3 em 1 do A TARDE

19/01/2018 às 18:33 | Publicado em Artigos e textos, Fotografias e desenhos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Essas três matérias do Jornal A TARDE, Salvador-BA, de hoje merecem ser reproduzidas aqui. Todas estão interligadas pelo tema Educação. Sobre a série de livros mencionadas pelo Professor Carlos Zacarias de Sena Júnior em sua crônica, eu certa feita recebi de presente o primeiro. Mas logo no início verifiquei do que se tratava. E, por uma questão de princípios, devolvi o livro porque certamente se encontrasse algo contra, por exemplo, expoentes da nossa cultura-educação como Paulo Freire, Anísio Teixeira ou Darcy Ribeiro ficaria com vontade de rasgar o livro. A charge do Jaguar sobre o resultado do ENEM e a análise sobre a questão da redação deste vestibular logo abaixo complementam o assunto. Com cada vez mais gente lendo menos e com a qualidade de alguns livros ditos bestsellers que andam por ai, que outro resultado poderia advir da redação do ENEM ?


A história fast-food e as saudades da ditadura

No ar há algumas semanas no History Channel, Guia politicamente incorreto da História do Brasil leva para as telas a obra homônima do jornalista Leandro Narloch. Apresentada pelo YouTuber Felipe Castanhari, a série tem linguagem pop, edição ágil e a pretensão de ser divertida, algo feito na medida para entreter alguém com a inteligência de um Homer Simpson, como testemunhou o jornalista Lira Neto, um dos que foram ouvidos mas não autorizaram a veiculação da sua entrevista.

Lira Neto desautorizou a utilização da entrevista quando soube do que se tratava, depois escreveu no Facebook que se sentia “violentado em fazer parte de qualquer produção que recorra à superficialidade e ao polemismo fácil”. Também a historiadora Lília Schwarcz afirmou que ao ser procurada não tinha sido informada de que o programa seria baseado no Guia politicamente incorreto da História do Brasil, o que a fez seguir o caminho de Lira Neto.

Alguns poderiam pensar que se trata de implicância, mas não é o caso. Os best-sellers de Narloch não podem ser levados à sério por ninguém que conheça minimamente a história. Escritos no interesse do mercado, algo feito para consumo rápido e para permitir que seu autor ganhe dinheiro, como o próprio reconheceu em 2011, seus Guias pretendem ser obras feitas na base do sensacionalismo contra uma versão oficial e “esquerdista” (sic) supostamente predominante na academia.

O primeiro episódio da série aborda o descobrimento do Brasil. Entre os muitos absurdos, a frase “Os índios não cuidavam da natureza” é pura provocação. Repleta de anacronismos e polêmicas rasas e pouco desenvolvidas, o objetivo de toda a série é chocar na base do sensacionalismo rasteiro, algo que aparece na afirmação de Narloch, que diz que o sonho do índio é transformar a mata “em estacionamento de shopping”.

No episódio três, que discute o racismo, a principal polêmica gira em torno da afirmação de que “Zumbi tinha escravos”. Neste episódio, as falas dos entrevistados, muito especialmente da historiadora Mary Del Priori, transformam o período da escravidão num verdadeiro idílio, com escravos saindo para namorar, entre outras coisas, uma versão que faria Casa-Grande & Senzala passar por ser um livro marxista.

É, contudo, no episódio dois, que trata dos anos 1960, que a série mostra a que veio. Com depoimentos de vários jornalistas, e mais dos direitistas Lobão, Luiz Felipe Pondé e Marco Antonio Villa, sua abordagem pretende demonstrar que os problemas do Brasil foram causados pela esquerda. Para Lobão, “Os militares foram forçados a intervir, porque já estava uma baderna”. Para Narloch, a ditadura brasileira era “mequetrefe”, pois “É difícil achar uma ditadura militar que tenha matado menos”. No final das contas, para os “geniais” animadores da sé- rie, a ditadura livrou o Brasil dos comunistas. Viva o McDonald!

(Carlos Zacarias de Sena Júnior)


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Enem x Redação

O Ministério da Educação divulgou ontem os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Dentre os pontos que merecem destaque no exame que avalia o ensinodo País e serve como porta de entrada para universidades públicas que oferecem vagas no Sisu, vale destacar a tão temida redação.

TEMA

Em 2016, foram 291.806 redações com a nota zero. Em 2017, esse número saltou para 309.157.

