Elefante bonzinho e tartaruga esperta

02/09/2017 às 18:09 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Sempre que leio as fábulas do Professor Saulo Dourado, no jornal A TARDE (espaço “A TARDINHA”), fico pensando se realmente são destinadas às crianças. Sei não…

Ajudar ou ser ajudado é ter um olho na justiça e outro no cuidado…

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Elefante bonzinho e tartaruga esperta

 Você sabia que nem sempre ganha quem tem maior tamanho?

Conta-se que uma festa havia sido organizada pelos bichos da floresta. O lugar, porém, era muito longe de se chegar, e era preciso caminhar ou voar bem para ir. A tartaruga, queria ir, mas os outros caçoaram, pois naquele passinho ela não chegaria nunca! “Eu vou sim, vocês vão ver”, disse ela. “E sabe como? Farei do elefante o meu cavalo!”. Todos riram: seria impossível. A tartaruga achou o elefante e fez cara de coitada: “Ô, seu elefante, eu quase não ando, sou uma pobre criatura… Posso ir à festa nas suas costas?”. Ele se comoveu e aceitou. A tartaruga então subiu. Alguns metros depois, ela fez novo pedido: “Ô, seu elefante, eu sou muito pequena. Se eu escorregar de suas costas, vou me machucar muito… Posso colocar uma sela e seguir montada?”. Ele sentiu muita pena e aceitou. A tartaruga pôs então a sela. Outros metros depois, ela falou: “Ô, seu elefante, eu sou muito fraca. Se eu não me segurar, vou cair no caminho… Posso amarrar rédeas em sua boca para me segurar?”. O elefante, querendo muito ajudar, aceitou. No meio da festa, aparece o elefante com a tartaruga montada, e todos os bichos caíram na gargalhada. A tartaruga comemora: “Eu não disse que viria e ainda faria o elefante de cavalo?”. O elefante ficou furioso. “Eu vou te jogar contra a árvore!”, jurou ele, em vingança. “O meu casco é muito forte e na árvore não se quebra”, respondeu a tartaruga. “Eu vou então te jogar contra as pedras!”, exclamou o elefante. “O meu casco é muito forte e na pedra não se quebra”, disse a tartaruga. “Se quer mesmo me machucar, me jogue na água, que lá eu afundo”. O elefante acreditou e assim fez. Mas, uma vez caindo na água, a tartaruga saiu nadando, nadando até a outra margem! Os bichos vibraram, e o elefante correu de volta para a floresta. Moral da história? Ajudar ou ser ajudado é ter um olho na justiça e outro no cuidado…

(Saulo Dourado)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, hoje.

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  1. […] melhor que encerrar um ano e iniciar outro com mais uma fábula de Saulo Dourado e uma charge do sempre genial Bruno […]


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