Três em um fechando a noite

23/02/2016 às 20:51 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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São dois artigos e uma música, todas interligadas.


Baiano é selecionado para estudar na Rússia

Estudante de Livramento de Nossa Senhora é um dos 30 brasileiros que embarcam hoje para viver no país

EstudanteMedicinaBA

O estudante Carlos Diógenes, 23, nascido em Livramento de Nossa Senhora (a cerca de 600 km de Salvador), é um dos 30 brasileiros que vão embarcar hoje rumo à Rússia para estudar medicina.
O universitário sempre frequentou escola pública e foi incentivado por um professor de língua estrangeira a estudar no exterior. Ele vai para uma das 10 melhores faculdades do país, a Universidade Médica Estatal de Kursk, a 536 km de Moscou.
Diógenes sabe que irá  enfrentar muitos desafios no novo país. Conta que deseja
entender e apreciar a cultura russa, não se preocupa em enfrentar a distância da família e seis anos de invernos rigorosos no país europeu. “Por fazer cursinho na cidade de Vitória da Conquista, morava longe da minha família. Já estou um pouco acostumado”, disse.
Ao voltar para o Brasil, o estudante poderá submeter o diploma ao processo de reconhecimento em uma universidade brasileira. Este é um procedimento-padrão para qualquer brasileiro que  faça graduação em centros de ensino estrangeiros.
“Penso em voltar para trabalhar no Brasil , mas pode ser que eume fixe na Europa, já que o diploma tem validade para todos os países do continente”, explicou.
Desde 2010, o chamado Diploma Único de Estudos Superiores da Europa, do qual a Rússia faz parte, passou a valer conforme o Tratado de Bolonha. Seu objetivo é facilitar a mobilidade
dos estudantes e profissionais do ensino superior da Europa.
Mesmo com a alta do dólar, cursar medicina na Rússia ainda é considerado um ótimo investimento. O governo russo subsidia os alunos estrangeiros que vão estudar no país, o que diminui consideravelmente o custo. O semestre sai por, aproximadamente, US$ 3.100,
incluindo hospedagem e seguro médico, o que equivale a R$ 25.200 por ano (considerando o dólar a R$ 4,6), valor inferior ao normalmente cobrado no Brasil.

Seleção

A Aliança Russa é representante oficial das principais universidades russas no Brasil, desde 2005. A empresa faz a seleção dos candidatos, cuida do processo de orientação da faculdade e recolhe a documentação necessária para permanência legal do estudante no país.
Além disso, atua na obtenção da vaga, inscrição na universidade e na assessoria durante a viagem até a chegada do estudante ao seu local de destino.
“A cultura russa é muito diferente da nossa, por isso eles escolhem estudantes que demonstram ser mais independentes e interessados. Lá, o aluno vai ter que fazer todas as tarefas domésticas e se dedicar aos estudos, já que a universidade é em período integral”, explicou a diretora da Aliança Russa, Carolina Telléz.
As próximas inscrições poderão ser feitas em abril ou julho, ainda sem datas definidas. A idade-limite que o Ministério da Educação Russo aceita para graduação é 35 anos.

FONTE: jornal A TARDE, Salvador-BA, hoje.


