Belchior: Conheço o meu lugar

15/09/2019 às 2:18 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Belchior, juntamente com Fagner, Ednardo e outros belos cantores e compositores cearenses embalaram os maiores e melhores sonhos dos jovens de uma época, eu incluso.



A seguir publico um e-mail que recebi mês passado, acho que via zapzap. Vale a pena compartilhar:

Bom dia, a Benção, Mukuiu.

Nossa presença musical nessa quarta feira recebe a visita de Belchior, um dos grandes da MPB.

Celebrando 40 anos de lançamento do álbum “Era uma vez um homem e seu tempo”, ele nos brinda com “Conheço o meu lugar”, composição sua e uma das mais ácidas letras do artista.

Ela tanto serve como alusão ao momento político como à onda de preconceito contra os nordestinos, inclusive por parte de quem deveria ser um garantidor da unidade federativa prevista na carta maior.

Que consigamos alimentar a mossa alma, a cada segundo de nossa caminhada pela vida, de coisas boas, que a tornem sempre um espaço de felicidade e satisfação com a jornada desenvolvida.

Que nessa luta se  possa construir um mundo em que fome, sede e frio sejam sensações biológicas e naturais saciáveis sem que se precise de senhores ou capatazes da nossa vontade.

Que Bamburucema nos sopre ventos de sabedoria e de garra para lutar por dias melhores para todos no mundo. Que Nzazi nos permita construir um mundo em que a justiça seja a regra e não a exceção, que seja para todos e não apenas para os amigos dos juízes ou promotores.

Boa quarta turma. Mukuiu Nzambi a todos (as).

“… O que é que pode fazer o homem comum

Neste presente instante senão sangrar?

Tentar inaugurar

A vida comovida

Inteiramente livre e triunfante?

O que é que eu posso fazer

Com a minha juventude

Quando a máxima saúde hoje

É pretender usar a voz?

O que é que eu posso fazer

Um simples cantador das coisas do porão?

Deus fez os cães da rua pra morder vocês

Que sob a luz da lua

Os tratam como gente – é claro! – aos pontapés

Era uma vez um homem e o seu tempo

Botas de sangue nas roupas de Lorca

Olho de frente a cara do presente e sei

Que vou ouvir a mesma história porca

Não há motivo para festa: Ora esta!

Eu não sei rir à toa!

Fique você com a mente positiva

Que eu quero é a voz ativa (ela é que é uma boa!)

Pois sou uma pessoa

Esta é minha canoa: Eu nela embarco

Eu sou pessoa!

A palavra pessoa hoje não soa bem

Pouco me importa!

Não! Você não me impediu de ser feliz!

Nunca jamais bateu a porta em meu nariz!

Ninguém é gente!

Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve!

Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos!

Não sou da nação dos condenados!

Não sou do sertão dos ofendidos!

Você sabe bem: Conheço o meu lugar!…”

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