“Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista

17/08/2015 às 14:16 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 12 Comentários
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Vale a reflexão !


“Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista

“Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista

Agredida por manifestantes no ato contra o governo no último domingo (16), uma senhora respondeu os insultos com uma aula de civilidade e bom senso: “Vocês precisam conhecer a nossa história. São formados pela televisão. Eu vivi a época da ditadura e vou morrer lutando contra ela”; o relato do episódio viralizou nas redes sociais

Por Luciano Marra, via Facebook

“Putinha do Lula, putinha do Lula”. Mais respeito, minha filha, mais respeito. “Vagabunda, vagabunda!!!” Não, minha filha, você não me conhece… “Velha doida, velha doida!”.

Não, vocês são irracionais, precisam conhecer nossa história. “Deve ser filha de ladrão!!” Não, rapaz, vivi a época da ditadura, vou morrer lutando contra ela. Você não sabe o que está dizendo… vocês são formados pela televisão. Sem encostar, não tenho medo de nada, já enfrentei coisa pior, você não sabe de nada, é preguiçoso!! Encosta que eu devolvo!!! “Filha da puta!!” Me respeite, eu vivi a história, você é um desinformado.

E foi assim que conheci uma heroína a ponto de entender com quantos filamentos se faz a fibra de uma grande mulher. Por falta de melhor nome, anotei na caderneta de fotos: agosto de 2015, Avenida Paulista, A GRANDE DAMA VERMELHA, a quem devo uma lição de extrema coragem, paciência e lucidez, em São Paulo.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/08/dama-vermelha-a-historia-da-mulher-que-enfrentou-o-odio-na-paulista/

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12 Comentários »

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  1. Desbravadora, corajosa, admiro esta mulher que foi contra a maré!!

    Diego.

  2. Deigo, eu confesso que não teria a coragem que essa senhora teve.
    Isso tudo me lembra aquela música do Skank, Indignação: https://www.youtube.com/watch?v=jT4M4p3dtFs

    Abs,

    José Rosa.

  3. e eu aqui babando por essa mulher incrível!!

  4. Zé, tive a audácia de colocar um trecho da sua matéria com a corajosa lá no meu blog, vc autoriza??

    Abraço,

    Diego.

  5. Em outra manisfetação tive muuuuuuuuuuita vontade de ir,vestida de vermelho e com uma enorme bandeira da DILMA,desisti por não ter essa paciencia ,eu iria bater e levar muito,acabaria na cadeia e com o título de baderneira.

