Cegueira Moral

03/03/2016 às 3:14 | Publicado em Baú de livros | Deixe um comentário
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Esse livro é uma espécie de “bate-bola” entre Zygmount Bauman e Leonidas Donskis. Como os outros livros de Bauman que li, em destaque o CAPITALISMO PARASITÁRIO, este também é de leitura complexa, na minha opinião, porém sempre reflexiva e atual. Atual porque trata da perda da sensibilidade na era da modernidade líquida das novas tecnologias da informação e da comunicação, as novas TIC como a Academia as denomina. Recomendo a sua leitura.


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Internet tornou mais complexo papel de pais e educadores

31/10/2013 às 3:59 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse é dedicado aos pais com filhos pequenos. Prestem muita atenção !

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Internet tornou mais complexo papel de pais e educadores

Ensinar sobre vantagens e armadilhas da rede é, hoje, parte das obrigações de pais e escolas. Porém muitos adultos estão desorientados diante das novas mídias. E educar é, em grande parte, poder dar exemplos na prática.

Todo o mundo já passou por isso: a pessoa se senta diante do computador, lê algo, clica aqui e ali, e já se passaram duas horas, senão três ou quatro. Afinal, há tantas opções interessantes na internet, e muitas delas são instrutivas, sem dúvida.

Entretanto, quando se trata dos filhos, a opinião é unânime: o tempo na internet deve ser limitado, 20 minutos por dia ou mais, dependendo da idade. A forma de lidar com a rede é algo que precisa ser aprendido. E não só pelas crianças, como também pelos adultos, pois educar significa, em grande parte, vivenciar aquilo que se postula.

Responsabilidade própria

“Educação digital deve começar cedo”, diz Kristin Langer, pedagoga especializada em meios de comunicação. “A melhor idade é a partir dos quatro ou cinco anos.” Ela é consultora da iniciativa Schau Hin! do Ministério alemão da Família, Idosos, Mulheres e Jovens. O projeto existe desde 2003, e tem o objetivo de ajudar os profissionais da educação e os pais a se orientarem no mundo das novas mídias.

Langer percebeu que muitas vezes os pais ficam divididos. De um lado, há o medo de que as crianças fiquem sobrecarregadas com tantas informações; mas do outro, está a preocupação de que fiquem desconectadas do mundo digital. A pedagoga reforça a importância do exemplo. “Os pais só podem exigir dos filhos aquilo que parte deles mesmos. Preciso ter, para mim, princípios sobre como lidar com o que me é oferecido. Isso significa estabelecer limites para mim mesma, também.”

Esses princípios ficaram ainda mais importantes desde que os smartphones entraram na vida familiar. Segundo um estudo da Associação de Pesquisa em Pedagogia dos Meios de Comunicação Sudoeste (MPFS, na sigla alemã), 50% dos jovens entre os 12 aos 19 anos de idade possui um desses aparelhos e, portanto, acesso móvel à internet.

Nesse caso, o esclarecimento é fundamental. “É importante deixar claro para as crianças: os meios digitais existem, e isso é bom, porém que o mundo também é feito de outras coisas”, explica Langer. Quanto maiores as crianças, mais senso de responsabilidade própria devem desenvolver. Por isso, é importante começar cedo. “Pais e filhos podem procurar, juntos, possibilidades para definir: isso é bom para mim, isso não é. Assim, a própria criança pode decidir, por si mesma, se é contra ou a favor de algo.”

Educação ficou mais complexa

Para poder acompanhar os filhos no mundo digital, os pais têm que, forçosamente, se confrontar com o tema. Existem máquinas de busca especiais para crianças, uma grande oferta de páginas de orientação pedagógica, esclarecendo pais e filhos sobre as vantagens e armadilhas da internet.

Da mesma forma, há programas de proteção à juventude que bloqueiam determinados sites. No entanto, à medida que crescem, os mais espertos entre os jovens usuários vão aprendendo a contornar essas barreiras. “A coisa se torna até uma forma de esporte”, aponta Langer, retornando, assim, ao tema responsabilidade própria.

