O que é NFT [non-fungible tokens]?

27/07/2021 às 3:30 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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Calma, os que não são muito familiarizados com termos do “informatiquês” não se assustem. Fiz questão de fazer esse post porque nunca se sabe o que vai vingar nesse imenso e por vezes confuso mundo da tecnologia. A notícia original que li foi a de uma pessoa que queimou uma obra de Picasso e utilizou essa tecnologia para perpetuar o quadro. Doideira ? Acho que sim, mas tem gente usando isso hoje. Por trás da tecnologia milhões de dólares… Confiram.


O que é NFT [non-fungible tokens]?

Saiba o que é NFT, os ativos digitais intangíveis em formato de token não fungíveis que estão movimentando milhões na Internet

O noticiário em 2021 está bastante agitado, mas a venda de ativos NFT tem despertado o interesse de muita gente — não exatamente para comprá-los, mas para entendê-los. Criadores de memes, artistas digitais, músicos entre outras classes que navegam pela Internet já faturaram milhões com a venda de tokens não-fungíveis; saiba o que é NFT.

O que é NFT?

O NFT (Non-Fungible Tokens) é uma tecnologia de tokens não fungíveis. Se usarmos o significado de token como símbolo e aplicarmos o conceito de fungibilidade (um atributo de bens adquiridos que podem ser substituídos por outros similares), podemos entender o NFT como um bem diferenciado, contendo dados que os tornam únicos.

Intangíveis: a venta de ativos de tokens não-fungíveis na internet (Imagem: Cherry Laithang / Pexels)

Intangíveis: a venta de ativos de tokens não-fungíveis na internet (Imagem: Cherry Laithang / Pexels)

Ou seja, não fungíveis (não substituíveis).

Uma informação diferente gravada em cada ativo NFT o torna um produto diferente dos outros e é por isso que eles não podem ser substituídos. Eles não podem ser trocados por iguais, porque não há dois iguais. Basicamente, é como vemos uma obra de arte.

Sendo assim, um registro NFT transforma basicamente qualquer coisa do universo digital (uma música, uma arte gráfica ou até um tweet) em um ativo único, exclusivo e com autenticidade segura por uma rede blockchain imutável, como criptomoedas.

Falando em blockchain, o uso dessa tecnologia no registros dos ativos também torna os tokens NFT imutáveis. Se pensarmos fungível como algo que pode ser gasto ou consumido, contrapomos com o não-fungível o conceito de tokens também eternos.

O que o blockchain tem a ver com isso?

A tecnologia de blockchain é mais conhecida como sinônimo de serviços financeiros, mas você pode se surpreender ao descobrir que esse universo quase que totalmente fintech também abriu caminho também para uma nova indústria artística com tokens.

Blockchain é o futuro das transações seguras (Imagem: Pascal Bernardon / Unsplash)

Blockchain é o futuro das transações seguras (Imagem: Pascal Bernardon / Unsplash)

Já falamos sobre blockchain aqui no Tecnoblog, a tecnologia deu os seus primeiros passos junto com a criptomoeda, um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer, o bitcoin. Ela foi criada para, entre outras coisas, prevenir o gasto duplo dos valores reais.

Num ambiente digital, dados podem ser copiados, alterados e trocados. O blockchain foi a solução para eliminar as duas primeiras características. Uma pessoa não pode gastar 1 BTC duas vezes ou dizer que enviou 10 BTC mas transferir apenas 0,01 BTC.

Mas, quem confere isso?

Bem, a tecnologia de blockchain pode ser explicada como um livro público (um livro contábil) que faz o registro das transações de moeda. Sendo o blockchain uma rede que funciona com blocos que sempre carregam uma impressão digital, o bloco seguinte também vai conter a impressão digital do anterior, mais o seu próprio conteúdo e, com essas duas informações, gerar sua própria impressão digital; conferível por todos.

A aplicação do NFT na arte leva o uso do blockchain muito além do normal, para moedas digitais. A lista dos usos possíveis da tecnologia é praticamente infinita.

Cryptokitties

NFT não nasceu ontem e já tem algum passado. Em dezembro de 2017, os gatinhos animados Cryptokitties da empresa canadense Dapper Labs estrearam como itens de coleção negociáveis, funcionando basicamente como cartas Pokémon da Era Bitcoin.

Cada imagem foi associada a uma sequência única de dígitos que poderia ser negociada na plataforma de blockchain da Ethereum como um título de propriedade — concedendo ao proprietário o direito objetivo de posse de um determinado gatinho.

