Quem semeia vento colhe tempestade

10/05/2019 às 14:50 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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Vivemos tempos tão difíceis que há alguns que estão até com medo dessas manifestações. Quando se mistura militar na gestão da vida civil, a sombra da ditadura sempre aparece para amedrontar os que um dia ou já viveram, ou estudaram o fenômeno.

A pergunta que não quer calar: quem tem intersse na falência da Educação ?

“a universidade pode ser o espaço da balbúrdia, mas nunca será o espaço da barbárie”

ReitorUfba

(Reitor da UFBA, João Carlos Salles)


Quem semeia vento colhe tempestade  Carelos-Zacarias

Poucos dias após o anúncio dos cortes de recursos das universidades públicas e institutos federais de ensino pelo País, um rastilho de pólvora parece que foi aceso e ameaça incendiar as ruas nas próximas semanas. Não se sabe se as manifestações do ministro e do presidente, incentivado pelo guru Olavo de Carvalho, vêm a título de uma estratégia que pretenderia justamente estimular a “balbúrdia” que acusaram existir na universidade, o fato é que os ataques violentos, que associam a dimensão material à ideológica, provocaram uma onda de insatisfação na comunidade universitária e em diversos setores da educação básica de todo o Pais que praticamente serão inviabilizados caso a asfixia financeira persista.

A semana iniciou com imensas manifestações em diversos IFs e universidades pelo Brasil, e uma manifestação gigante no Rio de Janeiro, protagontaada pela comunidade do tradicional Colégio Pedro II, uma instituição federal com mais de 150 anos de história, que, junto com os IFs, são ilhas de excelência e prova inconteste que com investimento, boa estrutura, condições de trabalho e bons salários, a educação pública funciona.

Mas não foram apenas as enormes manifestações pelo Brasil que chamaram atenção. Na segunda-feira, uma plenária que reuniu três setores da UFBA, com apoio de importante parte da sociedade civil e de parlamentares, deu o pontapé inicial para uma série de mobilizações que pretendem mostrar para a sociedade que a mais antiga universidade da Bahia, uma das mais importantes do Brasil, é um patrimônio do povo baiano e brasileiro, já que a Bahia é o berço da educação superior do país. O pátio da Faculdade de Educação, no Vale do Canela, ficou pequeno para a gente que se espremeu para ouvir as várias falas que se alternaram em defesa da Ufba. A mais importante delas, a do reitor João Carlos Salles, que foi muito aplaudido quanto adentrou ao espaço e ainda mais quando falou do significado dos cortes e do montante que foi contingenciado, 55 milhões que inviabilizarão o funcionamento da universidade, culminou no imenso entusiasmo quando o reitor confirmou que “a universidade pode ser o espaço da balbúrdia, mas nunca será o espaço da barbárie”.

Dia seguinte à plenária, que também ocupou as ruas e uma enorme passeata seguiu até a Reitoria, uma concorrida assembléia de docentes, convocada pela Apub, reuniu centenas de professores, sob os olhares atentos e agitados de mais de mil estudantes. Na ocasião se discutiu e se aprovou a adesão á greve da educação, marcada para o dai 15/05, e a Greve Geral nacional contra a reforma da Previdência, convocada pelas centrais, que deve parar o país  no dia 14/06. Na altura em que os setores populares começam a se recuperar da letargia e há cheiro de rebelião no ar, o governo já deve ter se dado conta de que o ataque à educação pode ter sido um tiro no pé.

(Carlos Zacarias de Sena Júnior)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 10.05.2019

Estudando Tesla

10/05/2019 às 3:19 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Nikola Tesla foi um dos maiores gênios de todos os tempos. Jorge Portugal resgata sua história nesta boa crônica.

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Responda rápido: quem inventou o rádio? Marconi, não foi? Errado! A resposta é… Nikola Tesla. E o princípio da eletricidade e, por consequência, a lâmpada? Thomas Edson, não? Nãaaaao ! De novo, Nikola Tesla! Esse gênio nascido no território onde hoje fica a Croácia, em 1856, ainda nos deixou de presente o transistor, que iria resultar nos computadores contemporâneos, a ressonância magnética, o raio X, a corrente alternada – graças à qual todas as cidades do mundo são iluminadas, e a comunicação sem fio, pela qual o seu celular “pega” em qualquer lugar hoje.

Traduzindo: nós vivemos dentro de um mundo criado por Tesla. E como eu não sei disso, Jorge? Primeiro porque todo gênio genuino liga pouco pra dinheiro, e ele era assim. Foi roubado tanto por Marconi quanto por Édson, mas sempre com a cabeça na próxima invenção.

Um pouco de história: Nikola Tesla migrou de sua terra para os Estados Unidos a fim de estudar e formar-se em engenharia. Estudou até o terceiro ano, quando foi contactado por Thomas Édson, já famoso e rico, para resolver um “problema” no seu projeto de corrente continua de eletricidade, e prometeu a Tesla pagar-lhe cerca de US 1 milhão se ele resolvesse. Nikola resolveu e, quando foi cobrar o acertado a Édson, este deu uma gargalhada e sacou a famosa frase: “Tesla, você ainda não entende o humor americano!”.

Para os que apreciam teorias reencarnacionistas da conspiração, andei fazendo um paralelismo gratuito entre a vida de Tesla e a de Isaac Newton, que viveu uns 150 anos antes e é o “pai” da ciência moderna, com a gravitação universal: Newton foi um celibatário convicto, pois achava que “ter uma mulher” poderia desviar uma fabulosa quantidade de energia do seu foco científico; Tesla também foi um celibatário, pelos mesmos motivos, apesar de as mulheres viverem aos tapas pela sua atenção e possível carinho. Isaac Newton (poucos sabem disso!), além da ciência experimental, era fascinado por Alquimia e Ocultismo, aos quais se dedicava em horas secretas e mornas; Tesla dificilmente escrevia seus projetos em pranchetas ou algo parecido, mas ele os “via” prontos na sua tela mental, após repentinos lampejos e clarões; Isaac Newton, semanas antes de morrer, queimou diversos documentos da sua propriedade que continham anotações sobre Códigos da Biblia e Ocultismo; assim que Tesla morreu, no seu quarto de hotel a CIA recolheu todos os seus escritos e anotações de projetos futuros que nem chegamos a conhecer até hoje, inclusive um que ele chegou a verbalizar, intitulado “o raio da morte”.

Uma vez um repórter perguntou a Albert Einstein como ele se sentia sendo o maior gênio vivo do planeta. Resposta de Einstein: “Faça essa pergunta ao Tesla!”.

(Jorge Portugal)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 16.04.20019

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