Garotas exatas

11/10/2019 às 3:45 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Que bela iniciativa ! Parabéns a todos os envolvidos !


Garotas exatas

Cerca de 500 alunas de escolas públicas têm acesso à educação científica no projeto Meninas na Ciência de Dados

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Produzir gráficos separando M&Ms, aqueles confeitos de chocolate, por cores. Promover avaliações qualitativas diferindo perfis de amizades. Aprender programação fazendo um jogo de como limpar a casa. Acender uma lâmpada a partir de uma maletinha de circuitos eletrônicos. Todas essas atividades, aparentemente simples,conceitualmente complexas, inauguraram um novo mundo para cerca de 500 meninas de escolas públicas de Salvador, que participam de um projeto batizado com o nome delas: Meninas na Ciência de Dados.

Quem teve a ideia de fazer com que elas se aproximassem do “pensamento computacional e estatístico” das ciências exatas foi a engenheira química Karla Esquerre, ela mesma uma estudante de escola pública da vida inteira. Karla foi, pessoalmente, aos cinco colégios selecionados para o projeto, na Federação, Ondina e Dois de Julho, e em todos começou a falar fazendo uma pergunta que era também uma apresentação: o que ela era?

Os palpites iam surgindo aos montes pelas salas. Jardineira. Cantora. Malabarista de circo. Professora de educação física. Ninguém chutou que Karla era engenheira. O projeto existe também para isso, para que as meninas possam se ver,  no futuro, como cientistas, já que as mulheres ainda são minoria na área. “Quando agente começou a fazer as dinâmicas, uma delas perguntou: ’Ah, mas para que eu vou aprender isso? Eu vou ser camelô’. E aí eu respondi que ela podia ser camelô, tudo bem, mas que essa era apenas uma das possibilidades que tinha na vida.Há muitas outras”,conta Karla.

Os conhecimentos que adquirem ali vão servir até para quem não estiver muito interessada em seguir na área de exatas, já que hoje é inevitável lidar com dados e saber interpretá-los para resolver problemas, lembra Karla. Na primeira etapa do projeto,todas as meninas do 6º ao 9º ano das escolas, que costumam ter entre 12 e 17 anos, participaram das atividades, pensadas para ser super práticas e nada expositivas. Depois, algumas delas se inscreveram para integrar a fase posterior do trabalho, que resultará num site com dados sobre Salvador.

Ana Beatriz Santos, 13, está no 8º ano do Colégio Estadual Henriqueta Martins Catharino, na Federação.Ela é uma das três estudantes bolsistas do projeto na escola. E está agora muito interessada em descobrir quanto o governo investe na educação. Foi a pergunta que ela propôs que fosse respondida no site.

Bia conta que antes não gostava de matemática e agora está “obcecada”. Ela também está aprendendo a programar a partir da criação de um jogo que vai mostrar que cada ambiente da casa precisa de um “saneante diferente”. Fala assim mesmo, com essa palavra muito sofisticada para produto de limpeza. O jogo será apresentado na feira de ciências da escola.

O Meninas na Ciência de Dados causou tanto burburinho por lá que os garotos também quiseram participar. E ficou decidido que na feira deste ano todos os trabalhos apresentados terão que ser apresentados no formato de algoritmo, a sequência de regras e operações que leva à solução de um problema. Os professores foram capacitados para tratar do tema com todos os alunos, do ensino fundamental ao médio.

GUINADA

Alzira Melo, que dá aulas de química na Henriqueta, conta que o projeto foi como uma “alavanca”. “O colégio teve uma guinada fantástica. E olhe que educação geralmente é um processo mais lento. Mas o Meninas chegou e mudou tudo, tudo, tudo”. Ela tem esperanças de que trabalhos como esse transformem um quadro no qual já repara há tempos. As alunas costumam ir bem em matemática nos anos iniciais e depois vão caindo de desempenho. “Acho que isso tem muito a ver com os estereótipos de gênero, de elas, de repente, não se sentirem capazes. E um projeto como esse dá respaldo, dá confiança. É incrível”.

O projeto é mantido com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e vai, a princípio, até o final do ano. Alguns professores da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde Karla dá aulas, resolveram participar como voluntários. “Agente vem de uma escola onde há pouquíssima aproximação com a sociedade. Então, quando a gente apresentou a ideia, houve um interesse grande. Mas não é fácil. Depois que você se envolve com as crianças, é um monte de ligação de noite, no fim de semana”, ri.

Não é, de todo modo, uma reclamação. Ela já está buscando novas parcerias para que o trabalho continue. Por mais meninas. Por mais ciência.

