Pedaladas adúlteras

28/04/2016 às 21:13 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 3 Comentários
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sandalia2

Um exemplo simplório para quem se confunde quando alguns como eu se pronunciam por certos absurdos jurídicos que ocorrem hoje em Pindorama (‘modernamente’ apoiados pelas malfadadas “teoria do domínio do fato” e “delação premiada”) e acaba parecendo que estamos querendo defender algum mala, algum tipo de corrupção, ou coisa parecida.

Há apenas alguns anos, o crime de adultério era previsto em nosso ordenamento jurídico, por mais ridículo que isso possa parecer (o crime existe, na prática e positivado em lei, desde os tempos de Cabral !). Agora imagine (e ocorreu, pasmem !) que sejam flagrados 11 malas (há mais, óbvio) ao mesmo tempo nesse crime, num só momento histórico. E um juiz resolve punir apenas um ! Como é o nome disso ? Porque justiça não há de ser. Então, se pedaladas-“adúlteras” houve, e se de fato é crime, que se punam a todos. Ah… porém alguns têm a coragem de dizer: mas tem-se que começar por alguém. Não dá para punir os 11 de uma vez. Mesmo se isso fosse correto, qual o critério para se escolher o primeiro a ser punido ? E quem fica por último no fim da fila ?

Observação: não são só 11 (Presidenta + 10 Governadores), há de se contar também os ainda vivos Lula, FHC, Itamar e Collor pelo mesmo crime, além, ai sim por questão de justiça-histórica, TODOS os mandatários deste país, desde o primeiro Pedro, o Cabral.

Contra a hipocrisia bíblico-jurídica: que atire a primeira pedra quem comprovar que existe algum governante que não tenha feito pelo menos uma manipulação contábil para seu governo “sobreviver”.

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  1. Michel Temer foi testemunha de defesa do coronel Ustra, maior torturador do Brasil

    No Conexão Jornalismo.

    Domingo, 01 de Maio de 2016
    Michel Temer foi testemunha de defesa do torturador Brilhante Ustra

    O nome do torturador veio a tona no dia 17 quando o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) fez uma homenagem durante o voto que ajudaria a dar prosseguimento ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado. Mas o que pouca gente sabe é que Bolsonaro não é ou foi o único a defender o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Morto há um ano, o coronel que violentava prisioneiras e determinava a violação de seu corpo com o uso de animais roedores foi defendido também, na figura de testemunha de defesa, por Michel Temer. O atual vice-presidente, sobre quem recai a pecha de traidor da presidenta por defender sua destituição, foi arrolado para testemunhar a favor de Ustra ao lado de Paulo Maluf e do ex-presidente da CBF, José Maria Marin – que foi preso nos EUA por envolvimento em recebimento de propina. A notícia foi divulgada pelo jornalista Daniel Mazola, na Tribuna da Imprensa Online de dois de abril de 2014. O texto é reprodução do original. Leia abaixo.

    Por Daniel Mazola

    Localizamos o elo desses proeminentes canalhas! Onde estariam elencados, lado a lado, os nomes de José Maria Marin, presidente da CBF, do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo e último governador de São Paulo durante a ditadura militar; Paulo Salim Maluf, notório político da Arena, duas vezes prefeito de São Paulo e atual deputado federal pelo Estado; e Michel Temer, ex-titular da pasta de Segurança Pública do Estado de São Paulo, seis vezes deputado federal pelo PMDB e atual vice-presidente da República?

    Os três proeminentes nomes da política nacional constam arrolados como testemunhas de defesa do coronel reformado Carlos Alberlto Brilhante Ustra. O caso tramita na 9a vara criminal da Justiça Federal de São Paulo, e refere-se à denúncia pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte, apresentada pelo Ministério Público em outubro de 2012. Edgar ficou preso ilegalmente tanto nas dependências do Destacamento de Operações Internas do II Exército (Doi-Codi) quanto no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), até meados de 1973.

    Em 2008, o Coronel Ustra foi declarado como “torturador” em inédita decisão expedida pela 23a Vara Civil, e confirmada em 2012 pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ustra foi responsabilizado pelas torturas cometidas no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) que comandou entre setembro de 1970 e janeiro de 1974.

    Segundo consta no acompanhamento processual do site da Justiça Federal de São Paulo, as testemunhas de defesa de Ustra no caso de Edgar de Aquino Duarte já teriam sido ouvidas, e uma nova audiência de instrução e julgamento está marcada hoje, 2 de Abril, às 14h. O que teriam dito nos autos as proeminentes figuras arroladas em defesa de Ustra?

  2. […] não é o título original do artigo de Veríssimo, mas lendo me lembrei logo daquele “Pedaladas adúlteras“ que fiz há alguns […]

  3. Temos que analisar isso em função da legislação.
    As pedaladas fiscais praticadas por governadores deve ser um processo que seria aberto no âmbito estadual e tocado pelas assembléias legislativas dos estados e nada tem a ver com este que ocorre com Dilma Roussef.
    Do mesmo modo como ocorreu com Dilma, a câmara estadual precisa ser provocada com a abertura do processo de impedimento através de algum cidadão.
    Quanto às pedaladas fiscais de FHC, Lula e outros ex presidentes, parece que a legislação não prevê punição a ex presidentes. Se assim fosse, a própria Dilma poderia ser punida no primeiro mandato que acabou em 2014, já que a denúncia sobre as pedaladas vem desde 2013 e o próprio TCU condenou a Sra.Dilma. Mas o Renan Calheiros deixou o processo parado no Senado. Resta saber o que ele fará se o STF resolver julgar os vários processos que têm contra ele no STF. Difícil achar algum político que preste.

    Abraço.


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