Em contrapartida, a quantidade de estudantes que tiraram 1.000 na redação, a nota máxima, diminuiu. No ano passado foram 77 textos com a máxima pontuação, caindo para 53 este ano.

Esses números podem representar uma sociedade que lê muito pouco, comparada a outras nações do mundo ou até mesmo serem justificados pelo tema da redação, considerado difícil e inesperado por muitos. É um ponto de atenção importante para a tão questionada educação brasileira.

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 19.01.2018

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COMO MANTER UMA COLÔNIA OU ELIMINAR UM CONCORRENTE 

19/01/2018 às 14:34 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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No olho do furacão de uma das mais graves crises políticas dos últimos tempos, vem Santayana nos alertar sobre o óbvio que poucos querem ver !

BasilColonia


COMO MANTER UMA COLÔNIA OU ELIMINAR UM CONCORRENTE  mauro santayana

Inspirados pelo livro de 1937, de Dale Carnegie, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, e por personagens recentes de nossa história, subitamente elevados à condição de celebridades, ousamos, como no caso do Pequeno Manual do Grande Manuel, nos aventurar no atrativo mercado das obras de auto-ajuda, em 15 passos (três a mais que os alcoólatras anônimos) com o tema “Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente”.

Sem mais preâmbulos, vamos à receita:

1 – Comece por cortar a sua possibilidade de financiamento, apoiando a criação de leis que impeçam o seu endividamento, mesmo que ele tenha uma das menores dívidas públicas entre as 10 maiores economias do mundo e centenas de bilhões de dólares em reservas internacionais, que você esteja devendo muito mais do que ele com relação ao PIB, e que ele seja o seu quarto maior credor individual externo.

2 – Apoie, por meio de uma mídia comprada cooptada ideologicamente e também de entrevistas de “analistas” do “mercado”, estudos e “relatórios” de “consultorias de investimento” controladas a partir de seu país e da pressão de agências de classificação de risco, às quais você não daria a menor bola, um discurso austericida, privatista e antiestatal para a economia do seu concorrente.

3 – Com isso, você poderá retirar das mãos dele empresas e negócios que possam servir de instrumento para o seu desenvolvimento econômico e social, inviabilizar o seu controle sobre o orçamento público, e eliminar a sua liberdade de investimento em ações estratégicas que possam assegurar um mínimo de independência e soberania em médio e longo prazo.

Companhias estatais são perigosas e devem ser eliminadas, adquiridas ou controladas indiretamente.Elas podem ser usadas por governos nacionalistas e desenvolvimentistas (que você considera naturalmente hostis) para fortalecer seus próprios povos e países contra os seus interesses.

4 – Aproveite o discurso austericida do governo fantoche local para destruir o seu maior banco de fomento à exportação e ao desenvolvimento, aumentando suas taxas de juro e obrigando-o a devolver ao Tesouro, antecipadamente, centenas de bilhões em dívidas que poderiam ser pagas, como estava estabelecido antes, em 30 anos, impedindo que ele possa irrigar com crédito a sua economia e apoiar o capital nacional, com a desculpa de diminuir – simbólica e imperceptivelmente – a dívida pública.

5 – Estrangule a capacidade de ação internacional de seu adversário, eliminando, pela diminuição da oferta de financiamento, o corte de investimentos e a colocação sob suspeita de ações de desenvolvimento em terceiros países, qualquer veleidade de influência global ou regional.

Com isso, você poderá minar a força e a permanência de seu concorrente em acordos e instituições que possam ameaçar a sua própria hegemonia e posição como potência global, como o é o caso, por exemplo, da UNASUL, do Conselho de Defesa da América do Sul, do BRICS ou da Organização Mundial do Comércio.

6 – Induza, politicamente, as forças que lhe são simpáticas a paralisar, judicialmente – no lugar de exigir que se finalizem as obras, serviços e produtos em andamento – todos os projetos, ações e programas que puderem ser interrompidos e sucateados, provocando a eliminação de milhões de empregos diretos e indiretos e a quebra de milhares de acionistas, investidores, fornecedores, destruindo a engenharia, a capacidade produtiva, a pesquisa tecnológica, a infraestrutura e a defesa do país que você quer enfraquecer, gerando um prejuízo de dezenas, centenas de bilhões de dólares em navios, refinarias, oleodutos, plataformas de petróleo, sistemas de irrigação, submarinos, mísseis, tanques, aviões, rifles de assalto, cuja produção será interrompida, desacelerada ou inviabilizada, com a limitação, por lei, de recursos para investimentos, além de sucessivos bloqueios e ações e processos judiciais.

