100 medalhas

27/08/2011 às 11:37 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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A todos aqueles que são, foram ou serão militares honestos, a justa homenagem deste blog, mesmo um pouco tardia, e o meu obrigado pelo exemplo. Parabéns a todos vocês !

A ‘receita’ passada é simples: basta seguir o que nossos pais e professores ensinaram.  JogosMilitares4


JOGOS MILITARES – MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL “O GLOBO” RJ, DO DIA 1ºAGOSTO DE 2011  JogosMilitares2

“Não  foi  o  acaso  que  trouxe mais  de  100 medalhas para  o Brasil  nos  Jogos Mundiais Militares. Também  não foram  investimentos maciços  ou  anos  de  treinamento. Tudo  começou  há  apenas  dois  anos. Também  não  foi  a tradição. Há quatro anos, não trouxemos mais que meia dúzia de medalhas. Houve apenas a decisão e o empenho em  conquistar  resultados  nos  jogos  no Brasil. Não  foram  necessários  recursos  absurdos,  viagens  pelo mundo, superfaturamento  em  contratos,  promessas  de  prêmios,  nem  mesmo  o  apoio  da  mídia,  que  teria  sido  muito importante. Não  foram necessários dirigentes de COI, Fifa, prefeitos, governadores ou presidente da República.
Mas houve o principal: o discreto trabalho de pessoas que não visaram a retorno financeiro ou destaque pessoal. Nada  foi pedido, nenhuma promessa  foi  feita. Ninguém apareceu na mídia escrita,  falada ou  televisada. Foram, apenas, anônimos militares. Altruísmo? Não. Amor à Pátria, honestidade”.

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João Carlos Martins em Fortaleza/CE

28/07/2011 às 3:47 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Que ajudar o próximo, ouvir uma excelente música e ainda ver um ser que é um verdadeiro exemplo de superação?
Essa é uma excelente oportunidade de ajudar os pacientes remais atendidos pela FUNDAÇÃO DO RIM, além da apresentação do pianista e maestro JOÃO CARLOS MARTINS, um verdadeiro exemplo de superação após ter perdidos os movimentos das mãos. Sua apresentação será dia 28/07 (quinta-feira), às 20h, no Teatro José de Alencar, Fortaleza/CE. Imperdível!


Brasil, esta é a tua cara !

06/06/2011 às 11:59 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Sarney e Lobão, uma boa análise dos últimos acontecimentos.


A AMNÉSIA DE SARNEY E OS ARRANCADORES DE UNHAS    (Malu Fontes)

