Como conversar com um fascista

18/02/2016 às 11:02 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros, Zuniversitas | 1 Comentário
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Muito boa essa entrevista. A gente fica com vontade de ler o livro dela.

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Uma entrevista com Márcia Tiburi sobre “Como conversar com um fascista”

Márcia Tiburi

A entrevistada

Márcia Tiburi é a representação da mulher da Nova Era. Filósofa, artista plástica e escritora brasileira, é autora do livro Como conversar com um fascista, na lista dos mais vendidos de 2015.

Nenhum jargão pomposo, nenhum academicismo inútil, nenhum resquício da ideia de que a filosofia não pode empoderar aos leigos; Márcia confere à sua filosofia uma simplicidade que a torna genial.

Simpática e direta, ela me respondeu algumas perguntas sobre política, mídia e, é claro, a sua última publicação literária.

1. Como surgiu a inspiração para “Como conversar com um fascista?

A mentalidade autoritária que está na origem dos fascismos históricos sempre fez parte dos meus estudos, das aulas de filosofia, dos trabalhos acadêmicos em geral. Há bastante tempo que venho observando o afeto básico do autoritarismo, a saber, o ódio, como fenômeno social em nível cotidiano. Aquilo que os pensadores frankfurtianos, tais como Theodor Adorno, chamavam de “personalidade autoritária”, o “fascista em potencial”, erguia-se sobre o ódio.

A questão do autoritarismo perturba a todos aqueles que tem um senso de respeito ao outro e de responsabilidade com a sociedade democrática e os direitos fundamentais. O fascismo é o ódio ao outro – nas variadas formas de negação, repressão, recalque, esquecimento, preconceito, agressão, violência simbólica e física – transformado em norma política.

Na verdade, essa norma deforma a política e gera uma espécie de fenômeno paradoxal, a antipolítica. As pessoas vivem a política hoje em dia num clima antipolítico que é justamente gerado pelo ódio. Mas o ódio não é um afeto natural. Ele é produzido e fomentado. Ele é incentivado sobretudo pelos meios de comunicação que poderiam incentivar outros afetos, como, por exemplo, o amor. Não o fazem por que o “amor”, como afeto produtor de relações positivas e criativas, neste momento, não seria tão útil para os fins do jogo de interesses econômicos e políticos em vigência, ao qual damos o nome de capitalismo.

Escrevi esse livro a partir dessa percepção do avanço tanto dos gestos e atitudes de negação do outro quanto do medo à liberdade nos últimos tempos, justamente quando a crença geral era de que o Brasil estava para vivenciar uma espécie de renovação na sua cultura política.

2. “Como conversar com um fascista” foi aclamado pela crítica, mas houve também algumas análises negativas – talvez por parte dos próprios fascistas. Como você lida com isso? Costuma ler os comentários dos internautas?

Alguns gostam do livro, outros, como é natural, nem tanto. Fico feliz em saber que as pessoas estão lendo o livro, preocupadas ou, ao menos, interessadas com os temas desenvolvidos. Mas, o que chama atenção é o ódio que o livro desperta.

Algumas pessoas dirigem esse ódio contra mim, outros ao meu livro. Mas essas expressões de ódio não se constituem em análises do livro, trata-se apenas de xingamentos. Como qualquer xingamento, são coisas muito toscas e seu objetivo deve ser apenas a manutenção do ódio pela gritaria.

Mas quem lê um desses comentários lê todos, até porque reproduzem nessas “análises” os mesmos chavões vazios de significado que direcionam a tudo o que percebem como “progressista”, então, não se pode levar a sério. Nada mais do que a “gritaria” que o livro critica. Infelizmente, a grande maioria que age assim, não leu o livro. Essas pessoas se identificam com o “fascista” do título e simplesmente passam a odiar o livro. É terrível ver que pessoas que não leram o meu livro, o odeiam de antemão, não pelo livro, pois esse é o seu assunto e o seu sentido também está em denunciar esses afetos, mas porque odiar, para essas pessoas, é uma condição existencial, seu jeito de estar no mundo.