Quando acaba, o maluco sou eu  jorge-portugal_thumb

Frequentemente tenho perguntado, aos de convivência mais próxima, se estou vivo ou não.Ou, à moda dos espíritas, se ainda encontro-me encarnado ou se já desencarnei e sou apenas meu espectro. Explico: nossa contemporaneidade tem sido uma pletora de surrealidades, que chegamos a perder a certeza de que estamos vivos de verdade.
Basta perder um minuto de atenção com a cena política brasileira, e sua comunicação
pela mídia tradicional, para constatar como se engabelam 200 milhões de sapiens nacionais cuja leitura do mundo sequer passou da letra A. É estarrecedor como brasileiros não sabem ligar lé com cré, não têm memória para fatos ocorridos no mês passado – que dirá há um ano ou dez! – e ainda infestam as redes sociais, com um bestiário de provocar vômito.
Em 8 de dezembro de 1980, foi preciso que um canalha maluco se escondesse por alguns
minutos em seu anonimato, abordasse capciosamente o ídolo que se aproximava e o
assassinasse, para a surpresa de todo o planeta. Estava morto fisicamente John Lennon,
a consciência do Sonho!
Hoje basta um canalha, anônimo ou não, entrar no Facebook, rascunhar um texto de conteúdo duvidoso, mas com deslizes gramaticais grosseiros (mesmo sendo do “ramo da palavra”) e atirar mortalmente contra pessoas de bem e do bem, para que os midiotas tomem o, digamos, texto como verdade,eorepercutam por aí. É o delírio do absurdo!
Inteiramente possível dentro da surrealidade dos tempos atuais foi o fato noticiado
semana passada sobre um publicitário inglês, que está fazendo fortuna (em libras
esterlinas) exportando… vento para a China! Cerca de R$ 500 (quinhentos reais) por um
pequeno recipiente de vidro cheio de ar, para que as narinas chinesas aplaquem um
pouco a alta incidência de ar poluído cheirado naquelas paragens. E então, gente, tô
vivo ou não? Raul Seixas, que era muito vivo, mas está morto, há 40 anos nos dava uma
resposta: o título deste artigo é de uma música dele.

(Jorge Portugal, poeta, educador e secretário estadual de cultura)

FONTE: jornal A TARDE, Salvador-BA, hoje.


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O diabo e a garrafa. Os riscos da ascensão da antipolítica

23/02/2016 às 11:06 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Santayana alerta novamente. Lembra a História e nos diz: “Se não se convocar a razão e o bom senso para reagir ao que está acontecendo, e se estabelecer um patamar mínimo de normalidade político-institucional, restará o confronto, o arbítrio e o caos”. Acrescento: e o retrocesso.


O diabo e a garrafa. Os riscos da ascensão da antipolítica

manifestação

A defesa do mandato conferido pelas urnas e da institucionalidade é a proteção da democracia contra o imponderável

Em pleno processo de impeachment, e de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das ações envolvendo a chapa vitoriosa nas últimas eleições, a situação da República tem sido marcada pela espetacularização de um permanente “pega para capar” jurídico-policial, a ascensão da “antipolítica”, o aprofundamento da radicalização e a fascistização do país.

Políticos e empresários têm sido presos – muitos por ilações frágeis ou exagerado rigor cautelar –, enquanto outros homens públicos e bandidos e delatores premiados apanhados com milhões de dólares na Suíça circulam livremente ou estão em prisão domiciliar.

Milhares de brasileiros acreditam piamente que o Brasil é um país quebrado e destruído, quando temos as sextas maiores reservas internacionais do mundo e somos o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos.

Que um perigoso “bolivarianismo” pretende implementar uma ditadura de esquerda na América Latina, quando, seguindo os ritos democráticos normais, e sob amplo acompanhamento de observadores internacionais, a oposição liberal acaba de ganhar, pelo voto, as eleições na Venezuela e na Argentina.

Que o Brasil é um país comunista quando pagamos juros altíssimos, e somos, historicamente, dominados, na economia e na política, por um dos mais poderosos sistemas financeiros do mundo, pelo agronegócio e o latifúndio, por bancos e empresas multinacionais.

Discutindo na mesa de pôquer da sala de jogos do Titanic, envolvidos por suas disputas, e por uma rápida sucessão de fatos e acontecimentos, que têm cada vez mais dificuldade em digerir e acompanhar, os homens públicos brasileiros ainda não entenderam que a criminalização da política, criada por eles mesmos, como parte de uma encarniçada e deletéria disputa pelo poder, há muito extrapolou o meio político tradicional, espalhando-se, como o diabo que escapa da garrafa, como uma peste pela sociedade brasileira, na forma de uma profunda ojeriza, preconceito e desqualificação do sistema político, e daqueles que disputam e detêm o voto popular.

Se não se convocar a razão e o bom senso, para reagir ao que está acontecendo, e se estabelecer um patamar mínimo de normalidade político-institucional, tudo o que restará será o confronto, o arbítrio e o caos.