7- Faça a sua justiça impor, implacavelmente, indenizações a grandes empresas locais, para compensar acionistas residentes em seu território.

Se as ações caírem, quem as comprou deve ser bilionariamente compensado, com base em estórias da carochinha montadas com a cumplicidade de “relatórios” “produzidos” por empresas de “auditoria” oriundas do seu próprio país-matriz, mesmo aquelas conhecidas por terem estado envolvidas com numerosos escândalos e irregularidades.

Afinal, no trato com suas colônias, o capitalismo de bolsa, tipicamente de risco, não pode assumir nada mais, nada menos, do que risco zero.

8 – Concomitantemente, faça com que a abjeta turma de sabujos – alguns oriundos de bancos particulares – que está no governo, sabote bancos públicos que não estão dando prejuízo, fechando centenas de agências e demitindo milhares de funcionários, para diminuir a qualidade e a oferta de seus serviços, tornando as empresas nativas e o próprio governo cada vez mais dependentes de instituições bancárias – que objetivam primeiramente o lucro e cobram juros mais altos – privadas e internacionais.

9 – Levante suspeitas, com a ajuda de parte da imprensa e da mídia locais, sobre programas e empresas relacionadas à área de defesa, como no caso do enriquecimento de urânio, da construção de submarinos, também nucleares, e do desenvolvimento conjunto com outros países – que não são o seu – de caças-bombardeios.

Abra no território do seu pseudo concorrente escritórios de forças “policiais” e de “justiça” do seu país, para oferecer ações conjuntas de “cooperação” com as forças policiais e judiciais locais.

Você pode fazer isso tranquilamente – oferecendo até mesmo financiamento de “programas” conjuntos – passando por cima do Ministério das Relações Exteriores ou do Ministério da Justiça, por exemplo, porque pelo menos parte das forças policiais e judiciais do seu concorrente não sabem como funciona o jogo geopolítico nem tem o menor respeito pelo sistema político e as instituições vigentes, que são constantemente erodidas pelo arcabouço midiático e acadêmico – no caso de universidades particulares – já cooptados, ao longo de anos, por você mesmo.

Seduza, “treine” e premie, com espelhinhos e miçangas – leia-se homenagens, plaquinhas, diplomas, prêmios em dinheiro e palestras pagas – trazendo para “cursos”, encontros e seminários, em seu território, com a desculpa de “juntar forças” no combate ao crime e ao “terrorismo” e defender e valorizar a “democracia”, jornalistas, juízes, procuradores, membros da Suprema Corte, “economistas”, policiais e potenciais “lideranças” do país-alvo, mesmo que a sua própria nação não seja um exemplo de democracia e esteja no momento sendo governada por um palhaço maluco, racista e protofascista com aspirações totalitárias.

10 – Arranje uma bandeira hipócrita e “moralmente” inatacável, como a de um suposto e relativo, dirigido, combate à corrupção e à impunidade, e destrua as instituições políticas, a governabilidade e as maiores empresas do seu concorrente, aplicando-lhes multas bilionárias, não para recuperar recursos supostamente desviados, mas da forma mais punitiva e miserável, com base em critérios etéreos, distorcíveis e subjetivos, como o de “danos morais coletivos”, por exemplo.

11 – Corte o crédito e arrebente com a credibilidade das empresas locais e o seu valor de mercado, arrastando, com a cumplicidade de uma imprensa irresponsável e apátrida, seus nomes e marcas na lama, tanto no mercado interno quanto no internacional, fazendo com que os jornais, emissoras de TV e de rádio “cubram” implacável e exaustivamente cada etapa de sua agonia, dentro e fora do país, para explorar ao máximo o potencial de destruição de sua reputação junto à opinião pública nacional e estrangeira.

12- Dificulte, pelo caos instalado nas instituições, que lutam entre si em uma demoníaca fogueira das vaidades por mais poder e visibilidade, e pela prerrogativa de fechar acordos de leniência, o retorno à operação de empresas afastadas do mercado.

Prenda seus principais técnicos e executivos – incluídos cientistas envolvidos com programas de defesa – forçando-os a fazer delações sem provas, destruindo a sua capacidade de gestão, negociação financeira, de competição, em suma, no âmbito empresarial público e privado.