3. Não raro, o discurso de ódio – especialmente o discurso fascista – tem tomado o espaço das discussões políticas sadias no Brasil. A que você atribui isto? Há uma solução para a desconstrução desse hábito moderno?

Mais que um hábito, é um procedimento bem antigo. O poder nas suas diversas formas sempre se valeu do ódio, assim como se vale de diversos afetos. Lembremos de Maquiavel falando do amor e do medo ao príncipe. No entanto, não podemos colocar a culpa do que estamos experimentando politicamente no Brasil atual no ódio que é um afeto muito mais complexo e merece ser mais estudado.

O que precisamos analisar hoje é o uso do ódio para os fins do poder econômico. Como produzimos ódio? Como os detentores do poder econômico e do poder político manipulam o ódio? Como manipulam outros afetos? O ódio atual é o ódio útil. Ele serve para estimular o povo e assim usá-lo. Pense-se, por exemplo, no ódio estimulado pela “Bancada da bala” no Congresso Nacional, que faz com que direitos fundamentais sejam afastados em nome de promessas descumpridas de segurança.

Pense-se, também, no ódio promovido por extremistas religiosos a impedir que questões como o aborto sejam tratadas racionalmente. E usam esse ódio para quê? Como elemento estratégico a contribuir na realização de projetos políticos. Sem o ódio não se poderia investir na orquestração de golpes contra a democracia. Isso ocorreu no Brasil em 1964, isso ocorre atualmente.

4. Há quem diga que a grande mídia – especialmente as grandes emissoras de TV – estão em franco declínio no Brasil, em decorrência da ascensão das WebTV’s e, principalmente, do levante popular contra a alienação midiática. Você concorda com isso? Como enxerga o futuro da televisão brasileira?

Quando a televisão surgiu levantou-se a ideia de que o cinema pudesse ser superado. Isso não aconteceu. Do mesmo modo que o livro digital não eliminou o livro de papel. Verdade que o códice eliminou o livro na forma de rolo. E o papel superou o pergaminho. Mas isso quer dizer apenas que, a prazos diversos, todas as tecnologias tendem a ser superadas. Quem ainda usa telefone com fio? Quem usa televisão sem controle remoto?

Com isso quero dizer que algo que é próprio da televisão será em grande medida superada. Não apenas tecnologicamente falando, mas também essa televisão aberta e hegemônica que é um órgão, um braço do poder.

Quando escrevi Olho de Vidro – A televisão e o estado de exceção da imagem (Record, 2011) eu sugeri que a televisão não é apenas um sistema empresarial-midiático, mas também um “campo”. A televisão é um registro estético e de conhecimento, mesmo que seja usada para promover a ignorância, o que ela não faz sem intenções políticas específicas. Assim podemos falar que as telas controlam e definem nossa relação com o conhecimento. E que o campo do “televisivo” ocupa nossas vidas de um modo absoluto.

O televisivo é um regime no qual estamos inseridos como seres controlados por mensagens e imagens na forma de mercadorias que estamos condenados a ver e que, por isso, orientam nossas vidas.

Tendo isso em vista, há muitas questões em jogo, éticas e estéticas, epistemológicas, sociais e políticas a serem pensadas.

Contudo, é certo que a historia da televisão está intimamente conectada à história da democracia atual e, neste sentido, é válido entender o que fizemos em termos de televisão e em termos de democracia até aqui para traçar uma perspectiva para o futuro.

Creio que a televisão hegemônica tende a perder seu espaço cada vez mais, do mesmo modo que o grande poder vem perdendo espaço para o poder exercido pelas minorias que é, na verdade, uma desconstrução do poder.

Verdade que, nessas horas em que se incrementam as práticas democráticas, o poder autoritário fica ainda mais autoritário por medo de perder seu espaço. Num futuro melhor, as pessoas criariam o seu próprio poder e a sua própria televisão. Tomar a televisão, ocupar seus espaços como fazemos hoje com a internet e o YouTube, Vimeo, etc. é o caminho da democracia.