Proibir de nada adianta – disso está seguro Thomas Heine, do projeto Internet-Fuehrerschein.de, que pleiteia uma espécie de “carteira de motorista” para a rede. Em algumas questões, o papel dos educadores tornou-se mais complexo, acredita ele. Um exemplo são as bases legais para a utilização da internet. “Esse é um novo fator que foi acrescentado à educação, e que muitos pais desconhecem.”

Em parceria com a federação das escolas superiores abertas da Alemanha DVV, ele fundou uma “oficina da internet”. O curso para adultos e famílias é oferecido desde 2011 em 700 das “universidades populares” do país. Entre os temas tratados estão online banking, segurança, redes sociais, questões jurídicas ou competência infonáutica para pais e responsáveis.

Escolas têm papel importante

Como nem todas as famílias possuem as mesmas condições de informar corretamente seus filhos sobre os perigos da internet, o papel das escolas é fundamental. No Ginásio Heinrich Mann de Colônia, por exemplo, o tema pesquisa na internet faz parte do currículo. “Não consta das diretrizes escolares, mas surgiu a partir da prática de sala de aula”, conta Hans-Peter Koenen, professor de Matemática e Informática.

Durante as aulas, os alunos aprendem a manusear certos programas de computador e a utilizar a rede da escola. Não existe a matéria “educação para a internet”, porém temas como bullying ou privacidade na internet são discutidos nas aulas dedicadas à coesão social das classes.

Autora: Petra Lambeck (cn)
Revisão: Augusto Valente

(FONTE: http://www.dw.de/internet-tornou-mais-complexo-papel-de-pais-e-educadores/a-16399938)

CYPHERPUNKS – liberdade e o futuro da internet

08/08/2013 às 3:08 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | 5 Comentários
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Recomendo fortemente este livro a todos que usam a grande rede. Uma excelente reflexão que Julian Assange faz com seus companheiros de jornada Jacob Appelbaum, Andy Muller-Maguhn e Jérémie Zimmermann. A seguir dois ‘aperitivos’:

JAssange


A MILITARIZAÇÃO DO CIBERSPAÇO

Quando nos comunicamos por internet ou telefonia celular, que agora está imbuída na internet, nossas comunicações são interceptadas por organizações militares de inteligência. É como ter um tanque de guerra dentro do quarto. É como ter um soldado entre você e a sua mulher enquanto vocês estão trocando mensagens de texto. Todos nós vivemos sob uma lei marcial no que diz respeito às nossas comunicações, só não conseguimos enxergar os tanques – mas eles estão lá. Nesse sentido, a internet, que deveria ser um espaço civil, se transfor-mou em um espaço militarizado. Mas ela é um espaço nosso, porque todos nós a
utilizamos para nos comunicar uns com os outros, com nossa família, com o núcleo mais íntimo de nossa vida privada. Então, na prática, nossa vida privada entrou em uma zona militarizada. É como ter um soldado embaixo da cama. É uma militarização da vida civil.

COMBATENDO A VIGILÂNCIA TOTAL COM AS LEIS DO HOMEM

Com o aumento da sofisticação e a redução do custo da vigilância em massa nos últimos dez anos, chegamos a um estágio no qual a população humana dobra aproximadamente a cada 25 anos – mas a capacidade de vigilância dobra a cada 18 meses. A curva de crescimento da vigilância está dominando a curva de crescimento populacional. Não há como escapar diretamente disso. Estamos em um estágio no qual é possível comprar por apenas US$ 10 milhões uma unidade para armazenar permanentemente os dados interceptados de um país de médio porte. Então me pergunto se não precisaríamos de uma reação equivalente. Essa é uma ameaça enorme e concreta à democracia e à liberdade de todo o planeta, e essa ameaça precisa de uma reação, como a ameaça da guerra atômica precisou de uma reação em massa, para tentar controlá-Ia enquanto ainda for possível.

