2 DE JULHO e a Trilogia de Laurentino Gomes: 1808, 1822 e 1889

02/07/2021 às 10:02 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | 1 Comentário
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Hoje é um dia importante para a Bahia e para o Brasil. 2 de JULHO de 1823 foi a data da expulsão definitiva dos portugueses dessa bela terra, fruto da luta deste bravo povo baiano. Assim, no vídeo de hoje do Canal ZEducando apresento brevemente a trilogia de livros de Laurentino Gomes, 1808, 1822 e 1889 e faço uma homenagem ao povo que lutou naquela época. Publico também o artigo que menciono no vídeo, de autoria de Newton Sobral.



200 anos sem o Dois de Julho

O retorno do Dois de Julho, em 2023, à denominação do aeroporto de Salvador, como parte das comemorações pelo bicentenário da mais importante data da nossa história, seria o fecho adequado à campanha pelo reconhecimento da decisiva contribuição do povo da Bahia para independência do Brasil. O momento para a reativação da luta em prol do retorno da data magna à placa do terminal aéreo é mais do que oportuno, atitude, acredito, que deveria partir da nossa representação na Assembleia Legislativa e no Congresso.

Iniciativas cívicas enaltecendo a efeméride têm sido propostas, como, entre outras, o processo aberto pela Fundação Gregório de Mattos só agora, 126 anos depois, com vista ao tombamento do monumento ao Dois de Julho, situado no Campo Grande e inaugurado em 1895. Um dossiê técnico estava previsto para ser elaborado e, um vez concluído, enviado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para análise e emissão de parecer.

Tais fatos deixam claro que os baianos da chamada elite ainda não cultuam o Dois de Julho com todo o empenho que a data magna da Bahia (aliás, do Brasil!) faz jus. Um movimento objetivando o seu retorno à placa do aeroporto de há muito já deveria ter recebido o apoio explícito desta elite: políticos, historiadores, artistas, intelectuais e instituições culturais como o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), de modo a já ser uma realidade.

Quanto ao início do processo de tombamento do monumento ao Dois de Julho, 126 anos depois de inaugurado (!), conclui-se que, com o passar do tempo, o embasamento cívico foi perdendo força. Em 1895, Salvador tinha aproximadamente 60 mil habitanteseestes souberam dotar a cidade de uma obra digna da sua importância histórica, porém só agora em fase de reconhecimento oficial.

“A Bahia decidiu o futuro do Brasil na forma atual, mas a festa do Dois de Julho é hoje praticamente desconhecida pelos brasileiros das outras regiões. Ao contrário do Carnaval, e apesar de também reunir milhares de pessoas, raramente é notícia nos jornais e emissoras de rádio e televisão da própria Bahia. Porém, um visitante desavisado que chegar à capital baiana nessa data perceberá logo ao desembarcar uma nota dissonante: o aeroporto de Salvador, que até alguns anos atrás chamava-se Dois de Julho, mudou de nome; agora, chama-se Deputado Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao político baiano falecido em 1998. É uma prova de que o coronel da atualidade será sempre mais lembrado do que todas as lutas gloriosas do passado”.

O parágrafo acima, transcrito do livro ‘1822’, do jornalista-historiador Laurentino Gomes segue, sem dúvida, na trilha da verdade

(Newton Sobral)

FONTE: JORNA A TARDE , SALVADOR-BA, 01.07.2021

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