MIT criou algoritmo que permite criar qualquer coisa com papel

10/08/2017 às 3:18 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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10Muito interessante essa tecnologia. Confiram !

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MIT criou algoritmo que permite criar qualquer coisa com papel

Uma nova tecnologia recém-desenvolvida por um grupo de pesquisadores do MIT e da Universidade de Tóquio pode resultar na criação de objetos bastante interessantes feitos, acredite se quiser, em papel. E não estamos falando em um simples recorte no material, mas sim em origamis incrivelmente complexos, capazes de simular praticamente qualquer forma.

Para tal, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo incrivelmente poderoso. Este basicamente cria instruções de como dobrar um pedaço de papel para torna-lo qualquer tipo de poliedro (qualquer objeto tridimensional composto apenas de faces lisas, como cubos, prismas e outras formas).

Isso pode não parecer muito, em um primeiro momento. Mas, quando consideramos que praticamente qualquer forma pode ser aproximada a um poliedro – inclusive, lembrando que as figuras tridimensionais que vemos em vídeos, animações e games são basicamente poliedros incrivelmente complexos –, fica difícil não imaginar todo o potencial.

Criando o algoritmo dos super origamis

Vale notar que esse não é nem de longe o primeiro algoritmo de origami computacional já feito. Tanto Erik Demaine (do MIT) quanto Tomohiro Tachi (de Tóquio), os dois criadores desse novo sistema, haviam trabalhado em tecnologias semelhantes anteriormente; ambos, contudo, funcionavam com a ajuda de algumas “trapaças”.

O algoritmo de Demaine, por exemplo, precisava trabalhar obrigatoriamente com tiras de papel compridas e finas, o que significava um aproveitamento mínimo ao usar um tradicional quadrado de papel. Já o de Tachi foi o primeiro de seu gênero para a criação de formas 3D em origami, ainda em 2008, mas não era tão robusto.

Com o algoritmo de Demaine e Tachi, porém, esses problemas e limitações simplesmente não existem. Ele até mesmo traz algumas vantagens bastante interessantes, como a capacidade de ser usado para a criação de recipientes simplesmente trabalhando nas bordas dos objetos (e considerando, é claro, que o papel usado seja impermeável).

Pois é. Como falamos antes, o potencial desse algoritmo é simplesmente absurdo. Resta apenas torcer que empresas comecem a usar isso para colocar essas ideias em prática.

FONTE(S)

IMAGEN(S)

FONTE: https://www.tecmundo.com.br/tecnologia/118348-mit-criou-algoritmo-permite-criar-qualquer-coisa-papel.htm

Crise política, Ciência em crise

26/07/2017 às 3:22 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Muito bom e atual esse artigo do Professor da UFBA Nelson Pretto. Sem investir em Educação e em Ciência&Tecnologia um país não tem futuro !Q


Crise política, ciência em crise  20130618054526_nelson-pretto-2

Desde 1948, em julho, em algum lugar do país, acontece a reunião anual (RA) da SBPC, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Tendo desempenhado um importante papel de resistência à ditadura militar no país nas décadas de 1960/70, a SBPC tenta recuperar seu papel ativista na luta pela democracia e pela valorização da educação, saúde, ciência e tecnologia no país.

Congregando 239 outras sociedades científicas, essa RA ocorrida na UFMG (encerrada em 22/07), reuniu cerca de 10 mil participantes e foi marcada pelos protestos contra os cortes nos orçamentos de C&T e Educação.

Nos debates foram apresentados dados estarrecedores: em 2017, o governo promoveu um corte R$ 4,3 bilhões do orçamento das universidades e centros de pesquisa, equivalendo a cortar meio milhão de reais por hora. O resultado óbvio é uma crise sem precedentes, que pode levar, já no próximo mês de setembro, à paralisação de inúmeras atividades nas universidades e centros de pesquisa, aliás, como já vem ocorrendo com a UERJ, no Rio.

