Dois em um

21/10/2018 às 18:35 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
Tags: , ,

Nesse final de domingo, compartilho aqui dois bons artigos dos Professores Yvette Amaral e Paulo Ormindo.


Atenção, colegas professores !

A partir de algum tempo, a profissão À de professor vem caindo de cotação. Não sei se por conta dos salários baixos, não sei se pelo surgimento de muitas outras opções de trabalho para a mulher, a verdade é que diminuiu consideravelmente a busca do magistério, como escolha profissional. Além disso, o mercado promete reduzir-se com a re- volução digital: o ensino online está sendo preferido, já sendo grande o número de alunos matriculados para 2019.

Por um lado, é uma alternativa de aprendizagem que merece aplauso. Muita gente pode estudar na sua casa, no horário que lhe é conveniente, sem prejuízo de outros compromissos. Quantos jovens e adultos conseguem aprender, há tempo distanciados da escola pela necessidade de trabalhar ou por outros impedimentos. Mas é hora de pensarmos que alguns riscos podem ocorrer no processo pedagógico, na medida em que a aprendizagem online se ampliar e concorrer com o ensino tradicional.

Por mais que se aperfeiçoem os recursos técnicos, a figura do professor é in- dispensável na educação que não se destina apenas à inteligência, porém deve atender a outras necessidades da pessoa. É possível até que as informações recebidas sobre cada disciplina sejam excelentes, mais completas e numerosas, todavia a aula será uma fria exposição apresentada mesmo por um bom professor, porém escondido numa tecnologia. O aluno passa de interlocutor a simples ou- vinte que até pode dialogar, mas através da impessoalização da técnica. Acaba-se a convivência com o colega, a conversa com o amigo, reduzindo-se a aprendizagem à escuta isolada de material endereçado in- distintamente a qualquer internauta que se disponha a ouvi-lo.

Dir-se-á: muita gente hoje estuda ou complementa sua escolarização porque existe a internet. De fato, às vezes é a oportunidade que resta para quem deseja saber um pouco mais, mas não é a solução melhor, sobretudo para adolescentes e jovens que ainda precisam muito de quem os oriente na escalada da sabedoria. Não será uma sociedade modelar aquela que contar com mais alunos matriculados nos cursos online do que nos seus colégios e universidades.

Conforme o sociólogo Sygmunt Bauman, vivemos no tempo da ‘modernidade líquida”. O homem precisa de raízes que o firmem mais no contexto cultural. A convivência nas escolas, o relacionamento professor-aluno contribuem muito para ele atingir uma personalidade adulta numa sociedade onde tudo passa rapidamente.

Atenção, colegas professores, cabe-nos mostrar, com a nossa competência e nossos testemunhos, que o professor não é uma espécie em extinção mas uma pro- fissão das mais decisivas para empreender as urgentes e indispensáveis transformações da história.

(Yvette Amaral)


Jornal, que te quero impresso

Resultado de imagem para FOTOS ANTIGAS DO JORNAL A TARDE SALVADOR

 

Para muitas pessoas os jornais não têm mais razão de ser, já que as notícias são divulgadas 24 ou 30 horas antes pela redes sociais, rádios e televisões. Mas as redes digitais não são confiáveis, são o território da boataria e das fake news. Nas rádios e televisões as notícias são voláteis e se perdem em poucas horas. Só o jornal impresso pereniza a notícia e é referência para se checar se uma notícia é verdadeira ou falsa.
Gilberto Freyre foi o primeiro cientista brasileiro a usar os jornais como fonte historiográfica da vida social e política de uma cidade. Até sessões triviais, como anúncios populares e obituário, são importantes como registro da economia da época, espacialidade social e vida de personagens pouco conhecidos. Fernando da Rocha Peres fez um excelente ensaio de história das mentalidades soteropolitanas, em Memória da Sé, usando apenas essa fonte.

O jornal é a mídia mais democrática de todas publicando artigos de cidadãos não-jornalistas, mas que expressam um pensamento crítico e cartas de protestos de leitores. Bons jornais são aqueles que entrevistam ou convidam especialistas de diferentes tendências a comentarem as notícias, se convertendo, assim, em fóruns de debates.

Nas televisões e revistas semanais só se apresentam e escrevem jornalistas que são pagos para defenderem o pensamento de seus donos. Nos canais fechados de TV, apresentadores ruminam à exaustão as mesmas ideias. Eventualmente trazem um convidado para confirmar suas ideias, mas não para abrir o debate. Funcionam mais como lobbies do que como instrumentos de comunicação social.