(Nathali Macedo)

FONTE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/uma-entrevista-com-marcia-tiburi-sobre-como-conversar-com-um-fascista-por-nathali-macedo/

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Antropoceno

18/02/2016 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Isso tudo é simplesmente lógico, e histórico. Com a palavra os economistas, mais uma vez.


Antropoceno: a era da manipulação da informação

85,5% das importações audiovisuais da América Latina são originárias dos EUA, e elas estão tentando construir a ideia de que não existe aquecimento global.


TV

Enojar é o verbo inspirador deste texto. Depois de muito pesquisar sobre a concentração de poder no mundo hoje, onde 147 transnacionais controlam outras 43 mil, o que corresponde a 40% do mercado mundial, onde os três principais veículos de economia do mundo ocidental fazem parte da carteira de clãs conhecidos há séculos, como os Rothschild, Agnelli, ou já na era moderna, os Murdoch, donos do The Wall Street Journal, do Dow Jones e da Fox News, que divulga diariamente as mentiras sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global. The Economist, a revista inglesa de 1873 é a outra fonte, muito celebrada pelos neoliberais e conservadores por sua respeitabilidade, transparência e ética.
Ao iniciar 2016, a revista publicou uma capa sobre o Brasil quebrado e desorganizado, com uma foto da presidenta Dilma Rousseff cabisbaixa. Em agosto de 2015 a Pearson, dona da revista vendeu 50% das ações – 27,3% foram compradas pela família Agnelli, os outros 23,7% pelo próprio Grupo Economist. Ocorre o seguinte: os outros 50% pertencem aos Rothscild, aos agentes financeiros Schroder, aos Agnelli e a Cadbury, maior fabricante de doces do Reino Unidos, que foi engolido pela Kraft Foods, dos Estados Unidos. O detalhe: estas famílias detêm a maioria das ações classe A, que dão direito a indicar a maioria dos 13 membros da diretoria. Ou seja: eles mandam e estabelecem as diretrizes editoriais.

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Negócio perfeito no capitalismo
Pior: o grande negócio da The Economist é o Economist Intelligence Unit, que em 2014 faturou US$93 milhões, mais do que os US$37 milhões do Financial Time Group, que publica o jornal FT, que também era da Pearson e foi vendido no ano passado para o grupo japonês Nikkei por US$1,3bi. Este é o funcionamento perfeito do capitalismo: os cães farejadores levantam a situação das empresas, dos setores econômicos em todo o mundo – inclusive faturando com a publicidade- depois entregam para os seus patrões, que no mesmo momento, sairão pelo mundo comprando ações, empresas, terras, de barbada. Um golpe que o clã dos Rothschild britânico instituiu no então poderoso império por Nathan, que se instalou na City londrina em 1809.

A estratégia límpida e transparente, naquela época não tinha o sustentável, conhecida historicamente como o Golpe na Bolsa de Londres consistiu no seguinte: seus informantes presentes na Batalha de Waterloo forneceram o resultado final da carnificina ao patrão, logo em seguida começou a vender os papéis na Bolsa espalhando o boato que Napoleão vencera. Ao mesmo tempo, seus agentes passaram a comprar os papéis por ninharia. Logo depois, o poderoso império ficou sabendo da vitória do seu exército e os papéis explodiram. Então caía o Império Napoleônico e nascia oficialmente o império especulativo dos Rothschild.