Está muito enganado quem acha que o mero impedimento de Dilma Rousseff resolverá a questão.

No final da década de 20, os judeus conservadores comemoravam, da varanda de suas mansões, na Alemanha, o espancamento, nas ruas, de esquerdistas e socialistas, pelos guardas de grupos paramilitares nazistas como as SS e as SA, e se regozijavam, em seu íntimo, por eles os estarem livrando da ameaça bolchevista.

Depois também viram, passivamente – achando que estariam resguardados por suas fortunas –, passar sob suas janelas, as filas de operários e pequenos comerciantes judeus a caminho dos campos de concentração.

Poucas vezes, na história, o efeito bumerangue costuma poupar aqueles que, como aprendizes de feiticeiro, se atrevem a cutucar o que está dentro da caixa de Pandora.

Depois de Dilma e do PT, seria a vez de Temer, e depois de Temer viriam os outros – todos os partidos e lideranças que tenham alguma possibilidade de alcançar o poder, por via normal.

Parafraseando Milton Nascimento, na política brasileira “nada será como antes amanhã”.

O Brasil que se seguirá à batalha sem quartel e sem piedade, levada a cabo pela oposição nos últimos anos e meses tendo como fim a destruição e total aniquilamento do PT – cujas principais vítimas não serão esse partido, mas o Estado de Direito, o presidencialismo de coalizão, a governabilidade e a própria Democracia – não terá a cara do Brasil do PSDB de Serra, de Aécio, ou de FHC, mas, sim, a de Moro e a de Bolsonaro.

A do messianismo, da vaidade, da onipotência e do imponderável, e a do oportunismo e do fascismo – e aqui não nos referimos ao velho fascio italiano – em seu estado mais puro, ensandecido e visceral.

Frase

Poucas vezes, na história, o efeito bumerangue costuma poupar aqueles que, como aprendizes de feiticeiro, se atrevem a cutucar o que está dentro da caixa de Pandora

Legenda foto

Ato em defesa da democracia, na Avenida Paulista, São Paulo (16/12/2015)

(Mauro Santayana)

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/01/o-diabo-e-a-garrafa-os-risco-das-ascensao-da-antipolitica-8239.html

O futuro. O futuro ?

23/02/2016 às 3:45 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | 1 Comentário
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O título do post, do site PapoDeHomem, é: VOCÊ VAI SER DEMITIDO. Tanto o texto como o vídeo valem a pena, confiram pois !


VOCÊ VAI SER DEMITIDO

Cinco tendências que mostram como o emprego da vida pode não existir mais

Cursar o primário. Descobrir o que fazer da vida. Passar no vestibular. Arrumar um emprego. Casar e ter filhos. Aposentar. Netos. Fim.

Esse é o enredo perfeito da história de um ser humano comum. O problema é que um cenário completamente novo está nascendo e mudando o roteiro desse filme. E o pior: às vezes, o protagonista não beija a princesa e o vilão ganha a guerra.

O Dudu Obregon da Perestroika citou um dado interessante em uma de suas palestras: em 2011, existia uma empresa para cada 75 pessoas no mundo. Em 2030, esse número vai cair para uma a cada 10 pessoas.

De um lado, isso mostra como megacorporações perderão lugar para pequenos negócios que atendem nichos e demandas específicas. Do outro, indica como existirá cada vez mais gente empreendendo.

“40% das empresas no Reino Unido não vão existir mais substancialmente nos próximos 10 anos, o mesmo com os Estados Unidos” – John Chambers, CEO da Cisco

Ou seja, o cenário pode ser catastrófico se olhado pela ótica das demissões, mas pode ser sensacional para quem souber aproveitar as oportunidades que estão para nascer.

A Fundação Telefônica Vivo elaborou uma pesquisa para mapear tendências mundiais para os próximos anos. Separei cinco delas para fazer o exercício de entender (ou pelo menos tentar) o que será do mercado de trabalho nesse filme tarantinesco.

