Canal ZEducando: vídeo de introdução ao tema Educação

16/09/2020 às 15:19 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Este vídeo introduz o tema Educação do Canal ZEducando, objeto de uma playlist específica e assunto principal daquele canal. Mostra um resumo da formação e do trabalho do autor nesta área, qual o objetivo dos vídeos que serão postados, e uma breve e oportuna menção aos três maiores educadores do Brasil e suas contribuições na visão do autor.


REC: ESTAMOS JUNTOS !

16/09/2020 às 2:14 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Que belo exemplo dessas jovens universitárias baianas. É passada a hora de olharmos para além do nosso umbigo. PARABÉNS !!!

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Fomos privilegiadas com educação de qualidade, a pergunta é: por que nem todos conseguem?“

(Adriele Almeida, estudante de direito)


ESTAMOS JUNTOS

Estudantes universitários criam projeto que conta com 350 voluntários para apoiar alunos da rede pública com aulas virtuais

Um dos inúmeros problemas gerados por conta da pandemia é a questão das atividades escolares. Diversas escolas mantiveram suas atividades, mesmo que virtualmente, enquanto esperam uma posição sobre o retorno presencial às salas de aula.

As aulas virtuais ajudaram a amenizar o impacto causado pela parada no ano letivo, mas também trazem suas próprias questões: afinal, nem todos os alunos possuem as mesmas condições de acesso e nem todas as escolas podem garantir acesso à internet aos estudantes.

Por exemplo, na rede estadual de ensino, as aulas não foram retomadas nem virtualmente, e não há previsão de retorno às salas – apesar de previsões para o retorno ainda em 2020.

Já na rede municipal, que também não conta com data para retomar os encontros presenciais, os estudantes retornaram aos estudos virtualmente,com a prefeitura disponibilizando até mesmo chip com pacote de dados e transmissões na TVaberta para tentar abarcar o maior número possível de estudantes.

Pensando nesse cenário,umgrupo de estudantes universitários soteropolitanos decidiu ajudar essa parcela mais prejudicada devido ao isolamento social. Desde julho, o projeto Reforço Educacional em Casa (REC)tenta compensar essa falta das aulas regulares para os estudantes da rede pública.

O REC oferece aulas gratuitas de diversas disciplinas de modo virtual. Todas as matérias do ensino médio são ofertadas, além de cursos de inglês, espanhol e redação.

Relação

Uma das fundadoras do projeto é a estudante de direito da Ufba Adriele Almeida, 22, que sempre teve inclinação para a educação.“Minha mãe era professora e ela me levava junto em suas aulas, então,sempre tive uma relação muito próxima com o ensinar”, lembra. Além disso, já atuou como monitora no curso de direito durante um ano.

“Partindo da nossa própria consciência de que fomos privilegiadas com educação de qualidade, a pergunta é: por que nem todos conseguem ter isso também?”, questiona.

Durante uma chamada de vídeo com uma colega,inspiradas em um outro projeto de tutoria remota destinado a alunos do ensino fundamental, elas decidiram criar essa maneira de contribuir com a sociedade durante esse turbulento período, com um projeto capaz de abranger diferentes faixas etárias na educação.

No REC, as disciplinas são separadas por níveis, em vez das séries regulares. Segundo Adriele, foi o modo que encontraram para nivelar os diferentes estágios de conhecimento dos estudantes, que são de diversas regiões do estado. “São alunos de realidades distintas, mesmo dentro da rede pública. Por isso, preferimos ir sempre do nível mais básico ao mais complexo. Para dar chance ao aluno pegar o assunto desde a base”, afirma.

Acompanhamento

O projeto não só dá as aulas como também prepara o material didático utilizado nas disciplinas. Os alunos contam também com acompanhamento dos professores, até de modo individual. As inscrições precisaram ser limitadas, pois houve um número muito grande de estudantes da rede estadual procurando esse reforço.

Lidar com as condições e os sentimentos dos alunos é uma das maiores complexidades do projeto, pois nem todos têm oportunidades iguais de acesso. “Tem gente que não pode estar na hora da aula ou que a conexão cai no meio da aula, isso torna ainda mais desafiador”, diz Adriele.

O REC conta também com atendimento psicossocial, para lidar com a ansiedade dos estudantes, o que tem sido uma das maiores demandas do projeto. “Muitos estão preocupados,com medo de perder um ano de aula, de estar atrasados para o Enem, que continua marcado para 2020”. Segundo ela, muitos até se manifestaram desejando continuar dentro do REC mesmo no caso de retorno às aulas.

Atualmente há 350 alunos e 200 voluntários cadastrados no projeto, embora nem toda essa turma de ajudantes atue ensinando. A realidade dos próprios instrutores é distinta. Dentre eles, há gente que nunca tinha dado aulas,atémesmodois professores universitários colaboram com o projeto.

Uma das novatas em relação a ensinar é a também estudante de direito da Ufba Larissa Gama, 23, que é uma das responsáveis pela monitoria de redação. “Tem sido ótimo ensinar, uma experiência bastante gratificante para mim”,conta. Para ela, esse período ensinando no projeto lhe abriu uma nova possibilidade de carreira. “Vi que sou capaz e que posso fazer disso algo mais profissional”, afirma.

O REC tem cronograma de aulas garantido até janeiro, e a ideia para o futuro é transformar o projeto em uma ONG para formalizar e deixar como legado tudo o que foi produzido durante esse período. “O mais importante é que todos possam ter aceso aos conteúdos”, afirma Larissa.

(Adriano Motta)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 13.09.2020

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