Borboletas e Tartarugas

29/10/2018 às 3:38 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | 3 Comentários
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Para um dia especial, um momento especial da natureza. Parabéns minha irmã Miminha, esse é em sua homenagem.


Borboletas bebem lágrimas de tartarugas

Você já observou um bando de borboletas voando e pousando em poças de lama, ou melhor ainda, rodeando a cabeça de répteis como tartarugas e jacarés? Então você já deve ter se perguntando o que esses insetos querem com a lama ou com os répteis.

O entomologista Phil Torres captou uma bela cena na Amazônia peruana: borboletas coloridas bebendo lágrimas diretamente dos olhos das tartarugas que tomam sol ao lado do rio Tambopata. O vídeo foi registrado em março de 2018 e compartilhado no canal de YouTube do pesquisador, O Diário da Selva.

Ele conta que oito espécies de três famílias diferentes de borboletas, de todas as cores e tamanhos, rodeavam as tartarugas.

Ele descreveu a cena como a mais “bizarra, estranha, bela, e fascinante” que ele já viu na vida. Segundo Phil, essa cena é relativamente rara de ser registrada, porque as tartarugas costumam pular para a água quando percebem a aproximação de barcos. Mas as borboletas parecem ter distraído essas tartarugas em questão.

“Eu diria que a chance é de uma em mil de ter a sorte de ver tantas borboletas voando assim”, diz ele.

Phil explica que as borboletas precisam fazer isso para sobreviver. A alimentação comum delas, que inclui néctar e seiva de algumas árvores, não fornece o sódio necessário para elas. O néctar é composto principalmente de água e açúcar, mas também contém proteínas, aminoácidos e vitaminas. Outra opção de fonte sódio além da lama e lágrima de répteis é o coco de animais.

Quem não parece gostar muito dessa relação de comensalismo são as tartarugas que produzem lágrimas. Os indivíduos da espécie Podocnemis unifilis não conseguem retrair a cabeça para dentro do casco, e precisam aguentar o bando de borboletas pousando em seus olhos. A única coisa que elas podem fazer para tomar banho de sol em paz é mexer a cabeça para os lados e tentar espantá-las com as patas, mas isso não parece surtir grande efeito.

As borboletas são insetos bastante insistentes, e não desistem de seu alvo. “Aposto que se eu ficasse parado por tempo suficiente, elas definitivamente viriam se alimentar de meu suor e talvez até tentar chegar perto dos meus olhos”, diz Phil. [LiveScience]

Confira abaixo o vídeo completo:

FONTE: https://hypescience.com/borboletas-bebem-lagrimas-de-tartarugas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

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A Terra é uma Mulher e o meu Útero, o Universo (Mónica Guerra da Rocha)

22/10/2018 às 3:21 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Em homenagem a todas as mulheres !


Microplástico nos oceanos, descobertas alarmantes

06/07/2018 às 3:50 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Gaia agoniza…


Microplástico: regata de volta ao mundo, Volvo Ocean Race, descobre partículas até no Ponto Nemo!

Se você gosta dos oceanos e quer mante-los íntegros para que seus filhos e netos desfrutem de sua beleza e riqueza em biodiversidade, é preciso antes de mais nada, mudança de hábitos. As futuras gerações dependem de nossa decisão agora, hoje! A regata Volvo Ocean Race descobriu partículas de microplástico até no ponto mais ermo do planeta azul: o Ponto Nemo.

imagem de microplásticoO microplástico é ingerido por peixes e outros seres marinhos. Depois, nós, os seres humanos, comemos estes alimentos impróprios para a saúde. (Foto:http://blog.nationalgeographic.org/)

Microplástico em amostra de água do Ponto Nemo

Na atual edição da regata Volvo Ocean Race há um veleiro cuja missão não é apenas disputar a prova. Enquanto veleja contra o relógio, o  ‘Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ (em tradução livre, ‘Limpeza dos Mares – Vire A Maré Contra O Plástico’) recolhe água do mar que é analisada para saber entre outras, a quantidade de partículas de microplástico ou microfibras por metro cúbico de água.

imagem do veleiro Clean Seas - Turn The Tide On PlasticO ‘Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ que recolhe amostras de água do mar enquanto compete.

Agora os cientistas já sabem que até no Ponto Nemo há partículas de microplástico!

Microplástico: entenda o que é

A definição está no próprio nome: partículas ‘micro’, ou muito pequenas, de plástico. Para alguns pesquisadores o tamanho máximo seria de 1 milímetro mas a maioria adota a medida máxima de 5 milímetros, o mínimo seria um ‘tamanho microscópico’. Esse é o caso da NOAA, a agência norte- americana que cuida de tudo em relação aos oceanos. Estas partículas vêm da deteriorização de pedaços maiores do material (plástico) que não se decompõem. Elas são provenientes de lixo descartado em local errado que acaba indo pro grande ‘lixão’ que estão se tornando os oceanos.

