Os Deuses do Olimpo Visitam o Rio de Janeiro

06/08/2016 às 11:37 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | 3 Comentários
Tags:

Simplesmente emocionante a abetura das Olimpíadas ontem. A primeira em país latino-americano. Esse vídeo abaixo é muito bacana, uma homenagem. Apenas uma pergunta que não quer calar: QUEM CONSEGUIU QUE O NOSSO PAÍS FOSSE SEDE DESSAS OLIMPÍADAS ? Resposnta: o mesmo que conseguiu que sedeiássemos a Copa do Mundo de Futebol de 2014: LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA.

Mas a maior pergunta, que tem que ser feita porque o objetivo desse espaço sempre foi provocar o pensamento é: POR QUE NINUGÉM, OU QUASE NINGUÉM LEMBROU DISSO ?


Anúncios

3 Comentários »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

  1. Réquiem para um homem bom. Por Jari da Rocha

    POR JARI DA ROCHA, COLABORAÇÃO PARA O TIJOLAÇO · 31/07/2016

    Conhecedora dos caminhos da reeleição e precursora da ópera maior, a Privataria Tucana, a direita julgou fácil a tarefa de desqualificar um desqualificado.

    O talento natural é uma dádiva que pode se transformar em desterro se nas mãos (n’alma) d’algum torneiro mecânico retirante. Se a justiça divina lhe oferece as costas, cabe então, a justiça dos homens, por mais injusta que se pareça. Mas isso nem sempre vem ao caso.

    Não foi à toa que se viu tanta devoção a Deus em votações nas quais vence na vida quem diz SIM. Os votos – não de castidade e muito menos de pobreza – são contabilizados a cada amém proferido, em vão, pela bancada da bíblia, do boi e da bala.

    A justiça dos homens tem se mostrado eficiente, pois demonstra, por suas malabarices, acuidade ao separar os três bês dos trêspês. Além das putas tristes, dos pobres pretos e dos pardos pobres urgia, por convicção de classe, acrescentar o quarto pê da discórdia.

    Era necessário compor a morte através do réquiem escrito nos gabinetes do judiciário, revisado por imperialistas, negociado com dinheiro vivo pago à vista no congresso e editado nas redações dos jornais.

    Para que alguns possam viver bem outros tem de morrer. A conta não fecha, dirão os economistas encomendados. A vida é para poucos. Mata-se quem nem devia ter nascido.

    Como bem escreveu João Cabral de Mello Neto: é difícil defender, só com palavras, a vida…

    O funeral deve ser discreto, dispense, portanto, as carpideiras. Encontre terra suficiente para cavar cova rasa no interior do sertão de preferencia. Ali enterre o homem morto de morte matada.

    Matado por uma ave-bala.

    A bala da turma do congresso que troca bíblia por boi. A mesma ave-bala que Severino retirante quis saber de onde vinha.

    O esnobismo batedor de panelas, sem perceber (percepção não é o forte dos esnobes – snob?), transforma um réquiem vienense em Missa de morte do vaqueiro.

    Os vaqueiros do sertão árido. Os Raimundos Jacós assassinados e suas toadas de gado, os muitos Fabianos de poucos Gracilianos e os Severinos de Morte e de Vida.

    Somos muitos Severinos iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar terra sempre mais extinta,
    a de querer arrancar alguns roçado da cinza

    Esse cabra não merecia coisa melhor, dirão, nos bastidores de algum telejornal, nos corredores de alguma vara, repartição, fórum ou ainda, em outra língua, nalgum departamento ao norte das Américas.

    Só assim, depois de morto e enterrado, depois do serviço bem feito é que a direita poderá estrear sua ópera bufa.

    Não é Lula quem querem matar. Mas sua morte, metafórica ou política, permitirá que eles não pareçam tão medíocres.

    Uma pá de cal sobre um morto?

    Não. Sobre as mortes que pesam em suas costas.

    A comparação – com quem revolucionou um país – é cruel demais para os seculares promotores da desigualdade, da fome e da miséria.

    Não fizeram outra coisa senão isso, além, é claro, de tornar os ricos mais ricos. Morrerão gordos e felizes. Deixarão gordos pecúlios, posses, haveres e nenhum legado.

    O que está proposto, escrito com todas as letras, é o sacrifício do povo brasileiro, sem dó nem piedade. Envoltos na miséria, juntos da morte. A morte Severina:

    que é a morte de que se morre
    de velhice antes dos trinta,
    de emboscada antes dos vinte
    de fome um pouco por dia
    (de fraqueza e de doença
    é que a morte Severina
    ataca em qualquer idade,
    e até gente não nascida).

    No palco, o elenco já conhecido do público – e da justiça conivente – cada um com seu papel definido, recompõe a ópera da pátria, da família e da propriedade.

    Uma ópera para poucos.

    A ópera em que operário não entra.

  2. […] plena Olimpíada do Rio, um texto de Jânio Ferreira Soares, sempre hilário e fazendo a gente […]

  3. […] olímpicos vindos originalmente da velha Grécia, eu lembrei num post a quem devemos tudo isso (“Os Deuses do Olimpo Visitam o Rio de Janeiro”). Retorno ao tema agora com esse bom texto de Paulo Pimenta. Se um povo não faz justiça, só a […]


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: