Harari

19/08/2017 às 3:03 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Ainda Yuval Noah Harari. Agora em dois vídeos, um com Bial, outro no TED Talks. Abstraiam o Bial, por óbvio. E confiram o conteúdo que reforça a recomendação que fiz no post de 28/07 último sobre o livro “SAPIENS – Uma Breve História da Humanidade”.

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ATERRAR

18/08/2017 às 3:55 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Recomendo hoje àqueles que moram em Aracaju-SE !

Aterrar


‘Aterrar’ simboliza o sentimento de pousar em terra após um longo e necessário voo. É o pé enérgico que pisa e finca na terra criando profundas raízes. É sobre as mãos que tecem os fios das estradas-teias da vida. É a busca infindável pelo equilíbrio e vitalidade. É o corpo vivo, desperto e consciente: de suas raízes, de seus caminhos, de sua força e visceralidade. É o fruto gerado com a energia exponencial do coração, capaz de semear os sonhos.  É um paralelo entre a arte e a vida: representa esse eterno movimento de (re)começar e (re)criar.  Juntos, tôdos êsses sentimentos transbordarão em sons.

O repertório deste show é uma ode às raízes, apresenta um leque de sonoridades e compositores nordestinos que marcaram a vida da cantora, Bruna Brandão, e do violonista, Alessandro Mongini. Juntos, eles interpretam canções que se imortalizaram através de Amelinha, Elba Ramalho, The Baggios, Ave Sangria, Patricia Polayne, Dominguinhos, Ismar Barreto, Belchior, Alceu Valença, Lirinha, Caetano, Gil, Otto, entre outras.

DIA: 18/08 (sexta), às 20h

LOCAL: Café da Gente (Museu da Gente Sergipana)

O ser, a neurociência e a internet

17/08/2017 às 3:56 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse tema é atualíssimo. Quem nunca presenciou uma das cenas citadas no segundo parágrafo desse artigo ? Estamos nos perdendo entre os nós dessa grande rede que nos cerca e envolve ?

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O ser, a neurociência e a internet

Ao longo de toda a história, o homem adaptou técnicas e criou instrumentos, num processo natural de progresso e desenvolvimento, com consequências diretas no modo de produção, consumo e informação.

A década atual tem sido marcada tanto pela expansão da variedade de mídias eletrônicas quanto pela expansão ao acesso a cada uma delas. É caracterizada também pelos almoços em família nos quais as pessoas trocam animadas conversas pela utilização de aparelhos eletrônicos. Estes são usados também para comunicação por meio de mensagens instantâneas entre pais e filhos que se encontram em cômodos distantes da casa. Grupos de amigos que saem à noite para conversar permanecem de cabeça baixa, atentos ao que se observa na tela do celular. O uso dos aparelhos eletrônicos tem se tornado uma das melhores formas de entreter crianças, que têm deixado de querer bicicletas, bolas ou bonecas e passado a desejar ansiosamente um celular para uso pessoal.

Neste sentido, convém ainda analisar todos estes impactos no que diz respeito ao desenvolvimento das habilidades associadas à teoria da mente. O contato excessivo com as novas mídias digitais tem prejudicado as interações sociais em tempo real, no “mundo real”, o chamado “olho no olho”. Com isso, as oportunidades para aprender a ler as emoções e sentimentos alheios – e assim desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro–estão diminuindo à medida que outras formas de comunicação vão ganhando espaço, assim como as conversas presenciais são substituídas por e-mails, posts, mensagens ou até fotos, tornando os relacionamentos na era moderna extremamente superficiais. Há, ainda, outra onsequência imediata, diante do exposto: a ausência do encontro consigo mesmo, da introspecção, necessários para o armazenamento e fixação da aprendizagem.

Do ponto de vista educacional, importa observar que a atenção é um fator primordial para a aprendizagem. Nosso sistema nervoso tem uma enorme capacidade de computação, mas ainda assim não é capaz de processar todas as informações que chegam a ele sincronicamente. Os jovens costumam estudar envolvidos em multitarefas: livro aberto, mas com o computador ligado, o celular transmitindo música e recebendo mensagens, tudo ao mesmo tempo. Não é a melhor maneira de aprender e definitivamente não conduz a uma aprendizagem mais profunda, necessitando de uma urgente reeducação e orientação no que se refere ao uso de toda essa tecnologia.

São inegáveis os benefícios e possibilidades trazidos pelo advento da internet e das novas mídias digitais, mas é preciso equacionar o seu uso adequadamente, em proveito do ser e da sua qualidade de vida.

(Erivan Augusto Santana, Professor, escritor e poeta)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 15.08.2017

As escolas de Rui

16/08/2017 às 3:46 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 3 Comentários
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Quem for desavisado ou não conhecer a realidade baiana pode pensar que esse artigo trata-se de um exemplo de “puxa-saquismo explícito”. Mas não é. Rui Costa vem surpreendendo muita gente. E quem se preocupa com Educação tem que aplaudir essas iniciativas, tão raras hoje em dia. Parabéns Governador !

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AS ESCOLAS DE RUI   jorge-portugal

Oswald de Andrade: “Aprendi com meu filho de cinco anos que a poesia é a descoberta das coisas que nunca vi”. A descoberta das coisas que nunca vi tanto vale para a poesia como para a invenção tecnológica, a ponta avançada da ciência. Como um dia me disse Marluce Pinto, então diretora da Rede Globo, que na Bahia acontecem coisas que não acontecem no resto do Brasil, na semana passada, o governador Rui Costa lançou, em Itabuna, as “Escolas Culturais”; e já nesta semana, em Salvador, durante o Campos Party, as “Escolas Tecnológicas”.

Ladeado por esse “louco de Deus” José Vivaldo, secretário de Ciência e Tecnologia e o “não menos louco” Francesco Paruggia, presidente do Instituto Campos Party, anunciam o projeto-piloto para Canudos, onde professores de 16 e 17 anos vão ministrar aulas para estudantes de… 15 e 16 anos! Olhe bem: começando por Canudos, onde, há 120 anos tentaram matar o espírito da rebeldia e resistência do povo brasileiro. Agora, vão engolir Conselheiro, Pajeú, Beatinho, reencarnados em nerds do terceiro milênio!

Na última sexta-feira, ao me dirigir ao Pelô, para falar de Jorge Amado com o professor Pasquale Neto e lançar meu livro, fui interceptado por um anônimo poeta de rua que me recitou a seguinte quadra: “Rui correria/ Rui malucão/ Rui Poesia/ Rui invenção”. Pensei: “Caramba, Rui Costa já está na boca do povo, na veia do povo, em forma de poesia! Não é mais da política: já é da cultura!

De fato, com as duas escolas, Culturais e Tecnológicas, ele ata as duas pontas do conhecimento humano: o samba de roda, a capoeira e a inteligência artificial e os robôs.

Quem chegou tão longe? Talvez nem Jaques Wagner, esse gênio judeu-baiano, artesão da política e da paz (Epa Babá!). Mas esse tal de Rui Costa… Deus do céu! “Rui correria/ Rui invenção”. Caetano disse, um dia, que o Brasil ainda não merecia a Bossa Nova. Será que já merece Rui Costa?

(Jorge Portugal)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, ontem.

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