RI PALHAÇO

29/08/2016 às 7:39 | Publicado em Artigos e textos | 3 Comentários
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Veríssimo ontem nos principais jornais do país. E eu pergunto: ONDE ESTÁ A CANTORA GORDA DESSA NOSSA ÓPERA BUFA?


RI PALHAÇO   verissimo_sax_thumb1

Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal. Há dias li numa pagina interna de um grande jornal de São Paulo que o Temer está recorrendo às mesmas ginásticas fiscais que podem condenar a Dilma. O fato mereceria um destaque maior, nem que fosse só pela ironia, mas não mereceu nem uma chamada na primeira página do próprio jornal e não foi mais mencionado em lugar algum.

A gente admira o justiceiro Sérgio Moro, mas acha perigoso alguém ter tanto poder assim, ainda mais depois da sua espantosa declaração de que provas ilícitas são admissíveis se colhidas de boa-fé, inaugurando uma novidade na nossa jurisprudência, a boa-fé presumida. Mas é brabo ter que ouvir denúncias contra o risco de prepotência dos investigadores da Lava-Jato da boca do ministro do Supremo Gilmar Mendes, o mesmo que ameaçou chamar o então presidente Lula “às falas” por um grampo no seu escritório que nunca existiu, e ficou quase um ano com um importante processo na sua gaveta sem dar satisfação a ninguém. As óperas também costumam ter figuras sombrias que se esgueiram (grande palavra) em cena.

O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!

Contam que um pai levou um filho para ver uma ópera. O garoto não estava entendendo nada, se chateou e perguntou ao pai quando a ópera acabaria. E ouviu do pai uma lição que lhe serviria por toda a vida:

— Só termina quando a gorda cantar.

Nas óperas sempre há uma cantora gorda que só canta uma ária. Enquanto ela não cantar, a ópera não termina.

Não há nenhuma cantora gorda no nosso futuro, leitor. Enquanto ela não chegar, evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós.

(Luis Fernando Veríssimo)

FONTE: principais jornais do país, ontem.

