China consegue, com sucesso, germinar semente de algodão na Lua

29/01/2019 às 3:21 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Notícia interessante ! Me lembrei de um post feito pelo amigo ZéLuis no site dele: https://www.jlcarneiro.com/

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China consegue, com sucesso, germinar semente de algodão na Lua

É a primeira vez que se consegue germinar algo na superfície lunar. Resultado é um marco para missões espaciais de longo prazo

Depois de realizar o pouso histórico na face oculta da Lua, a missão chinesa por trás da sonda Chang’e 4 já pode assumir para si a autoria de outro feito importante para a ciência: conseguiu, com sucesso, germinar uma semente de algodão em nosso satélite. O feito foi anunciado pela agência estatal de notícias Xinhua na terça-feira (15).

No dia 3 de janeiro, a sonda Chang’e 4  chegou a parte mais distante da Lua em relação à Terra e para lá levou consigo algumas sementes com a intenção de criar uma espécie de minibiosfera simples. Além das sementes de algodão, o veículo levou ovos de drosófilas (mosca-da-fruta), algumas leveduras, batatas e sementes de arabidopsis, uma flor frequentemente usada em experiências genéticas. Por enquanto, o broto de algodão foi o único que conseguiu germinar com sucesso. Plantas já haviam sido cultivadas no espaço, neste caso na Estação Espacial Internacional, mas nunca na Lua.

Os novos resultados da missão são particularmente importantes dado às difíceis condições que a superfície lunar apresenta para cultivar ali qualquer espécie de organismo vivo. Isso porque as temperaturas na superfície da Lua podem ultrapassar os 100 graus Celsius durante o dia lunar e cair a menos de 100 negativos de noite. Fora isso, soma-se o fato de que Lua apresenta menor gravidade do que na Terra e recebe maior radiação solar.

Para avançar com o experimento, os cientistas da missão chinesa recorreram a um aparato de alta tecnologia desenvolvido em conjunto com 28 universidades chinesas. Segundo informações relatadas pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong, tal projeto teve um custo de mais de 10 milhões de yuans (5,5 milhões de reais). O dispositivo é um cilindro de alumínio de 18 centímetros de altura e 16 cm de diâmetro e foi desenhado para manter a temperatura entre 1 e 30 graus, permitindo a entrada de luz natural e o fornecimento de água e nutrientes para as plantas.

Os organismos que habitam ele contam com um abastecimento de ar, água, nutrientes para ajudá-los a crescer. Como reportagem da BBC britânica aponta, algumas pessoas chegaram a se preocupar de que tal carregamento pudesse oferecer riscos de contaminação da Lua com material biológico, mas cientistas dizem que, de forma geral, não há o que se preocupar. Ao mesmo tempo, há aina na Lua restos de lixo humano deixados para trás pela missão estadunidense Apollo.

A habilidade para cultivar plantas em nosso satélite será crucial para missões espaciais de longo prazo, como uma eventual viagem a Marte, que pode levar cerca de dois anos e meio. Significa que astronautas poderão cultivar sua própria comida no espaço.

FONTE: http://idgnow.com.br/internet/2019/01/16/china-consegue-com-sucesso-germinar-semente-de-algodao-na-lua/

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21 LIÇÕES PARA O SÉCULO 21

25/01/2019 às 3:45 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Como os outros dois da “trilogia” de Harari (“SAPIENS – UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE” e “HOMO DEUS”), este livro deveria ser obrigatório em todas as escolas e universidades. O fenômeno do surgimento de uma outra espécie, na mesma linha do pensamento de Marcelo Gleiser, já está ocorrendo (alguém que lê esse post não possui pelo menos um celular ?). A mistura da tecnologia da informação com a biotecnologia, tão bem explicada pelo autor, é um caminho sem volta.


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Tedências e pessoas que os LinkedIn Top Voices estão seguindo

11/01/2019 às 3:52 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Entendo que essas tendências não são apenas para 2019 e sim para pelo menos uma década. Confiram !

