Mestre Ambrósio – dose dupla

20/01/2019 às 11:36 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Domingo com Mestre Ambrósio de Recife-PE, terra do frevo, do maracatu e de tantos outros belos ritmos.


USINA


FUA NA CASA DE CABRAL

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Quais são os principais deuses da mitologia indígena brasileira?

27/12/2018 às 3:04 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Muitos de nós não sabem nem que indígena tem mitologia. Como é rica nossa cultura, como somos pobres em não conhecê-la.


Quais são os principais deuses da mitologia indígena brasileira?

Não é apenas a cultura grega ou nórdica que crê em seres divinos. Os índios que habitam o Brasil também trazem um legado mitológico – que permanece vivo

À época da chegada dos colonizadores europeus, os mais de mil povos indígenas que viviam por aqui já tinham um rico e variado panteão de divindades, todas em estreita ligação com as forças da natureza.

Além dos tupis e dos guaranis – dois dos grupos mais importantes –, ianomâmis, araras e dezenas de outros povos deixaram um legado mitológico que permanece vivo até hoje entre os mais de 450 mil índios que habitam nosso território.

A seguir, conheça algumas dessas divindades:

Deuses tupi-guaranis

Tupa Jaci Guaraci

TUPÃ

Chamado de “O Espírito do Trovão”, Tupã é o grande criador dos céus, da terra e dos mares, assim como do mundo animal e vegetal. Além de ensinar aos homens a agricultura, o artesanato e a caça, concedeu aos pajés o conhecimento das plantas medicinais e dos rituais mágicos de cura.

JACI

É a deusa Lua e guardiã da noite. Protetora dos amantes e da reprodução, um de seus papéis é despertar a saudade no coração dos guerreiros e caçadores, apressando a volta para suas esposas. Filha de Tupã, Jaci é irmã-esposa de Guaraci, o deus Sol.

GUARACI

Filho de Tupã, o deus Sol auxiliou o pai na criação de todos os seres vivos. Irmão-marido de Jaci, a deusa Lua, Guaraci é o guardião das criaturas durante o dia. Na passagem da noite para o dia – o encontro entre Jaci e Guaraci –, as esposas pedem proteção para os maridos que vão caçar.

Ceuci Anhangá Sumé

CEUCI

Protetora das lavouras e das moradias indígenas, Ceuci foi comparada pelos colonizadores católicos à Virgem Maria, por ter dado à luz de maneira milagrosa: seu filho, Jurupari – espírito guia e guardião –, nasceu do fruto da cucura-purumã (árvore que representa o bem e o mal na mitologia tupi).

ANHANGÁ

Inimigo de Tupã, Anhangá é o deus das regiões infernais, um espírito andarilho que pode tomar a forma de vários animais da selva. Apesar de ser considerado protetor dos animais e dos caçadores, é associado ao mal. Se aparece para alguém, é sinal de desgraça e mau agouro.

SUMÉ

Responsável por manter as leis e as regras, Sumé também trouxe conhecimentos como o cozimento da mandioca e suas aplicações. Em virtude da desobediência dos indígenas, Sumé um dia partiu – saiu caminhando sobre o oceano Atlântico, prometendo voltar para disciplinar os índios.

Divindades de outras tribos

Akuanduba Yorixiriamori

AKUANDUBA

Trata-se de uma divindade dos índios araras, da bacia do Xingu, no Pará. Rigoroso, Akuanduba tocava sua flauta para trazer ordem ao mundo. Um dia, por causa da desobediência dos seres humanos, eles foram lançados na água. Os poucos sobreviventes tiveram que aprender do zero como dar continuidade à vida.

YORIXIRIAMORI

É um personagem do mito da “árvore cantante” dos ianomâmis. Com seu belo canto, Yorixiriamori deixava as mulheres encantadas, o que acabou despertando a inveja nos homens, que tentaram matá-lo. O deus fugiu sob a forma de um pássaro, e a árvore cantante sumiu da Terra.

Yebá Bëlo Wanadi

YEBÁ BËLÓ

A “mulher que apareceu do nada” é a figura principal no mito de criação dos índios dessanas, do alto do rio Negro (fronteira Brasil-Colômbia). De sua iluminada morada de quartzo, Yebá Bëló criou todo o Universo – os seres humanos surgem a partir do ipadu (folha de coca) que ela mascava.

WANADI

Deus dos iecuanas, povo da divisa Brasil-Venezuela, Wanadi criou três seres para gerar o mundo. Porém, os dois primeiros fizeram um erro e acabaram criando uma criatura deformada, que representa o lado ruim da vida (fome, doenças, morte). Coube ao terceiro ser, então, concluir com sucesso o ato da criação.