13 – Colha o butim resultante de sua bem sucedida estratégia de destruição da economia de seu concorrente, adquirindo, com a cumplicidade do governo local – que jamais teve mandato popular para isso – fabulosas reservas de petróleo e dezenas de empresas, entre elas uma das maiores companhias de energia elétrica do mundo, ou até mesmo uma Casa da Moeda, a preço de banana e na bacia das almas.

14 – Impeça a qualquer preço o retorno ao poder das forças minimamente nacionalistas e desenvolvimentistas que você conseguiu derrubar com um golpe branco, há algum tempo atrás, jogando contra elas a opinião pública, depois de sabotar seus governos por meio de simpatizantes, com pautas-bomba no Congresso e manifestações insufladas e financiadas de fora do tipo que você já utilizou com sucesso em outros lugares, em ações coordenadas de enfraquecimento e destruição da estrutura nacional local, como no caso do famigerado, quase apocalíptico, esquema da “Primavera Árabe” ou a tomada do poder na Ucrânia por governos de inspiração nazista.

15 – Finalmente, faça tudo, inclusive no plano jurídico, para que se entregue a sua colônia a um governo que seja implacável contra seus inimigos locais e dócil aos seus desejos e interesses, a ser comandado de preferência por alguém que já tenha batido continência para a sua bandeira ou gritado com entusiasmo o nome de seu país publicamente.

(Mauro Santayana)

FONTE:http://www.maurosantayana.com/2018/01/do-blog-com-equipe-inspirados-pelo_18.html

Principais fraudes eletrônicas previstas para 2018

19/01/2018 às 3:58 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Início de ano. É bom ficar sabendo que desafios nos aguardam nesse 2018 em termos de Segurança da Informação. Seguem alguns, mas lembrando que os profissionais dessa área sempre andam na retaguarda aguardando a “criatividade” cada vez mais crescente dos já famosos hackers. Assim, todo ano a gente fica aguardando alguma “novidade” nessa área. Qual será a dessa vez ?


Principais fraudes eletrônicas previstas para 2018

De acordo com especialistas, machine learning para gerar sites e campanhas de phishing, ciberataques políticos intensificados, invasões em contas bancárias e instalação de malwares remotos para atacar caixas eletrônicos serão alguns dos métodos que cibercriminosos devem explorar nos próximos meses

Enquanto cibercriminosos se especializam na manipulação de usuários finais, as organizações devem concentrar seus esforços em mecanismos eficientes de autenticação. Abaixo você acompanha as previsões de especialistas de segurança da Easy Solutions para esse ano.

Manipulação de usuários continua em alta

Os vazamentos de dados de grandes organizações, como os da Target, Equifax e OPM, envolvem e-mail, um link ou um arquivo anexado. Os ataques de phishing se concentram em fraquezas humanas e são simples, mas altamente efetivos. Além disso, nenhum setor, incluindo bancos, organizações governamentais e iniciativa privada, entre outros, está imune à engenharia social. A invasão de contas já causa cerca de 7 bilhões de dólares em prejuízos anuais. “Até o final de 2020, as organizações que não usarem técnicas avançadas de machine learning e autenticação de vários fatores serão incapazes de acompanhar as demandas de usuários finais cada vez mais digitalizados”, prevê Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions.

Inteligência artificial: de que lado ela está?

Os especialistas da Easy Solutions afirmam que as tecnologias de machine learning e de inteligência artificial, desenvolvidas para aumentar a conveniência dos usuários finais, estão sendo usadas pelos criminosos para criar caos e prejudicar usuários e empresas. Para a companhia, uma das maiores ameaças atuais é o uso de inteligência artificial para a geração de sites de phishing e malwares capazes de escapar dos sistemas de detecção. A tendência é que os criminosos entendam cada vez melhor o funcionamento de machine learning e alterem suas técnicas de ataque e programas maliciosos para superar os algoritmos usados em segurança. Isso é especialmente preocupante para as entidades que não usam ou não têm acesso a vastos conjuntos de dados para treinamento de algoritmos de IA, uma vez que é mais fácil para os criminosos injetar anomalias e efetivar o processo de aprendizagem de algoritmos de machine learning quando se usa apenas um conjunto superficial de dados.