“O problema com o futuro é que é diferente. Se você não é capaz de pensar de maneira diferente, o futuro sempre chegará de surpresa” – Gary Hamel

1- Produção descentralizada

É a democratização do acesso às tecnologias. O exemplo mais popular são as impressoras 3D. A capacidade dessas máquinas ainda não ganhou a atenção necessária, mas quando vemos o que é possível fazer com elas, o negócio muda de figura: desde produzir sorvete e carros, até criar uma caixa torácica para implantes.

Se você tira das mãos de poucos a capacidade de produzir, o seu vizinho de porta pode se tornar um concorrente local da Kibon amanhã.

2- Economia de recursos

Uma tendência diretamente ligada aos impactos ambientais. É o que a pesquisa chama de “consciência forçada”. Vamos, cada vez mais, entender que os recursos físicos do planeta são limitados e, consequentemente, rever o nosso padrão de consumo.

É a lei da oferta e da procura: menos gente consumindo, menos empresas oferecendo, menos lucro e menos postos de trabalho.

3- Inteligência artificial

O raciocínio lógico começa a ser replicado e, em alguns casos, superado por dispositivos e softwares. Quando o Google se sente ameaçado por essa tendência, é hora de ficar atento.

“O futuro do search engine é um assistente pessoal digital que pode compreender e prever suas necessidades. Este motor de busca não irá responder com uma lista de links azulados. Em vez disso, ele irá responder com um resultado definitivo ou uma tarefa concluída” – Dan Kaplan do TechCrunch.

Em breve, vai ser comum situações assim: algo como a voz do filme Her (sem a Scarlett Johansson), que vai identificar se seu carro precisa trocar o carburador, encontrar a oficina mais próxima, melhor avaliada e agendar uma hora para você.

4- Consumo compartilhado

É o tal do “everything has a servisse”. O Murilo Gun fez uma palestra muito legal no TED, mostrando como estamos saindo da era da propriedade para a do acesso.

Não vamos mais pagar para ter coisas, mas para ter acesso a elas. Você dificilmente compra um DVD para guardar em casa. Você paga o Netflix para ter acesso ao seu conteúdo (e outros milhares de títulos) quando quiser.

Hoje, nós já compartilhamos conhecimento, estacionamento e até apartamento.

5- Novas formas de trabalho e carreira

A pesquisa aponta uma mudança tanto dos negócios quanto dos profissionais. A revolução digital e o caos das cidades devem tornar o home office cada vez mais comum. 60% dos profissionais no Brasil já trabalham fora do escritório.

Instituições também ficarão cada vez mais flexíveis, como a empresa que implantou os quatro dias de trabalho por semana.

Em uma ponta, temos consumidores com demandas mais específicas. No lado das empresas, a dúvida: contratar o profissional ou ter acesso às suas habilidades?

Cargos, carreiras, assim como diplomas passam a ser questionados. Hoje, mais de 1/3 dos trabalhadores nos EUA já são freelancers.

“Pessoas trabalhando COM as empresas e não mais PARA as empresas” – Telefônica Vivo

O empreendedorismo chega como a grande solução. Se os postos de trabalho diminuem, ter uma empresa própria passa a ser questão de sobrevivência.

Atualmente, já é possível trabalhar de casa com uma franquia de aproximadamente R$20 mil. Achou muito para um desempregado? Tem por R$9 mil também. Se ainda assim, estiver salgado, comece pagando R$3 mil (todas elas com retorno de investimento para menos de um ano).

E agora, José?

É difícil tirar uma conclusão disso tudo. O X da questão provavelmente está na habilidade que todos teremos para lidar com tantas mudanças em tão pouco tempo.

A fábula do sapo ilustra bem o olhar que precisamos ter ao nosso redor: se você colocar um sapo em uma panela com água quente, ele pula na hora. Se você colocar um sapo em uma panela com água e for esquentando aos poucos, pode ser que ele morra queimado.

Escolha o sapo que você quer ser. E lembre-se: sem princesa para ganhar beijo.

“Os analfabetos do futuro não serão aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.” – Alvin Toffler

(João Marcelo Meira)

FONTE: http://papodehomem.com.br/voce-vai-ser-demitido

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