Todas as pessoas envolvidas em estudos e pesquisas sobre as relações entre a sociedade e os meios de comunicação de massa conhecem a máxima segundo a qual um fato, para de fato acontecer, precisa ser veiculado na mídia, esse termo genérico em que cabe tudo: jornal, televisão, revista, site, blog, etc. Não há constrangimento nem pruridos para admitir que, na prática, essa máxima é mais verdadeira do que se desejaria admitir. Se algo não foi noticiado nos jornais nem veiculado na televisão, é como se nunca tivesse acontecido, exceto para os indivíduos diretamente envolvidos no fato.
EX-TUDO – No Brasil, talvez venha daí, dessa atribuição às mídias o papel de guardiã da memória, e não sem uma colaboração imensa dos níveis de escolaridade e letramento baixíssimos da população, a consequência mais danosa: a memória da sociedade brasileira parece ter a duração e a permanência de uma chamada na TV, de uma notícia no jornal. Como os escândalos, as tragédias e naturalmente todos os fatos se sucedem por novos e outros a cada instante e dia, nada parece sobreviver no imaginário social quando deixa de ser do interesse para as manchetes dos veículos de comunicação. E nesse aspecto é bom reiterar a natureza dos meios de informação: não lhes cabe repetir a cada dia o mesmo e já noticiado fato, pois o conceito de notícia equivale justamente a dar publicização ao que ainda não foi dito, visto, narrado, etc. Ou seja, se a memória da sociedade exige a tutela permanente da mídia para que só assim um fato político, trágico, social, econômico se mantenha vivo, há algo de muitíssimo esquisito ocorrendo com a percepção social e não apenas com os meios de comunicação.
Nesta semana um fato, mais uma vez protagonizado pelo já icônico José Sarney, uma espécie de ex-tudo neste país e que nunca deixou de ser o todo poderoso da vez, agora despachando na Presidência do Congresso, escancarou o respeito que se tem no Brasil à preservação da memória dos fatos. O presidente do Senado, longe de manifestar qualquer constrangimento com isso, inaugurou um painel com a linha do tempo e dos fatos mais importantes ocorridos naquela casa em sua história. Por alguma conveniência, os responsáveis por contar a história do Senado acharam por bem reescrever a História do Brasil e excluíram solemente o impeachment do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello. A imprensa encurralou Sarney para saber da razão de tamanho despautério e, como sempre, com sua verve de coronel maranhense laureado pelo fardão da Academia Brasileira de Letras, o senador pelo Amapá foi de uma obviedade insultante. Disse que não via problema algum no fato de o impeachment ter sido excluído: “aquilo foi um acidente, algo que já passou e que não deveria ter acontecido”. Aula magna de como apagar a História com uma dose cavalar de cinismo.
ARRANCAR UNHAS – A imprensa, agora com um coro fortalecido pelos blogs e pelas redes sociais, fez um escarcéu em torno da amnésia apadrinhada por Sarney e, no dia seguinte, o pai de Roseana e Zequinha voltou atrás para dizer meio que, se era para a felicidade geral dos reclamantes de plantão, ok, ele engolia em seco e faria essa concessãozinha, incluindo o tal do impeachment. E, a mirar-se no exemplo de Sarney, não demorará muito a algum adorador só do presente propor que os brasileiros esqueçam que um dia houve nesse país uma ditadura militar que torturou e matou a dar com o pau, literalmente. Há dois anos um dos maiores jornais brasileiros já escreveu que a ditadura no Brasil esteve mais para uma ditabranda. E esta semana, o sempre vociferante de raiva Lobão, cada vez mais acometido por um ódio imenso contra tudo o que diz respeito à MPB, resolveu flertar em defesa da ditadura.
Numa entrevista, o cantor defendeu a tese de que está mais do que na hora de o Brasil rever seus conceitos sobre a ditadura, pois não seria, segundo ele, admissível que o país tenha anistiado os militantes de esquerda que sequestraram um embaixador e queira agora atirar às barras dos tribunais para julgamento os militares que praticaram tortura apenas porque estes arrancaram umas unhinhas (sic). Chama Sarney, Lobão, que o senador provavelmente vai dizer que arrancar unhas foi somente um incidente, que isso já passou e que é um absurdo julgar alguém porque muita gente morreu de ‘arrancamento’ de unha em sessões de tortura e a família sequer sabe onde os corpos de seus parentes foram parar.
Pelo que os telejornais mostram todos os dias (sim, porque brasileiro parece se aproximar da sua história e da dos outros somente se a televisão e a mídia proporcionarem esse encontro), no resto do mundo todos os povos desejam não apenas rever sua história, mas, sobretudo fazer justiça contra torturadores. Para citar apenas exemplos mais próximos, tem sido assim no Chile e na Argentina. No Chile, para rever a história não a favor, mas contra os ditadores, acabaram de exumar pela segunda vez o corpo de Salvador Allende, o presidente morto no Palácio de La Moneda durante o golpe de estado dado pelo general Augusto Pinochet.  Durante a semana, o mundo acompanhou o périplo do general torturador sérvio levado para julgamento na corte internacional na Holanda. Enquanto isso, aqui a história é apagada sob as benesses de um dos homens mais poderosos da República, amadíssimo, na época, pelos arrancadores de unhas, e um roqueiro rebelde, pop e moderninho se perfila voluntariamente se não defensor, mas como atenuador da prática da tortura. Brasil, esta é a tua cara.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado originalmente em 05 de junho de 2011, no jornal A Tarde, Salvador/BA.

FRANKFURT VEM AÍ

06/06/2011 às 3:50 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Nos preocupamos com o Rock in Rio, com a Copa, com as Olinpíadas, e a Feira do Livro de 2013 em Frankfurt, onde o Brasil será o país tema ? Vale a pena a leitura e refelxão desse artigo de Affonso Romano de Sant’Anna !

Books


FRANKFURT VEM AI

Milhares se pessoas estão se mobilizando para o próximo  Rock in Rio, no final de 2011,  milhares de outras estão envolvidas nos projetos da Copa do Mundo em 2014  e milhares, talvez milhões, na preparação das Olimpíadas 2016.

