A árvore que dá mais de 40 tipos de frutos

20/06/2018 às 3:01 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Projeto interessante, inusitado e estranho ao mesmo tempo. Para além de iniciativas como essa, a pergunta que sempre fiz é por que não se planta árvores frutíferas em abundância nas cidades brasileiras ?


A árvore que dá mais de 40 tipos de frutos

Há alguns anos, o Prof. Sam Van Aken Sam estava passeando pela maior plantação de frutas do estado de Nova York e se perguntou, enquanto olhava para a imensa extensão de terra necessária para o cultivo, se seria possível produzir vários tipos de frutas em uma única árvore. Este pensamento o conduziu a um projeto exclusivo que levou cinco anos para ser concluído, e seus frutos (trocadilho intencional) são colhidos hoje: o desenvolvimento de uma árvore que pode produzir 40 tipos diferentes de frutas.

A Árvore que Dá Mais de 40 Tipos de Frutos

O processo de Aken incluiu plantar as árvores que ele queria combinar através de enxertos, cortando alguns dos ramos e enxertando-os de uma forma única na árvore principal. Seu sucesso ao longo do caminho levou a árvore a co-gerar uma variedade de frutas: cerejas, nectarinas, amêndoas, pêssegos, ameixas, etc.

A Árvore que Dá Mais de 40 Tipos de Frutos

Uma vez que cada planta requer diferentes níveis de irrigação e cuidado, Aken mantém um diário que registra a situação de cada planta, a quantidade de água de que necessita e quando.

FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=6882

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Técnica inovadora faz limpeza de água com o mandacaru

13/06/2018 às 3:38 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente pesquisa. Simples, rápida e barata !


A LATA DE LIXO DO PLANETA

22/05/2018 às 3:55 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Eu já havia lido algo sobre a existência de ilhas de lixo nos oceanos Pacífico e Índico, mas uma “lata de lixo planetária” como essa não imaginava.

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A LATA DE LIXO DO PLANETA

Se você respondeu Brasil, acabou de perder U$ 100 mil no nosso programa “Fique milionário ou **da-se“. A resposta certa é Nemo,nomeinventado pelo Comando de Operações Espaciais do Exército Norte-americano para uma vasta (e vaga) área do Oceano Pacífico para onde são direcionados os destroços das naves que partem das plataformas de lançamento e, depois de desligadas, saem de órbita e caem. O cemitério mais caro da História. Acredite se quiser, a grana supera até o montante do dinheiro público roubado e desviado para contas secretas. O ferro velho que jaz nas profundezas custou dinheiro suficiente para acabar de vez com a fome no mundo. Até os miseráveis venezuelanos e os todos os famélicos do mundo poderiam com essa grana degustar diariamente caviar com champanhe francesa até o final dos tempos. Supera de longe o valor somado dos passes de Neymar, Messi e todos os craques do mundo. Não esquecer de agregar o dinheiro do contribuinte ( ou seja,omeu e o teu) afanado e desviado para contas secretas. São secretas mas os titulares todos sabemos quem são.

Mas, voltando a lixeira do ponto Nemo. O nome foi dado por algum cientista com pendores literários em homenagem a Julio Verne. Colocada em órbita em 2011, a estação espacial chinesa–Tiagong (Palácio Celestial) 1 – foi desativada em 2013. Segundo o Centro de astrofísica Harvard-Smithsonian caiu a noroeste da ilha de Taití, onde morou Gauguin. Entrou na atmosfera terrestre a uma velocidade que faria Bolt se sentir uma lesma paralítica: 26 mil quilômetros por hora. Ao entrar na atmosfera terrestre desintegrou-se numa bola de fogo. Só dez por cento da estrutura teria mergulhado no Pacífico. Para variar, longe do ponto Nemo. O Nemo é, também, chamado de “polo de inacessibilidade do Pacífico”. Fica ao largo das costas da Antártica, da Nova-Zelândia, das ilhas Pitcarn e do Chile, sendo a ilha Dulcie, um atol desabitado, a mais próxima daquela área. Mas a Tiagong-1, depois que foi desligada, não pode ser controlada e caiu, digamos , muito longe do “cemitério”. Mas felizmente não caiu em cima de ninguém. Até agora não há registro de vítimas de pedaços de naves. Segundo os cientistas você pode ficar tranquilo: a possibilidade de algo vindo do espaço cair na sua cabeça é de 0,058%. Carros são muitíssimo mais perigosos e letais. E também andar na rua depois das nove horas.

