PARA JAMAIS ESQUECER – Ecos da Ditadura

22/12/2015 às 15:58 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Por que fazer esse tipo de post aqui ? Simplesmente PARA JAMAIS ESQUECER !


Jornalista volta à Ufba 40 anos após ser demitida

  • Mariluce foi presa grávida, no mês de outubro de 1973 - Foto: Léo Ramos l Divulgação l 23.07.2105

    Mariluce foi presa grávida, no mês de outubro de 1973

Quarenta anos após perder o direito de lecionar por força da ditadura militar, a jornalista baiana Mariluce Moura será reintegrada, nesta sexta-feira, 18, ao quadro de professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba). A cerimônia está marcada para as 10 horas, na reitoria da universidade.

Mariluce foi demitida do Departamento de Comunicação em fevereiro de 1976, seis meses após contratada, mesmo tendo sido julgada e absolvida por unanimidade pela auditoria militar, sentença posteriormente confirmada pelo Superior Tribunal Militar (STM).

“Esta reintegração me dá de volta um lugar que era meu por direito, que conquistei por  mérito, após ser aprovada em primeiro lugar em concurso público”, declarou a jornalista. “É motivo de alegria, porque a ditadura me negou uma carreira acadêmica”.

Mariluce foi presa grávida, em outubro de 1973, aos 22 anos, junto com o marido, Gildo Macedo Lacerda, militante da organização de esquerda Ação Popular (AP).

Levados para a Superintendência da Polícia Federal, que funcionava na praça da Piedade, foram transferidos para o Forte do Barbalho, onde sofreram tortura.

Gildo, depois, foi mandado para Pernambuco, onde foi morto pela repressão. Em 2008, ele foi anistiado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

A professora contou que em 2011 ingressou com  processo na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, quando apresentou documentação do MEC, de 1975, afirmando que a contratação dela não era recomendável. Em outubro deste ano, foi-lhe assegurada a reintegração na Ufba.

Radicada em São Paulo, onde se dedica ao jornalismo científico, é no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp que coordena o grupo de pesquisa do projeto Ciência na Rua. “Ficarei na ponte aérea”, informa Mariluce, que na Faculdade de Comunicação da Ufba deve atuar neste mesmo campo.

(Patrícia França)

FONTE: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1733703-jornalista-volta-a-ufba-40-anos-apos-ser-demitida

Estocando vento

22/12/2015 às 3:03 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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E agora, como fica o pessoal dos memes ? É bom falar com os cientistas da Universidade de Birmingham na Inglaterra.


Dilma estava certa: cientistas britânicos desenvolveram tecnologia capaz de “estocar vento”

O projeto consiste no armazenamento do ar em sua forma líquida, que depois é expandido e move turbinas que convertem a energia mecânica em elétrica

Diversas são as polêmicas envolvendo a falta de habilidade de Dilma Roussef em fazer discursos. Uma das grandes frases da presidenta que agitou as redes sociais ocorreu quando, em entrevista coletiva concedida na ONU, ela disse que a possibilidade de “estocar vento” beneficiaria o mundo inteiro.

No discurso (clique aqui para ver), Dilma menciona as dificuldades técnicas de viabilizar a substituição de hidrelétricas por parques de energia eólica. Ela defende que, atualmente, a energia hidrelétrica é a mais barata e viável em termos de manutenção, pelo fato da água ser gratuita e existir a possibilidade de estocá-la. Ela então aponta que a energia eólica também seria muito interessante para o país, porém ainda não existe tecnologia para “estocar vento”. Isso dificulta o investimento nesse tipo de energia, devido à falta de estabilidade das correntes de ar. A energia eólica depende da ocorrência de vento em densidade e velocidade ideais, e esses parâmetros sofrem variações anuais e sazonais (entenda mais sobre como funciona a energia eólica e os prós e contras dessa tecnologia aqui.)

A frase virou meme: fotografias de um homem com um ventilador enchendo sacolas plásticas de vento foram compartilhadas na internet, assim como montagens com o rosto de Dilma em pacotes de salgadinhos “de ar” e em porções de pastel de vento. A brincadeira “viralizou”.

Mas será que Dilma falou uma besteira tão grande assim? Segundo cientistas britânicos, não.