O início e o fim de tudo

Para os arauetés, do médio Xingu (PA), um marido indignado criou o mundo

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1. Triste com um insulto da esposa, o deus Aranãmi começa a cantar e tocar seu chocalho. Com isso, cria o solo terreno e mais três níveis: dois celestes e um subterrâneo, com um rio e suas ilhas.

2. Alguns homens sobem até o primeiro nível celeste e se tornam seres divinos. Outros se elevam ainda mais, indo morar na segunda camada, o Céu Vermelho.

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3. O solo então se rompe. Os homens caem no rio subterrâneo e quase todos são devorados por uma piranha e um jacaré gigantes. Os que escapam ficam vivendo nas ilhas.

4. Quando um habitante das ilhas morre, sua alma se divide em dois espíritos: um vaga por certo tempo pela terra; o outro fica na primeira camada celestial, em contato com os deuses.

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5. De acordo com o mito, um dia a camada celeste se romperá. A partir daí, os seres humanos e divinos ficarão misturados e não haverá diferença entre o mundo dos mortos e o dos vivos

FONTE: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-sao-os-principais-deuses-da-mitologia-indigena-brasileira/?utm_source=whatsapp

Ariano Suassuna: a mim ninguém me enrola

25/12/2018 às 3:36 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | 2 Comentários
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Neste dia de Natal, é muito oportuno esse vídeo de Suassuna, sempre hilário mas nos ensinando muitas coisas.


Evoé novos cronistas

29/11/2018 às 3:53 | Publicado em Artigos e textos, Canto da poesia | Deixe um comentário
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As crônicas de Jânio Ferreira normalmente são poesias em prosa, essa é mais uma.

Abraco_no_livresco


Evoé. novos cronistas

Professora Carmem é uma dessas educadoras que faz jus ao título que lhe antecede o nome. Sempre dedicada, ela coordena o A TARDE Educação aqui em Paulo Afonso e, em abril deste ano, foi contemplada pelo velho vespertino da Praça Castro Alves como destaque entre os articuladores do projeto na Bahia. Não satisfeita, nossa formiguinha criou o ótimo “Leitura, Chave do Mundo”, onde alunos da rede municipal têm a oportunidade de mostrar seus talentos em forma de contos, fábulas, cordéis, poesias, músicas, tirinhas e afins, fato que, por si só, merece vivas, rapapés e loas. Segue o baile.

Semana passada ela me ligou e logo pensei em mais um convite para a agradável missão de assistir aos cativantes uivos de Bruno Cordeiro, 7 anos, em sua originalíssima interpretação de um lobo preocupado com o meio ambiente e amigo de Chapeuzinho Vermelho, ou ouvir a delicadeza de Jamile Sena, 12 anos, narrando A Carta, um conto de sua autoria inspirado em Ana Terra, de Érico Veríssimo, por sinal muito bem escrito. Mas, para minha surpresa, o que ela queria mesmo era que eu gravasse um vídeo direcionado aos alunos que irão participar do concurso Jovem Jornalista 2018/2019, lhes dando dicas de como escrever uma crônica. Apavorado, exclamei: valei-me, meu São Rubem Braga!

Fugindo das mídias como o diabo da cruz, inventei mil desculpas, pigarreei bem forte sugerindo súbita rouquidão, mas não teve jeito, em poucos minutos lá estava diante de mim uma câmera mais parecendo a garrucha do caçador que vai salvar a vovozinha, só que dessa vez o alvo era o focinho deste velho vira-lata do sertão.

Pois muito bem, por achar que fiquei devendo algo na minha fala, aproveito esta página que em breve deverá se abrir diante dos olhares atentos dos alunos orientados por Tia Carmem, para acrescentar que, diferentemente do bolo que a mãe de Bruno deve fazer pra ele comer enquanto lê suas historinhas, ou da inigualável paçoca que Cecília fazia quando eu tinha a idade de Jamile e vivia cor- rendo pelas calçadas de Glória tomando banho da chuva que escorria pelas bi- queiras das casas, crônicas descarecem de receita.

Seus ingredientes podem ser inúmeras coisas, visíveis ou não. A propósito, agora mesmo a Lua cheia que fecha novembro mostra seu primeiro bago na minha janela e daqui a pouco será uma imensa tangerina solta no horizonte nu. Junto com ela chega o vento da noite, que, além de uivar na fresta da veneziana no tom do lobo bom, derrubará dezenas de mangas que farão a festa de sanhaçus, coleirinhas e sabiás ora cochilando em seus galhos, nem aí para o abdômen trincado da atriz, que pode até bombar nas redes sociais, mas não combina em nada com o final deste parágrafo, As- sim, afrouxe o cinto, aperte o sinto e voe pra onde você quiser.

(Janio Ferreira Soares)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 24.11.2018

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