Ataques cada vez mais sofisticados

Os criminosos estão usando dados obtidos ilicitamente no mercado negro, acessando contas bancárias e abrindo novas contas para cometer fraudes. Há agora uma necessidade ainda maior de se ter meios para detectar a falsificação de identidade no momento da abertura de contas, pedidos de empréstimo e solicitações de cartões de crédito, devido ao número cada vez maior de dados pessoais disponíveis no mercado negro. A Easy Solutions avalia que haverá mais casos em que uma conta de e-mail é o principal vetor do ataque. Uma conta hackeada do Gmail, por exemplo, poderá ser usada para acessar outros serviços e executar mais fraudes.

Invasões de conta devem aumentar

Graças aos vazamentos de dados passados, existe muita informação pessoal disponível no mercado negro. Os cibercriminosos poderão usar esses dados para invadir contas e alterar informações de contato e políticas de segurança dos proprietários, obtendo acesso livre para drenar recursos e gerar caos. Os fraudadores desenvolveram meios sofisticados para obter acesso a informações confidenciais, de modo que mesmo as pessoas mais atentas podem ter dificuldade para distinguir sites fraudulentos de sites legítimos. Os criminosos podem, ainda, empregar URLs e certificados digitais legítimos em páginas maliciosas, e usar dois ou mais canais institucionais, como apps e perfis falsos em redes sociais, para obter informações pessoais e depois acessar uma ou várias contas.

Ciberataques políticos

Reais ou imaginários, os ataques serão usados para obter vantagens políticas, como nos casos das eleições presidenciais de 2016 dos EUA, do ciberataque contra think tanks políticos na Alemanha e do ataque contra o parlamento britânico, que bloqueou o acesso a email dos parlamentares. Essa tendência deve aumentar, especialmente com a identificação de graves riscos de segurança em infraestruturas críticas, como redes elétricas, sistemas de água e comunicações. Como a maioria das transações e das atividades de empresas, governos e indivíduos é realizada digitalmente, garantir a segurança na Internet é mais que uma necessidade: é uma responsabilidade do governo.

Mais celulares, mais ameaças digitais

Apple e Google continuam a aumentar a segurança de seus dispositivos para proteger os usuários de ataques genéricos, como roubo de dados por apps utilitários. No entanto, ainda é possível usar esses aparelhos para facilitar o comprometimento de nomes de usuário, senhas e dados confidenciais. Ataques man-in-the-middle, pontos de acesso à Internet inseguros (como redes WiFi) e malwares em dispositivos com jailbreak são condições ideais para os cibercriminosos, pois possibilitam a exploração de vulnerabilidades. Segundo a Easy Solutions, essas estratégias de ataque devem se tornar ainda mais populares no próximo ano. Como a maioria das organizações não está monitorando essas ameaças e toma medidas apenas após a execução dos ataques, os criminosos continuarão se aproveitando das fraquezas e dos pontos desprotegidos de segurança móvel.

Ataques em dispositivos de IoT e assistentes de IA domésticos

Para cada assistente de IA, existe um hacker em algum lugar tentando acessar um dispositivo descontrolado. “As chances de sucesso são altíssimas, uma vez que o usuário médio está ciente da possibilidade de roubo de dados, mas não tem capacidade para impedir essas ameaças”, explica Villadiego. “Além disso, a maioria dos usuários é bastante negligente em termos de segurança, e não é de se admirar que os assistentes domésticos e os dispositivos IoT se tornem alvos populares no próximo ano”, acrescenta.

Vírus e malware autopropagados continuarão… a se propagar

O WannaCry não desaparecerá tão cedo. Em vez disso, TrickBot, a estrela em ascensão dos trojans bancários, Locky e outros estão se aproveitando do seu sucesso.

Moedas digitais permitirão que os criminosos embolsem os lucros obtidos nos ataques

Historicamente, a parte mais difícil de um ataque financeiro é o acesso aos recursos roubados por conta do risco de exposição. Em razão do aumento dos canais disponíveis para converter dinheiro normal em moedas digitais, os criminosos se concentrarão em estratégias que permitam receber em Bitcoins, segundo previsões da Easy Solutions. Essa tendência continuará até que as instituições financeiras e entidades de segurança desenvolvam e adotem contramedidas eficientes.

Tecnologias sofisticadas de skimming levarão a um aumento nos ataques a caixas eletrônicos

Em 2016, os hackers descobriram como criar skimmers virtuais (malwares instalados remotamente), o que lhes permitiu roubar informações dos cartões sem precisar sequer tocar no caixa eletrônico. Além disso, a prevalência de skimming não diminuiu diante da tecnologia EMV, que se tornou mais comum nos Estados Unidos a partir de 2015. Segundo a Easy solutions, enquanto houver caixas eletrônicos aceitando cartões com tarja magnética, deve-se esperar mais “investimento” dos criminosos em skimmers virtuais e um aumento em sua sofisticação.

