O gênio que vive entre nós

24/08/2019 às 2:38 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Faz mais de dez anos que publiquei aqui neste espaço uma brilhante entrevista com o Dr. Ricardo Chemas (“Nosso problema crônico é falta de cultura científica”). Nesse belo artigo do Professor Jorge Portugal podemos constatar, os que vivem na Bahia e em especial em Salvador: há um gênio entre nós !


O gênio que vive entre nós

A minha extrema e secreta vontade é que, além de artistas da cena pop da mídia – e mais ainda que eles – cientistas e professores fossem reconhecidos na rua, dessem autógrafos e fizessem selfies com anônimos agradecidos. No meu ritual particular de todas as ma- nhãs, antes de engolir cada comprimido dos que sou obrigado a tomar, faço uma prece silenciosa de agradecimento a cada cientista que pesquisou aquela determinada droga, transformando-a no remédio que ajuda a prolongar minha vida com um bom padrão de qualidade.

Rezo para eles como se reza para Santo Antônio, Santa Bárbara, Oxóssi, Xangô ou Javé. Fico pensando na quantidade de noites perdidas, festas canceladas, namoros adiados – coisas indispensáveis para nós mortais – em nome de uma nova descoberta, uma síntese farmacológica que vão amenizar dores, restabelecer nossos passos, reativar nossa mente, multiplicar nossos amanheceres.

Pois bem, um desses gênios, entre certamente muitos, aquele que conheço bem de perto mora aqui, bem perto de nós, Rio Vermelho. Chama-se Dr. Ricardo Chequer Chemas, ou simplesmente Dr. Chemas, médico, neurocientista, cosmólogo e, como se já fosse pouco, músico erudito de especialíssima cepa.

Aos 7 anos de idade, montou seu primeiro laboratório químico, em sua pró- pria casa e iniciou os experimentos que jamais abandonaria por toda sua vida; aos 14, vence a Feira Estadual de Ciências, com o seu Tratado de Evolução Fisiológica Natural e um ano depois recebe menção honrosa do concurso Cientistas do Amanhã, criado pela Unesco, e a SBPC impõe o rompimento protocolar admitindo-o como o seu mais jovem membro, aos 15 anos de idade!

Em 1971, portanto com 16 anos, regeu, sem partitura, a Valsa do Imperador, à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira, deixando estupefacto o maestro Isaac Karabstchewski, que o convidou para ser seu discípulo direto, como bolsista, no Conservatório Nacional, no Rio de Janeiro.

Em 1995, torna-se membro de honra da Planetary Society (USA), então presidida pelo cosmólogo Carl Sagan, com um trabalho abordando as correlações entre as frequências cerebrais e as frequências e modulações eletromagnéticas utilizadas em pesquisas exobiológicas. E esse parágrafo é um relato sinóptico do oceano de realizações desse nosso Dr. Chemas.

Em setembro de 2005, um filho desesperado com o súbito “apagão mental” de sua mãe, recebe a sugestão de procurar diretamente Dr. Paulo Niemayer, no Rio. Liguei para a minha comadre Ana Furtado e lhe pedi que entrasse em contato com o atribulado neurocientista, para um diagnóstico seguro. Resposta de Dr. Paulo para Ana:

– Ele mora em Salvador? Mas ele tem aí Dr. Ricardo Chemas, por que precisaria de mim?

(Jorge Portugal)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 20/08/2019

 

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