Nada é impossível de mudar

14/03/2017 às 3:12 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Nada é impossível de mudar  bertolt-brecht

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar”

(Bertold Brecht)

AVÔ

28/01/2017 às 3:09 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Ex-militar, biólogo, e artista plástico nas horas vagas. Hoje AVÔ em tempo integral.

Arnaldo Antunes diz assim:  “Neta e neto são netos, no masculino. Filha e filho são filhos, no masculino. Pai e mãe são pais, no masculino. Avô e avó são avós.

Nesse 28 de janeiro segue essa homenagem a um grande amigo, muito mais que cunhado: uma foto com a encantadora Julinha e os avós, e uma poesia dele, bem ao seu estilo !

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AVÔ

 

Ufa ! Hoje sou avô

Esperei tanto tempo

Que agora sou idoso

Enquanto levo minha neta ao pediatra,

aproveito e vou ao geriatra;

Enquanto ela fazia o teste do pezinho,

Eu fazia o teste do dedinho.

 

A vida para quem chega é cheia de romantismo

A vida para os antigos é cheia de reumatismo.

 

Quando jovem eu tinha quatro membros flexíveis

e um duro;

Hoje tenho quatro membros duros

e um mole;

Quando criança temos fimose,

hoje apenas artrose.

 

Minha neta vai crescer linda,

inteligente e sexy;

Já seu avô apenas um sexagenário.

 

(Carlos Alberto Pereira da Silva, Comandante Pereira)

 

Era mesmo uma saudade

25/01/2017 às 3:48 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Nesse “Canto da poesia” retorno hoje com mais uma do amigo Francisco Asclépio, que já esteve presente aqui outras vezes com outras poesias.

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Era mesmo uma saudade

Um dia eu vi e peguei ,
Com a mão pausada, a dor.
E o andor.

Noite tácita;
Noite plácida:
Era mesmo a saudade.

Um canto, assim, à lua cantei…
E chorei as lágrimas
Que tanto e pouco guardei.

(Asclépio)

Espelhos

05/01/2017 às 3:14 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Mais uma bela poesia da amiga Andrea Legal !

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Espelhos

“Quem sou eu?” pergunto ao espelho. “Tu és Andréa. Uma filha sem pai, uma esposa sem marido, uma mãe sem filhos, um ser que não é”.

Respondo que eu sou, afinal eu existo, eu vivo. Porém o espelho não perdoa e grita de volta: “Uma vida sem propósito, uma vida sem amor, uma vida vazia”.

Tento explicar que isso não é verdade, que eu tenho amor, mas as palavras saem mais como uma prece. Olhos verdes cruéis me encaram do outro lado: “Quem poderia amar você?”.

Em meio à dor, pego uma pedra e quero usá-la para acabar com esse impiedoso diálogo. Acabar com tudo. E quando me preparo para jogar, percebo a mesma dor que sinto refletida em outros olhos. Vejo uma criança com medo. Deixo a pedra no chão, sorrio e digo: “Tudo bem, não precisa ter medo. Eu te amo.” E olhos esperançosos me encaram. É um começo.

(Andrea Legal)

 

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