Buscar soluções que ofereçam proteção abrangente contra fraudes, incluindo ameaças digitais, proteção de marca e análises de navegação segura; implementar autenticação de vários fatores e monitoramento de login para transações; e manter os sistemas atualizados com pacotes de software e backups regulares e ensinar funcionários e usuários finais sobre os perigos da fraude digital são as principais dicas da Easy Solutions. “As organizações que não implementarem as estratégias mais recentes de proteção contra fraudes enfrentarão grandes dificuldades para manter sua participação e relevância no mercado”, conclui.

FONTE: http://www.securityreport.com.br/destaques/principais-fraudes-eletronicas-previstas-para-2018/?utm_source=Conte%C3%BAdo%20Editorial&utm_campaign=c1bcd0c535-EMAIL_CAMPAIGN_2018_01_12&utm_medium=email&utm_term=0_aa27249f54-c1bcd0c535-11668429#.WlzcTn4zYdU

LULA E O JULGAMENTO DO JUDICIÁRIO – Por Frei Betto

18/01/2018 às 11:03 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Frei Betto tem credibilidade por suas ações, pensamentos e livros. Compartilho sua análise.

Judiciario


LULA E O JULGAMENTO DO JUDICIÁRIO FreiBetto

Lula, o mais destacado líder popular brasileiro da atualidade, vai a julgamento dia 24 de janeiro. Não há como ficar indiferente ao fato.

A expectativa deixa a nação em suspenso. E a divide: de um lado, aqueles que já o pré-julgaram e esperam apenas que a sentença seja confirmada pelos juízes de Porto Alegre; de outro, os que afirmam não haver suficientes provas para condená-lo, e as acusações estão de tal maneira impregnadas de caráter político que extrapolam o exercício imparcial da Justiça.

Estamos em ano de eleição presidencial. Vários candidatos em potencial aguardam o veredicto para tomarem uma decisão. Com Lula no páreo a disputa fica bem mais difícil para os neocandidatos. É o que apontam as pesquisas eleitorais.

Lula adotou uma firme postura frente às acusações que lhe imputam: o ônus da prova cabe ao acusador. Ele se declara inocente, vítima de uma conspiração do Judiciário movido por forças aparentemente “ocultas”.

Os que derrubaram Dilma e empossaram Temer miraram no que viram e acertaram no que não viram. Lula, após oito anos de mandato presidencial, saiu do Planalto com aprovação de 87% da opinião pública. É um dado significativo. E ainda conseguiu emplacar por duas vezes a eleição de Dilma para o comando do país.

Armou-se um golpe parlamentar, à semelhança dos ocorridos em Honduras e Paraguai, defenestrou-se Dilma do poder para dar lugar a Temer, acusado de gravesdelitos. Porém, a costura saiu pior que o remendo. Temer não consegue alcançar 5% de aprovação. Governa graças ao descarado “franciscanismo” que mantém a maioria da Câmara dos Deputados refém dos cofres do Tesouro Nacional, cuja chave Temer traz em mãos.

Nada indica que Temer logrará fazer aprovar a tão almejada (por ele) reforma da Previdência. Reeleger-se é muito mais importante para a bancada governista do que enfiar agora mais dinheiro no bolso e sofrer desgaste político. Afinal, muitos governistas ostentam no pescoço a corda da Lava Jato, e a reeleição é o modo mais indicado de se manterem afastados do patíbulo.

Qualquer que seja o resultado do dia 24, Lula sai ganhando: absolvido, ficará livre das acusações que lhe são feitas. Se condenado, se tornará um mártir político do Judiciário que condena uns e se mantém cego e leniente diante de outras figuras políticas que cometeram delitos comprovados em imagens e gravações exibidas no noticiário.

Na verdade, quem estará sentado no banco dos réus, dia 24, não será o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Será o Judiciário brasileiro.

(Frei Betto é escritor, autor de “Cartas da Prisão” e “Batismo de Sangue”, entre outros livros)

FONTE: http://www.gentedeopiniao.com.br/noticia/lula-e-o-julgamento-do-judiciario-por-frei-betto/176799

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