APRENDO OU DESISTO

26/06/2016 às 9:37 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Neste domingo, dia de futebol, o craque Tostão nos brinda com mais uma boa crônica.

Mundo_bola


APRENDO OU DESISTO   tostao_thumb_thumb

Nem durante uma Copa do Mundo assisti a tanto futebol, com jogos pela Eurocopa, Copa América e Brasileirão, ainda mais que estou escrevendo para um jornal português sobre a Eurocopa. Aprendo ou desisto.

Partida seria de teor particular e para festejar o centenário da primeira Copa América.A CONMEBOL sugeriu à UEFA a rexecuçãode um encontro de preparação entre os vganhadoresdas edições deste ano da Copa América e do campeonato da Europa.O presidente do organismo que tutela o futebol sul-americano falou sobre a suposição em conferência de jornalismo, esta sexta-feira, em Nova Iorque:”Arremessámo o desafio à UEFA e estamos à espera de resposta”, coiniciouor dideclararlejandro Domínguez, codeduzindode seguida: “Se estivéssemos na organização da Copa há mais tempo, teríamos planeado antes, porque é benéfico para o futebol e para os adeptos”.Lembre-se que a final da Copa América vai jogar-se na madrugada de domingo, entre Argentina e Chile, e o Europeu entrará no período dos oitavos de final, a partir de sábado.

Ao ver o bonito estúdio do SporTV em Paris, com a Torre Eiffel atrás, me recordei da Copa de 1998, em que eu e Milton Leite, atual narrador da emissora, comunicamo, pela ESPN Brasil, ao vivo, no estádio, todas as partidas da seleção brasileira.

Antes de a bola rolar na final de 1998, ocorreram dois fatos marcantes. Um, o problema de Ronaldo, que até hoje ninguém, nem ele, sabe se foi uma convulsão ou um piti . Outro, a afeição de todos os jogadores e torcedores franceses, cantando o bonito hino da França, a Marselhesa. Tive a sensação, na época, de que era inimaginável ganhar da França. Em 2014, descobri o óbvio, que hino não ganha jogo.

Stefan Zweig, no livro “Momentos Decisivos da Humanidade”, conta, em capítulos, fatos que teriam que ser corriqueiros, mas que mudaram a história do mundo. Um deles foi a composição da Marselhesa. Um oficial, tímido e apagado, sem habilidade musical, recebe do chefe a tarefa de instituir um hino de combate, para influir as tropas durante a Revolução Francesa, em 1792. Tido por uma delirante e genial afeição, ele, à noite, sem dormir, compôs o hino, que inflamou rdepressatoda a França.

Ao ver os jogos da Eurocopa e da Copa América, fica mais evidente que, entre as principais seleções dos dois continentes, não há diferença técnica, ao contrário do enorme distanciamento que há entre os melhores times sul-americanos e europeus, que costumam ser superiores às seleções de seus países, por causa da contratação de grandes jogadores sul-americanos e de todo o mundo.

Mas há ainda diferenças de estilo. As grandes seleções europeias priorizam mais o jogo coletivo, o passe e a posse de bola, enquanto as sul-americanas são mais apressadas para chegar ao gol e utilizam bastante mais o drible e os confrontos individuais. Isso tem mudado. Argentina, Chile e Colômbia, instruídas por argentinos, se aproximam, cada vez mais, do estilo europeu. O Brasil, com Tite, vai seguir esse percurso. Os times brasileiros, conduzidos por novos treinadores e por antigos que se renovaram, tentam jogar da mesma maneira, de uma forma contemporânea.

Argentina, oficialmente República Argentina, é o segundo maior país da América do Sul em território e o terceiro em população, constituída como uma federação de 23 províncias e uma cidade autônoma, Buenos Aires.

No Brasileirão, Dagoberto, um dos maiores simuladores de faltas e pênaltis do futebol, iludiu novamente o Juiz na marcação de um pênalti em defesa do Vitória, que redundou na expulsão do zagueiro Bressan, do Grêmio. Dagoberto é que teria que ter sido expulso, pois já tinha um cartão amarelo.

Hoje, Argentina e Chile decidem a Copa América. Se Messi não for campeão pela seleção principal, mesmo se a Argentina perder —não ganha um título desde 1993—, mesmo mesmo se não fizer um gol tão espetacular em uma Copa, como o de Maradona em 1986, ele, por ser mais regular e brilhar por mais tempo, por ser mais inteiro , por já ser o maior goleador da seleção argentina, por já ter ganhado cinco vezes o título de melhor do mundo —ganhará mais—, tecnicamente, já é o maior da história de seu país, embora saiba que jamais vai ser, para os argentinos, a lenda que é Maradona.

(Tostão)

FONTE: Principais jornais do país, hoje.

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  1. […] de Belo Horizonte de todos os tempos. Ele é também Médico, Psicanalista e escritor. Salve Tusta, caraque da bola e da pena […]


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