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No Planeta Mentira não há mudanças climáticas
Mas vamos voltar ao Antropoceno, o novo período geológico que será definido este ano, com as mudanças da espécie humana. Na realidade os mais de sete bilhões de habitantes do mundo não sabem exatamente em que planeta vivem. O controle exercido pelos 30 maiores conglomerados de mídia expõe apenas a sua visão da Terra. Nela, as mudanças climáticas, a destruição de florestas, a extinção de espécies, da miséria da própria espécie são apenas ingredientes do mercado, do sistema econômico que necessita crescer infinitamente, porque sem crescimento não haveria planeta. E afinal, como os 85 bilionários – com mais de 20 bilhões de dólares – poderiam viver e usufruir das maravilhas da natureza, com seus iates, seus clubes de golfe, seus carros esportivos, suas ilhas exclusivas?
Sem contar os outros 300, que estão na lista da Bloomberg, que possuem juntos US$3,7 trilhões e que ao longo de 2014 ganharam mais US$524 bilhões, segundo a pesquisa do professor Luiz Marques, no livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”. Para reforçar um pouco mais o poder: as sete principais holdings financeiras dos Estados Unidos – JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs, Metlife e Morgan Stanley detêm mais de US$10 trilhões em ativos consolidados, o que corresponde a 70,1% de todos os ativos dos Estados Unidos. São eles que controlam a riqueza mundial, dos 147 grupos que controlam os 43 mil – uma pesquisa do ETH Instituto Federal Suíço de Pesquisas Tecnológicas, de Zurique, selecionaram as 43 mil corporações entre 30 milhões.

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Ricos não podem pagar impostos
Eles constataram que os banqueiros são os intermediários que possibilitam a articulação da rede. É claro que as famílias bilionárias do mundo participam de tudo isso. Sem esquecer, que parte desta fortuna, segundo a Tax Justice Network, pelo menos US$21 trilhões estão em paraísos fiscais. Porque o Planeta ficcional criado pelos conglomerados da mídia instituiu que os ricos não podem pagar impostos. Prejudica os negócios, o crescimento. Uma citação do final do livro de Thomas Piketty – O Capital no século XXI – que definiu 300 anos de dados sobre a desigualdade econômica em 669 páginas:
“- A desigualdade entre a taxa de crescimento do capital e da renda e da produção faz com que os patrimônios originados no passado se recapitalizem mais rápido do que a progressão da produção e dos salários. Essa desigualdade exprime uma contradição lógica fundamental. O empresário tende a se transformar, inevitavelmente, em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força do trabalho. Uma vez constituído o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora o futuro”.

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A desigualdade será a norma no século XXI
E pode investir em educação, conhecimento e tecnologias não poluentes, nada disso elevará as taxas a 4 ou 5% ao ano, como rende o capital. A experiência histórica indica que apenas países em recuperação econômica, como a Europa nos 30 anos gloriosos pós- segunda guerra, ou a China e os emergentes podem crescer neste ritmo por um tempo.
“- Para os que se situam na fronteira tecnológica mundial e em última instância para o planeta como um todo, tudo leva a crer que a taxa de crescimento não pode ultrapassar 1 a 1,5% ao ano, no longo prazo, quaisquer que sejam as políticas a serem seguidas. Com o retorno médio do capital na ordem de 4 a 5% é provável que a desigualdade das taxas de crescimento já citadas voltem a ser a norma no século XXI, como sempre foi na história.”

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O divertimento ao invés da realidade
Conclusão: o Planeta criado pelos conglomerados continua executando a mesma plataforma, desde o século XIX, sendo que somente nos períodos posteriores às guerras mundiais que as fortunas foram taxadas. E o que faremos nós no século XXI? Já sabemos que o aquecimento aumenta, os eventos climáticos se aceleram e o agronegócio continua dominando mais áreas de floresta do planeta. Neste momento, entra a outra parte dos conglomerados de mídia – o entretenimento. A força da Disney Company – faturou US$45 bi em 201- e pagou US$21bilhões pela franquia da séria Star Wars e ainda produzirão outros cinco filmes.
E pretendem vender US$5 bilhões em produtos licenciados – videogames, publicações, música, brinquedos. O mercado é grande: parques temáticos em Paris, Hong Kong, Tóquio, agora em 2016, Shangai, na China. Compraram todos os talentos, a Pixar, de Steve Jobs- era o maior acionista individual da Disney -, os heróis em quadrinhos da Marvel, na figura canhestra do Homem de Ferro, rico, cibernético e arrogante. Depois ainda compraram os estúdios de George Lucas. Total: mais de US$15 bilhões. Ou seja, não acreditem em caos climático, divirtam-se.