E para a Feira do Livro de 2013, em Frankfurt, quando o Brasil será o país tema, como estão as coisas?

Essa Feira, na Alemanha, a maior do mundo, deveria ter a importância do festival internacional do rock, da Copa e das Olimpíadas.

Frankfurt é  a olimpíada, a copa e o rock do “povo do livro”.

Estava em Paris, há dias. E tive que experimentar uma vez mais essa melancólica humilhação: a literatura brasileira é a literatura de um autor só- Jorge Amado. Olhei, como venho fazendo há mais de 50 anos, as estantes dedicadas a tchecos, poloneses, asiáticos, russos, japoneses, nórdicos, americanos e latino americanos. Cadê o Brasil? Nada. Procurando muito, lá está Jorge Amado (sempre) entre eles, os de língua espanhola. Mais ninguém. Nem Clarice, nem Drummond, nem Guimarães Rosa ou Machado de Assis. Nelson Rodrigues, nem pensar.

Pergunto cinicamente ao vendedor: -Por que não tem uma estante de autores brasileiros? Ele, condescendente, diz: – Não há autores suficientes.

A gente quando olha o mundo a partir daqui, acha que além dos maiores rios e florestas do mundo, temos a melhor música, a melhor literatura, o melhor cinema, etc. Olhado o Brasil de fora para dentro, é diferente: não existimos. Somos uma coisa exótica abaixo do Equador. Lembro-me de quando dava aulas de literatura brasileira no exterior, as pessoas ao saberem disto, me perguntavam:- Mas existe isto? Me olhavam como Montesquieu olhava um persa em Paris. Aos seus olhos eu estava dando aulas de uma coisa inexistente.

A primeira vez que fui à Itália, nos anos 60, vi um livro de Rosário Fusco sendo vendido numa banca da Via Veneto         . Pensei: Rosário Fusco está arrebentando na Europa. Não era verdade. Deve ter acontecido com ele o que acontece com qualquer autor brasileiro: algum editor ou tradutor entusiasmado faz essa proeza. E fica nisto. Não há política cultural, Não há um projeto contínuo e consequente  de exportação da literatura brasileira .

Digo isto por ter sido um dos articuladores da presença brasileira na Feira de Frankfurt em 1994, quando presidia a Fundação Biblioteca Nacional. Foi um esforço memorável, apesar de todos os problemas. O pavilhão brasileiro conseguiu ser mais visitado que o da França, que detinha o récorde de visitas. Havíamos criado estratégias de exportação da cultura brasileira e um projeto de tradução de nossos autores. O país tinha  então 160 milhões de habitantes, hoje 200 milhões. Estávamos ( ainda) em crise. Durante os seis anos que passei na FBN convivi tive seis ministros da cultura. Era impossível um planejamento sério, a longo prazo. Hoje é diferente.

Hoje a revista “The Economist” vive dizendo que o Brasil é uma maravilha e  estamos até acreditando nisto. Houve melhoras louváveis  na gestão Gil-Juca no Ministério da Cultura. Conseguimos botar uma biblioteca em cada município e temos milhares de programas de “mediadores de leitura”. O governo desonerou a indústria editorial de impostos esperando que ela invista na produção de leitores e não de livros apenas.  Mas continuamos sendo o pais de um autor só. E para sair disto é simples e barato: basta lançar um projeto não só de tradução, mas de financiamento de edições de 200 autores por ano. Uma andorinha só não faz verão. Se em 2013 tivéssemos 600 autores ( ou títulos) novos em outras línguas, aí, quem sabe, o livreiro europeu ia descobrir que a literatura brasileira existe?

Essa intervenção maciça no mercado é urgente, até para compensar a invasão de best-seller estrangeiros em nosso país. Basta comparar as listas de mais vendidos dos anos 60 e 70 com a de agora, para ver como o nosso QI literário baixou alarmantemente.

Sei que o atual governo está começando a cuidar deste assunto. Até estive numa reunião do “povo do livro” na FBN comandada por Galeno Amorim. Mas por mais que esse assunto operacionalmente esteja na área de dois ou três ministérios, só resultará num avanço histórico caso se transforme numa ação do Estado, num assunto de interesse maior da Presidência da República.

Repito: Frankfurt  2013 é  a olimpíada, a copa e o rock do “povo do livro”.

(Fonte: CorreioBraziliense, 15 de maio de 2011)

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