Pelos

10/06/2017 às 3:51 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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“PELOS (de ratos)

.

Pelos povos brasileiros

De Norte a Sul, Leste e Oeste

Pelos heróis do Nordeste

Por proletários guerreiros

Pelo suor dos roceiros

Pelo pão de cada dia

Pela carta de alforria

Festejada na senzala

E um Brasil que não se cala:

Meu NÃO para a hipocrisia!

 

Pelos que foram findados

Nos porões da ditadura

Aos que sofreram tortura

E aos que foram exilados

Por cada corpo chorado

Por toda mãe que sofria

E todo pai que não dormia

Chorando a perda de um filho

Por um país com mais brilho:

Meu NÃO pra demagogia!

 

Pelos mártires de Eldorado

Pelos milhões de Allendes

Por Betinho, Chico Mendes

E Marighella assassinado…

Por um povo maltratado

Padecendo de agonia

Que se enche de alegria

Vendo a água no sertão

Por nossa transposição:

Meu NÃO pra essa tirania!

 

Pelos que venceram a fome

Pela expansão do REUNI

Pelas bolsas do PROUNI

Pelo FIES, pra que some

Fazendo o pobre ter nome

Que só rico possuía

Medicina, Engenharia

Odonto, Fisio e Direito

Por um Brasil com respeito:

Meu NÃO à peniafobia!

 

Por Deus e por Oxalá

Por Cristo e por Maomé

Pela Umbanda e Candomblé

Por Buda e pelo Torá

Por Lutero e o Orixá

Por Kardec e por Maria

Pela fé que profecia

Por ateus e outros mais

Por sermos todos iguais:

Meu NÃO pra xenofobia!

 

Pelos pelos desses ratos

Eu sinto imensa vergonha

E pelos sonhos de quem sonha

Pra sempre seremos gratos!

Pelos brasis de retratos

De gente que pensa e cria

No teatro, na poesia

Na música, esporte e na dança

Por um país de esperança:

Meu NÃO pra essa oligarquia!

 

Pelos povos das favelas

Pelo nosso agricultor

A honra do professor

Mais comida nas panelas

Negros, índios: Raças belas

Direitos da minoria

O sonho da moradia

Por nossas grandes conquistas

Por um país sem golpistas:

MEU SIM À DEMOCRACIA!”

.

(Oséas Rodrigo Rego Ferreira – Pau dos Ferros/RN)

Nada é impossível de mudar

14/03/2017 às 3:12 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Nada é impossível de mudar  bertolt-brecht

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar”

(Bertold Brecht)

AVÔ

28/01/2017 às 3:09 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Ex-militar, biólogo, e artista plástico nas horas vagas. Hoje AVÔ em tempo integral.

Arnaldo Antunes diz assim:  “Neta e neto são netos, no masculino. Filha e filho são filhos, no masculino. Pai e mãe são pais, no masculino. Avô e avó são avós.

Nesse 28 de janeiro segue essa homenagem a um grande amigo, muito mais que cunhado: uma foto com a encantadora Julinha e os avós, e uma poesia dele, bem ao seu estilo !

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AVÔ

 

Ufa ! Hoje sou avô

Esperei tanto tempo

Que agora sou idoso

Enquanto levo minha neta ao pediatra,

aproveito e vou ao geriatra;

Enquanto ela fazia o teste do pezinho,

Eu fazia o teste do dedinho.

 

A vida para quem chega é cheia de romantismo

A vida para os antigos é cheia de reumatismo.

 

Quando jovem eu tinha quatro membros flexíveis

e um duro;

Hoje tenho quatro membros duros

e um mole;

Quando criança temos fimose,

hoje apenas artrose.

 

Minha neta vai crescer linda,

inteligente e sexy;

Já seu avô apenas um sexagenário.

 

(Carlos Alberto Pereira da Silva, Comandante Pereira)

 

Era mesmo uma saudade

25/01/2017 às 3:48 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Nesse “Canto da poesia” retorno hoje com mais uma do amigo Francisco Asclépio, que já esteve presente aqui outras vezes com outras poesias.

noite-gelada


Era mesmo uma saudade

Um dia eu vi e peguei ,
Com a mão pausada, a dor.
E o andor.

Noite tácita;
Noite plácida:
Era mesmo a saudade.

Um canto, assim, à lua cantei…
E chorei as lágrimas
Que tanto e pouco guardei.

(Asclépio)

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