Microfibras

Alguns pesquisadores, como Judith S. Weis (“Cooperative Work is Needed Between Textile Scientists and Environmental Scientists to Tackle the Problems of Pollution by Microfibers” ), dizem que   “de longe, o tipo mais abundante de microplástico nos oceanos são as microfibras (aproximadamente 85%), oriundas de tecidos sintéticos usados em roupas.” Seguindo esta pesquisadora, “as microfibras foram encontradas até em biópsias pulmonares humanas.”

Por que o microplástico é danoso para os seres marinhos e o ser humano

Porque os animais marinhos confundem as partículas com seu alimento e as ingerem. Elas, por sua vez, entram em nossa dieta ao comermos peixes, camarões, ostras, e outros organismos marinhos. Pior que isso, o grande público ainda não sabe o que seriam estes microplásticos e seus malefícios simplesmente porque não os vêm. Mas, que eles estão lá. Até no ponto mais ermo da Terra, agora ficou provado que sim, as partículas já contaminam todos os oceanos do planeta. Culpa de quem, senão nossa?

Veja o que disse a icônica National Geographic sobre o problema:

Existe um certo tipo de plástico cujos efeitos prejudiciais ainda não são amplamente reconhecidos pelo público, são os microplásticos, partículas que se deterioram a partir de peças (de plástico) maiores. A questão veio à tona devido ao uso de microesferas de plástico em produtos de cuidados pessoais, como esfoliantes de gel para banho, pasta de dente e maquiagem, que são drenados  pelo ralo. De acordo com uma pesquisa de 2012, foram utilizadas 4.360 toneladas de microesferas em todos os países da União Européia.

Regata Volvo Ocean Race prova existência do microplástico em todos os oceanos

Os pesquisadores já sabiam do problema. Tanto é que a própria ONU entrou na guerra ao plástico ao lançar sua campanha. Mas até agora não havia amostras que provassem a tese. Até que veio a edição da regata de volta ao mundo. A ONU decidiu patrocinar um dos veleiros que aproveitaria rotas ainda não mensuradas, para coletas. E o Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ deu conta do recado.

O Ponto Nemo e o microplástico

De acordo com matéria do http://www.volvooceanrace.com,  “as descobertas mostram que, perto do Ponto Nemo, havia entre nove e 26 partículas de microplástico por metro cúbico de água.”

imagem de mapa com o Ponto Nemo onde foi encontrado microplásticoO Ponto Nemo, local mais ermo do Planeta. (Ilustração:www.redbull.com)

“Quando os barcos passaram perto do Cabo Horn (mais próximo de terra), na ponta da América do Sul, as medições aumentaram para 57 partículas por metro cúbico.”

Outros pontos avaliados durante a regata

“Níveis de 45 partículas por metro cúbico foram registrados a 452 km de Auckland, Nova Zelândia. Esta perna (etapa) começou lá. Apenas 12 partículas por metro cúbico foram encontradas a 1000 km da chegada em Itajaí. A diferença nas medições pode ser explicada pelas correntes oceânicas que transportam os microplásticos a grandes distâncias. Os mais altos níveis encontrados até agora, 357 partículas por metro cúbico, foram encontrados em uma amostra feita no Mar da China Meridional, leste de Taiwan, uma área que alimenta oGrande Giro do Pacífico.”

As consequências da triste descoberta

De acordo com o site volvooceanrace.com,  “o Dr. Sören Gutekunst do Instituto GEOMAR de Pesquisa Oceânica Kiel, analisou os dados preliminares de microplásticos no laboratório em Kiel, na Alemanha. E declarou:

Este é o primeiro dado que a comunidade científica tem sido capaz de analisar de uma parte relativamente inacessível do nosso planeta azul.   Infelizmente, isso mostra até que ponto os microplásticos penetraram em nossos vastos oceanos e agora estão presentes naquilo que, até agora, muitos consideram águas intocadas.

Soluções para o problema

No Brasil, atrasado como sempre, a única solução é a conscientização da população. Evite material plástico tanto quanto puder. Mas, se utilizar, sua obrigação é a separação do material na hora de jogar no lixo. E separa-lo para reciclagem. Ela é bem mais complicada que outros materiais, como alumínio e papelão, e nem todas as cidades brasileiras conseguem reciclar plástico. Mas nos grande centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, sim, a reciclagem já é realidade. É nossa obrigação ética e moral separar o lixo e reciclar. Dá mais trabalho? Sim, dá. Assim como dá mais trabalho, e custa mais caro, proteger seu filho e dar-lhe a educação mais adequada possível. E sabemos que os leitores deste site podem, e fazem isso. Então, porque a preguiça em mudar hábitos, consumindo menos plástico e, quando o fizer, reciclar? Mude. E mude já.

Outras possíveis soluções: eleições vem aí…

Como explicamos detalhadamente em outra matéria, são três os atores envolvidos: a população, a indústria do plástico, e políticas públicas, leia-se políticos. Vem aí eleições. Verifique a plataforma dos presidenciáveis e simplesmente não dê seu voto a quem não demonstrar preocupação com os oceanos, a última fronteira do globo, e o plástico, o grande vilão dos mares.

A responsabilidade da indústria do plástico

A indústria do plástico precisa ser obrigada, através de nova legislação, a se responsabilizar por parte do problema. Afinal, é ela quem escolhe os variados tipos de plástico a serem usados em seus produtos. Por outra parte, todas as grandes cidades do país devem estar preparadas para a reciclagem e, mais uma vez, isso depende da ação de políticos. O mesmo deveria acontecer com a indústria da fabricação de tecidos sintéticos.

Dotar os estados de legislação

Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e outros, precisam se inspirar em legislações mais avançadas, como as recentes tentativas da Califórnia e São Francisco, nos Estados Unidos, ou a Comissão Européia. Ainda esta ela semana esteve nas manchetes dos jornais ao propor a proibição de produtos plásticos que são utilizados apenas uma vez, como cotonetes, pratos, copos e talheres, canudinhos para refrigerantes, etc.

Nossa ação outra vez

A propósito, nós também podemos copiar o exemplo dos europeus em nosso local de trabalho, nas escolas de nossos filhos, em consultórios  médicos, etc, para que copos e xícaras para café (de plástico), sejam banidos imediatamente. O que custa pensar adiante de nossas vidas? Faça sua parte.

FONTE: https://marsemfim.com.br/microplastico-descobertas-alarmantes/

CONHEÇA A INVENÇÃO QUE PODE MELHORAR A VIDA DE MUITAS PESSOAS

27/06/2018 às 3:03 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Impressionante e simples essa solução. Para um país como o Brasil, com mais de 8.000 km de litoral e dezenas de grandes cidades ao longo de sua costa, a economia que essa iniciativa traria é até difícil de imaginar.


 

Conheça a Invenção Que Pode Melhorar a Vida de Muitas Pessoas

Embora a eletricidade seja uma comodidade importante da qual não podemos viver sem, as contas podem vir muito salgadas no fim do mês, se abusarmos. Felizmente, existem pessoas que estão preocupadas com o futuro do meio ambiente e estão em busca de fontes alternativas de energia, como esta lâmpada que você vai ver abaixo:

Esta é uma lâmpada comum, que não precisa de combustível.

lâmpada de água e sal

Criada pelos irmãos Raphael e Aisa Mijeno, que vivem nas Filipinas, esta lâmpada funciona apenas com algumas tiras de metal e água salgada. Essa invenção foi feita para levar luz às comunidades rurais mais afastadas do país, sem acesso à eletricidade. Aisa, que também trabalha para o Greenpeace, sentiu-se na função de ajudar a essa comunidade, porque ela sentia que isso era um problema que precisava ser resolvido rápido.

lâmpada de água e sal

Aisa e Raphael Mijeno com o cheque recebido como vencedores do concurso IdeaSpace Philippines

Como muitos residentes rurais filipinos vivem sem eletricidade, eles são obrigados a usar lanternas à base de querosene, mas conseguir este combustível é algo complicado, pois o acesso ao transporte é difícil nessas regiões. Os habitantes precisavam caminhar até 12 horas só para comprar uma garrafa de querosene, que durava por apenas dois dias. A água salgada, no entanto, além de ser mais barata, é encontrada abundantemente em muitas regiões das Filipinas, pois grande parte das famílias, até mesmo as mais pobres, têm acesso a três itens básicos: água, arroz e sal.

A lâmpada pode funcionar por até oito horas seguidas, com apenas um copo de água e duas colheres de chá de sal. Mas como funciona?

Dois tipos de metal são submersos na água salgada, e então liberam elétrons em excesso, que vão de um metal para o outro, criando uma espécie de fio metálico. Este fio metálico produz a eletricidade que, consequentemente, gera a luz. Além disso, ao contrário das lanternas de querosene, as lâmpadas de sal não colocam as pessoas em risco, com incêndios, por exemplo, e por isso podem ser usadas em qualquer cômodo da casa, inclusive perto de crianças. E há outro benefício ainda maior: para moradores que vivem em regiões litorâneas, eles ainda têm o privilégio de utilizar a água do mar como combustível, ao invés de preparar a solução com água e sal.

lâmpada de água e salAisa Mijeno com residentes de uma família sem eletricidade, e sua lâmpada

As varetas de metal que funcionam como eletrodos precisam ser repostas duas vezes ao ano, mas, mesmo assim, os irmãos criadores da lâmpada acreditam que o custo-benefício é muito maior para famílias rurais e pessoas que vivem em regiões sem acesso à eletricidade.

Até então, essas lâmpadas geraram muito interesse em países do Sudoeste Asiático e também da Índia. A dupla criadora recebeu um grande apoio de novas empresas do leste da Ásia, e ajudas financeiras de organizações como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Eles pretendem levar a ideia adiante, com grandes projetos pela frente.

Aisa e Raphael estão com esperança de construir um gerador movido a água salgada, que pode levar energia a uma casa inteira. E, possivelmente, depois disso, uma usina de água salgada. Por enquanto, eles desejam que as lâmpadas cheguem à produção em massa. O primeiro protótipo pode ser lançado em breve e, assim que isso acontecer, milhares de pessoas, não somente das Filipinas, mas de todo o mundo, podem se beneficiar com esta maravilhosa invenção.

FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=7829

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