Tendencias


 

Tedências e pessoas que os LinkedIn Top Voices estão seguindo

Em 2018, testemunhamos um fato histórico: dois titãs do mundo da tecnologia, Apple e Amazon, se transformaram nas primeiras empresas a atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Em um ano marcado por uma notícia como essa, não é de se espantar que um dos temas mais discutidos pelos profissionais brasileiros tenha sido justamente o impacto avassalador do universo digital em nossas vidas.

O assunto dominou e continuará dominando as conversas em 2019, afirmam os vencedores do LinkedIn Top Voices 2018, lista com os usuários brasileiros que produziram os conteúdos mais engajadores na rede ao longo do ano.

O protagonismo das mídias sociais na política, o fortalecimento de leis sobre privacidade online e a ascensão de novos comportamentos como o “nomadismo digital” estão entre as tendências que os Top Voices estão acompanhando de perto.

Em comum, todas essas questões refletem a evolução da nossa complexa relação com a tecnologia.

O mesmo pode ser dito a respeito das pessoas que eles mais têm acompanhado no LinkedIn. Inteligência artificial, ciência de dados, nomadismo digital e inovação estão entre os assuntos mais abordados pelos produtores de conteúdo favoritos dos vencedores do ranking.

Também quer ficar a par de tudo o que está acontecendo nesse universo? A seguir, apresentamos 10 tendências e pessoas que os Top Voices do LinkedIn estão seguindo — e que você também deveria acompanhar de perto.

Tendências

Mídias sociais no centro do palanque

As mídias sociais têm cumprido um papel decisivo para os rumos políticos em todo o mundo, e as eleições de 2018 no Brasil não foram exceção nesse cenário. Ficou claro que meios de comunicação tradicionais como jornais,TV e rádio perderam protagonismo para plataformas online como o WhatsApp — aplicativo usado por 66% dos eleitores brasileiros, segundo o DataFolha.

Na esteira desse movimento crescente, o combate às chamadas “fake news” disseminadas nas redes sociais entrou definitivamente para o centro do debate sobre o futuro do país. Afinal, as conversas que acontecem nas mídias digitais continuarão a dar o tom da política nos próximos anos.

Essa tendência merece ser observada de perto em 2019, diz a Top Voice Débora Alcântara, cofundadora do Efeito Orna. “As redes sociais apresentaram uma outra maneira de fazer campanha eleitoral”, diz ela. “Diferentemente da televisão e do rádio, a internet possibilita uma comunicação com eleitores que é em tempo integral, individualizada e interativa, permitindo ao eleitor comentar ou encaminhar o conteúdo de campanha eleitoral”.

Privacidade como prioridade

Segundo Patrícia Peck Pinheiro, advogada especializada em Direito Digital, uma das notícias mais importantes de 2018 foi o lançamento da Regulação Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês). A novidade, segundo ela, terá um impacto decisivo para negócios de qualquer segmento nos próximos anos.

Aplicado na União Europeia e em todos os países que têm relações comerciais com o bloco, o GDPR é o maior regulamento de proteção à privacidade online já aprovado desde a criação da internet. Entre outras regras, o acordo determina que as empresas acessem apenas os dados dos consumidores que sejam necessários para que seus serviços funcionem e que a coleta e o uso de informações pessoais sejam feitos apenas com consentimento explícito do usuário.

“Foi um avanço importante para garantir a privacidade dos dados em nível individual, fortalecendo nosso direito de decidir o que pode ser compartilhado a nosso respeito, e como”, diz Rodrigo Giaffredo, líder de transformação ágil da IBM. A mudança também chegou ao Brasil. “GDPR abriu um precedente fundamental para aprovação, dois meses depois, da LGPDP (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoas) brasileira, que já vinha sendo discutida havia pelo menos 8 anos com o legislativo federal”, lembra Rodrigo.

Inteligência artificial no dia a dia

A chamada “Quarta Revolução Industrial”, termo que engloba frentes de inovação tecnológica como a robótica, a biotecnologia e o big data, virou um assunto obrigatório em debates sobre futuro da economia e da sociedade em geral. Sobretudo quando o assunto é inteligência artificial, aponta o Top Voice Cezar Taurion, sócio da Kick Ventures.

