Duas histórias de amor pra rir e chorar – Leandro Karnal e Ariano Suassuna

30/09/2020 às 2:54 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Final de mês com duas histórias hilárias e interessantes. Gosto dos dois, o segundo vários degraus acima.


Canal ZEducando: Segurança da Informação em Tempos de Pandemia #1

29/09/2020 às 14:09 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Você já ouviu falar em Desinfodemia ? Neste vídeo destaco a importância da Segurança da Informação em tempos de Pandemia, mostrando exemplos e o que vem a ser Desinfodemia. Vale uma pequena correção: a empresa Check Point mencionada não é brasileira, é norte-americana, líder mundial na proteção da Internet e tem sede em San Carlos, Califórnia, EUA.


O sonho de Ícaro

29/09/2020 às 3:54 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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E eis que finalmente o sonho de Ícaro se realiza. A poesia da canção dos Paralamas diz que “o céu de Ícaro tem mais estrelas que o de Galileu “. Mas sem a Ciência e seu método, iniciado com o grande cientista italiano, essa proeza não se realizaria.



LIBERTAÇÃO

28/09/2020 às 3:39 | Publicado em Artigos e textos, Canto da poesia, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse é um caso típico de poesia em prosa. Salve Rogaciano Leite !


LIBERTAÇÃO   rogaciano_leite1_thumb

O primeiro dia do Ano Novo nasceu com uma ligeira camisa de neblina, porém logo mais despia-se para queimar o corpo robusto e sadio ao sol de uma tarde limpa e canicular. Ioiô e Mestre Campos comungaram comigo algumas horas de alheamento e libertação, que o mar depositou em oferenda ao nosso espírito e aos nossos pés.

Os coqueiros pareciam mais altos, as areias mais alvas, as espumas mais trêfegas e mais caprichosas na sua eterna e gratuita missão de fazer labirintos nos babados do mar.

Ao longe, um navio que devia, talvez, partir para Liverpool, Shangai ou Hamburgo.

Que importaria, entretanto, o seu destino?

Decerto levaria o amor volúvel dos marujos às mulheres de sete mares, suspiros de noivas, arrulhos de casais, ansiedades de quem vai visitar ou rever.

Um navio… pequena coleção de almas na biblioteca flutuante do mar!

Em qualquer parte, isolada ou em grupos, a alma humana é sempre a mesma: carregada de sonhos, florida de esperanças, fremente de desejos, sedenta de ineditismos, curtida de sofrimentos, porém sempre de olhar atento à priva do futuro, perscrutando com avidez a luneta que sugestiona o espírito no ilusório momento de conquistar a felicidade. Mas a ilusão é sempre doce, principalmente quando nos cria na alma o alicerce da libertação em todos os sentidos.

Os coqueiros estiveram mais altos, as areias mais cálidas, a brisa mais suave, as mulheres mais sedutoras e o oceano mais convulsivo.

O navio partiu para Shangai, Hamburgo ou Liverpool. E nós três — Ioiô, Mestre Campos e eu — ficamos presos à terra, como pássaros sem asas, navios sem hélices, andarilhos sem pés, aviões sem motor.

Quem saberá, todavia, em que mundo estiveram as nossas almas, sob a mão larga e azul de uma tarde acariciando com o sol de um Ano Novo alguns momentos de Libertação?…

[Gazeta de Notícias (CE), Fortaleza, Quinta-feira, 03 de Janeiro de 1957, Crônica ‘Libertação’, de Rogaciano Leite, p.3]

(Rogaciano Leite)

FONTE: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=174929274116835&id=100047992912444


 

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