Cryptokitties não foi exatamente uma febre, mas chegou viralizar entre os criptoiniciados e as transações relacionadas aos gatinhos foram responsáveis por agitar mais ou menos as transações de Ethereum. De lá para cá, mais itens ganharam tokens.

Arte e token

Artistas digitais — ou que digitalizam suas criações — historicamente enfrentam dificuldades quando se trata de proteger direitos autorais online. Usando tokens não fungíveis em parceria com contratos inteligentes, que permitem incluir atributos detalhados como identidade do proprietário, metadados e link seguro, fica mais fácil.

Sejamos sinceros, parece inacreditável: pagar pela propriedade simbólica de um conteúdo digital hospedado em algum lugar da internet vai de encontro ao modus operandi já conhecido em que se baixa absolutamente tudo com um clique, a custo zero.

Os evangelistas do NFT acreditam que a tecnologia pode resolver exatamente esse problema: a quase impossibilidade de monetizar obras de arte digitais, atribuindo um valor à arte digital, que até então não tinha reconhecimento nos leilões online.

Arte Digital (Imagem: Ivan Samkov / Pexels)

Arte Digital (Imagem: Ivan Samkov / Pexels)

Quem vende NFTs?

Citamos, também, alguns casos que se tornaram emblemáticos sobre a a agitação em torno dos TNFs. O youtuber americano Logan Paul criou uma arte dele mesmo segurando cartas de Pokémon e tokenizou. Aos compradores, determinou que um estoque de três mil unidades custava 1 ether (ETH) cada; faturou mais de US$ 5 milhões.

A cantora Grimes criou um conjunto de obras de arte digitais que foram a leilão e, entre algumas das peças únicas com token não fungível e outras com milhares de cópias disponíveis, a artista canadense vendeu cerca de US$ 6 milhões num único evento.

A banda Kings of Leon tornou-se a primeira banda a registrar um álbum em NFT. O mais recente álbum “When You See Yourself” sairá em todos os streamings de música tradicionais, mas também estará disponível como um NFT na plataforma YellowHeart.

O clássico meme “Deal With It” foi registrado como ativo digital e leiloado pela NFT Foundation. Com lances em ether. a peça foi vendida por 15 ETH, ou US$ 22 mil.

E se não bastasse, Jack Dorsey, cofundador e CEO do Twitter, tokenizou um tweet. O primeiro post do executivo está sendo leiloado com a oferta de até US$ 2,5 milhões.

Parece não haver limites para o que — mesmo intangível — pode ser vendido em NFT.

Quem compra NFTs?

Evidente que qualquer pessoa pode ver fotos de obras caras na internet; mas é a propriedade sobre elas que cria valor. Com NFTs, você não apenas tem a propriedade, com a tecnologia de blockchain você tem propriedade de forma pública e transparente.

Museu do Louvre lotado (Imagem: Jill Evans / Pexels)

Museu do Louvre lotado (Imagem: Jill Evans / Pexels)

Desde especuladores que compram os primeiros ativos NFT na esperança de valorizarem, até grandes proprietários de criptomoedas que querem “patrocinar a arte digital”, há todo tipo de gente interessada. E se antes as artes digitais recebiam críticas por serem simples ou sem apelo, a agitação pode trazer ao mercado novos nomes.

Como colecionadora de vinis que sou — daquelas que valoriza séries limitadas, numerados e bootlegs — lembro que a febre em torno dos ativos NFTs é acrescida de dois ingredientes importantes: é uma tecnologia nova e que também é colecionável.

Como uma tecnologia que ascendeu na nova década, naturalmente os ativos digitais exclusivos vão chamar a atenção das pessoas que já trafegam no meio. Outro ponto importante é o caráter colecionável desses ativos. Colecionadores como eu valorizam muito itens limitadíssimos e exclusivos e essa raridade toda desperta mais emoções.

(Melissa Cruz Cossetti)

FONTE: https://tecnoblog.net/419646/o-que-e-nft-non-fungible-tokens/

Curso Cybersecurity Essentials

26/07/2021 às 2:19 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Divulgo hoje mais um curso de boa qualidade ofertado pelo amigo Professor Matuzalem Guimarães, do IFBA – Campus Valença. Já fui aluno dele e garanto que quem fizer o curso não vai se arrepender.


Curso Gratuito e com duração de 30 horas. Certificado emitido pela CISCO NETACAD.