Ele diz que vale ficar de olho na evolução das aplicações e efeitos colaterais da inteligência artificial para os negócios, carreiras e práticas no âmbito da educação. Com um detalhe: a dimensão ética do uso dessa tecnologia precisa estar no centro desse debate.

O assunto também entrou de vez na agenda de Eberson Terra, ex-diretor da Kroton atualmente em período sabático. Para ele, 2019 promete ser o ano da democratização de muitas tecnologias avançadas que estavam restritas ao mundo das grandes corporações. “Vamos viver com a inteligência artificial o mesmo que experimentamos, anos atrás, com a democratização da internet e da telefonia móvel”, diz.

Kaio Serrate, fundador e educador na LabFazedores, enxerga um longo horizonte na mesma direção. No ano que vem, ele acompanhará o avanço dos assistentes virtuais inteligentes, como o Google Home e o Amazon Echo, além dos robôs de companhia, como o Jibo. “Esse tipo de tecnologia será cada vez mais incorporado aos objetos do cotidiano”, explica. “São novidades que, associadas ao controle por voz, podem levar à popularização da inteligência artificial”.

A ascensão do nomadismo digital

Quem nunca sonhou em trabalhar enquanto viaja pelo mundo? Essa é a definição de uma tendência que tem ganhado espaço nos últimos anos: o nomadismo digital. “Vejo cada vez mais pessoas que não querem esperar as férias para viver suas vidas”, afirma a Top Voice Laís Schulz, cofundadora da be freela, que costuma abordar o tema em seus posts e artigos no LinkedIn.

Segundo ela, uma das notícias mais interessantes do ano foi a criação de um visto para nômades digitais na Estônia. Laís acredita que a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar do planeta ainda está em uma espécie de “limbo” na cultura corporativa. “É importante que os países estejam começando a regulamentar o nomadismo digital”, diz ela. “Vejo como um sinal de que o mercado de trabalho finalmente está mudando e se flexibilizando”, comenta ela.

Laís Vargas, cofundadora da Minimiza, também acredita que as empresas darão cada vez mais atenção a temas como trabalho remoto e nomadismo digital. “Quero passar alguns meses de 2019 fora do Brasil, testando esse modelo e vendo na prática como é trabalhar e viajar o mundo ao mesmo tempo”, conta a Top Voice. “Esse movimento ganhou muita força em 2018 e continuará crescendo no ano que vem, principalmente quando vemos que grandes empresas já estão adotando o home office“.

O protagonismo dos vídeos

Embora sejam conteúdos mais pesados para circular na rede do que textos ou áudio, os vídeos já representam mais de 50% do tráfego na internet. A preferência do consumidor online por esse formato tem transformado a composição dos investimentos em marketing — e a preferência pelo audiovisual só tende a aumentar.

Entre 2017 e 2018, a porcentagem de empresas que usaram vídeos em campanhas de marketing aumentou de 63% para 81%, segundo uma pesquisa anual da produtora britânica Wyzowl. A percepção do retorno foi predominantemente positiva: 76% dos profissionais da área disseram que conteúdos nesse formato ajudaram a impulsionar as vendas.

O vídeo não está apenas em alta como ferramenta de publicidade online — como produto, em si, também está passando por mudanças importantes, ainda mais diante dos números vertiginosos de empresas como a Netflix, que ganhou 6,96 milhões de usuários no último trimestre e deve enfrentar a concorrência cada vez mais acirrada de players como Amazon, Disney e Apple.

Nesse cenário, diz Renan Martins Frade, gerente de produto da Filmmelier, cada vez mais empresas de tecnologia e de conteúdo vão se aventurar na área de vídeos sob demanda (VOD, na sigla em inglês). “O próximo ano vai nos mostrar o impacto das novas plataformas e dará uma indicação mais clara do papel das TVs tradicionais e do cinema nesse contexto”, analisa o Top Voice.

Pessoas

Matheus de Souza

Quem é: citado como referência por nada mais que um terço dos Top Voices Brasil 2018, o empreendedor e cofundador do be freela tem mais de 124 mil seguidores no LinkedIn. Matheus escreve artigos sobre empreendedorismo, criatividade, nomadismo digital, trabalho remoto, e, claro, melhores práticas para contar histórias instigantes por meio de conteúdo. Não à toa, ele apareceu na edição de 2016 do LinkedIn Top Voices Brasil.

