Será que ninguém sabe disso ? E o porquê ? A razão remonta ao tempo do nazismo. Para quem não sabe, em tempos ‘hitlerescos’ essa prática era incentivada pelo próprio estado nazista. E os famosos ‘dedos-duros’ se escondiam sob o manto do anonimato em suas denúncias diárias.

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Os protestos do 7 de setembro e o problema do Anonymous

Mudar o mundo é sempre uma boa, mas na maioria das vezes o autor da ideia era conhecido

Os Anonymous estão planejando manifestações em 140 cidades brasileiras no dia 7 de setembro. É o que eles mesmos chamam de “o maior protesto na história do Brasil”. A primeira reivindicação é a prisão dos mensaleiros. Também exigem a renúncia de Renan Calheiros e o fim do voto obrigatório.

E também a volta do regime militar. E o aborto. E a pena de morte. E a redução da maioridade penal. E o enquadramento da corrupção como crime hediondo. E o voto distrital. Etc.

O que querem os Anonymous, afinal?

Esse é o problema do “movimento”. Se não há liderança, se é tudo “horizontal”, se todo mundo é Anonymous, como conhecer a pauta realmente?

Há pelo menos 50 páginas brasileiras dos Anonymous no Facebook. Tem, como diz aquele odioso clichê das reportagens de turismo, para todos os gostos e bolsos. Em comum, elas exibem aqueles vídeos pretensiosos, com locução do Google Tradutor sobre uma música ruim de filme de ação. Todas elas exibem orgulhosamente  links das matérias que os mencionaram na grande mídia inimiga da causa —  afinal, apesar de anônimos, eles são famosos (tu-dum).

Não dá para ninguém ser membro, não dá para reclamar com o chefe, não dá para elogiar. E há outra questão: se ninguém, ou todo mundo, faz parte do, vá lá, grupo, como saber se o fulano que está sendo entrevistado num protesto é realmente do Anonymous e não simplesmente alguém que resolveu sair com uma máscara do Guy Fawkes porque ficou sem Internet em casa?

Anonymous virou disfarce para tudo. Qual é a conta que vale? A que prega o ataque aos “símbolos do poder” ou a que fala em protestos pacíficos? A dos gaúchos ou a dos mineiros? O tuite do Anonymous que diz que a conta de Alckmin foi invadida deve ser levado a sério? Ou pode ser, digamos, o Serra na calada da noite, enquanto o Frontal não faz efeito?

Em última análise, você não pode acreditar em nada que venha do Anonymous, posto que jamais poderá verificar a fonte verdadeira. A ideia de “mudar o mundo” é muito boa e circula há bastante tempo. Mas, na maioria das vezes, tinha a assinatura do autor.

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Kiko Nogueira. Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

FONTE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-protestos-do-7-de-setembro-e-o-problema-do-anonymous/

Quem deve a quem cara-pálida ?

07/09/2013 às 3:27 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse discurso de Evo Morales é simplesmente genial, explica o resgate histórico que nossos avós europeus nos devem (ou não ?). Não encontrei nada melhor para reflexão neste 07 de setembro (liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós…). As_Veias_Abertas_da_América_Latina

A mensagem nos faz lembrar um belo livro de Eduardo Galeano que minha geração leu (ou devia ter lido): AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA. Está tudo lá, parece até que o líder bolivariano tirou os dados do livro e os atualizou.


EVO EXPLICA A VERDADEIRA DÍVIDA EXTERNA

(Exposição do Presidente Evo Morales ante a reunião de Chefes de Estado da Comunidade Europeia)

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Quem deve a quem? Genial discurso de Evo Morales escondido pela mídia

Com linguagem simples, que era transmitida em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignitários da Comunidade Européia, o Presidente Evo Morales conseguiu inquietar sua audiência quando disse:

Aqui eu, Evo Morales, vim encontrar aqueles que participam da reunião.

Aqui eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, vim encontrar os que a encontraram há somente quinhentos anos.

Aqui pois, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é o bastante. Nunca pretendemos outra coisa.

O irmão aduaneiro europeu me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram. O irmão usurário europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei a vender-me.

O irmão rábula europeu me explica que toda dívida se paga com bens ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu os vou descobrindo. Também posso reclamarpagamentos e também posso reclamar juros. Consta no Archivo de Indias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Saque? Não acredito! Porque seria pensar que os irmãos cristãos pecaram em seu Sétimo Mandamento.

Expoliação? Guarde-me Tanatzin de que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão!

Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomé de las Casas, que qualificam o encontro como de destruição das Indias, ou a radicais como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o avanço do capitalismo e da atual civilização europeia se deve à inundação de metais preciosos!

Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinado ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só de exigir a devolução imediata, mas também a indenização pelas destruições e prejuízos. Não

Eu, Evo Morales, prefiro pensar na menos ofensiva destas hipóteses.

Tão fabulosa exportação de capitais não foram mais que o início de um plano ‘MARSHALLTESUMA’, para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os cultos muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho cotidiano e outras conquistas da civilização.

Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos perguntar-nos: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente adiantados pelo Fundo Indoamericano Internacional?Lastimamos dizer que não. Estrategicamente, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em armadas invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino que terminar ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, mas sem canal. Financeiramente, têm sido incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus fundos, quanto de tornarem-se independentes das rendas líquidas, das matérias primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este deplorável quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mais o módico juros fixo de 10 por cento, acumulado somente durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.

Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, uma massa de 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambos valores elevados à potência de 300. Isto é, um número para cuja expressão total, seriam necessários mais de 300 algarismos, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.

Muito pesados são esses blocos de ouro e prata. Quanto pesariam, calculados em sangue?

Alegar que a Europa, em meio milênio, não pode gerar riquezas suficientes para cancelar esse módico juro, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demencial irracionalidade das bases do capitalismo.

Tais questões metafísicas, desde logo, não inquietam os indoamericanos. Mas exigimos sim a assinatura de uma Carta de Intenção que discipline os povos devedores do Velho Continente, e que os obrigue a cumprir seus compromissos mediante uma privatização ou reconversão da Europa, que permita que a nos entregue inteira, como primeiro pagamento da dívida histórica.

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