Bom, para mover as turbinas de usinas eólicas, precisamos de vento, certo? Se ele não é constante, uma forma artificial de controlar essa intermitência seria ideal para solucionar um dos principais problemas dessa tecnologia, correto?

De acordo com a Agência Fapesp, cientistas britânicos, da Faculdade de Engenharia e Ciências Físicas da University of Birmingham estão desenvolvendo uma tecnologia que possibilita a utilização de ar líquido como forma de otimizar a implementação de fontes renováveis como a solar e a eólica. Dessa forma, haveria a minimização dos efeitos de sua intermitência no abastecimento da rede elétrica. O método já foi testado em planta-piloto e entrará em escala comercial em 2018.

Como funciona?

O princípio físico é relativamente simples. Quando o ar é resfriado a menos 196ºC, ele se transforma em líquido. Cerca de 10 litros de ar dão origem a um litro de ar líquido. Esse pode ser estocado e posteriormente aquecido. Quando em contato com uma fonte térmica ele se expande e movimenta uma turbina que converte a energia mecânica em energia elétrica.

A proposta dos responsáveis pelo projeto não é muito diferente da de Dilma em seu discurso. O objetivo é contribuir para superar os altos e baixos no abastecimento de energia gerada por fontes renováveis. Dessa forma, com o ar líquido, a energia estaria disponível sem decréscimo no fornecimento mesmo em dias de menor insolação ou de redução no regime dos ventos.

Ainda de acordo com Williams, os impactos ambientais decorrentes do processo deverão ser muito baixos. “Para o armazenamento de energia, o dispositivo apenas captura e esgota o ar. E, quando a estocagem criogênica é utilizada em motores, o material trocado com o meio é novamente o ar”, esclareceu.

A Universidade de Birmingham, responsável pelo projeto, foi eleita “universidade do ano” pelos periódicos The Times e The Sunday Times. Uma de suas prioridades é elaboração de soluções revolucionárias que se adequem ao conceito de sustentabilidade. A universidade mantém acordo de cooperação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para apoiar projetos de pesquisas colaborativas entre o Estado de São Paulo e o Reino Unido.

A proposta de Dilma não é tão absurda assim afinal de contas. Considerando que vento é, de acordo com a definição do dicionário Michaelis, “o ar em movimento ou em deslocação”, o mal-entendido pode ter ocorrido devido a uma confusão nas palavras. A proposta dos cientistas britânicos é de estocar a energia proveniente do vento utilizando um ar como a “caixa” para estocar tal energia. É só pensarmos no princípio básico da natureza, a conservação de energia, e se você preferir, é possível até utilizar a frase de Antoine Lavoisier “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O que os novos cientistas britânicos estão propondo é, através da energia proveniente dos ventos, esfriar ar (pois para esfriar algo, precisamos de energia também) e assim a energia usada nesse processo estaria “armazenada” para ser utilizada através da expansão que o ar tem ao ser aquecido artificialmente ou não – entrando assim em movimento para gerar as turbinas. Lembra o que é o ar em movimento? Isso, o vento. O processo não consiste literalmente em “capturar” o vento e armazená-lo, mas sim um meio de armazenar a energia do vento através do processo de tornar o ar líquido e recuperar essa energia por meio do movimento do ar líquido ao voltar ao seu estado natural, o que consequentemente irá se tornar um vento.

Independentemente da frase da presidente, novas tecnologias que propiciem o aproveitamento máximo da produção de energias alternativas, como a eólica e a solar, são necessárias para mudar o paradigma da produção de energia atual e reduzir os impactos ambientais do consumo energético. De inicio, muitas invenções revolucionárias pareceram absurdas e foram alvo de chacota, mas por meio da ousadia de cientistas e de métodos rígidos de observação, identificação e pesquisa, elas se tornaram viáveis e nós podemos usufruir de seus benefícios. Por fim, que bom que os cientistas britânicos investiram nessa tecnologia e não a consideraram tão absurda assim, pois inovações são sempre bem-vindas para mudar os ares de nossa sociedade.

Fonte: Agência Fapesp e Palácio do Planalto

FONTE: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/38-no-mundo/3940-dilma-estva-certa-cientistas-britanicos-desenvolvem-tecnologia-capaz-de-qestocar-ventoq.html

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