O que falam dele: “Graças ao Matheus comecei a produzir conteúdo com frequência”, conta a Top Voice Laís Vargas, cofundadora da Minimiza. “Seus textos me inspiram em um nível fora do normal”.

Marco Gomes

Quem é: empreendedor e estrategista na Palantir, o Influencer Marco Gomes é seguido por 427 mil pessoas no LinkedIn. Seus posts e artigos se concentram em temas como desigualdade social, cidadania, empreendedorismo, tecnologia e ciência de dados.

O que falam dele: “O Marco tem uma visão de inovação muito interessante, ligada às reais necessidades das pessoas”, afirma Renan Martins Frade, gerente de produto da Filmmelier. “Não é algo pensado atrás de uma mesa de escritório no 30º andar de um edifício chique, é de alguém que sabe onde o sapato aperta para a maioria das pessoas. Renan também cita a autenticidade do conteúdo feito por Marco. “Ele tem uma história de vida incrível, que traz uma verdade para essas posições, não é da boca para fora”.

Irene Azevedo

Quem é: com mais de 15 mil seguidores no LinkedIn, Irene é diretora da consultoria Lee Hatch Harrison, além de professora na Euro American Business School. A maioria das conversas que ela mantém na rede tem a ver com transição de carreira, liderança e gestão da mudança.

O que falam dela: a executiva é acompanhada de perto pelo Top Voice Marcelo Nóbrega, diretor de recursos humanos na Arco Dourados. “A Irene virou referência por ter um histórico profissional bastante robusto e um network invejável”, diz ele. “No LinkedIn ela traz um conteúdo muito relevante sobre carreira, empregabilidade e liderança”.

Mauro Segura

Quem é: diretor de marketing na IBM Brasil, Mauro é seguido por cerca de 43 mil pessoas no LinkedIn. Seus posts e artigos falam de uma grande variedade de temas, como produtividade, gestão de carreira, inteligência artificial e tecnologia.

O que falam dele: o Top Voice Eberson Terra, ex-executivo da Kroton em período sabático, diz que Mauro está entre as pessoas que ele mais acompanha atualmente no LinkedIn. “O Mauro escreve com empatia, já me vi em diversos textos dele”, explica. “Sua forma de escrever atrai as pessoas por ser simples e objetiva”.

Ricardo Amorim

Quem é: economista, empreendedor e apresentador do programa “Manhattan Connection”, da GloboNews, Ricardo escreve sobre economia, finanças, investimentos, empreendedorismo e carreira, além de temas como inovação e tecnologia. O jornalista foi classificado no ranking LinkedIn Top Influencers de 2018.

O que falam dele: Ricardo é o produtor de conteúdo preferido de Rodrigo Giaffredo, líder de transformação ágil na IBM. “Ele é capaz de traduzir temas complexos relacionados a política e economia para uma linguagem leve”, explica.

(Cláudia Gasparini)

FONTE: https://www.linkedin.com/pulse/10-tend%C3%AAncias-e-pessoas-que-os-linkedin-top-voices-est%C3%A3o-gasparini/

Cientistas estão certos de que chinês realmente criou bebês geneticamente modificados

29/12/2018 às 3:47 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Seria uma notícia assombrosa neste final de ano ? Sinceramente, mesmo com as questões éticas envolvidas, desde a clonagem da ovelha Dolly (nos idos de 1996) e desde o uso do CRISPR/Cas, que também não é tão recente, é perfeitamente factível que humanos já tenham sido clonados. Mas vale a notícia porque fica explicitado o fato. Estranho é o gene escolhido, muito estranho…


Cientistas estão certos de que chinês realmente criou bebês geneticamente modificados

 

 

 

Esta semana já começou agitada no mundo da ciência. Entre um pouso bem sucedido em Marte e novidades assustadoras sobre as mudanças climáticas, um pesquisador chinês, Jiankui He, da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, em Shenzhen, anunciou que teria criado bebês geneticamente modificados. Segundo contou à agência de notícias Associated Press, ele teria usado a tecnologia CRISPR para desativar o gene para a proteína CCR5 nas gêmeas Lulu e Nana, nascidas este mês.