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  1. Exclusivo! Em artigo inédito, Leonardo Padura escreve contra o golpe no Brasil!
    28 de agosto de 2016 Miguel do Rosário
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    Padura, sobre o golpe no Brasil:
    “(…) o que tem ocorrido e está ocorrendo no Brasil é doloroso, revoltante, assombroso e, ao mesmo tempo, instrutivo. Mas acredito que deve ser instrutivo sobretudo para os brasileiros. Porque se a gestão dos anos de governo do PT terminam por levar a resultados políticos e sociais em que se constata a existência de um país dividido, com um percentual notável de seus cidadãos esgrimindo posturas críticas contra o governo que mais fez e que melhor trabalhou para as grandes massas do país, a principal lição que devemos reaprender não é que os poderosos exerçam o seu poder e que a sua vingança política seja uma arma sempre à espreita. Isso sabemos todos, e todos assumimos como realidade. O que mais nos ensina, apesar de sua presença constante, é comprovar que a ingratidão humana pode ser infinita.”
    Esse trecho faz parte de um artigo inédito de Leonardo Padura, publicado com exclusividade pelo Cafezinho.
    Padura tornou-se famoso no Brasil pelo sucesso aqui de seu romance “O homem que amava os cachorros”, uma denúncia corajosa e pungente dos vícios autoritários do socialismo.
    Sim, a Cuba de hoje tenta se modernizar estimulando a autocrítica: o livro de Padura ganhou o principal prêmio literário do país.
    Padura, um crítico radical dos aspectos autoritários do socialismo, vive e trabalha em Cuba, país que ama e onde escreve com toda liberdade. Assim como a blogueira Yoani Sanchez, diga-se de passagem, cujos “prêmios literários” são dados pela extrema-direita americana.
    “O homem que amava os cachorros” projetou Padura como um dos maiores romancistas do mundo, tornando-o candidato fortíssimo a um próximo prêmio Nobel de literatura.
    Padura tem sido fã confesso dos avanços sociais obtidos pelos governos petistas, que combinam políticas públicas redistributivas, aumento da transparência dos gastos públicos, e aprofundamento do processo democrático.
    Em suas visitas ao Brasil, Padura fez questão de visitar o Instituto Lula e posar ao lado do ex-presidente e da atual presidenta constitucional Dilma Rousseff.
    Em entrevista ao Roda Vida, soube escapar com inteligência às tentativas dos entrevistadores (jornalistas reacionários da grande mídia) de fazê-lo criticar o regime político cubano: perguntado se havia muita pobreza em seu país, ele disse que havia visto mais pobres no caminho até o estúdio da TV Cultura do que em toda Cuba.
    Eu publico abaixo uma tradução do artigo, feita por mim mesmo.
    ***
    Uma nota de dor pelo Brasil
    Por Leonardo Padura, especial para o livro (ainda inédito) “A resistência internacional ao golpe”
    Tradução: Miguel do Rosário.
    Um turista europeu vem à Cuba e, após uma semana na ilha, volta a seu país e diz a um amigo: “estive em Havana e em Santiago de Cuba; bebi rum, mojitos, daiquiris até não poder mais; passei pela via Malecón num automóvel americano de 1948; tirei uma foto diante da imagem de Che na Praça da Revolução; dancei uma conga em Santiago e… fiz amor com uma mulata cubana!… Já sei tudo de Cuba”.
    Os cubanos temos uma grande experiência neste tipo de conhecimentos do país… e de outros juízos parecidos. Porque se o juízo do hipotético e típico turista europeu resulta superficial e inocente, o que mais nos incomoda, por suas consequências, é o de analistas que sentam cátedra por seu conhecimento da ilha desde seus pedestais estrangeiros e, mais ainda, se atrevem a ensinar aos cubanos que residem em Cuba como devemos viver, nos comportar, pensar. Inclusive, o que podemos dizer e como devemos escrever sobre nossa sociedade… E essas anatomias de uma realidade tão peculiar, e como é lógico em se tratando de Cuba, podem vir desde posições de esquerda ou desde posturas de direita… mas sempre oriundas de um sentimento comum de prepotência.
