Os números por trás do ‘milagre econômico’ da ditadura no Brasil

16/02/2019 às 3:48 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Em tempos de ditadura (mal)disfarçada, é sempre bom relembrar a História.


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PREVIDÊNCIA E MISÉRIA

06/02/2019 às 3:57 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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“ Em  nome  da  dignidade  humana  essa  reforma  não  pode  passar ! “

Alerta


PREVIDÊNCIA E MISÉRIA

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(Emiliano José)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 04.02.2019

“Eu queria ter um banheiro”

07/01/2019 às 3:56 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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O ano é novo, mas os problemas são os mesmos.


“Eu queria ter um banheiro”

Estranho o titulo deste texto, mas bizarramente é um fragmento da fala de uma idosa brasileira ao discorrer sobre como viveu toda sua vida em um barraco sem nenhuma infraestrutura mínima. Ainda segundo ela, suas necessidades fisiológicas, bem como de sua família, eram feitas em áreas baldias ou em sacolas.
O pior é que esta situação, que se soma a tantas outras, não é uma mera e simples exceção, ela representa, segundo as mais recentes informações do IBGE, cerca de 55 milhões de brasileiros, isto mesmo que você leu, cerca de 55 milhões de brasileiros vivem na pobreza extrema. Para piorar a situação, deste montante, aproximadamente 13 milhões vivem na linha inferior à pobreza,resumindo, absurdamente ainda não podem ser considerados pobres.
Os dados apresentados pelo IBGE, infelizmente, não apresentam nenhuma novidade, pelo contrário, só reforçam nossa índole excludente, refletem como nossas políticas públicas são fracassadas, como os nos- sos políticos são mesquinhos e maus gestores, como nossas instituições fingem cumprir seus papéis, enfim, como continuamos a ser uma das nações mais ricas do mundo, que não consegue transformar esta riqueza em qualidade de vida para os seus convivas. Uma sociedade de corruptos e corruptores.
E não nos iludamos com os desumanizados 55 milhões de brasileiros, pois se somarmos a eles os demais que ganham até um salário mínimo, que é um salário abaixo de qualquer possibilidade de dignidade, a que retrato social do Brasil chegaremos?
Dizem que as mudanças nascem da base, do povo. Às vezes me pego pensando até que ponto é verdade tal afirmativa Um povo faminto, moribundo, sem sonhos, sem expectativa, sem estima, sem tudo aquilo que possibilite enxergar a própria existência e a partir dela tecer uma análise social, conseguirá ter “forças para lutar”?
A fome e demais mazelas dela provenientes abrem portas para o explorador, para o lacaio, para o usurpador, para o mal- feitor travestido de bonzinho; abrem portas infinitas para a ciranda da miséria que se perpetua para o bel-prazer daqueles que simplesmente se aproveitam e que são indiferentes ao sofrimento alheio.
Percebo que no Brasil não se quer mudar a cultura da pobreza, mas, pelo contrário, querem alimentá-la, transformando-a em orgulho, como se viver assim fosse a melhor coisa do mundo. Basta observar as maquiagens sociais que insistem em tapear e vangloriar a miséria. Como diria o trecho de uma música: “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela em que eu nasci”.
Combater a injustiça, a fome, a miséria, transformar os locais inóspitos em locais onde seja possível viver dignamente, entre tantas outras coisas, isto, sim, deveria ser nossa maior bandeira. Um país rico é um país em que o povo vive com dignidade, vive realmente como um ser humano e que se reconhece como tal. O contrário não passa de um engodo cruel, uma mentira selvagem e um pesadelo sem fim.

(Walber Gonçalves de Souza)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 13.12.2018

Por um Brasil de todos, com mais emprego e inclusão

30/07/2018 às 3:21 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Esse discurso não é comunista, não é proletário, talvez nem mesmo socialista seja. É apenas algo lógico, colocado por alguém que conhece o Brasil como poucos e que, possuindo um projeto para o país, mostra o quanto é inteligente. Para mim a palavra chave aqui não é economia, não é desenvolvimento, nem reforma, salário ou qualquer outra do gênero. A palavra chave aqui é e continuará sendo INCLUSÃO, até que consigamos atingir novamente o mesmo patamar do término do segundo governo Lula.

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Por um Brasil de todos, com mais emprego e inclusão  15182184315a7e2cbfb52eb_1518218431_3x2_md

Toda pessoa que tem um diploma da vida, como eu tenho, sabe que trabalhar, poder cuidar da família, é uma coisa sagrada que nos dá muito orgulho. Para podermos ter emprego e isso acontecer é preciso que a economia cresça, e o resultado desse crescimento seja distribuído de forma justa.

Para a economia crescer, o empresário tem que investir. Para o empresário investir, é preciso que o governo ofereça infraestrutura, um ambiente estável e políticas que favoreçam o crédito tanto para o investimento quanto o consumo.

O investimento vai gerar emprego na indústria, que vai pagar um salário que gera um consumidor, que faz o comércio vender e gerar outro trabalhador, na loja, que vai consumir também. É como se fosse uma roda-gigante.

Quanto mais emprego e inclusão social, mais salário, mais consumo, mais arrecadação que permite mais investimento, com mais empregos. É o óbvio: dinheiro na mão de rico vira uma conta parada no banco. Dinheiro na mão de pobre, ele vai no mercado e movimenta a economia.

Por isso é fundamental o País recuperar sua capacidade de investir para ter um novo ciclo de crescimento. O Brasil foi um dos países mais promissores e otimistas do mundo, quando seguiu esse caminho que combina combate à pobreza com desenvolvimento da economia. Hoje o País vive um ciclo diferente. O governo atual reduz investimentos, gerando pobreza, desemprego e aumento nos custos da energia. A indústria e o comércio demitem. Dizem que a inflação está baixa, mas os pobres sofrem com o aumento do gás de cozinha e a classe média, com o aumento na gasolina e nos planos de saúde. E é claro que a relação dívida/PIB piora, porque o PIB não cresce.

A reforma trabalhista conduz a empregos de pior qualidade, reduz a segurança do trabalhador, corta direitos. A reforma também vai dificultar a qualificação da mão de obra em um momento em que há cada vez mais tecnologia em qualquer setor da sociedade.

As próximas eleições são fundamentais para definir o caminho do País. Precisamos retomar os investimentos no futuro do Brasil, e esse futuro são os brasileiros que precisam voltar a ter emprego, oportunidades e sonhos. No meu governo, o povo parcelava a compra do carro e da casa própria. Agora, com Temer e o PSDB, parcela para encher o tanque de gasolina ou comprar um botijão de gás.

Retomada de economia de verdade será quando as pessoas voltarem a ter bons empregos com carteira assinada, a ter a chance de fazerem uma faculdade e comprarem uma casinha. Para isso acontecer, precisamos de governantes que acreditem no nosso povo. Eu tenho certeza que é possível vencer a crise, porque eu já resolvi uma grave crise no Brasil uma vez e tenho certeza que posso, mais experiente, fazer isso de novo.

(Luiz Inácio Lula da Silva)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 29.07.2018

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