Serão 5 encontros online com 3 horas duração cada, às terças-feira, das 19h às 22h. E mais 15 horas de atividades a serem feitas off-line.

Início: 31 de julho de 2021 às 19h. (excepcionalmente no sábado, neste dia).

Término: 28 de agosto de 2021.

Pré-requisitos para participar do curso:

1. Idade maior ou igual a 16 anos;

2. Escolaridade: Concluído no mínimo o Ensino Fundamental;

3. Outros: Conhecimentos básicos em navegação na Internet.

PRÉ-REQUISITOS TÉCNICOS

O aluno deverá ter computador/notebook, tablet, smartphone ou algum outro dispositivo móvel,  caixa de som ou fone de ouvido e acesso à internet.

FAÇA SUA SOLICITAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO:

https://bit.ly/3eWrDY3

Dúvidas? Entre em contato conosco pelo e-mail: matuzalem@ifba.edu.br

Curso_matu1

Deep Web e Dark Web

19/07/2021 às 3:04 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Sei que muitos já ouviram falar nos termos Deep Web e Dark Web, mas poucos sabem o significado. Esse artigo foi enviado para mim pelo Professor Rafael Reale, do IFBA-Valença-BA, que ministrou junto com o Professor Matuzalem Guimarães, da mesma instituição, o curso recente que fiz sobre Cibersegurança. Vale a pena conferir.


Deep Web e Dark Web: qual a diferença ?

Descubra o que é Deep Web, Dark Web e Surface Web, e quais são as principais diferenças entre cada uma delas

A cada crime relacionado com anonimato na internet, o interesse por Deep Web e Dark Web crescem. São os cantos mais ocultos e, por que não, sinistros da rede mundial. Onde se compra e vende de tudo, até o que é ilegal. No entanto, os dois termos possuem diferenças, embora essencialmente sejam duas faces de uma mesma moeda.

Túnel / Deep Web

Qual a diferença entre Deep Web e Dark Web?

1. Surface Web (World Wide Web, ou internet)

Em primeiro lugar, é preciso entender: o que é a web? É a parte que acessamos todos os dias, em que encontramos sites de tecnologia (como o Tecnoblog e o Meio Bit), serviços essenciais, lojas eletrônicas, redes sociais ou canais de entretenimento, é a World Wide Web ou internet, também conhecida como Surface Web. No entanto, ela é apenas uma parte superficial, e bem superficial, da web como um todo.

Não por acaso, a metáfora mais utilizada para ilustrar a web é a do iceberg: nela a Surface Web é apenas a área aparente, que fica acima do nível do mar. Abaixo dela está a Deep Web, e dentro desta, a Dark Web. E é sobre isso que vamos falar.

JosepMonter / iceberg / Pixabay / modificado / Deep Web

2. Deep Web

A Deep Web é a camada de sites que fica imediatamente abaixo da Surface Web. Normalmente entende-se que tudo o que não é visto livremente na internet faz parte da Deep Web. Mas hoje, usa-se a terminologia para se referir a endereços que não são indexados por motores de busca, como o Google e o Bing. Vale notar que esses sites precisam ser assim, por uma série de motivos como segurança e privacidade.

Pense na Deep Web como os bastidores da internet: é nela que se encontram dados cruciais para a manutenção da rede, que não podem ser acessados por pessoas comuns; nesses casos, só quem possui o endereço e credenciais pode entrar. Entram aqui bancos de dados acadêmicos, registros médicos, informações confidenciais de segurança nacional, registros financeiros, artigos científicos, repositórios de algumas ONGs e etc. Há uma série de ilustrações que nos ajudam a entender essa divisão.

OBS:
Algumas divergem um pouco sobre a presença de nomes como Facebook na Surface Web.

darkwebnews

Evidente que, embora não indexáveis, você pode acessar sites que exigem login usando seu navegador de internet comum. Entretanto, se você pretender não ter o seu acesso a eles rastreado, vai precisar usar um rede de proteção, como o Tor (um software livre e de código aberto que oferece comunicação segura ao navegar na Internet). Esse tipo de navegador, além de proteger, também permite acessar o que não está na superfície.

Quem acessa a Deep Web através de softwares específicos não necessariamente deseja cometer crimes. Mas, no geral, esse indivíduo não quer ser rastreado, e muito menos que seu trabalho seja indexado na Surface Web. Isso vale tanto para agências governamentais, quanto para administradores de dados de gigantes tecnológicas, jornalistas, ativistas ou qualquer pessoa que corra algum risco em se expor online.

