O velho estigma da TI reativa, autista e custosa, até quando?

12/04/2017 às 3:20 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse post é dedicado aos profissonais de Tecnologia da Informação – TI. Circulou no meu trabalho e trago agora para este espaço. Desde aquele primeiro homo sapiens que inventou um tacape até os dias de hoje ninguém vive sem tecnologia.


O velho estigma da TI reativa, autista e custosa, até quando?

Pró-atividade ou reatividade? Prestador de serviços ou agente de transformações e
mudanças? As mesmas questões que há anos tiram o sono dos gerentes de TI.

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Os profissionais de TI nascem para o mercado de trabalho (são formados nas escolas e
aprender por exemplos), com o DNA de ser um prestador de serviços.
Prestar serviço de maneira geral, conforma essa atividade com uma postura reativa, pois
o trabalho só se inicia após o disparo da necessidade de quem o requereu. O gatilho do
contratante faz o contratado começar a executar sua tarefa.
Se tomarmos esse modelo como regra ou como as coisas são, teremos a TI como área
eternamente devedora, aliás como devedora são todas as áreas que permanecem sob a
titulação de prestadoras de serviços, explicou.
Ser reagente a uma demanda colocada para você executar é sempre uma atividade de
potencial desgaste:
1. Primeiro porque o desejo/necessidade para que algo seja realizado não é sugerido
por você e sim pelo requisitor, logo está com ele o prazo para satisfazer a
necessidade, e nesse caso é realmente para ontem, pois quando ele percebe que
precisa de algo, esse algo já deveria existir, e enquanto ele não existe você,
realizador da tarefa, é o culpado por não o satisfazer.
2. Segundo porque se qualquer “coisa” durante a execução da tarefa (ou projeto) der
errado (escopo mal definido, qualidade não especificada, expectativa não
gerenciada, recursos falhos, etc. etc.), como atraso ou estouro de orçamento,
pronto, terás todas as culpas do mundo sobre ti.
Se ambas as condições acontecerem (e as chances são inúmeras – e as estatísticas de
gerenciamento de projetos comprovam isso), criou-se o cenário de desgaste e o rótulo de
não realizador.
Ficar na espera para que alguma demanda de trabalho caia no “pipeline”, para então se
iniciar a execução, é ter a atitude de prestação de serviços. Muitas das atividades da TI
serão sempre nesse modelo, mas não necessariamente todas. O problema está em
aceitarmos e até em esculpirmos posturas reativas como sendo um único modelo a ser
adotado para o trabalho.
Se no modelo reativo, conseguirmos cumprir as expectativas do contratante, e também
que elas sejam feitas atendendo todos os requisitos planejados, isto é, uma realização
perfeita do projeto de trabalho, estaremos cumprindo o que prometemos fazer ou fazendo
nosso “job”, ou nossa obrigação. Não superamos. Não surpreendemos. Não excedemos.
Ficarmos nessa situação traz ainda mais alguns pontos negativos, como a contribuição ao
negócio e a gestão dos custos da TI.
Empresas que encaram e tem a TI como uma célula reativa, olham para ela com
desconfiança sobre sua contribuição. Não enxergam (e também não são estimulados a
enxergar) o que a TI pode trazer, logo é vista como gasto e não como investimento para
alavancagem do negócio.
A máxima contribuição que a TI pode dar ao negócio é custar o menos possível.
A frase acima é muito cruel e quando não míope, mas muito utilizada infelizmente.
Não que a TI não deva controlar seus gastos (que são muitos), como instalações,
equipamentos, softwares, sistemas, upgrades, mão-de-obra etc., ela deve, mas não é
apenas por essa ótica que ela deve ser considerada.
Atualmente temos a TI envolvida com as tendências mais modernas do cenário da gestão
e do ambiente digital, então temos outras áreas sob sua guarda, como processos, inovação,
web e redes sociais. Isso está dando um novo ânimo aos gestores de TI, ou melhor, uma
nova oportunidade de valorizar sua atuação para sair do estágio da pura prestação de
serviços.
E qual seria a nova postura que a TI deveria assumir?
A de propor e pensar soluções para cenários futuros junto com as áreas de negócios.
Assim ela continuaria sua missão de construção e condutoras das soluções, mas como
coautora das propostas e não apenas como uma recebedora de demandas.
Deixaria a postura reativa para atuar com a atitude proativa.

O momento está oferecendo uma das maiores oportunidades da TI se reinventar (quiçá
até trocar de nome), colocando-se como um profissional de negócios, como todos os
demais, só que com a inspiração tecnológica nas suas palavras.

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