Pela parcialidade, a televisão vem perdendo força como formadora de opinião pública. Apesar da campanha da Globo em favor de um candidato à presidência, esse não chegou a obter 5% dos votos, Da mesma forma, a mais famosa revista semanal do país está à beira da falência. A democracia se fortalece com debates públicos cara-a-cara e em manifestações de opiniões em jornais e não em campanhas maciças em redes de WhatsApp apócrifos, que podem distorcer uma eleição, como aconteceu na última votação nos EUA.

(Paulo Ormindo de Azevedo)


FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA

Anúncios

O CAMINHO DA ÍNDIA

09/10/2018 às 3:16 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
Tags: , , , ,

Numa de minhas viagens pela GOL desse ano, encontrei na revista de bordo de setembro o artigo que agora publico aqui. Observei que em todas as aeronaves, bem na parte da frente, com vista para os passageiros, foram colocaram fotos grandes, lindas, de nossos irmãos indígenas. Trata-se do projeto GOL MOSTRA BRASIL do fotógrafo Renato Soares, uma excelente e bela iniciativa.


O CAMINHO DA ÍNDIA

image

image

Estados Unidos, Finlândia e Itália: esses foram os destinos visitados por ela apenas no último mês. Muitas horas de avião para conhecer pessoas e falar sobre seu trabalho. Durante o trânsito, o celular pipoca com mensagens no WhatsApp, no Facebook e e-mails perguntando sobre disponibilidade em sua agenda, sempre lotada. A cena, que pode lembrar a de uma alta executiva ou empresária de sucesso, é, na verdade, um dia comum na vida da pajé Hushahu Yawanawá, 38 anos, primeira mulher de seu povo a desempenhar um papel de xamã – provavelmente uma das primeiras no país a alcançar tal posto. “Nem acredito que estou aqui. Amanhã, preciso retornar ao Mutum, pois mulheres do mundo inteiro já estão chegando para a nossa vivência”, conta, tímida, ao desembarcar no saguão do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para as fotos e a entrevista desta reportagem.

Mutum é o nome de sua aldeia, às margens do rio Gregório, no interior do Acre. O povo Yawanawá é dono de um território demarcado de 187 mil hectares na Amazônia legal e, de acordo com dados do Instituto Socioambiental (ISA), reúne 560 pessoas. Ao todo, o país contempla 254 povos indígenas, somando pouco mais de 896 mil pessoas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 – nú- mero bastante inferior aos quase 5 milhões de índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses, como estima a Fundação Nacional do Índio (Funai). Isso significa uma diminuição em mais de 80% dessa população, que deveria ter aumentado nos últimos 500 anos.

Hushahu é um dos exemplos que vai na contramão desses índices e, mais do que isso, tem sido figura indispensável para olhar a questão indígena de uma maneira atual. Uma prova disso é a tal vivência que ela organizaria no dia seguinte ao encontro em São Paulo, quando mulheres se reuniriam na tribo para falar sobre a força feminina, fazer trabalhos de cura e ouvir sobre sua jornada. “Ela provou que as mulheres podem dominar os conhecimentos da cura e rompeu um bloqueio cultural muito grande. Hushahu foi a primeira e, depois dela, várias outras passaram a estudar, principalmente a medicina da ayahuasca [chá alucinógeno feito de caules e folhas, considerado sagrado por seu povo]”, explica Dede Maia, professora indigenista e uma das fundadoras da Comissão Pró-Índio do Acre.

image

 

FLORESTA ADENTRO

Se hoje Hushahu pode ajudar outras mulheres a encontrar verdadeira força, é porque ela passou por uma jornada cheia de desafios até descobrir a sua própria. Casou-se ainda criança e foi mãe pela primeira vez aos 10 anos – a segunda filha chegou aos 12. “Isso fazia parte da minha cultura, então, demorei a perceber o que estava acontecendo. Por que eu era mãe de uma criança sendo que eu ainda era criança?”

Para chegar às respostas, ela recorreu ao uní, nome indígena para a ayahuasca. Mas o processo não foi fácil, já que a tradição não autorizava as Yawanawá a consumirem a bebida, que poderia matá-las ou enlouquecê-las. “Percebi que isso era só um discurso dos homens para evitar que as mulheres fizessem parte do ritual”, lembra Hushahu, que passava por todo o processo em silêncio. Foi sua cunhada, Laura, uma índia Zapoteca (etnia que permite a participação das mulheres na espiritualidade), que convenceu os patriarcas da tribo – seu pai, Raimundo Luis, e o pajé, Tatá – a deixarem Hushahu participar oficialmente de um ritual de uní, aos 14. “Poder tomar a bebida na frente do meu povo e não precisar me esconder foi a realização de um sonho”, lembra.