Novas leis nivelam criminosos aos cidadãos e incentivam o cibercrime

13/11/2012 às 3:17 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse tema é muito polêmico. A ‘contrario sensu’ deste douto advogado do vídeo e do artigo, cito o livro DIREITO DIGITAL, da advogada Patrícia Peck. Não que a sociedade não tenha que produzir novas leis para os crimes cibernéticos, mas solulção já há, sempre há, desde ‘Talião’…

Julgamento pelo STF (Sepúlveda Pertence) de habeas corpus (76.689/PB, 22-9-98) sobre crime de computador: ‘Não se trata no caso, pois de colmatar lacuna da lei incriminadora por analogia: uma vez que se compreenda na decisão típica da conduta criminada, o meio técnico empregado para realizá-la pode até ser de invenção posterior à edição da lei penal: a invenção da pólvora não reclamou redefinição do homicídio para tornar explícito que nela se compreendia a morte dada a outrem mediante arma de fogo’”.

FONTE: IMPERIALISMO DIGITAL VIA INTERNET


Novas leis nivelam criminosos aos cidadãos e incentivam o cibercrime

Não bastasse o fato de o Brasil estar muito atrasado em relação a outros países, no tocante a adoção de uma legislação voltada para o combate dos crimes cibernéticos – o Chile, por exemplo, tem legislação desde 1993 – o Congresso Nacional deverá criar leis inócuas, que se levadas ao pé da letra, podem tornar o crime como algo que compensa. A avaliação é do advogado, Walter Capanema – Secretário-Geral da Comissão de Direito e Tecnologia da Informação da OAB/RJ.
Ele proferiu palestra sobre o tema -“Os desafios para o combate ao cibercrime” – durante o 7º SegInfo, realizado entre os dias 30 e primeiro de setembro, no Rio de Janeiro. E não poupou críticas aos textos que estão em análise no Congresso. Também foi duro ao falar do demorado processo legislativo, o qual, na visão do especialista, deixa o país vulnerável às quadrilhas organizadas.
Segundo Capanema, essa demora fez com que o famoso “jeitinho” brasileiro possibilitasse aos juízes julgar alguns delitos adaptando-os com base no Código Penal de 1940, quando a Internet sequer existia. Mas, agora, com a possibilidade de aprovação de uma revisão do Código Penal existe, segundo ainda o advogado, chance de a situação se agravar no judiciário, devido à má interpretação dos legisladores com relação às condutas, que podem ser consideradas crimes eletrônicos.
Além disso, o Código Penal não previu a questão da “proporcionalidade”, responsável por definir uma maior punição, conforme a gravidade do crime. A proposta, de acordo com Capanema, é branda e quase se torna um incentivo para se cometer um crime eletrônico. Dos quatro artigos sugeridos para regular e punir crimes na web, apenas dois efetivamente punem os infratores, sustenta o secretário-geral da Comissão de Direito e Tecnologia da OAB/RJ. Ainda sim, as penas são brandas e podem levar o infrator a pensar que compensa.
Para completar a confusão, Capanema aponta que os novos artigos do Código Penal podem nivelar o verdadeiro criminoso com as pessoas de bem. O texto, sustenta o especialista, foi mal redigido, sem uma definição clara de quais as condutas seriam consideradas como crime e não fez a distinção clara daqueles que estariam efetivamente cometendo um delito e os que apenas estariam trabalhando no combate à eles, como, por exemplo, os funcionários das empresas de segurança da informação.
Outras legislações são conflitantes em termos de punições aos infratores. Também debatido no Congresso, o PL 101/2011 – que ficou conhecido como “lei Carolina Dieckmann” – é um exemplo dos contrastes encontrados entre o Código Penal e legislações específicas de combate ao crime cibernético. Para questões não tão importantes do ponto de vista criminal, esta lei prevê detenção de até 3 anos para o infrator, enquanto que o Código Penal manteria o mesmo ‘criminoso’ por alguns meses na cadeia, caso o juiz não optasse por condená-lo apenas a cumprir uma pena alternativa como, por exemplo, distribuição de cestas básicas.
A CDTV do portal Convergência Digital gravou a apresentação do advogado. Assista e constate os desafios que o país terá pela frente para resolver a questão dos crimes cibernéticos:


FONTE: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=31777&sid=18

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