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No Planeta de mentira informação é entretenimento
A revista das famílias poderosas, a The Economist – fez uma daquelas matérias pegajosas sobre “a força” da Disney, em dezembro de 2015. Um trecho:
“- A estratégia deles é a seguinte: os filmes aparecem no centro, a sua volta estão os parques temáticos, os licenciamentos, a música, as publicações e a televisão, Cada unidade da companhia produz conteúdo e impulsiona as vendas das demais”.
É perfeito, se aliar isso a canais de esportes – ESPN – que fatura a metade da grana na Disney, que é uma das quatro líderes mundiais. As outras são: Google, que mais fatura em publicidade, depois a Comcast, que tem a maior rede de televisão a cabo do mundo, e é proprietária da rede NBC e da Universal. Depois vêm a 21st Century Fox, da News Corporation, de Rupert Murdoch; Viacom, dona da MTV e da Paramount, mas dividiu a corporação, criando a CBS Corporation, outra rede dos Estados Unidos. Na lista agora constam Facebook e Baidu, o Google chinês, em faturamento de publicidade.

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85,5% das importações audiovisuais dos Estados Unidos
Mas eles não têm o poder dos conglomerados tradicionais. Faltou a Time Warner Company, dona da CNN, que é outra das bases de informação no mundo, além do Carlos Slim, dono da telefonia na América Latina, que agora tem 16,8% das ações do The New York Times, maior acionista individual. Último dado enjoativo desta que é a praga maior desta era geológica: 85,5% das importações audiovisuais da América Latina – 150 mil horas de filmes, seriados e programas jornalísticos- são originários dos Estados Unidos. E em todos estes conglomerados tem a participação acionária dos maiores fundos de investimento ou de pensões do mundo, como é o caso da Vanguard Group – 160 fundos nos Estados Unidos e 120 fora deles -, que estão processando a Petrobras nos Estados Unidos, e que os Rothschild são acionistas.
A família Rothschild – significa a casa do escudo vermelho, baseado no escudo da cidade de Frankfurt, onde Mayer Amschel Bauer, considerado o primeiro banqueiro internacional começou o império. Segundo a versão popular, com uma fortuna do nobre alemão Guilherme IX, que fugia de Napoleão, e deixou três milhões de libras esterlinas em dinheiro e obras de arte, para ele administrar.

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Outros negócios dos Rothschild
Ele investiu bem, conta a lenda, que não dividiu um centavo dos lucros. Também diz a lenda que não são judeus étnicos, mas se converteram ao judaísmo no século oito da era cristã. Os Rothschild, em seus vários ramos, são detentores de tudo o que é importante no mundo. A De Beeres, maior empresa de exploração, lapidação e comércio de diamantes, os extratores de minérios Rio Tinto e Anglo American, como acionistas. O Barão francês Edouard, já falecido, em 2005 comprou 37% do jornal Liberation, considerado um veículo que defende ideias de esquerda.
Recentemente se associaram com os Rockfellers na Rússia unindo ativos de US$40 bilhões. Até hoje, as cotações do ouro são definidas no prédio da N M Rothschild & Co, que no Brasil se chama Rothschild, e trabalha no ramo de assessoria financeira, focada em fusões e aquisições, reorganizações societárias. Conta com 50 escritórios espalhados pelo mundo. No Brasil já prestaram serviços para o Itaú Unibanco, no fechamento de capital da Redecard, fizeram o laudo de avaliação do Santander Brasil, que vendeu parte do controle, além da BM&F, Camargo Corrêa, OI e Ambev.
No Laudo de avaliação do Santander, a Rothschild Brasil esclarece: que não possui informações comerciais e creditícias de qualquer natureza que possam impactar o laudo; não possui conflito de interesse, que lhe diminua a independência necessária ao desempenho da função. E que receberia US$800 mil pelo laudo. Algumas linhas adiante: e mais US$4,5 milhões pelo trabalho de assessoria do Santander S.A., que não é o Santander Brasil. Entenderam: tudo ético, transparente e sustentável. E nós estamos ferrados com este planeta mentiroso, que os conglomerados inventaram.

(Najar Tubino)

FONTE: http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Antropoceno-a-era-da-manipulacao-da-informacao/12/35319

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