De onde tirei tantas informações sobre o lixo espacial que faz da Terra um Saturno com um anel de sucata?

No voo de volta de alguns dias de férias em Portugal, a aeromoça me deu alguns exemplares de Domingo. É uma revista feita no capricho, muito gira, como lá dizem.Tem matérias sobre assuntos bizarros, como o desta crônica, e também sobre cirurgia plástica para peixes ornamentais de pálpebras caídas (eu, que sou de Peixes, também as tenho). Na última página tem sempre uma crônica sobre política brasileira. E digo mais: os portugueses entendem muito mais de Brasil do que nós.

(Jaguar)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 19.05.2018

Se meu rio falasse

02/05/2018 às 3:57 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Mais uma boa crônica de Jânio Ferreira Soares. Entra ano e sai ano, com transposições e maus tratos, e o São Francisco, maior rio eminentemente brasileiro, continua ao deus dará !

SaoFrancisco


Se meu rio falasse  JanioFerreira

Nesses tempos de ministros do STF comprometidos até o talo da toga – e ainda por cima falando um juridiquês que mais confunde do que explica –, melhor ouvir o CD do baiano Giovani Cidreira ou então a voz desse pedaço de rio agonizando em minha frente, que se falasse diria algo mais ou menos assim:

“Olá, antes de entrar no assunto que me trouxe até aqui, gostaria de me apresentar, embora a maioria já deva ter ouvido falar de mim e de meus remansos. Me chamo Francisco, assim como o papa, o ex-sogro de Carlinhos Brown e o santo gente boa nascido em Assis, na Itália, cujo nome inspirou o meu. Apelidos não tenho, apesar de muitos que nunca me viram mais largo insistirem em me chamar de Velho Chico, provavelmente querendo uma intimidade que jamais lhes dei, até porque, se o próprio ribeirinho que me vê todo santo dia nunca me tratou assim, por que diabos um estrangeiro haveria de? Oficialmente tenho 516 anos, mas, como naquela música que gosto muito e que a moçada canta em minhas margens quando luas me lampejam, eu nasci há uns 10 mil anos atrás e, do mesmo modo que o velhinho sentado na calçada com uma cuia de esmola e uma viola na mão citado por Raul no começo da canção, não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais. De extensão eu tinha 2.700 km, mas com os desvios que alongaram meu curso e duplicaram meu tormento, perdi as contas. De afluentes devo continuar com os 168 que os livros de geografia cravam, embora só uns 36 me irriguem pra valer. Já de velhas promessas de me revitalizarem ou coisa assim, ah!, seu moço e dona moça, isso é conversa pra Nego d’Água dormir. Como vocês sabem, broto lá em Minas e passeio por alguns estados do Nordeste, onde, nos bons tempos pré-barragens, despencava nos cânions de Paulo Afonso que nem trovoada de verão e depois seguia até bater de frente com o oceano, numa peleja bonita de se ver. Já hoje, completamente poluído pelas baronesas que se alimentam dos esgotos que caem em minhas águas (e separado pelas hidroelétricas de Três Marias, Sobradinho, Itaparica, Complexo Moxotó e Xingó – que me dividiram em várias partes, tornando-me uma espécie de esquartejado líquido), chego tão desnutrido no final de minha jornada que o mar já penetra alguns quilômetros dentro do meu leito, trazendo com ele mariscos, pescadas e robalos que, queira Deus, convivam em harmonia com minhas traíras e surubins. Agradeço do fundo de meus peraus sua atenção e me despeço dizendo que mesmo com milhões de metros cúbicos sem oxigênio, partes de mim resistem à espera de algum milagre ou, quem sabe, de ventos do Norte mais constantes, que pelo menos possam provocar um rodízio na minha agonia. Agora me dê licença que os meninos já vão começar a sessão Beatles. Fui !”.

(Jânio Ferreira Soares)

FONTE: Jornal  A TARDE, Salvador-BA, 28.04.2018

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