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(Tatiana Mendonça e Rafael Martins)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 22.09.2019

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Esse reator transforma gás do efeito estufa em puro combustível líquido

27/09/2019 às 3:23 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente notícia, confiram !


Esse reator transforma gás do efeito estufa em puro combustível líquido

Pesquisadores da Universidade Rice (EUA) conseguiram transformar dióxido de carbono, um gás do efeito estufa, em combustível líquido puro usando um eletrocatalisador.

O reator catalítico usa CO2 como matéria-prima e produz concentrações altamente purificadas de ácido fórmico. Outros dispositivos podem fazer a mesma conversão, mas requerem etapas de purificação caras e muito mais energia.

Nos testes conduzidos pelos cientistas da Rice, o novo reator alcançou uma eficiência de conversão de cerca de 42% – quase metade da energia elétrica pode ser armazenada como combustível líquido.

O ácido fórmico é um transportador de energia. É um combustível que pode gerar eletricidade e emitir dióxido de carbono – que você pode reciclar novamente. Também é fundamental na indústria de engenharia química como matéria-prima para outros produtos químicos, e um material de armazenamento de hidrogênio que pode conter quase 1.000 vezes mais energia que o mesmo volume do gás, difícil de comprimir. Este é um problema atualmente para tornar a indústria de veículos alimentados por hidrogênio possível”, explicou o engenheiro químico e biomolecular Haotian Wang, um dos autores do estudo.

Os avanços

O novo dispositivo é melhor que os tradicionais por dois motivos: possui um catalisador robusto e bidimensional de bismuto e usa um eletrólito de estado sólido que elimina a necessidade de sal como parte da reação.

O bismuto é um átomo muito pesado, comparado a metais de transição como cobre, ferro ou cobalto. Sua mobilidade é muito menor, principalmente sob condições de reação. Isso estabiliza o catalisador”, explicou outro autor do estudo, Chuan Xia.

O eletrólito sólido à base de polímero é outro avanço. “Normalmente, as pessoas reduzem o dióxido de carbono em um eletrólito líquido tradicional como a água salgada. Você deseja que a eletricidade seja conduzida, mas o eletrólito da água pura é muito resistente. Você precisa adicionar sais como cloreto de sódio ou bicarbonato de potássio para que os íons possam se mover livremente na água. Mas quando você gera ácido fórmico dessa maneira, ele se mistura com os sais. Para a maioria das aplicações, é necessário remover os sais do produto final, o que demanda muita energia e custo. Por isso, empregamos eletrólitos sólidos que conduzem prótons e podem ser feitos de polímeros insolúveis ou compostos inorgânicos, eliminando a necessidade de sais”, complementou Wang.

Por fim, enquanto as pessoas produzem catalisadores em escalas de miligrama ou grama, o novo estudo desenvolveu uma maneira de produzi-los na escala do quilograma. “Isso facilitará o processo de expansão para a indústria”, afirmou Xia. 

Próximos passos

Com o catalisador atual, os cientistas conseguem gerar ácido fórmico continuamente por 100 horas.

Por enquanto, a taxa na qual a água flui através do dispositivo é o que determina a concentração da solução final. Se for lenta, produz uma solução com quase 30% de ácido fórmico. Os pesquisadores desejam alcançar concentrações mais altas futuramente.

Além disso, o mesmo dispositivo também pode ser facilmente reformulado para produzir produtos de maior valor, como ácido acético, etanol e propanol.

O cenário geral é que a redução de dióxido de carbono é muito importante por seu efeito no aquecimento global e também na síntese química amigável ao meio ambiente. Se a eletricidade vier de fontes renováveis, como o sol ou o vento, podemos criar um loop que transforma dióxido de carbono em algo essencial sem emitir mais do gás”, resumiu Wang.

FONTE: https://hypescience.com/esse-reator-transforma-gas-do-efeito-estufa-em-puro-combustivel-liquido/

Evasão de talentos e dependência

24/09/2019 às 3:21 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente esse artigo do Professor Paulo Ormindo. O que se está fazendo com a ciência, a tecnologia e a educação neste país é crime de lesa-pátria. Retrocedemos, no mínimo, ao Século XVIII !

Alerta


Evasão de talentos e dependência  foto Paulo Ormindo

A guerra geopolítica e comercial se faz basicamente pelo domínio da ciência e tecnologia. Foi assim que EUA, União Soviética, Alemanha e França se impuseram como países centrais e periféricos como a China, Coreia do Sul e Índia estão dando seu grande salto. Em 1999 estive no Museu de Tecnologia de La Villette, em Paris, e numa exposição sobre a conquista espacial, Brasil e Índia estavam em pé de igualdade. Naquele mesmo ano uma explosão misteriosa terminou o nosso sonho espacial. Os indianos acabam de colocar um satélite na Lua.

