Educação a distância e responsabilidade

27/07/2018 às 3:45 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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EAD só se for com muita responsabilidade. E não é o que estamos vendo com esse governo. Além desse bom artigo de Alírio de Souza, recomento também MAIS UM GOLPE CONTRA A EDUCAÇÃO.

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Educação a distância e responsabilidade

Durante o programa de doutorado interessamo-nos pela educação a distância a partir do conhecimento do projeto da Universidade Aberta da Inglaterra, descrito no livro “The Open University Opens”. Foram oito anos entre a ideia inicial, num discurso de campanha política do primeiro-ministro Harold Wilson, e sua concretização. Um empreendimento sério, caríssimo, utilizando então a TV da BBC de Londres, a tecnologia naquele momento disponível. A Universidade Aberta da Inglaterra serviu de inspiração para vários outros projetos mundo afora, inclusive influenciando nosso Irdeb.

Atualmente o aperfeiçoamento dos satélites facilitou bastante a comunicação, favorecendo o surgimento de muitos programas de educação a distância, inclusive no Brasil. E neste momento é necessário lembrar a quem promove a educação a distância e também a quem a utiliza: responsabilidade!

A educação a distância e as demais modalidades da educação não formal sempre existiram, todavia sua massificação ocorreu com a Universidade Aberta, cujo objetivo primordial foi e ainda é educar adultos que não puderam frequentar a escola, principalmente a universidade, na idade apropriada, 18-24 anos de idade, segundo padrão de países desenvolvidos. E por que adultos? Porque a educação a distância requer autodisciplina, nem sempre presente em jovens. Casualmente ouvimos um diálogo entre dois jovens após conclusão do ensino médio. Um deles disse que optaria pela educação a distância “porque não precisava estudar”. Para muitos, estudar é ir para a escola.

Nossa preocupação é maior ainda com a ideia, que não achamos muito responsável, de oferecer-se parte do conteúdo do ensino de nível médio (40%?) a jovens entre 15 e 18 anos, na escola pública, via educação a distância. E na escola particular, a mesma coisa? Os países sérios estão fazendo isso? Sejamos responsáveis.

(Alírio de Souza)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 25.07.2018

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