O fotógrafo do Czar

20/06/2017 às 3:49 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Belas fotos, pura arte !


Bruno Aziz

19/06/2017 às 3:32 | Publicado em Zuniversitas | Deixe um comentário
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Recentemente perdemos, os leitores do jornal A TARDE, Salvador-BA, o grande cartunista Simanca (ele fez uma espécie de carta via zapzap explicando a sua expulsão do jornal – seus admiradores nem precisavam ler para saber…). Ganhamos outro gênio, Jaguar, que certamente irá sair da mesma forma que Simanca, mais cedo ou mais tarde. Para os que não sabem, o jornal A TARDE, assim como a TV Bahia e outros veículos de comunicação dessa bela terra da Bahia de Todos os Santos são propriedades da família de ACM, aquele que NÃO morreu !

Salve Bruno Aziz, o que ainda permanece !


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Simanca

18/06/2017 às 3:04 | Publicado em Fotografias e desenhos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Simanca sempre foi genial. Agora os que aqui moram, nesta bela Terra da Bahia de Todos os Santos, ficamos mais pobres. Ele saiu do jornal A TARDE. Como tanto esse jornal, de maior circulação na terra do carnaval e da arte, quanto a TV-Bahia – Globo – e outros meios de comunicação de massa são de propriedade de ACM (aquele que NÃO morreu !), é fácil deduzir o porquê de ele ter sido demitido. Ao mesmo tempo temos uma boa notícia para os soteropolitanos em especial, e os baianos em geral: o mesmo jornal acaba de contratar nada menos que Jaguar, um dos maiores cartunistas de todos os tempos. Mas a questão é se saber quanto tempo ele permanecerá no jornal…

Como homenagem a esse grande chargista de nome Simanca, republico alguns de seus trabalhos que foram postados aqui, além da carta que ele fez e que foi veiculada via zapzap recentemente.

Salve Osmani Simanca !


“Nota de esclarecimento sobre a minha demissão do Jornal “A Tarde”

Serei sempre muito grato pela oportunidade que tive, quando há mais de 15 anos comecei a trabalhar em “A Tarde”, periódico com uma tradição jornalística de mais de 100 anos. Foi sem dúvida uma honra publicar, aprender e aperfeiçoar-me com meus caros colegas e amigos. Durante minha estadia no diário ganhei importantes prêmios nacionais e internacionais e meus desenhos publicados originalmente em “A Tarde” foram, frequentemente, reproduzidos por outros jornais e revistas ao redor do mundo.

Depois da penúltima mudança na direção do jornal comecei a ser questionado sobre o conteúdo das minhas charges, sendo algumas delas censuradas. Estes desenhos proibidos foram reproduzidos com grande sucesso em outras mídias. Havia muito tempo que textos e matérias completas dos meus colegas eram cortados, mas não a charge. A charge era um pequeno oásis num deserto de tesouras.

É difícil ter liberdade sem independência econômica. A maior parte da imprensa sempre dependeu da propaganda dos governos. Isto não seria problema caso estes governantes não pressionassem jornais e jornalistas, e se jornalistas e jornais democráticos não se deixassem pressionar para escrever elogios ou críticas desmerecidas. Nosso rumo deve ser sempre definido pela ética e pela virtude, coisas raras nestes tempos sombrios, cheios de ódio e intolerância. Dizia Joseph Pulitzer: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.

Com a última mudança na direção do jornal, as pressões aumentaram ao ponto que tive que explicar o que era uma charge, e qual era o papel da sátira política em uma sociedade democrática e na imprensa livre. Fui indagado sobre quem me dava as pautas ao que respondi que as pautas eram os fatos, os quais pesquisava em profundidade, consultando várias fontes e colocando minha opinião na forma do jornalismo gráfico, caracterizado pela charge ou caricatura política. Fui advertido para não mexer em determinados temas e personagens, uma tarefa impossível no meio da putrefação política e ética em que se encontra o Brasil.

Quero agradecer às demonstrações de solidariedade de meus colegas, amigos e leitores por referencia a minha demissão sem justa causa e cuja verdadeira causa, de maneira resumida, expliquei neste texto.

Termino aqui, com este pensamento de Eurípedes:

“Todo o céu é da águia o caminho,

Toda a terra é do homem nobre a pátria”

Osmani Simanca 

Simanca


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O nome das coisas

17/06/2017 às 3:04 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Veríssimo e a origem dos nomes das coisas…

Colombo


O NOME DAS COISAS  Verissimo

‘Everest’ vem de “Evresta”, palavra em nepali que quer dizer “Deusa do céu” e é, claro, o nome da montanha mais alta do mundo.

Não é não. A história parece plausível, mas acabei de inventá-la. “Deusa do céu” é mesmo o nome dos nepaleses para a sua montanha sagrada, mas só eles sabem como se pronuncia.

“Everest”, o nome oficial, vem de sir George Everest, líder da excursão inglesa que mapeou a região no século XIX. Todo mundo se lembra, ou ouviu falar, de sir Edmund Hillary, o primeiro homem a chegar ao topo do Everest.

Quantos se lembram, ou se importam, que seu acompanhante era um xerpa chamado Tenzing Norgay?

O primeiro homem a enxergar o novo mundo foi Rodrigo de Triana, vigia na “Pinta”, e ele teria direito ao prêmio prometido por Cristóvão Colombo a quem visse terra primeiro. Mas o comandante alegou que ele, Colombo, vira antes uma luminosidade que emanava da terra e, assim, pressentira a presença da América antes que ela aparecesse.

Colombo ficou com o prêmio e a glória porque, afinal, a ideia de chegar ao Oriente pelo Ocidente era dele, e porque a História era dos homens predestinados como ele, dos que davam nome às coisas, não dos Rodrigos e outros xerpas da vida.

Quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, fizeram como Colombo: se apossaram de terras antes de vê-las.

Já começaram colonizando uma hipótese.

Colombo pelo menos descobriu qual era o nome dos nativos para as coisas, o que não o impediu de dar nomes novos, e de trazer tudo da história dos insignificantes para a sua. E isso que ele pensava que estava nas terras do Grande Khan; portanto, estava se apossando de duas terras ao mesmo tempo.

Cabral e a sua turma, que se saiba, nem se interessaram em descobrir se as coisas aqui já tinham nome. Nomearam o Everest, no caso o Monte Pascoal, antes de pisarem na praia.

Dar nome às coisas é possuí-las, a colonização começa pela linguagem.

Depois se destroem nações inteiras e se vira a história dos outros de cabeça para baixo, como escreveu Montaigne num dos seus ensaios sobre a nossa conquista, “só pelo tráfico de pérolas e pimenta!” O ponto de exclamação é dele.

(Luis Fernando Veríssimo)

FONTE: Principais jornais do país, 15.06.2017

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