Durante a SBPC foi instalado na UFMG o tesourômetro do conhecimento (Movimento Conhecimento Sem Cortes), que além de denunciar o tamanho dos cortes nos orçamentos de C&T a cada segundo, convoca a todos para aderir a um abaixoassinado contra essas medidas.

Durante a SBPC, o anfitrião, reitor Jaime Ramírez, cobrou manifestação de todos pelo fim da Emenda Constitucional que congela o orçamento por 20 anos, emenda que denominamos durante a sua tramitação de PEC do fim do mundo, em função da dramaticidade das suas consequências.

Acompanhando esse posicionamento, a SBPC aprovou uma manifestação pública pela Diretas Já, uma vez que as medidas adotadas pelo governo são o oposto da opinião expressa nas urnas pela população brasileira, com alto índice de rejeição às Reformas Trabalhista e Previdenciária e à Emenda Constitucional que congela o orçamento da União pelos próximos 20 anos.

A festa da ciência que é a SBPC foi marcada por protestos e termina com o nosso grito pela volta da democracia ao país e por eleições Diretas Já!

(Nelson Pretto)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 24.07.2017

Comparação do tamanho do universo

22/07/2017 às 3:54 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Muito bom esse vídeo. Mas apenas lembrando: a teoria do multiverso, assim como a teoria das cordas, quem tentam “unificar” o que Einstein e outros morreram tentando, numa teoria do tudo ou algo parecido (contestada por outros tantos cientistas e filósofos da natureza do quilate de um Marcelo Gleiser) não foram ainda comprovadas cientificamente.


Brasil Odeia Ciência: professores correm risco de ficar de fora da Escola do CERN

05/07/2017 às 3:56 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Muito preocupante isso. Segue o alerta e o convite para participar!


Brasil Odeia Ciência, Prova #8.874.431^googolplexo: professores correm risco de ficar de fora da Escola do CERN

ndtdepressed

Que o Brasil odeia ciência não é novidade. É uma atitude que transcende governos, transcende partidos, transcende ideologias. Ciência é malvada e digna de desconfiança, exceto quando inventa a fosfoetanolamina ou cede ao lobby da homeopatia. As editorias de ciências dos portais em geral são ridículas, quando existem, e os poucos blogs com patrocínio sobrevivem aos trancos e barrancos.

A bola da vez é a Escola de Fìsica do CERN, o laboratório europeu do qual faz parte o LHC, que quase destruiu o mundo em Anjos e Demônios, mas era mentirinha e o pessoal do filme foi muito bem recebido por lá. Desde 2007 o Brasil manda professores de física de nível médio para um curso no CERN, é uma oportunidade incrível, invejável, o professor sai de lá tendo visto ao vivo ciência de ponta.

Isso é, obviamente repassado para os alunos, reacendendo a chama da curiosidade científica.

Óbvio que no país onde você paga uma fortuna pra tirar um passaporte e o governo tem a cara de pau de dizer que não tem verba pra imprimir passaporte, sobrou pra escolinha. Ou melhor, não sobrou: as verbas, que vem minguando desde 2015, minguaram mais ainda. Ano passado os coordenadores do projeto tiveram que viajar bancando passagem e estadia. Este ano ficou pior ainda.

O jeito foi passar a sacolinha, abriram um projeto de financiamento coletivo para pagar 50% dos custos o resto eles se viram, e em último caso sempre dá pra vender plutônio pros líbios.

Por enquanto o projeto só arrecadou 4% da meta de R$ 15 mil, e a arrecadação vai até 16 de agosto.

Colabore, mostre que o Brasil pode odiar ciência mas nem todo brasileiro vive na terra plana. Se você puder doar, excelente. Se puder divulgar, melhor ainda (ok, melhor mesmo seria doar e divulgar).

Aqui o site do projeto de crowdfunding.

(Carlos Caruso)

FONTE: http://meiobit.com/368086/professores-brasileiros-correm-risco-de-nao-continuarem-no-cern-lhc-brasil-odeia-ciencia/

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