O vírus HIV entra e infecta células ao ligar-se à CCR5, que fica na superfície das células. Assim, a intenção da equipe era criar humanos resistentes à infecção pelo vírus HIV – o que ainda não foi comprovado. Essa mudança poderia ser passada para as descendentes das gêmeas.

Por causa da segurança, o consenso na comunidade científica é de que a ferramenta CRISPR ainda não está pronta para uso em embriões humanos. Somando isso ao fato de que o grupo de pesquisa realizou essas modificações em segredo, a notícia causou inquietação e mexeu com questões éticas.

Congresso em Hong Kong

No entanto, os últimos traços de dúvidas sobre a veracidade das afirmações do pesquisador chinês foram apagados na última quarta-feira, dia 28, quando ele apresentou seu trabalho no Segundo Summit Internacional em Edição do Genoma Humano, em Hong Kong. A especialista em CRISPR Helen O’Neill, da Universidade College London, esteve presente na sessão e contou, em entrevista à “New Scientist” que a atmosfera do evento era surreal.

“A maioria de nós desembarcou na segunda-feira e ligamos nossos telefones para encontrar uma enxurrada de e-mails dizendo: ‘Você viu as notícias?’”, contou à repórter Clare Wilson. He só apareceu na conferência no dia de sua palestra e, cercado por muitos jornalistas, foi conduzido rapidamente no início e no final de sua fala.

O’Neill conta, ainda, que o pesquisador tinha uma postura humilde, “como a de uma criança que levou uma bronca”. Em alguns países, o cientista poderia ir parar na prisão pelo que fez, mas a lei chinesa não impõe penalidades, ainda que a legislação não permita a modificação genética de embriões humanos.

Cientistas acreditam em He

Questionada se acreditava que He realmente modificou o genoma de bebês, a especialista declarou que, em meio à comunidade científica, todos têm “bastante certeza”. “Ele fez uma apresentação bem impressionante sobre a pesquisa bastante extensa e completa que ele tinha feito em embriões animais e humanos. O choque inicial fez com que as pessoas dissessem: ‘Certamente que não – ele tem que provar isso’. Mas eu nunca tive qualquer dúvida”, declarou.

Segundo ela, durante a sessão de perguntas os detalhes mais “suculentos” vieram à tona – o que só aumentou o choque dos presentes. Um destes detalhes é o fato de que o próprio cientista arcou com parte dos custos do experimento. Além disso, “quase que por acaso”, ele também confirmou que há mais uma gravidez de bebês geneticamente modificados em curso. O geneticista britânico Robin Lovell-Badge, que estava mediando a sessão, acrescentou que essa gravidez ainda está nos estágios iniciais.

As implicações

A CRISPR já vem sendo usada em experimentos em adultos e em experimentos com embriões que são posteriormente descartados. Então, por que editar genes de um embrião humano é tão chocante? “Principalmente porque se algo der errado, você não consegue parar. E não temos como saber que efeito terá na próxima geração”, explica O’Neill. “Se He tivesse sido mais transparente, haveria mais confiança no que ele estava fazendo. Mas ele está sumido há meses. Ele está de licença não remunerada, está fazendo isso por conta própria”.

A pesquisadora ainda classifica como “terrível” a escolha do gene CCR5, afirmando que há “quase uma camada de preconceito” atrelada à mutação de um gene para que uma pessoa não seja suscetível ao HIV. “Se fosse uma doença com risco de morte que não têm outro tratamento, as pessoas teriam achado mais justificável. A impressão entre a comunidade científica é que esta escolha era a mais fácil, porque há muita pesquisa [sobre este gene]”.

Fato é que a experiência já foi feita e os resultados ainda são incertos. Mas, o quanto He ultrapassou os limites ao modificar geneticamente um embrião humano e implantá-lo no útero de uma mulher? “Agora, o limite está a quilômetros de distância, atrás de nós. Não dá mais para vê-lo”, finaliza O’Neill.

(Jéssica Maes)

FONTE: https://hypescience.com/bebe-geneticamente-modificado/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

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