19 composições para conhecer a intensidade da música clássica

11/05/2017 às 3:33 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | 1 Comentário
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Muito interessante esse artigo. Além de belas músicas ainda há as histórias. Reproduzo aqui apenas as seis primeiras. Confiram !


19 composições para conhecer a intensidade da música clássica

Desde pequeno amo música erudita. Frequentei uma igreja que possui uma grande orquestra, e aquela sonoridade sempre me encantou. Aos 11 anos, aprendi a tocar flauta e um pouco mais tarde comecei a tocar trombone também. Infelizmente a vida adulta chegou e eu acabei escolhendo cursar economia primeiro e deixar música pra depois. Mas esse depois há de chegar.

Na minha adolescência minha irmã comprou diversos CDs da Coleção Folha de Música Clássica e o encanto virou amor.

Quando falo nesse estilo as pessoas tendem a achar que é chato. Mas o que elas não sabem é que as músicas clássicas são um poço de sonoridade e sentimento. Há algumas que são ótimas para ouvir quando se está na bad, outras são pra momentos de euforia extrema, algumas pra você acordar e ficar alegrinho (que nem ouvir passarinhos na janela, sabe?) e tem também aquelas pra momentos em que você quer apenas se distanciar do mundo.

Vou compartilhar com vocês as minhas 19 músicas preferidas, nas minhas versões preferidas. Digo versões preferidas porque dependendo do maestro, ou da orquestra, a interpretação pode variar bastante e mudar todo o sentido da música. Tentarei passar pra vocês um pouco do que elas representam pra mim também. Vamos lá?

 

1. Sinfonia da Despedida – Sinfonia nº 45 em Fá# – Haydn

Essa é uma das mais interessantes que eu já vi. A Sinfonia é uma obra política.

Havia uma regulação no império húngaro para que os músicos fossem ao palácio de Esterhaza no início do verão, mas sem suas famílias. Por esse motivo eles ficavam o verão inteiro sem ver os familiares. Após um verão longo, os músicos, inconformados, pediram que Haydn intercedesse de alguma forma ao príncipe. Haydn fez então uma obra magnífica como protesto político.

No quarto movimento da peça, as luzes se apagam, a música muda totalmente e os músicos vão, um à um, parando de tocar e saindo do palco. Até que o próprio Haydn, que regia, sai do palco deixado apenas dois violinos pra finalizar a obra num som quase inaudível.O príncipe entende o recado, “Meu caro Haydn, entendi a mensagem! Os músicos têm saudades de casa… Muito bem! Amanhã fazemos as malas…” e libera os músicos.

O vídeo é da obra completa, mas o quarto movimento começa por volta do minuto 20.

 

2. The Flight of the Bumble Bee – Rimsky Korsakov

Como flautista que sou, não podia faltar essa na lista. Uma das músicas que mais exige habilidade que eu conheço, “o vôo da mosca”, é daquelas que causam um negócio estranho no corpo. A sensação de ter realmente uma mosca no seu ouvido é ao mesmo tempo fascinante e incômoda (de um jeito bom, se é que isso existe). E não existe versão que eu goste mais do que a do lendário Sir James Galway, um dos melhores flautistas contemporâneos.

 

3. Ode To Joy – Sinfonia nº 9 – Beethoven

Se tem alguém que sabe colocar sentimentos em músicas, ela se chama Beethoven (o compositor, não o cachorro).

As 9 sinfonias de Beethoven estão, com certeza, entre os maiores feitos da humanidade. Existem relações de cada uma das suas sinfonias com a psicologia, mística, magia e outras paradas. A 9ª é a que me chama mais atenção, a que me dá o maior sentimento de potência. Uma parte muito conhecida dessa sinfonia é o “hino à alegria”. Também muito conhecida na versão dos Muppets, é sob a regência de Leonard Bernstein que ela atinge o ápice nos meus ouvidos.

 

4. Can Can – Offenbach

Ok. O Can Can não é uma música, e sim uma dança francesa. Eu sei. Mas o “Galop” da obra “Orphée aux enfers” de Offenbach é A Música quando o assunto é Can Can. Muito lembrada em novelas de época, principalmente em cenas de bórdeis, Can Can é um resumo da palavra ‘farra’ em música. Sem contar que não dá pra esquecer a dancinha.

 

5. Pas de Deux – O Quebra Nozes – Tchaikovsky

Se tem uma coisa que eu gosto são balés. Nossa, como eu amo balés. Não necessariamente a dança. Eu gosto da música dos balés, elas são muito bonitinhas, fechadinhas, fofinhas.

E O quebra Nozes é o balé mais que eu mais amo. Talvez porque tenha sido o primeiro que eu ouvi, no filme do Tom e Jerry. Mas principalmente por esta composição.

Pas de Deux é a música que eu ouço quando quero sumir, me afastar completamente do mundo. Seu início suave, sob o dedilhar das cordas de uma harpa, é um alívio completo pra mente. A continuação com o oboé e o clarone são a volta à terra depois de um passeio no céu. E a ascensão com as cordas (violinos, violas e violoncelos) rompendo numa linda harmonia de metais é o que há de mais sublime numa música. Um encontro de dois mundos, o terreno e o sublime. Sem contar que o final soa pra mim como um “vai ficar tudo bem”.

Não por acaso é a música mais tocada no meu Spotify.

 

6. O lago dos Cisnes – Tchaikovsky

Se tem alguém que soube fazer balés foi o russo Tchaikovsky. O lago dos cisnes deve ser o balé mais conhecido da história da humanidade. E não é pra menos. É uma das coisas mais bonitas que alguém já produziu.

Como a obra inteira é linda fica difícil escolher uma parte, por isso compartilho a introdução, e te deixar com vontade de escutar mais e mais e mais.

PARA VER MAIS VÁ EM: https://www.papodehomem.com.br/19-composicoes-para-conhecer-a-intensidade-da-musica-classica

 

(Felipe Santos)

FONTE: https://www.papodehomem.com.br/19-composicoes-para-conhecer-a-intensidade-da-musica-classica

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