Viagem

09/12/2019 às 2:54 | Publicado em Artigos e textos, Canto da poesia, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse vem da coluna DICAS DA DAD, da Professora Dad Squarisi, publicada no jornal Correibraziliense de 13 de outubro último. Álvaro Moreyra, genial !


Viagem 

Álvaro Moreyra também exibiu respeito à regência:

“Quando eu morrer, com certeza vou pro céu. O céu é uma cidade de férias, férias boas que não acabam mais. Assim que eu chegar, pergunto onde mora lá minha gente que foi na frente. Dou beijos. Dou abraços. E depois?

Depois eu quero ir à casa de São Francisco de Assis. Para ficar amigo dele, amigo de verdade. Tão amigo, tão íntimo que ele há de me chamar Alvinho e eu hei de lhe chamar Chiquinho.”

 

Mia Couto e José Carlos Vieira

06/11/2019 às 3:44 | Publicado em Canto da poesia, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Mia Couto todos conhecem. José Carlos Vieira é o jornalista do jornal Correiobraziliense que faz a coluna FALA ZÉ. Poesia e haikai.

 


“O poeta 

faz agricultura às avessas:

numa única semente

planta a terra inteira”

(Mia Couto)

 

“Tantos sonhos

jogados pela janela

foi assim que aprendi a voar”

(José Carlos Vieira)

 

A NATUREZA DAS COISAS (se avexe não)

29/10/2019 às 3:59 | Publicado em Canto da poesia, Midiateca | Deixe um comentário
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A música-poesia de hoje veio do blog amigo “O Bem Viver” e é dedicado a minha querida irmã Moema. Parabéns Miminha, te amo !


Carta de amor

27/10/2019 às 3:28 | Publicado em Canto da poesia, Midiateca | Deixe um comentário

Domingo: música e poesia !



Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

(Álvaro de Campos)

 

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