Naquele momento, ela soube que queria seguir no caminho da espiritualidade. Viveu reclusa até os 18, sem interagir muito com outras meninas de sua idade, pois era isso que se esperava de alguém que quer se tornar pajé, até se embrenhar floresta adentro para começar o ritual de transformação. Orientada por Tatá, ela e sua irmã, Putani, passaram 1 ano e 3 meses vivendo isoladas no meio da mata, seguindo todas as regras sagradas para se tornarem pajés: não podiam tomar água, comer açúcar, olhar outras pessoas nos olhos e fazer sexo. E consumiam diariamente diferentes tipos de me – dicina indígena. “Foi um período muito forte, che – guei a acreditar que não conseguiria, mas toda vez que me perguntava por que tinha aberto mão de tudo para viver aquilo, os espíritos me respondiam ‘porque você é uma mulher’”, lembra. Durante esse período, Hushahu aprendeu os cantos sagrados e resgatou desenhos ancestrais de grande importân – cia para restabelecer a cultura Yawanawá. “Ouvia histórias do Tatá sobre o nosso povo e sonhava com elas enquanto estava sob o efeito do uní.”

image

MULHERES NO PODER

O retorno de Hushahu para o convívio na aldeia inaugurou uma nova era para os Yawanawá – es – pecialmente para as mulheres. Era o início dos anos 2000 e, com a ajuda da irmã, Mariazinha, a primeira cacique do povo, a pajé passou a incenti – var todas as mulheres da tribo a participar dos ri – tuais de uní e trabalhar com o artesanato, usando miçangas para vender pulseiras, brincos e colares. Sua história e visão contemporânea logo come – çaram a ganhar fama entre antropólogos e, não muito tempo depois, entraram no radar de aman – tes da cultura indígena. Hoje, os Yawanawá são uma das tribos que mais pratica o chamado tu – rismo espiritual, em que povos originários rece – bem pessoas de fora para praticar rituais de cura. “Trata-se de um povo empreendedor, que faz par – cerias com o homem branco e valoriza os ativos de uso tradicional. Isso, mais do que tudo, é uma questão de sobrevivência”, reforça André VillasBôas, secretário-executivo do ISA.

“Os índios do Acre tiveram contato com o lado mais selvagem do sistema capitalista du – rante o ciclo da borracha. Eles entenderam que, para alcançar novos objetivos, precisavam ‘vender’ o que tinham de mais importante para o branco – e isso é a cultura. Com eles à frente, esses projetos estão sendo manejados de forma sustentável e melhoram a situação financeira da aldeia”, completa André.

Além de turistas e estudiosos interessados na liderança feminina Yawanawá, marcas também passaram a procurá-la. Caso da Cavalera, que criou uma coleção étnica com a ajuda dos índios e trou – xe vários deles para o desfile no São Paulo Fashion Week, em 2015; e da Farm, que convidou mulheres da tribo para pintar algumas peças e confeccionar acessórios artesanais em duas coleções.

Há quem diga que esse tipo de aproximação com a cultura do homem branco descaracterize a identidade indígena, mas a questão é muito mais profunda. “A ideia de sociedades isoladas, preocupadas em preservar uma cultura própria, que ignoram as inovações e os usos das outras sociedades, é o resultado da colonização. Há uma tentativa constante e reiterada de confinar os indígenas em um passado idealizado, o que sig – nifica, na prática, exterminá-los no presente”, ga – rante Marcos Matos, professor e antropólogo da Universidade Federal do Acre. Em um exemplo mais simples: se ter um smartphone fabricado na China ou comer sashimi, da culinária japonesa, não faz de ninguém menos brasileiro, por que os índios não poderiam também usar calças jeans ou estarem conectados à internet?

Se na sua casa, no Mutum, Hushahu passa o dia com as roupas sujas de terra, come peixe com as mãos e anda descalça, quando sai da floresta a história é outra. “Não poderia sair as – sim porque receberia ainda mais preconceito. Minha identidade é o que está dentro de mim. Estar com um celular na mão não me faz menos índia”, defende Hushahu. “A gente não está mais escondida, tem satélites passando por cima da nossa terra. Temos que usar a tecnologia e as conexões para proteger a floresta. Quanto mais parcerias para combater essa onda de destrui – ção que está no mundo todo, melhor.”