    Talvez como reação alérgica a essas manifestações de intrusismo, que eu sofro como cubano, em geral não emito opiniões sobre as realidades dos países onde eu não vivo, trabalho, penso. Creio firmemente que para ter uma ideia de uma sociedade determinada e atrever-se a expressá-la publicamente é preciso ser parte dela, não como observador e sim como participante. Mais ainda, como sofrente.
    É por essa razão que durante dias, semanas, contive minha indignação e minha dor e não ousei expressar, em qualquer das tribunas jornalísticas que me são oferecidas, minhas impressões sobre os recentes acontecimentos no Brasil. E quando digo impressões, eu o faço com toda consciência da minha capacidade e o alcance do meu conhecimento, que apenas me permite mover-me nesse plano subjetivo.
    Mas não haver expressado essas impressões não aliviou minha dor nem acalmou minha indignação. Porque se algo me provoca todo esse processo político que se desdobra no Brasil nos últimos meses, culminando com a abertura de um juízo político da presidenta constitucional Dilma Rousseff, é exatamente dor e indignação: na alma ou na consciência, onde quer que esteja o centro das convicções, dos afetos, das afinidades e até das fobias de um ser pensante.
    Desde meu balcão cubano, tenho acompanhado com assombro como se formou a cadeia de acontecimentos que chegaram ao ponto onde chegaram: remover do poder a um presidente eleito pela maioria de seus cidadãos. Como se se tratasse de um velho filme de faroeste, ou de uma novela brasileira, eu assisti ao desenvolvimento do drama com a esperança de que, ao final, se fizesse a justiça. Todavia, com dor e ainda mais assombro, comprovei que as tramas da realidade podem ser mais complicadas que a de qualquer ficção e que na política dos grandes poderes, visíveis ou invisíveis, sabem operar com maestria. E que poucas coisas são tão fáceis de se realizar como a manipulação da verdade e, com ela, das mentes.
    Independente das minhas afinidades sociais e afetivas, que certamente pesam na conformação das minhas impressões, o que tem ocorrido e está ocorrendo no Brasil é doloroso, revoltante, assombroso e, ao mesmo tempo, instrutivo. Mas acredito que deve ser instrutivo sobretudo para os brasileiros. Porque se a gestão dos anos de governo do PT terminam por levar a resultados políticos e sociais em que se constata a existência de um país dividido, com um percentual notável de seus cidadãos esgrimindo posturas críticas contra o governo que mais fez e que melhor trabalhou para as grandes massas do país, a principal lição que devemos reaprender não é que os poderosos exerçam o seu poder e que a sua vingança política seja uma arma sempre à disposição. Isso sabemos todos, e todos assumimos como realidade. O que mais nos ensina, apesar de sua presença constante, é comprovar que a ingratidão humana pode ser infinita.
    Enquanto o processo contra a presidenta constitucional Dilma Rousseff avança em seus labirintos, o que mais me interessa saber, como o espectador interessado que sou, é se realmente a mandatária cometeu os pecados que se lhe atribuem. Como muitas pessoas no mundo, espero que ela não os tenha cometido, pelo bem do Brasil e da verdade. Mas também espero que, pelo bem do Brasil e da verdade, cada um dos culpados por corrupção, manobras políticas ilegais, manipuladores da verdade, se é que existem – e creio que existem – sejam julgados com o mesmo rigor que se impôs a Dilma Rousseff, e tudo que ela representa e que, se é possível, paguem o preço pelo que fizeram. Para o bem do Brasil e da verdade, que são duas realidades acima das convicções políticas e, com certeza, das minhas simpatias e afinidades.
    Se algo assim acontecer, eu sentirei como se alivia a dor que hoje sinto pelo Brasil. E terei alguma esperança de que, no campo da realidade concreta, a Justiça não seja apenas o nome de um Ministério, mas um escudo para a verdade e uma medicina eficaz para as dores de consciência.

  2. Um EXCELENTE artigo!!!

    sex 26/08
    Cegueira e linchamento
    Raduan Nassar*, na Folha
    21/08/2016
    raduan nassarraduan nassar
    O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino “The Independent”, afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.
    O poodle Blair se deslocava a Washington para conspirar com seu colega norte-americano a tomada do Iraque, a pretexto de este país ser detentor de armas de destruição em massa, comprovado depois como mentira, mas invasão levada a cabo com a morte de meio milhão de iraquianos.
    Antes, durante o mesmo governo Bush, o brutal regime de sanções causou a morte de 1,7 milhão de civis iraquianos, metade crianças, segundo dados da ONU.
    Ao consulado que representava um criminoso de guerra, Bush, o então deputado federal Michel Temer (como de resto nomes expressivos do tucanato) fornecia informações sobre o cenário político brasileiro. “Premonitório”, Temer acenava com um candidato de seu partido à Presidência, segundo o site WikiLeaks, de Julian Assange.
    Não estranhar que o interino Temer, seu cortejo de rabo preso e sabujos afins andem de braços dados com os tucanos, que estariam governando de fato o Brasil ou, uns e outros, fundindo-se em um só corpo, até que o tucanato desfeche contra Temer um novo golpe e nade de braçada com seu projeto de poder atrelar-se ao neoliberalismo, apesar do atual diagnóstico: segundo publicação da BBC, levantamento da ONG britânica Oxfam, levado ao Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, a riqueza acumulada pelo 1% dos mais ricos do mundo equivale aos recursos dos 99% restantes. Segundo o estudo, a tendência de concentração da riqueza vem aumentando desde 2009.
    O senador Aloysio Nunes foi às pressas a Washington no dia seguinte à votação do impeachment de Dilma Rousseff na exótica Câmara dos Deputados, como primeiro arranque para entregar o país ao neoliberalismo norte-americano.
    Foi secundado por seu comparsa tucano, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, também interino-itinerante que, num giro mais amplo, articula “flexibilizar” Mercosul, Brics, Unasul e sabe-se lá mais o quê.
    Além de comprometer a soberania brasileira, Serra atira ao lixo o protagonismo que o país tinha conseguido no plano internacional com a diplomacia ativa e altiva do chanceler Celso Amorim, retomando uma política exterior de vira-lata (que me perdoem os cães dessa espécie; reconheço que, na escala animal, estão acima de certos similares humanos).
    A propósito, o tucano, com imenso bico devorador, é ave predadora, atacando filhotes indefesos em seus ninhos. Estamos bem providos em nossa fauna: tucano, vira-lata, gato angorá e ratazanas a dar com pau…
    Episódio exemplar do mencionado protagonismo alcançado pelo Brasil aconteceu em Berlim (2009), quando, em tribunas lado a lado, a então poderosa Angela Merkel, depois de criticar duramente o programa nuclear do Irã, recebeu a resposta de Lula: os detentores de armas nucleares, ao não desativá-las, não têm autoridade moral para impor condições àquele país. Lula silenciou literalmente a chanceler alemã.
    Vale também lembrar o pronunciamento de Lula de quase uma hora em Hamburgo (2009), em linguagem precisa, quando, interrompido várias vezes por aplausos de empresários alemães e brasileiros, foi ovacionado no final.
    Que se passe à Lava Jato e a seus méritos, embora supostos, por se conduzirem em mão única, quando não na contramão, o que beira a obsessão. Espera-se que o juiz Serio Moro venha a se ocupar também de certos políticos “limpinhos e cheirosos”, apesar da mão grande do inefável ministro do STF Gilmar Mendes.
    Por sinal, seu discípulo, o senador Antonio Anastasia, reproduz a mão prestidigitadora do mestre: culpa Dilma e esconde suas exorbitantes pedaladas, quando governador de Minas Gerais.
    Traços do perfil de Moro foram esboçados por Luiz Moniz Bandeira, professor universitário, cientista político e historiador, vivendo há anos na Alemanha. Em entrevista ao jornal argentino “Página/12”, revela: Moro esteve em duas ocasiões nos EUA, recebendo treinamento. Em uma delas, participou de cursos no Departamento de Estado; em outra, na Universidade Harvard.
    Segundo o WikiLeaks, juízes (incluindo Moro), promotores e policiais federais receberam formação em 2009, promovida pela embaixada norte-americana no Rio.
    Em 8 de maio, Janio de Freitas, com seu habitual rigor crítico, afirmou nesta Folha que “Lula virou denunciado nas vésperas de uma votação decisiva para o impeachment. Assim como os grampos telefônicos, ilegais, foram divulgados por Moro quando Lula, se ministro, com sua experiência e talento incomum de negociador, talvez destorcesse a crise política e desse um arranjo administrativo“.
    Lula não assumiu a Casa Civil, foi rechaçado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Gilmar Mendes, um goleirão sem rival na seleção e, no álbum, figurinha assim carimbada por um de seus pares, Joaquim Barbosa, popstar da época e hoje estrela cadente: “Vossa Excelência não está na rua, está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro… Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar“.
    Sugiro a eventuais leitores, mas não aos facciosos que, nos aeroportos, torciam o nariz ao ver gente simples que embarcava calçando sandálias Havaianas, que acessem o site Instituto Lula – o Brasil da Mudança.
    Poderão dar conta de espantosas e incontestes realizações. Limito-me a destacar o programa Luz para Todos, que tirou mais de 15 milhões de brasileiros da escuridão, sobretudo nos casebres do sertão nordestino e da região amazônica. E sugiro o amparo do adágio popular: pior cego é aquele que não quer ver.
    A não esquecer: Lula abriu as portas do Planalto aos catadores de matérias recicláveis, profissionalizando-os, sancionou a Lei Maria da Penha, fundamental à proteção das mulheres, e o Estatuto da Igualdade Racial, que tem como objetivo políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e combate à discriminação.
    Que o PT tenha cometido erros, alguns até graves (quem não os comete?), mas menos que Fernando Henrique Cardoso, que recorria ao “Engavetador Geral da República”, à privataria e a muitos outros expedientes, como a aventada compra de votos para sua reeleição.
    A corrupção, uma enfermidade mundial, decorre no Brasil do sistema político, atingindo a quase totalidade dos partidos. Contudo, Lula propiciou, como nunca antes, o desempenho livre dos órgãos de investigação, como Ministério Público e Polícia Federal, ao contrário do que faziam governos anteriores que controlavam essas instituições.
    A registrar ainda, por importante: as gestões petistas nunca falaram em “flexibilizar” a CLT, a Previdência, a escola pública, o SUS, as estatais, o pré-sal inclusive e sabe-se lá mais o quê, propostas engatilhadas pelos interinos (algumas levianamente já disparadas), a causar prejuízo incalculável ao Brasil e aos trabalhadores.
    Sem vínculo com qualquer partido político, assisto com tristeza a todo o artificioso esquema de linchamento a que Lula vem sendo exposto, depois de ter conduzido o mais amplo processo de inclusão social que o Brasil conheceu em toda a sua história.
    RADUAN NASSAR*, 80, é autor dos livros “Lavoura Arcaica” (1975), “Um Copo de Cólera” (1978) e “Menina a Caminho e Outros Textos” (1997). Recebeu neste ano o Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa.

  3. […] de 1964, muitos brasileiros incautos como muitos de hoje diziam que não haveria golpe. A cena da ópera bufa se repete neste país (“RI PALHAÇO !”). Nem tragédia nem farsa, apenas tristeza e luto. A […]


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