CONHEÇA A INVENÇÃO QUE PODE MELHORAR A VIDA DE MUITAS PESSOAS

27/06/2018 às 3:03 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Impressionante e simples essa solução. Para um país como o Brasil, com mais de 8.000 km de litoral e dezenas de grandes cidades ao longo de sua costa, a economia que essa iniciativa traria é até difícil de imaginar.


 

Conheça a Invenção Que Pode Melhorar a Vida de Muitas Pessoas

Embora a eletricidade seja uma comodidade importante da qual não podemos viver sem, as contas podem vir muito salgadas no fim do mês, se abusarmos. Felizmente, existem pessoas que estão preocupadas com o futuro do meio ambiente e estão em busca de fontes alternativas de energia, como esta lâmpada que você vai ver abaixo:

Esta é uma lâmpada comum, que não precisa de combustível.

lâmpada de água e sal

Criada pelos irmãos Raphael e Aisa Mijeno, que vivem nas Filipinas, esta lâmpada funciona apenas com algumas tiras de metal e água salgada. Essa invenção foi feita para levar luz às comunidades rurais mais afastadas do país, sem acesso à eletricidade. Aisa, que também trabalha para o Greenpeace, sentiu-se na função de ajudar a essa comunidade, porque ela sentia que isso era um problema que precisava ser resolvido rápido.

lâmpada de água e sal

Aisa e Raphael Mijeno com o cheque recebido como vencedores do concurso IdeaSpace Philippines

Como muitos residentes rurais filipinos vivem sem eletricidade, eles são obrigados a usar lanternas à base de querosene, mas conseguir este combustível é algo complicado, pois o acesso ao transporte é difícil nessas regiões. Os habitantes precisavam caminhar até 12 horas só para comprar uma garrafa de querosene, que durava por apenas dois dias. A água salgada, no entanto, além de ser mais barata, é encontrada abundantemente em muitas regiões das Filipinas, pois grande parte das famílias, até mesmo as mais pobres, têm acesso a três itens básicos: água, arroz e sal.

A lâmpada pode funcionar por até oito horas seguidas, com apenas um copo de água e duas colheres de chá de sal. Mas como funciona?

Dois tipos de metal são submersos na água salgada, e então liberam elétrons em excesso, que vão de um metal para o outro, criando uma espécie de fio metálico. Este fio metálico produz a eletricidade que, consequentemente, gera a luz. Além disso, ao contrário das lanternas de querosene, as lâmpadas de sal não colocam as pessoas em risco, com incêndios, por exemplo, e por isso podem ser usadas em qualquer cômodo da casa, inclusive perto de crianças. E há outro benefício ainda maior: para moradores que vivem em regiões litorâneas, eles ainda têm o privilégio de utilizar a água do mar como combustível, ao invés de preparar a solução com água e sal.

lâmpada de água e salAisa Mijeno com residentes de uma família sem eletricidade, e sua lâmpada

As varetas de metal que funcionam como eletrodos precisam ser repostas duas vezes ao ano, mas, mesmo assim, os irmãos criadores da lâmpada acreditam que o custo-benefício é muito maior para famílias rurais e pessoas que vivem em regiões sem acesso à eletricidade.

Até então, essas lâmpadas geraram muito interesse em países do Sudoeste Asiático e também da Índia. A dupla criadora recebeu um grande apoio de novas empresas do leste da Ásia, e ajudas financeiras de organizações como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Eles pretendem levar a ideia adiante, com grandes projetos pela frente.

Aisa e Raphael estão com esperança de construir um gerador movido a água salgada, que pode levar energia a uma casa inteira. E, possivelmente, depois disso, uma usina de água salgada. Por enquanto, eles desejam que as lâmpadas cheguem à produção em massa. O primeiro protótipo pode ser lançado em breve e, assim que isso acontecer, milhares de pessoas, não somente das Filipinas, mas de todo o mundo, podem se beneficiar com esta maravilhosa invenção.

FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=7829

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A inevitabilidade da burrice

26/06/2018 às 3:37 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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O titulo é forte. O assunto é controverso. Mas o que é colocado neste artigo serve para uma boa reflexão.

editorial-texto


A inevitabilidade da burrice  JoaoPereiraCoutinho

O professor questiona o aluno: “Quanto é 5 vezes 5?” O aluno responde —erradamente. O professor castiga o aluno, jogando a cabeça dele contra o quadro-negro. Os colegas riem.

Mas um deles, sentindo piedade, mostra ao ignorante o desenho de uma árvore de Natal. O número é 25, tal como o dia da festividade.