  6. Jacqueline,
    Eu também tive vontade, mas a coragem e a paciência foram poucas.
    Abs,
    José Rosa.

  7. Diego,
    Você já está autorizado a reproduzir qualquer post deste ZEducando.
    Abraços,
    José Rosa

  8. Por que não bato panelas?

    Prof. Juvenal Lima Gomes

    Não bato panelas porque vejo que ela anda mais cheia entre os mais pobres nos últimos 12 anos. Moradores de favela entraram na universidade e dobraram-se o número de universitários no país. Nossa taxa de desemprego é uma das menores do mundo subdesenvolvido atual. O Brasil possui leis que ajustam o aumento do salário mínimo ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Empregadas domésticas passaram a ter direitos trabalhistas como todo trabalhador e milhares de pessoas passaram a ter casa própria, sem falar é claro e principalmente, milhões de brasileiros deixaram de passar fome.
    Não bato panelas porque sei que o Brasil possui um Congresso Nacional com 513 deputados federais e um senado com 81 senadores, cuja maioria estão aprovando projetos que aumentam as despesas do país de forma irresponsável e com o único objetivo de tornar a presidente Dilma impopular. Além disso, esses mesmos deputados e senadores possuem o poder de fazer as reformas políticas, sociais e econômicas que o país precisa e não o fazem apenas por interesses politiqueiros e, sobretudo, financeiros.
    Não bato panelas porque sei do interesse de países estrangeiros, como os Estados Unidos, em desestabilizar a economia brasileira, sobretudo, com a desvalorização de estatais como a Petrobrás. Há um forte ataque aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no intuito de que essas economias ou Estados não criem alternativas a dependência econômica de Estados Unidos e potências europeias.
    Não bato panelas porque não concordo com a parcialidade da TV Globo, Bandeirantes e a grande mídia, que ao perder bilhões de reais em propagandas garantidas por governos elitistas ligados ao PSDB e outros partidos da tradicional direita brasileira, agora apoiam um golpe no país para recuperarem suas perdas financeiras.
    Não bato panelas porque sei e senti exatamente o que significa ser governado pelo PSDB e partidos da tradicional direita brasileira a ele ligados. A prática de uma política preocupada com os mais ricos e que trata os movimentos sociais, sobretudo, professores, a base de bombas, chutes e ponta pés.
    Não bato panelas porque sei que a corrupção não é uma invenção do PT e que embora a corrupção esteja sendo combatida no governo atual, isso não significa que ela esteja acontecendo apenas agora.
    Não bato panelas porque não concordo com uma justiça parcial que julga suspeitos de irregularidades conforme interesses políticos e financeiros. Arquivando e engavetando todo e qualquer processo que diga respeito a tradicional elite política do país.
    Não bato panelas porque sei que esse movimento que se diz apartidário é patrocinado pelos setores mais conservadores de nossa sociedade. Os mesmos que perderam a eleição para a presidenta Dilma em 2014 e agora tentam impor um clima de que o país esta fora de controle e que eles são a melhor solução.
    Não bato panelas porque não apoio o projeto de golpistas que querem interromper o mandato da presidenta Dilma. A elite brasileira percebeu que através das eleições esta difícil conquistar o apoio da maioria da população para seus projetos de poder, em benefício de uma minoria no país.
    Enfim, não bato panelas porque sei que os golpes políticos nascem da preocupação de uma elite ocupada com seus próprios interesses e que esses golpes se tornam ditaduras que matam a democracia, calam os opositores, aumenta a pobreza dos mais pobres, impede o real crescimento do país, promovem a morte e o sofrimento. Não bato panelas porque não sou a favor do retrocesso. Acredito que a educação é a verdadeira revolução que nosso país precisa. Não bato panelas porque não sou a favor de nenhum projeto de poder fundamentado na ignorância das pessoas.

  9. A corajosa bordoada de uma jornalista da TV alemã no discurso de ódio da direita.

    Por Kiko Nogueira

    cartaz
    cartaz

    A âncora Anja Reschke brilhou, como se falava antigamente numa firma onde meu amigo Sérgio Rabino trabalhou durante 45 anos.

    Num comentário no telejornal no qual trabalha, ela usou alguns minutos para criticar de maneira veemente a guerra verbal contra os refugiados na Alemanha.

    Sem levantar uma sobrancelha, sem erguer a voz — e me vem à mente o histrionismo ventríloquo de Marco Antonio Villa —, ela detona a xenofobia e a reação tímida a ela.

    Para além da questão dramática da imigração, porém, Anja enquadra os covardes que disseminam o discurso de ódio, bem como o argumento falacioso de que tudo é permitido porque são apenas palavras.

    Expressa sua preocupação com a maneira banal com que os xingamentos mais brutais são postados nas redes sociais. Segundo ela, esse tipo de pregação tem contribuído para o “aumento dos atos da extrema direita”, incluindo incêndios criminosos.

    “Até recentemente, esses comentaristas estavam escondidos atrás de pseudônimos, mas agora essas coisas estão sendo feitas sob os nomes verdadeiros dos autores”, diz ela num vídeo que viralizou.

    “Aparentemente, não é mais embaraçoso. Ao contrário, com expressões como “esses vermes imundos devem se afogar no mar” você obtém um animado consenso e um monte de curtidas”.

    Para Anja, os “pequenos ninguéns racistas” se sentem felizes com toda a atenção.

    Faz um apelo: “Se você não é da opinião de que todos os refugiados são aproveitadores que devem ser caçados, queimados ou mandados para câmaras de gás, então você deve se fazer ouvir, se opor, tomar uma atitude, abrir a boca, expor publicamente essas pessoas”.

    No Brasil, é visto com naturalidade — graça, até — uma senhora segurando um cartaz lamentando que Dilma não tenha sido executada pelo Doi Codi, outro perguntando “por que não mataram todos em 1964?”, entrou outros absurdos.

    Bandos de fascistoides prega golpes militares numa boa, ao lado de homens, mulheres e crianças de bem.