(Alexandre Makhlouf e jorge Lepesteur)


OS PRIMEIROS HABITANTES

image

Especializado em registrar tribos indígenas, o fotógrafo Renato Soares leva seus cliques para o projeto GOL MOSTRA BRASIL, a primeira exposição de fotos a bordo do mundo

As expressões e os costumes indígenas não escapam das lentes do fotógrafo mineiro Renato Soares. Desde 1986, ele viaja pelas cinco regiões do Brasil atrás de registros das tribos e, agora, seus cliques podem ser vistos no projeto GOL MOSTRA BRASIL, a primeira exposição de fotos a bordo do mundo. Todo o acervo, de cerca de 60 mil imagens, foi cuidadosamente analisado durante seis meses pela plataforma especializada em produções culturais Arte que Acontece. Os 130 cliques selecionados podem ser vistos nas 119 aeronaves e no GOL Premium Lounge, nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro. “Escolhi imagens que mostram particularidades das tribos, como pinturas corporais”, diz Esther Constantino, fundadora da Arte que Acontece e curadora da mostra. A segunda edição do projeto, que busca mostrar a diversidade étnica brasileira, fica em cartaz por seis meses e, depois, uma foto será doada ao acervo do Instituto GOL. Saiba mais no site golmostrabrasil.com.br.

image

image

(Larissa Faria)

FONTE: Revista de bordo da GOL

VII Encontro Internacional de Direitos Culturais divulga programação

29/09/2018 às 3:30 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
Tags: , ,

Esse eu recebi do Dr. Marcus Pinto Aguiar, amigo de longa data do Ceará. Confiram.

IMG-20180922-WA0088 (1)


VII Encontro Internacional de Direitos Culturais divulga programação

Evento acontece de 1º a 5 de outubro na Unifor. Realização é do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais.


Professor Humbero Cunha (Unifor) acompanhado do professor Tullio Scovazzi (Unimib/Itália), organizador e conferencista do EIDC, respectivamente (Foto: Ilaria Tani)

Professor Humbero Cunha (Unifor) acompanhado do professor Tullio Scovazzi (Unimib/Itália), organizador e conferencista do EIDC, respectivamente (Foto: Ilaria Tani)

O Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional da Unifor, por meio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais, realiza, de 1º a 5 de outubro de 2018, o VII Encontro Internacional de Direitos Culturais (EIDC).

O evento tem como tema “Liberdades Culturais: um bem humano universal”. No ano em que a Constituição da República Federativa do Brasil completa 30 anos, o encontro tem por objetivo aprofundar estudos acadêmicos, com interfaces sociais e políticas, sobre o papel a ser desempenhado pelo sistema de liberdades constitucionais de natureza cultural.

A programação contempla palestras, mesas-redondas, simpósios temáticos, grupos de debates, apresentações de trabalhos acadêmicos e lançamento de livros relacionados a temas relevantes de Direitos Culturais. As Mesas Temáticas contarão com palestrantes de vários Estados brasileiros, bem como de outros países, como Itália, a França, a Espanha, a Argentina e o Chile.

O público-alvo são alunos de graduação e de pós-graduação em Direito, pesquisadores e trabalhadores do campo da cultura, gestores públicos e privados de órgãos e entidades culturais, assim como profissionais do Direito e de outras áreas do conhecimento que tenham afinidade com a temática geral do evento e dos seus simpósios temáticos.

Inscrições de verbetes

O EIDC encerrou as inscrições para a coleta de verbetes que comporão o Dicionário Aberto de Direitos Culturais, a ser disponibilizado no site do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais.

O prazo para submissão de trabalhos foi até 15 de setembro de 2018, através do site https://doity.com.br/7eidc. As informações estão disponíveis no Edital R Nº 30/2018.

Participação de ouvintes

Interessados em participar como ouvintes no evento poderão se inscrever, gratuitamente, pelo mesmo link: https://doity.com.br/7eidc.

Uma das grandes novidades do evento é a transmissão ao vivo online através do canal do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais (GEPDC Direitos Culturais) no YouTube, que é: https://www.youtube.com/channel/UCNzT6p7GYhRzo7Lrp8g2f_w. O EIDC será realizado no Auditório do Bloco Z, de onde o público poderá acompanhar a programação.

Sobre o evento

Os objetivos do evento são envolver a comunidade cultural nos debates acerca dos Direitos Culturais; ampliar o intercâmbio entre juristas, pesquisadores e militantes brasileiros e de outras nacionalidades que atuam nessa área; além de comparar experiências e reflexões sobre este ramo jurídico.

Serviço

VII Encontro Internacional de Direitos Culturais
De 1º a 5 de outubro de 2018
No campus da Unifor

Mais informações
Edital R. Nº 30/2018
Site | www.direitosculturais.com.br
E-mail | contato@direitosculturais.com.br

FONTE: https://www.unifor.br/evento?event=1100873

Nordestinando

23/09/2018 às 3:37 | Publicado em Canto da poesia, Midiateca | Deixe um comentário
Tags: , , , , ,

Domingo: a fonte, Bráulio Tavares; o bardo atual, Bráulio Bessa

Viva o Nordeste e o Povo Nordestino !


A FONTE


O BARDO

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: