Strange fruit

18/08/2019 às 2:21 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Domingo: música, cultura e História !


Em 20 de abril de 1939, a cantora de jazz Billie Holiday, entrou num estúdio com uma banda de oito músicos para gravar Strange Fruit (Fruta Estranha). Essa chocante música sobre os horrores dos linchamentos nos Estados Unidos não foi apenas o maior sucesso de Billie Holiday, mas também se tornaria uma das mais influentes canções de protesto do século 20.

Em 1999, ela foi escolhida pela revista Time como a “canção do século”, e a história de como Strange Fruit foi concebida tornou-se lendária. Originalmente um poema chamado Bitter Fruit, ela foi escrita pelo professor judeu Abel Meeropol, sob o pseudônimo Lewis Allen, em resposta aos linchamentos de negros em Estados do sul dos Estados Unidos.

“Eu escrevi Strange Fruit porque odeio os linchamentos, odeio injustiça e odeio as pessoas que os perpetuam”, disse Meeropol, em 1971. Ele nunca testemunhou um linchamento, mas acredita-se que ele tenha composto a canção depois de ver a perturbadora foto do linchamento de Thomas Shipp e Abram Smith, em 1930 em Indiana, feita pelo fotógrafo Lawrence Beitler. Em 1940, Meeropol, que era socialista, foi convocado para testemunhar num comitê investigando comunismo e foi questionado se o Partido Comunista dos EUA havia lhe dado algum dinheiro para que ele compusesse Strange Fruit.

O que aconteceu na primeira noite em que Holiday interpretou Strange Fruit no Café Society antecipou o tipo de resposta que a canção teria quando fosse lançada comercialmente. “Na primeira vez que eu a cantei, eu achei que houvesse algo de errado… Não houve nenhum aplauso. Aí, uma pessoa começou a bater palmas, de um jeito nervoso. E, de repente, todo mundo estava aplaudindo”, disse Holiday em sua autobiografia. “Você consegue imaginar nunca ter ouvido essa música antes e perceber qual é a estranha fruta pendurada no choupo? Há alguma coisa reveladora quando você a escuta, e aquela imagem de olhos arregalados e boca distorcida salta na direção do ouvinte.”

FONTE: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/bbc/2019/07/21/strange-fruit-a-musica-sobre-linchamentos-de-negros-que-chocou-os-eua.htm

 

 


Fruta Estranha

Árvores do sul produzem uma fruta estranha,
Sangue nas folhas e sangue nas raízes,
Corpos negros balançando na brisa do sul,
Frutas estranhas penduradas nos álamos.

Cena pastoril do valente sul,
Os olhos inchados e a boca torcida,
Perfume de magnólias, doce e fresca,
Então o repentino cheiro de carne queimando.

Aqui está a fruta para os corvos arrancarem,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
Para o sol apodrecer, para as árvores derrubarem,
Aqui está a estranha e amarga colheita.

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Moradores de Niterói criam “casinha” de livros para promover a leitura

26/07/2019 às 3:25 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros | Deixe um comentário
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Parabéns ao povo de Niterói ! Enquanto ela esteve aqui conosco, minha saudosa mãe repetia quase que diariamente essa frase de Monteiro Lobato e dava o exemplo lendo de tudo (“correção: ela dizia quem NÃO lê…):

  “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”.


Moradores de Niterói criam “casinha” de livros para promover a leitura

Iniciativa foi tomada pelos habitantes do bairro Santa Rosa

Foto: Luiz Nicolela

Uma “casinha” de livros para as pessoas terem mais contato com a leitura foi montada no ponto final da linha de ônibus 47, na Rua Desembargador Aniceto de Medeiros Corrêa, em Santa Rosa, Niterói. A iniciativa de promover a prática da leitura acontece através da própria sociedade. De acordo com os moradores da região, a ação vem sendo realizada há duas semanas.

A jovem Marcela Neto, de 24 anos, estudante de biblioteconomia na Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que é importante que a cultura do livro seja disseminada e que cada vez mais a prática seja realizada.

 

“Eu acho muito legal e necessário, nesse momento que a população não lê muitos livros. Muitas pessoas gostam de ler mas não possuem condições de comprar. É uma iniciativa que precisa ser vista. Além de tudo, a burocracia que é para o empréstimo do livro em uma biblioteca, não tem aqui”. disse.

Já na cidade vizinha, São Gonçalo, a falta de incentivo dos órgãos públicos se transformou em notícia nas últimas semanas. A Biblioteca Pública Municipal, no Lavourão foi fechada pela Prefeitura de São Gonçalo e por isso, a população não tem mais acesso aos livros, já que o acervo de 20 mil livros está guardado no antigo 3º Batalhão de Infantaria (BI).

Em uma de suas máximas, Monteiro Lobato já afirmava que “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”. Uma população sem o acesso e direito a leitura, pode causar várias consequências negativas para a sociedade. Em São Gonçalo, em 2017, O SÃO GONÇALO promoveu uma campanha de incentivo à leitura. Na época, 400 exemplares foram distribuídos em coletivos das linhas que ligam a cidade à Niterói. As obras foram arrecadadas através de doações. A população gonçalense tem o interesse de ler e conhecer novos horizontes.

FONTE: https://www.osaogoncalo.com.br/geral/59749/moradores-de-niteroi-criam-casinha-de-livros-para-promover-a-leitura

Artista argentino cria tanque de guerra munido da arma mais poderosa: livros

24/07/2019 às 3:20 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Minha rivalidade com os argentinos se limita apenas ao futebol. Dizem, nunca fui lá, que só em Buenos Aires há mais livrarias que em todo o Brasil !


Artista argentino cria tanque de guerra munido da arma mais poderosa: livros

Já dizia Nelson Mandela“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Talvez esta frase tenha inspirado o artista argentino Raul Lemesoff, o responsável pela criação de uma arma que pode mudar a vida de muitas pessoas: ele transformou um antigo carro Ford Falcon, de 1979, em um tanque de guerra. Mas, ao invés de disparar balas, o veículo dispara livros.

O veículo funciona como uma verdadeira biblioteca itinerante. O formato é de tanque de guerra e tem até um canhão, mas toda a lateral é repleta de prateleiras, em que são dispostos até 900 livros, com os mais diversos temas e estilos.

Com a munição de livros pronta, o artista percorre as ruas de Buenos Aires, na Argentina, disparando livros por todos os lados e para todas as pessoas que cruzam o seu caminho. Não é necessário pagar nada pelos exemplares, apenas se comprometer com a leitura.

O projeto em que Lemesoff trabalhou nos últimos anos dá um novo significado a um dos principais símbolos de guerra, que foi batizado de “Arma de Instrução em Massa”. 

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FONTE: https://razoesparaacreditar.com/educacao/artista-argentino-cria-tanque-de-guerra-munido-da-arma-mais-poderosa-livros/

 

EDUCAÇÃO E CULTURA

10/07/2019 às 3:02 | Publicado em Artigos e textos, Fotografias e desenhos, Zuniversitas | 1 Comentário
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“A Educação é um esqueleto

que precisa da musculatura da Cultura

para ficar em pé !”

Iemanja1

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