    O que fazer?

    Ouça o bom conselho de Anja, que ela lhe dá de graça: “Você deve se fazer ouvir, se opor, tomar uma atitude, abrir a boca”.

    Abaixo, a bordoada de Anja Reschke, roubartilhada do Facebook do baixista Leoni, o último roqueiro dos anos 80 que não pirou.

    https://video-gru1-1.xx.fbcdn.net/hvideo-xfa1/v/t42.1790-2/11071456_467620623408083_1537688440_n.mp4?efg=eyJybHIiOjMwMCwicmxhIjo1MTJ9&rl=300&vabr=126&oh=ddd1a01c05e440e20741f9b85aafb59e&oe=55D3FF92

  10. renato arthur disse:
    03/07/2015 às 6:43 pm
    Fico pasmo com ataques a Dilma. Pessoa que dou sua juventude ao Brasil sendo torturada em masmorra, atacada e e vilipendiada em rede sociais por canalhas. Mulher integra, excelente gestora que promove a inclusão social de milhões de brasileiros, possui um único apartamento em Porto Alegre. Não possui fazendas, nem emissoras de rádio e TV, não curte barzinho em Copacabana, não tem amigos com Helicóptero com 500 Kg de Cocaína, não construiu aeroportos p/ parentes, não foi filha de político com indicação p/ presidência da caixa aos 22 anos e não se relaciona com amigos sem escrúpulo e sem caráter. Quer dizer que Dilma é a bandida e essa turma que vende e vendeu o Brasil são os exemplos a ser seguidos?

  11. http://www.cartacapital.com.br/revista/863/o-crime-perfeito-138.html

    O crime perfeito

    por Vladimir Safatle — publicado 19/08/2015 03h57

    A pauta do liberalismo brasileiro não será aplicada pelos liberais, mas por uma esquerda em autoeliminação

    O Brasil não é para amadores, já dizia Tom Jobim. De fato, enquanto vários outros países latino-americanos tiveram longos períodos de conflitos violentos no interior de suas elites, com rupturas muitas vezes traumáticas, o Brasil conseguiu apresentar continuidades impressionantes. Sua elite tem o dom do acordo e da autopreservação. Ela sabe como criar situações nas quais toda tentativa de entrar em confronto contra seus interesses sai perdendo.

    Mas há de se reconhecer que existem momentos nos quais a inteligência animal de nossa elite supera toda expectativa, demonstrando laivos de genialidade mefistofélica. Um desses momentos é exatamente o presente. Se eu fosse afeito à teoria da conspiração, diria que estaríamos vendo atualmente o crime perfeito.

    No fim da eleição de 2014, o Brasil demonstrou-se radicalmente clivado. Era óbvio que tal clivagem não passaria, pois o nível de descontentamento e expectativa era muito alto para todos voltarem aos negócios de sempre. Em uma situação como essa, a primeira coisa a fazer é fortalecer a mobilização de seu próprio grupo. Você governa primeiro para quem te elegeu, ou seja, levando em conta as expectativas de quem te elegeu, pois são essas pessoas que te defenderão em contextos de tensão.

    Mas eis que algum grande estrategista palaciano sugeriu uma manobra radical. O governo deveria esvaziar o discurso da direita, ao realizar o que Lula fez várias vezes, a saber, aplicar ações propostas pelo próprio adversário, colhendo nomes na seara do adversário para construir seu ministério. Assim, Dilma daria um sinal para os opositores e para a elite rentista do País. Algo como: “Fiquem tranquilos, pois não haverá conflitos de interesses com o governo”. A ala de esquerda da população que votou no governo viria por gravidade. Afinal, não haveria nenhuma outra opção para eles, gente que pode gritar, espernear, mas no final vota no governo e ainda faz campanha mobilizada pelo medo de a direita voltar.

    Infelizmente, desta vez, o truque não funcionou. Ele foi aplicado de maneira muito farsesca para funcionar. Cansados de confiar em um governo que não temeu abraçar a nata do liberalismo econômico nacional, a ala de esquerda da população virou as costas e se desmobilizou. A ala conservadora sentiu o campo aberto e colocou seu sistema de pressão na rua. Pela primeira vez na história tal pressão não teve contrapressão. O desejo de impeachment cresceu, alimentado pela tentativa desesperada do presidente da Câmara de escapar da Operação Lava Jato.