O ignorante sorri, aliviado. E, quando o professor insiste —”Quanto é 5 vezes 5?”—, o aluno responde, triunfal: “Natal!”. Os colegas riem e a cabeça dele sofre.

A cena pertence a “Cinema Paradiso”, a obra de Giuseppe Tornatore que faz agora 30 anos. E eu, assistindo ao filme mais uma vez, pensei: a cena é tão politicamente incorreta que seria impensável hoje.

Não pela violência do professor. O problema está no aluno: no filme, Tornatore filma um caso de burrice. E não existe adulto que, pensando na sua escolaridade básica, não relembre os coleguinhas da turma que eram incapazes de fazer contas. Alguns de nós fomos aquele burrinho.

Hoje, essa explicação —a inevitabilidade da burrice, digamos— não existe na gramática pedagógica. Vivemos tempos de “romantismo educacional”.

A expressão pertence a Charles Murray, a “bête noire” das ideias feitas. Em ensaio para a revista The New Criterion, Murray define o que entende por “romantismo educacional”: trata-se da filosofia de que o sucesso de um aluno depende sempre do meio onde ele vive e estuda —e não, Deus nos livre, de quaisquer limites intelectuais inatos (ou genéticos).

Adaptando a definição de Murray a “Cinema Paradiso”, o aluno que não é capaz de multiplicar 5 por 5 não é relapso a matemática. Ele será produto de um meio pobre e inculto; ou, então, é discriminado por um professor incompetente e autoritário. Burrinho ele não é.

O mais curioso, escreve Murray, é que o “romantismo educacional” não é uma questão de esquerda ou direita. Os dois lados das trincheiras subscrevem o papel decisivo do meio ambiente, negando qualquer limitação “natural”.

A esquerda afirma que as questões de raça, classe ou gênero decidem o destino de qualquer um. A direita prefere atacar a escola pública, defendendo o ensino privado (e o cheque-educação para quem não pode pagar). Por outras palavras: mudando o meio, o aluno floresce rumo ao infinito.

Infelizmente, nem tudo é um produto do meio, embora ele seja importante, claro. E quando falamos das matérias centrais —língua e matemática— é absurdo afirmar que todos, em condições sociais semelhantes, terão iguais desempenhos acadêmicos.

Nos Estados Unidos, explica Murray, várias razões explicam o sucesso do “romantismo educacional”. Para alguns pedagogos, as diferenças de inteligência podem ser suplantadas se os professores tiverem iguais expectativas relativamente aos alunos.

Para outros, o foco não deve estar nos professores, mas nos alunos: se todos eles tiverem “autoestima” elevada, os resultados positivos serão inevitáveis.

Sem falar da influência do psicólogo Howard Gardner, para quem existem vários tipos de inteligência —musical, espacial, interpessoal etc. Se o aluno de “Cinema Paradiso” não sabe matemática, ele pode ser um cantor excelente; ou um dançarino; ou um palhaço. Nem tudo é matemática.

Existe alguma verdade nessa observação —qualquer um é capaz de apreciar a inteligência de um jogador de futebol, por exemplo. Mas isso não invalida o óbvio: ler, escrever e contar ainda são as proficiências basilares de qualquer educação formal. Iludir o fato não altera a realidade.

Para Murray, o “romantismo educacional”, para além de uma falácia pedagógica, é uma tortura evidente para a maioria dos alunos (e dos pais). Quando se promete excelência para todos, o que dizer quando essa excelência não vem?

Concordo com Murray. E, como ex-aluno e atual professor, sei bem em que consiste essa tortura: uma culpa desnecessária pelo simples fato de não sermos iguais em talentos e capacidades. Mesmo quando o meio está acima de qualquer suspeita.

Em “Cinema Paradiso”, a ignorância era punida com uma violência grotesca. Mas não é preciso usar força física para exercer violência sobre os ignorantes. Há uma violência igualmente nociva quando se usa a mentira piedosa para negar a burrice e a mediania.

Um sistema de ensino realista deve fazer o melhor que pode. Mas também aceita as fraquezas da inteligência como parte da diversidade humana.

(João Pereira Coutinho)

FONTE: Folha de S. Paulo, 29.05.2018

Landfill Harmonic

25/06/2018 às 3:37 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Iniciativas como essa dão sentido à vida. Mais que isso, nos trazem esperança de dias melhores !


“Nem o Sol, Nem a Lua, Nem Eu” – Maria Bethânia e Lenine

24/06/2018 às 3:50 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Poesia pura !


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