Marilena Chaui

15/05/2016 às 11:16 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | 4 Comentários
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Nesse momento histórico é sempre bom ouvir e meditar sobre as palavras dela. Observem que esse vídeo foi gravado há um ano !


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4 Comentários »

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  1. Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.
    Rocha 17/05/2016 Manter esta mensagem na parte superior de sua caixa de entrada

    O pior ainda está por vir, por Wagner Moura
    O Jornal de todos Brasis
    O pior ainda está por vir, por Wagner Moura
    ter, 17/05/2016 – 16:05
    “Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado se recusou”, disse o ator

    Por Wagner Moura

    No Mídia Ninja

    A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir. Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.
    Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça. Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013. Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais. Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
    Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!). Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos. Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo. Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Um negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
    Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?! Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior? Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo. E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido. Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
    Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil. Ótimo. Pra que cultura? Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja: “Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!” Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.

  2. Óleo leve da Petrobras em Sergipe deve ser primeiro “ofertão do golpe”
    POR FERNANDO BRITO · 16/05/2016

    seal

    seal

    A informação é de quem sabe tudo e algo mais sobre a exploração de petróleo no Brasil.

    Há fortes rumores dentro da Petrobras de que já está pronta a primeira “entrega” das nossas jazidas de petróleo.

    É a imensa jazida nas estimativas atuais, acima de 2 bilhões de barris, dos campos de águas ultraprofundas da Bacia Sergipe-Alagoas, já já confirmaram, em diversas perfurações,óleo de altíssima qualidade: até 40°API, a classificação internacional, contra uma média em trono de 25° API.

    Há também muito gás, não apenas para a geração de energia mas indispensável matéria prima para fertilizantes, pois dele se extrai a amônia para a adubos químicos. E enxofre, necessário nas lavouras de cana, algodão e milho.

    Justamente onde a Petrobras tem uma fábrica de fertilizantes, a Fafen, em Sergipe.

    São três blocos – BM-SEAL- 4, 10 e 11 – dos quais um deles é totalmente da Petrobras e os outros dois em sociedade (25 e 45%) com empresas indianas.

    Os técnicos da Petrobras insistiram durante uma década, porque as jazidas são muito profundas: 2,5 km de lâmina d’água e mais 3 km dentro do leito marinho.

    Agora, nos corredores da Petrobras, os bem-informados dão como certo que a multinacional francesa Total será a brindada com o “mimo” de bilhões de dólares.

    Com tudo pronto, mapeado, delimitado, sondado e com os poços-guia já perfurados.

    Investimento quase zero.

    É chegar e levar.

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  3. Ignorância em ação

    Jano de Freitas
    A extinção do Ministério da Cultura não foi ocasional. Não foi técnica. Nem é coerente apenas com o nível cultural do grupo que ocupa os postos chamados de “o governo”. Há também uma coerência interna que identifica, uns com os outros, os integrantes desse grupo heterogêneo, caótico e retrógrado. Essa segunda coerência faz, inclusive, uma conexão entre a atualidade e o passado de algumas décadas.
    O governo fala muito. Ainda que metade seja para desdizer o que foi dito na outra metade. Atos administrativos, para quem sabia tanto do que devia ser feito pelo governo anterior, nem um só. Há providências, porém.
    Todas na mesma linha, das quais seguem-se alguns exemplos.
    1) Nas duas dúzias de ministros, há um único indicado por Michel Temer. É o da Justiça, Alexandre Moraes, cuja primeira e solitária medida, divulgada logo ao assumir, é “rever todos os atos deste ano” praticados pelo antecessor, José Eduardo Cardozo.
    2) No Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra comunica a providência de revisar atos e programas do governo Dilma. E uma investigação no Bolsa Família que pode resultar “no desligamento de 10% dos beneficiários”, ou “mais, de 20% a 30%, se cruzados todos os dados”. De que base respeitáveis vêm tais estimativas? O entra-e-sai faz do Bolsa Família uma população flutuante mês a mês. Parece claro que a intenção é cortar o gasto do Bolsa Família com uma alegação oportunista.
    3) No Ministério da Educação e Cultura, Mendonça Filho manda rever todas as medidas tomadas nos últimos dias do governo Dilma por Aloizio Mercadante (Educação), Juca Ferreira (Cultura) e respectivos chefes de departamento.
    4) Na Casa Civil, Eliseu Padilha comanda a revisão de todos os atos baixados por Dilma desde 1º de abril.
    5) Também na Casa Civil, Padilha procede à revisão das demarcações de terras indígenas. Subprocuradora-geral da República, Deborah Duprat advertiu que a revisão pretendida viola a Constituição. Decisões passadas do Supremo Tribunal Federal foram no mesmo sentido. Mas, desejada por fazendeiros ocupantes de terras indígenas, a revisão continua.
    6) Na Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório chega com a determinação de “apurar” a conduta do antecessor José Eduardo Cardozo na defesa de Dilma. Parece-lhe inadmissível que Cardozo tenha se referido a “golpe”, ao falar do golpe.
    7) O próprio Michel Temer desconsidera a garantia legal do mandato de quatro anos do jornalista Ricardo Melo na presidência da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), empossado no início do mês. E o exonera.
    As revisões citadas nestes exemplos e os demais casos, que incluem os outros ministérios, compõem um conjunto caracterizadamente persecutório e policialesco. Sua amplitude e prioridade evidenciam tratar-se, não da verificação de eventuais impropriedades, mas de arbitrariedade e prepotência como política de governo. Uma política que expressa a índole do governo e do próprio Temer, no mínimo por se sujeitar, como marionete, a corrompidos, ímprobos e fraudadores à sua volta.
    É verdade que um ou outro governo tenta valorizar-se à custa de algumas reais ou alegadas acusações ao antecessor. Fernando Henrique, aliás, devia agradecer a Lula por nada ter investigado, com tantas possibilidades. Mas a busca e a perseguição como política e prática geral, vista agora, só teve um precedente no Brasil: o poder instalado pelo golpe de 1964. Não comparadas as dimensões, a sanha é a mesma. Até a covardia que leva a demitir o garçom do gabinete presidencial, José Catalão, porque considerado petista, iguala essa gente de hoje à lá de trás.
    SENTENÇA
    Gore Vidal, em “Washington, D.C.” (há edição brasileira da Rocco), sobre o vice: “Pode-se dizer que tem todas as características de um cachorro, menos a lealdade”.

  4. […] Renato Janine chegou a mesma conclusão, mas outros intelectuais confiáveis deste país, como  Marilena Chauí. Ao final a autora cita Lima Barreto e Paulo Freire, esses são sempre atuais. Já o […]


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