O Brasil já desenvolveu grandes projetos tecnológicos em universidades federais e estaduais, como a USP, em institutos de pesquisa, como a Fundação Oswaldo Cruz e a Embrapa e grandes empresas, como a Petrobras e Embraer. Como resultados dessas pesquisas descobrimos o méson PI e o pré-sal, desenvolvemos vacinas contra doenças tropicais. o etanol automotivo, a exploração agrícola do cerrado e aviões de ponta. Temos pesquisadores conceituados mundialmente, que colocaram o Brasil na 32ê posição num ranque de 60 países, segundo o Highlity Cited Reasearchers.

Isto só foi possível graças à formação dada pelas universidades com o apoio da Capes, CNPq e fundações estaduais de financiamento à pesquisa. O atual governo reduziu em 30% o orçamento das universidades, inviabilizando a pesquisa, e acaba de cortar 8.800 bolsas da Capes e 4-500 do CNPq. Sofremos o mesmo na ditadura. Thales de Azevedo publicou, em 1968, “Evasão de talentos, desafios das desigualdades”, no qual alertava sobre as perdas que o Brasil sofria com a saída de cientistas e artistas em busca de melhores condições de trabalho no exterior.

Estamos voltando a ser “um pais essencialmente agrícola”, exportador de produtos minerais e agrícolas sem valor agregado, como o cru do pré-sal, terro e bauxita, que provocam tsunamis ambientais, a soja e o gado que desmatam e incendeiam o cerrado e a Amazónia. Os acordos comerciais com os EUA e União Europeia vão permitir a eles importar nossos produtos mais baratos e vender aqui seus produtos e serviços de ponta sem pagar impostos, aumentando a nossa dependência e acabando com o emprego. O setor privado foi desnacionalizado por Collor e FHC. Já não temos industriais como Matarazzo, António Ermíio de Morais, José Mindlin, Olavo Setúbal, nem novos, apenas agiotas e fazendeiros.

Enquanto os EUA se defendem da concorrêcia externa estabelecendo cotas e sobretaxas, nós abolimos impostos de importação, vendemos o que resta de indústria nacional, como a Embraer e nossas refinarias, e desestimulamos a pesquisa. Só falta dom Paulo Guedes voltar a 1785 e reeditar o alvará de D. Maria I de Portugal que proibia se instalar fábricas e manufaturas no Brasil, salvo de baeta para sacos e vestir escravos.

(Paulo Ormindo de Azevedo)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 22.09.2019

A web de ontem, a web de amanhã

03/09/2019 às 3:01 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse veio do blog “O Bem Viver“. Quando me aventurei no Mestrado em Educação pela Universidade do Estado da Bahia há alguns anos, tive oportunidade de ler alguns livros de Pierre Lévy, todos muito bons. Das questões tratadas por ele, a da autoria com as novas TIC sempre foram uma preocupação minha expressa em vários posts neste espaço. No link da notícia original há vídeos dele (https://www.fronteiras.com/artigos/a-web-de-ontem-a-web-de-amanha).

Portanto, é algo muito, muito aberto, no qual a distinção entre proprietários de mídias, produtores, autores, consumidores, autores e leitores, está em via de se apagar progressivamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A web de ontem, a web de amanhã

A noção de democratização é sempre importante na história dos instrumentos simbólicos. A escrita, no começo, era o privilégio dos escribas; depois, numa evolução gradativa, todo o mundo aprendeu a ler e a escrever.

No início, os computadores só podiam ser manipulados por especialistas, em pequeno número, porque era muito difícil fazer computadores funcionarem. Depois, a evolução técnica, a evolução da programação, levou à essência do computador pessoal, isto é, um computador que se pode utilizar sem ser especialista e cujo preço é relativamente acessível.

Então, por um lado, a informática pessoal se difunde e, por outro, uma rede de computadores começa a se constituir. A grande invenção, a grande ideia da Internet é simplesmente dar a cada computador da rede um endereço, de modo que todos os computadores possam se comunicar entre si. No fundo, a Internet é um sistema de endereçamento dos computadores interconectados.

A partir dos anos 1980, fala-se de convergência e de digitalização das mídias. Começa-se a produzir material sonoro digitalizado, material visual digitalizado, material textual digitalizado. E disseram: “Mas se tudo afinal pode ser codificado com zero e um e se é possível transformar, criar, intercambiar as imagens, os sons, os textos e tudo o que se quiser com computadores, então vai haver uma espécie de convergência de todas as mídias nesse novo meio de comunicação digital.”

Era um pequeno número de pessoas que pensava assim nos anos 1980. Mas isso começou a ficar evidente por volta da metade dos anos 1990 com o aparecimento da World Wide Web.