3. Dark Web

É aqui que as coisas começam a ficar realmente sinistras. A Dark Web é uma pequena parcela da Deep Web, também composta por sites e redes que não são indexados pelos mecanismos de busca. Porém, diferente da primeira, a quase totalidade dos domínios nesta parte da web são voltados para práticas criminosas, de todo o tipo que você pode imaginar (e que se mantém escorada na dificuldade de rastreio nas redes).

HJacker / crime / Deep Web

A maioria dos domínios da Dark Web são compostos por strings de letras e números sem o menor sentido, e apenas quem possui os domínios e credenciais completos é autorizado a entrar nesses sites. O acesso a essa parte sombria da web exige o uso de ferramentas poderosas de criptografia e proteção dos dados, já que os ataques direcionados a você, caso seja corajoso o bastante para tal aventura, serão constantes.

Na Dark Web, há sites associados a tráfico de drogas, exploração infantil, serviços de assassinos de aluguel, sites com vídeos reais de pessoas sendo torturadas até a morte, domínios voltado a tráfico humano, sites de sexo voltados a preferências geralmente perturbadoras para a maioria das pessoas, e por aí vai…

O Silk Road, um mercado operante através da Darknet que utilizava a rede Tor, outrora um dos maiores domínios para o comércio de drogas, era hospedado lá. O site foi fechado pelo FBI e seu criador, condenado à prisão perpétua sem direito a condicional.

É nessa parte da web em que se encontram também os famosos fóruns de discussão de grupos radicais, inclusive criados por brasileiros, onde se organizam criminosos de todos os tipos. Recentemente, o responsável de um deles foi condenado a 41 anos de prisão, por crimes de racismo, terrorismo, incitação a crimes e divulgação de materiais ligados à pedofilia. O que põe em xeque a promessa de total anonimato na Deep Web.

Afinal, qual a diferença entre Deep Web e Dark Web?

De modo estrutural, a Dark Web faz parte da Deep Web, principalmente por seus domínios contarem com a mesma estrutura básica: não são indexados por motores de busca. No entanto, ela é uma parcela bem pequena, e voltada exclusivamente à prática de crimes, enquanto a Deep Web contém domínios necessários para operação da Web.

(Ronaldo Gogoni)

FONTE: https://tecnoblog.net/282436/deep-web-e-dark-web-qual-a-diferenca/

Cientistas desvendam o “cosmos” no mecanismo de Antikythera, o primeiro computador do mundo

10/05/2021 às 3:29 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Foi ainda em 2008, logo no início deste blog, que fiz um post onde mostrava o que vinha a ser a Anticítara, o primeiro computador, ou parte dele. Esse assunto desafia a ciência e os historiadores há algum tempo. Agora volto ao tema com esse artigo recente. Intrigante, para dizer o mínimo.


Cientistas desvendam o “cosmos” no mecanismo de Antikythera, o primeiro computador do mundo

 

Uma visão “explodida” do mecanismo Antikythera. Crédito: Tony Freeth/UCL

Cientistas podem finalmente ter feito um modelo digital completo para o painel Cosmos de um dispositivo mecânico de dois mil anos chamado mecanismo Antikythera que acredita-se ser o primeiro computador do mundo.

Descoberto pela primeira vez em um naufrágio da era romana por mergulhadores gregos em 1900, os fragmentos de uma engenhoca do tamanho de uma caixa de sapatos, uma vez cheios de engrenagens e usados para prever os movimentos dos corpos celestiais, tem confundido e espantado gerações de pesquisadores desde então.

Os fragmentos descobertos compõem apenas um terço de um dispositivo maior: uma caixa de engrenagens altamente sofisticada movida à mão capaz de prever com precisão os movimentos dos cinco planetas conhecidos pelos gregos antigos, bem como o sol, as fases da lua e os eclipses solares e lunares.

No entanto, apesar de anos de pesquisa e debate minuciosos, os cientistas nunca foram capazes de replicar completamente o mecanismo que formou o dispositivo surpreendente, ou os cálculos usados em seu projeto, a partir do fragmento de latão corroído descoberto no naufrágio.

Mas agora pesquisadores da University College London dizem que recriaram totalmente o design do dispositivo, a partir dos cálculos antigos usados para criá-lo, e agora estão montando sua própria engenhoca para ver se seu design funciona.