    Mesmo com o governo nas cordas, ficou claro, contudo, que a oposição não tinha unidade, que certamente entraria em fagocitose se assumisse o poder. O estilo brutalizado de Cunha era incapaz de aglutinar. Até que o golpe de mestre apareceu. Aterrorizado pela possibilidade de perder o poder, o governo foi procurado pelo presidente do Senado para um acordo em prol da “governabilidade”, agora defendida abertamente pela Fiesp, pela Globo e pelo sr. Trabuco, o verdadeiro chefe do ministro da Economia.

    Na pauta, um conjunto de propostas para explodir de alegria qualquer liberal defensor dos interesses da elite rentista. O que seria visto, em situação normal, como proposições inaceitáveis por colocar em questão a natureza pública de certos serviços e direitos trabalhistas aparece agora como uma agenda positiva e responsável para tirar o Brasil da crise política.

    Assim, tudo o que a direita sonhou será aplicado pelo governo dito esquerdista. É ele que pagará todo o preço, alcançando, enfim, o grau zero de apoio popular. Mas como o espantalho Cunha continuará amedrontando, tudo o que vier do agora esteio da responsabilidade da República, Renan Calheiros, será visto como um mal menor.

    Assim, o crime perfeito se completa. Toda a pauta mais radical do liberalismo brasileiro será aplicada sem que os liberais tenham de arcar com o peso de aplicar tal política. Ela será aplicada não pelos liberais de plantão, mas por uma esquerda em vias de autoeliminação. Há de se admirar a astúcia da elite brasileira na defesa de seus interesses. Realmente, um trabalho de profissionais.

  12. O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

    Moro e PF “prendem o preso” mas não acham o dinheiro?

    Informa a Folha que o bloqueio de bens de José Dirceu reteve apenas R$ 104 mil, quase tudo de uma conta em que ele recebeu doações para que se pagasse a multa a ele imposta do caso do chamado mensalão.

    De seu irmão e ex-assessores, bloquearam-se valores irrisórios.

    A empresa de consultoria do ex-ministro, segundo a Folha, “chegou a faturar R$ 39,1 milhões, mas está desativada e não tinha nada no banco, ainda de acordo com relatório do Banco Central enviado nesta quarta (19) à Justiça federal do Paraná”.

    O que isso prova?

    Nada, a não ser que a ação policial-judicial é tosca e inepta.

    Ou não se rastreou devidamente a movimentação de recursos milionários que se lhe imputa, ou inexiste a maior parte dos milhões em propina que ele recebia, segundo alegam seus acusadores, inclusive – como diz o Sérgio Moro, para justificar a “prisão do preso” – depois de condenado.

    O mais provável é que as duas hipóteses sejam verdadeiras.

    É inacreditável que não se tenha rastreado as movimentações financeiras de todos e visto para onde o dinheiro que, se existia efetivamente, foi parar.

    Será que o Dr. Moro, capaz de mandar “prender o preso”, não determinou antes a quebra do sigilo bancário? Se o fez, porque mandaria “bloquear R$ 20 milhões” de contas que não tinham sequer a sombra disso.

    Diz a reportagem que “não há histórico das movimentações”.

    Ora, isso é ridículo.

    A esta altura, os extratos de Dirceu e de sua empresa, para se justificar a prisão, deveriam estar detalhados e esquadrinhados, à procura de quanto entrou, e de quem, e de quanto saiu, e para quem.

    Não se movimenta recursos neste montante de contas empresariais sem registro bancário.

    Não se guardam R$ 20 milhões na gaveta, no cantinho do guarda-roupas, não se embarca em um aeroporto com eles na cueca. Muito menos para o exterior, quando, mesmo em jatinhos, é preciso passar pela aduana.

    A falta de dinheiro na conta de Dirceu e dos demais presos com ele está longe de “provar a honestidade” (esta estranha figura agora em vigor na Justiça brasileira) dos acusados.

    Prova, apenas, a incompetência com que se conduziu este caso, onde o apetite político deixou de lado o dever técnico de, em primeiro lugar, detectar e apreender qualquer quantia desviada de dinheiro público.

    Ou será que isso “não vem ao caso”?


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