E o que é a World Wide Web? Bem, é um sistema de endereçamento. Mas, em vez de ser um sistema de endereçamento dos computadores, como na Internet, é um sistema de endereçamento de páginas.

Assim, cada página na Web terá um endereço particular. E, como cada página tem um endereço, pode-se fazer a ligação de uma página a uma outra. São os famosos hiperlinks. É assim que a Web constitui um imenso hipertexto ou hiperdocumento que reúne todos os documentos que se encontram dentro.

Será que a coisa se detém aí? Acredito que não. Acredito que estamos só no começo da construção do ciberespaço e que, provavelmente, haverá outras evoluções. A Internet é o início das comunidades virtuais, o início da convergência das mídias, a apropriação pessoal do poder da informática.

A Web, porém, trata-se de uma imensa transformação cultural, porque é a primeira vez que se tem uma esfera pública mundial.

Antes, a esfera pública era essencialmente nacional, ela se baseava na imprensa, no rádio, na televisão e, hoje, a comunicação se dá diretamente de forma mundial.

Ela é multimídia e, além disso, em vez de ser controlada principalmente pelos que possuem grandes empresas de comunicação, é apropriada e distribuída de forma cada vez mais democrática por todo o mundo.

Todo o mundo pode ter seu site, seu blog. Todo o mundo pode contribuir, digamos, para a acumulação do conhecimento, por exemplo, que se faz nas grandes enciclopédias como a Wikipédia.

Portanto, é algo muito, muito aberto, no qual a distinção entre proprietários de mídias, produtores, autores, consumidores, autores e leitores, está em via de se apagar progressivamente.

Assim, essa nova esfera pública é não apenas mundial, ela possui igualmente características muito particulares nas quais cada ator vai interagir com os outros. Desta forma, já há uma grande revolução na comunicação. Mas, em minha opinião, ainda é só o começo.

A direção em que trabalho é uma direção na qual uma nova camada virá se acrescentar a todas as camadas precedentes. Camadas que seriam baseadas no endereçamento não mais de páginas, mas no endereçamento de conceitos, no endereçamento das ideias.

O que tenho em mente é um espaço infinito, absolutamente aberto, que contenha todas as ideias, todos os conceitos possíveis e imagináveis.

Mas, embora esse espaço seja infinito, mesmo assim podemos coordená-lo de uma maneira precisa. É um pouco como o espaço físico. O espaço físico é infinito, mas um ponto nesse espaço pode ter coordenadas bem definidas num plano matemático.

No mundo das ciências da informação, geralmente se distinguem os chamados dados e os metadados. Os dados são os documentos mesmos; por exemplo, numa biblioteca, um livro. E os metadados sobre esse livro é o que está escrito na pequena ficha que há nos fichários das bibliotecas.

É a informação sobre o dado. E é esse metadado que permite classificar os dados e fazer pesquisas nos dados, reencontrá-los mais facilmente. Então, esses endereços de conceitos fariam parte de um sistema de metadados.

Assim, o que imagino é um sistema universal de endereçamento de conceitos que poderiam servir de camadas de metadados sobre todos os dados existentes na Web, e que nos permitiriam explorar muito mais aquilo que hoje a memória universal está esboçando no horizonte dessa civilização do saber.

Embora todos os dados estejam reunidos no mesmo lugar, embora todos estejam interconectados tecnicamente, eles permanecem separados no plano semântico.

Por quê? Porque falamos línguas diferentes no planeta. E não apenas falamos línguas diferentes, mas, quando trabalhamos num domínio de conhecimentos particular, temos disciplinas. E cada disciplina tem seus próprios conceitos, sua própria maneira de organizar as coisas.

Temos sistemas de documentos diferentes, temos sistemas de organização de conhecimentos ligados a disciplinas diferentes e, em geral, incompatíveis.

A inteligência coletiva, a exploração da memória coletiva em via de se construir, ainda está muito abaixo do que poderia ser. Seria preciso realizar uma espécie de interconexão semântica, além da interconexão material que existe entre páginas e computadores.

Se conseguirmos fazer isso, as consequências positivas serão muito importantes no sentido de um aumento da inteligência coletiva global, aumento não só do raciocínio lógico, mas também do processo de interpretação, dos processos hermenêuticos, de tudo que nos permite dar sentido à informação ou ao dado bruto.

Importantes, é claro, no sentido de um aumento das interpretações possíveis, não no sentido de um fechamento das interpretações possíveis. Trata-se de aumentar a capacidade da interpretação, não de reduzi-la.

(Pierre Lévy)

FONTE: https://www.fronteiras.com/artigos/a-web-de-ontem-a-web-de-amanha

 

 

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