“Nosso trabalho revela o Mecanismo Antikythera como uma bela concepção, traduzida pela engenharia soberba em um dispositivo de gênio”, escreveram os pesquisadores em 12 de março na revista scientific reports. “Desafia todos os nossos preconceitos sobre as capacidades tecnológicas dos gregos antigos.”


Esta é a maior peça do Mecanismo Antikythera de 2.100 anos, que está em exposição no Museu Arqueológico Nacional em Atenas, Grécia. (Crédito da imagem: Museu Arqueológico Nacional, Atenas, Grécia)

Por que recriar Antikythera?

Os pesquisadores queriam recriar o dispositivo por causa de todo o mistério em torno dele, como uma maneira de possivelmente chegar a base de tantas perguntas. Além disso, ninguém jamais havia criado um modelo do chamado Cosmos que se reconciliava com todas as evidências físicas.

“A distância entre a complexidade deste dispositivo e outras feitas na mesma época é infinita”, disse o coautor Adam Wojcik, cientista de materiais da UCL, ao Live Science. “Francamente, nada como ele já foi encontrado. É de outro mundo.”

As engrenagens intrincadas que compõem o mecanismo do dispositivo são de uma escala que você poderia esperar encontrar em um grande relógio carrilhão, mas as únicas outras engrenagens descobertas do mesmo período são muito maiores e eram usadas em coisas como ballistas, grandes bestas, e catapultas.

Essa sofisticação traz à tona um monte de perguntas sobre o processo de fabricação que poderia ter feito uma engenhoca tão singularmente intrincada, bem como por que foi descoberto como o único dispositivo conhecido do seu tipo em um antigo navio afundado fora da ilha de Antikythera.

“O que ele estava fazendo naquele navio? Só encontramos um terço; onde estão os outros dois [terços]? Eles se corroeram? Alguma vez funcionou? Wojcik disse. “São perguntas que só podemos responder através da arqueologia experimental. É como responder como construíram Stonehenge, vamos pegar 200 pessoas com uma corda e uma pedra grande e tentar puxá-la através da Planície de Salisbury. É mais ou menos o que estamos tentando fazer aqui.


Cada engrenagem no mecanismo mapeia o movimento de um corpo celestial. Crédito: Tony Freeth/UCL

Recriando o primeiro computador

Para criar o modelo, os pesquisadores se basearam em todas as pesquisas passadas sobre o dispositivo, incluindo a de Michael Wright, um ex-curador do Museu de Ciências de Londres, que já havia construído uma réplica funcional. Usando inscrições encontradas no mecanismo e um modelo matemático de como os planetas se moviam que foi criado pela primeira vez pelo antigo filósofo grego Parmenides, eles foram capazes de criar um modelo de computador de im mecanismo de engrenagens sobrepostas que se encaixam dentro de um compartimento de apenas 2,5 centímetros de profundidade.

Seu modelo recria cada engrenagem e mostrador rotativo para exibir como os planetas, o sol e a lua se movem através do Zodíaco (o mapa antigo das estrelas) na face frontal e nas fases da lua e eclipses na parte de trás. Ele replica a agora ultrapassada suposição grega antiga de que todos os céus giravam em torno da Terra .

Agora que o modelo de computacional foi feito, os pesquisadores querem fazer versões físicas, primeiro usando técnicas modernas para que possam verificar se o dispositivo funciona, e depois empregando as técnicas que poderiam ter sido usadas pelos gregos antigos.

“Não há evidência de que os gregos antigos foram capazes de construir algo assim. É realmente um mistério”, disse Wojcik. “A única maneira de testar se eles poderiam é tentar construí-lo da maneira grega antiga.”

“E também há muito debate sobre para quem era e quem o construiu. Muita gente diz que foi Arquimedes”, disse Wojcik. “Ele viveu na mesma época em que foi construído, e ninguém mais tinha o mesmo nível de habilidade de engenharia que ele. Foi também um naufrágio romano. Arquimedes foi morto por romanos durante o Cerco de Siracusa, depois que as armas que ele inventou falharam em impedi-los de capturar a cidade.

Mistérios também permanecem sobre se os gregos antigos usaram técnicas semelhantes para fazer outros dispositivos, ainda a serem descobertos, ou se cópias do mecanismo Antikythera estão esperando para serem encontradas.

“É um pouco como ter um TARDIS aparecendo na Idade da Pedra”, disse Wojcik, referindo-se à máquina do tempo do Doctor Who.

FONTEhttps://hypescience.com/cientistas-desvendam-o-cosmos-no-mecanismo-de-antikythera-o-primeiro-computador-do-mundo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

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